Eu não sei o que vai ser do meu futuro. Meu futuro não está escrito, não está no destino, não está nas linhas do tempo. Meu futuro, no máximo, está no porvir.
Como eu não sei o que será do meu futuro, vivo intensamente o meu presente. Curto minha família ao máximo e aproveito todos os instantes com ela. Com as meninas, lembro-as sempre que posso do meu amor, e deixo esses registros, de quatro anos de blog, para que não aja dúvidas.
Mulheres da minha vida: com vocês, para sempre!
Blog do Papai Vergueiro
Maria Alice e Tarsila. Tarsila e Maria Alice. Minhas duas meninas!
sábado, 2 de fevereiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Minhas bonecas
Um articulista recentemente escreveu que brinquedos não deveriam ter distinção de gênero, e que ele dá bonecas a filhos de alguns amigos. Estranhamente, nenhum grupo feminista se levantou contra este exagero travestido de "intelectualismo moderno", e ninguém apontou o preconceito de gênero explícito no texto original.
Meninas não brincam mais com bonecas que meninos porque os pais (ou o mercado capitalista das indústrias de brinquedos e da propaganda - o velho chavão) assim o querem. Meninas brincam mais com bonecas porque são, afinal de contas, meninas!
Naturalmente, nem sempre é fácil perceber que as meninas nascem com o mesmo instinto materno que suas mães, e os replicam (mimetizando as progenitoras) nas suas bonecas. Para isso, claro, não há experiência melhor do que ter tido duas filhas, e observar a ambas com os olhos de um pai não somente apaixonado, mas também curioso com os estágios do desenvolvimento humano.
As bonecas, assim, são para as meninas muito mais do que apenas um brinquedo comum, mas algo para o qual elas dão grande valor: dão de mamar, simulam xixi, fazem ninar, etc.
Já para os meninos - tá bom, eu não tenho experiência prática aqui, a não ser pelo fato de eu mesmo ter sido, opa, um menino! - bonecas são apenas mais um brinquedo no imenso grupo de todos os outros que já temos.
Se a boneca representa para as meninas algo importante, porque da natureza feminina, dar uma boneca para um menino desvaloriza o papel do brinquedo e desrespeita as mulheres. Boneca é sim um brinquedo de meninas, ao passo que não há um brinquedo específico que possa ser considerado de meninos, pois não há nada de biológico em nós homens que se projete em um brinquedo desde criança.
O erro do articulista, nesse ponto, foi não ter percebido que o preconceito não está em quem dá bonecas para meninas e carrinhos (ou bonecos de ação) para meninos. O preconceito existe nos pais que não permitem que suas meninas brinquem também com carrinhos, se assim o quiserem, e seus filhos brinquem também com bonecas, se essa for a vontade deles.
Uma sociedade melhor (o título original do artigo aqui citado) não se forma pela imposição de uma visão asséptica e totalitária, como essa apresentada de que brinquedos não devem ter gênero. Uma sociedade melhor surge quando entendemos o papel de cada um dentro da sociedade, homens e mulheres, e os respeitemos naquilo que os aproxima e naquilo que os diferencia.
Aqui em casa, por sinal, as meninas têm várias bonecas para brincar. E se quiserem, elas também já têm carrinhos, ratos automatizados, e um pai desesperado para vê-las crescer e poder brincar de tudo - inclusive "brincadeiras de meninos". Tô só esperando!
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Tarsila - 1 ano depois
Tarsila fez aniversário dia 23. 1 ano de vida, 12 meses como a caçula dos Paixão Vergueiro.
Diferente da Maria Alice, que veio inesperadamente (claro, depois de nove meses "de espera", mas sem agendarmos), com a Tarsila tudo foi programadinho: a data, o hospital, as férias, etc.
E ela nasceu de fato tranquila, sem chorar, sem fazer muita bagunça, exatamente o oposto da sua irmã.
Passados doze meses, o que temos agora com a Tarsila?
- Olhos que continuam azuis;
- Uma menina que anda de forma graciosa, e andou antes da sua irmã;
- Adora beijar a Maria Alice, e já consegue brincar com ela;
- Escolhe na prateleira o DVD certo que quer ver (o da Galinha Pintadinha);
- Mas viu muito menos TV e vídeos que a irmã mais nova;
- Faz tudo do seu jeito;
- Acorda 500 vezes de noite - pobre da Mamãe Paixão;
- Já tem dentes, e já está recusando a papinha.
- É apegada aos pais, como sua irmã mais velha, mas não é tão chorosa como foi Maria Alice;
- Mama, e muito!
E olhem para a foto, ela não é a cara da Mãe?
sábado, 22 de dezembro de 2012
O Natal do Ano
E então chegou o Natal!
Se no ano passado estávamos indo para o hospital, e Maria Alice viria dormir longe da Mamãe Paixão pela primeira vez em sua vida, em 2013 vamos passar o Natal em família.
Em família, e como manda a "tradição": pela primeira vez temos um árvore em casa, e as meninas - principalmente a Maria Alice - brincaram bastante com ela.
E primeira vez não só para nossa família, mas também para a Mamãe Paixão e eu, que nunca tínhamos tido árvores de Natal em nossas respectivas casas.
Sim, de fato compramos uma de plástico, bastante acessível, e só para constar mesmo. É pequena, e Maria Alice a colocou "para dormir" várias vezes nessa semana, isso quando a própria Tarsila não a jogava no chão tentando pegar um dos enfeites.
Acho que de tudo o que está acontecendo no Natal, e falando com bastante tranquilidade, a árvore é a maior novidade. Afora isso, as meninas estão crescendo e a Tarsila completando um ano, mas isso é papo para meu próximo texto.
Feliz Natal a todos!
domingo, 18 de novembro de 2012
Corinthiana
Estou com problemas na família: toda vez que eu falo que torço para o São Paulo a Maria Alice responde "Eu sou Corinthians".
- Como é que deixei chegar a esse ponto? Que erros que eu cometi?
Claro que Maria Alice não entende direito o que está falando e, hoje cedo, assistindo ao jogo do Brasil com a Espanha na Copa do Mundo de Futebol de Salão ("futsal" é para novatos, heh), ela voltou a repetir que era Corinthians, mesmo com meus argumentos que estávamos todos torcendo para o Brasil.
Acho que chegou a hora de levá-la ao estádio. Logo eu, que só fui ver um jogo em estádio com 19 anos de vida, totalmente atrasado e incompatível com minha paixão pelo único time tricampeão mundial que o Brasil tem. Com a Maria Alice, acho que 3 anos de jejum está bom demais!
domingo, 4 de novembro de 2012
Engatinhando
Foi mais ou menos quando completou dez meses de vida que a Tarsila começou a engatinhar. Nossa, e que diferença isso fez na vida dela!
Agora podemos largar Tarsila pelo chão da casa que ela sai a brincar, a mexer nos DVDs, entrar na casinha que a Mamãe Paixão fez, etc., exatamente do mesmo jeito que sua irmã mais velha fazia.
Sem dúvida, o estágio de sair dos braços dos pais para começar a se locomover por conta própria é um grande avanço para o bebê. Para a Tarsila, e diferente da Maria Alice, tudo leva a crer que é apenas uma rápida fase de passagem, pois o que ela quer mesmo é levantar e andar .
Aqui em casa estimamos que não leva mais que duas semanas para Tarsila andar. Ela já fica de pé e dá um ou dois passos antes de cair. Ao contrário da Maria Alice, portanto, que foi andar um pouco depois de completar seu primeiro ano de vida, a Tarsila parece ter pressa. Vai Tarsila, vai pintar pelo mundo!
domingo, 7 de outubro de 2012
Valores
Aproveitando que hoje é dia de eleições, e considerando que estou já há algum tempo distante do blog, achei que valia a pena voltar e retomar a conversa sobre alguns dos valores que as meninas vão aprender com o pai dela.
Já tratei disso aqui antes, faz tempo, e fico angustiado ao ver repetidas vezes o argumento de que devemos votar só levando em conta a proposta dos candidatos e nada mais. Como eu não concordo com isso, e não concordarei, nada melhor do que debater e apresentar os meus valores dentro da ideia de que temos que conhecer e saber os valores que são defendidos pelos candidatos e por seus partidos, para que isso nos ajude a decidir na hora do voto.
Bem, tratemos então de alguns dos meus valores:
2 - Democracia: liberdade é importante, e a liberdade só se garante com democracia. Toda e qualquer ditadura, por mais "social" que seja, é ainda uma ditadura, e não pode ser defendida. O indivíduo deve ser livre para escolher o caminho que quer seguir para si e seu país, e a ninguém, de forma não-democrática, pode ser dado esse direito em nome do cidadão.
3 - Somos todos iguais: o que nos diferencia é nosso esforço e dedicação, e não qualquer característica que tenhamos adquirido em virtude da genética, renda, etc. A cor da pele de ninguém o faz melhor ou pior que outro, para o bem e para o mal, e a nossa diferenciação se dá pelo esforço, pela dedicação a que nos empenhamos dadas as condições oferecidas. O papel do Estado é oferecer mais condições a todos, sem distinção, e não privilegiar grupos específicos, seja por quaisquer argumento "politicamente correto" que exista.
4 - Vida: sim, a vida é um valor, se não o maior de todos. A vida se protege, se defende, e não há justificativa moral que legitime tirar a vida de alguém de forma calculada, por qualquer método que seja - aborto, pena de morte, eutanásia e mesmo guerras, que devem ser evitadas a todo o custo por não serem nunca a solução.
5 - Respeito a todos: o pior dos discursos é o "se todo mundo faz, por quê eu não posso?". Vou ter que lidar com isso com as meninas, não tenho dúvida alguma. As pessoas furam fila, dão um jeitinho, e até eu, em 31 anos de vida, com certeza já cometi alguma pequena transgressão. Mas carrego o sentimento de culpa e não tenho esse tipo de atitude nem como exceção, pois ela simplesmente não deve ocorrer.
Falar de valores é fácil, porém, e o discurso deve ser legitimado pela prática, caso contrário se reduz à pura hipocrisia.
Por isso mesmo, minhas filhas não verão o pai dela mudando seus princípios para alcançar algo que deseje, bem como não verão o seu pai defendendo ditaduras (e eu já fiz isso, quando seduzido pelas propaganda castrista), mesmo que seja uma "boa ditadura" em contraposição a um governo tirânico ainda pior.
Terão no seu pai um ardoroso defensor da vida como um valor absoluto, do qual não se abre mão, e não verão o seu pai defendendo cotas raciais ou qualquer outro instrumento que crie um privilégio a um indivíduo só por causa da sua cor de pele.
E, finalmente, não verão seu pai falando para se "dar um jeitinho", e é mais provável que o vejam extremamente bravo e sem humor algum se elas falarem isso ou se propuserem furar uma fila caso conheçam alguém no meio dela.
E elas vão compartilhar todos os meus valores? Não, provavelmente não, pois também terão sua mãe na formação dos valores das meninas (e Mamãe Paixão tem certo valores iguais aos meus, mas pensa diferente sobre outros temas), os dos amigos, da sociedade, etc. Formamos nossos valores a partir de várias influências, e eu espero ser uma grande influência para ensiná-las o que defendo e acredito, sabendo explicar as motivações e porquês. Vamos ver se consigo.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
3 anos
Maria Alice fez 3 anos sábado passado. Três anos, e só agora estou relatando isso no blog. Meu Deus, como estou relapso!
A vida anda corrida e atrapalhada. Mudei de emprego, retomei a ministrar aulas, estou preparando minha qualificação no mestrado. Agora tudo vai entrar nos eixos, mas agosto foi de fato um mês conturbado aqui em casa.
Bem, a filhota está mais velha. Três anos de vida, e passou tão rápido!
Parabéns meu amor, eu te amo tanto que até lembrei de uma música. É uma canção evangélica, do cantor Lázaro, também gravada pelos católicos, e que expressa exatamente o quão grande é meu amor por você, minha querida e minha filha. Segue um trecho dela:
Filho eu quero tanto
Enxugar teu pranto te fazer só meu.
Filho eu quero ser teu Deus
Eu te amo tanto, tanto, tanto, tanto
Filho vem ser meu, filho eu quero ser teu Deus
Por que eu te amo !!!
Eu te amo Tanto
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