Optamos pelo Hospital Santa Catarina, para conhecer as instalações de lá e usufruir do novo plano de saúde, que eu havia acabado de contratar para garantir o acesso a alguns hospitais de melhor qualidade para as meninas.
O Santa Catarina tem a característica, segundo a Mamãe, de não te deixar sair de lá sem ter certeza que você não tem nada. Com a Tarsila foi assim que aconteceu, e ela acabou sendo internada e tendo alta só quatro dias depois.
A febre foi identificada em 38,9 graus, e primeiro vieram os exames tradicionais: sangue, urina e raio-X. Surgiu a suspeita de meningite e Tarsila foi levada ao isolamento. Fez-se uma punção lombar e, felizmente, não era nada. Nesse ínterim foram duas consultas ao oftalmologista, que não conseguiu identificar se ela tinha conjuntivite ou celulite.
Aí o simpático Dr. Ernesto, que vinha o tempo todo no quarto checar como estava a nossa filhota, sentenciou: o protocolo para recém-nascidos com febre alta é a internação para observação e garantia de que não tenha nada. E nós capitulamos: Tarsila foi devidamente internada quando já era meia-noite da sexta e encaminhada ao seu quarto, acompanhada da Mamãe Paixão, tomando injeções de antibióticos todas as noites.
O grande nó da questão era a Maria Alice, que vinha tendo crises nervosas e para quem tínhamos planejado um carnaval especial, 100% família, no sítio dos Vovós Vergueiro. Não deu, e eu fui sozinho com ela para o sítio até Tarsila receber alta. Mas ela se comportou super bem, ainda que muito grudada em mim.
Foram quatro longos dias em que Mamãe entediou-se até não poder mais. O atendimento no hospital era ótimo, a alimentação também, tinha TV a cabo, internet e até uma sala de brincar para as visitas da Maria Alice, mas nada substituía o fato de não estarmos todos juntos.
Na terça pela manhã Mamãe me ligou e disse que Tarsila tinha recebido alta: a febre não voltara mais e os exames deram todos negativos, ufa! Não perdemos tempo: viemos logo para casa, almoçamos, e fomos tentar "pular" um pouco do Carnaval no SESC Ipiranga.
Agora, torcemos para que ela não tenha outra febre alta ou gripe. A pediatra vaticinou: se acontecer, é internação na certa. Ai...
