sábado, 25 de fevereiro de 2012

Minha estada no hospital


Tudo começou no almoço da sexta-feira véspera do Carnaval, quando decidimos, por precaução, levar Tarsila no pronto socorro, pois ela apresentava um problema em um dos olhos e Mamãe Paixão a achava um pouco quente também.

Optamos pelo Hospital Santa Catarina, para conhecer as instalações de lá e usufruir do novo plano de saúde, que eu havia acabado de contratar para garantir o acesso a alguns hospitais de melhor qualidade para as meninas.

O Santa Catarina tem a característica, segundo a Mamãe, de não te deixar sair de lá sem ter certeza que você não tem nada. Com a Tarsila foi assim que aconteceu, e ela acabou sendo internada e tendo alta só quatro dias depois.

A febre foi identificada em 38,9 graus, e primeiro vieram os exames tradicionais: sangue, urina e raio-X. Surgiu a suspeita de meningite e Tarsila foi levada ao isolamento. Fez-se uma punção lombar e, felizmente, não era nada. Nesse ínterim foram duas consultas ao oftalmologista, que não conseguiu identificar se ela tinha conjuntivite ou celulite.

Aí o simpático Dr. Ernesto, que vinha o tempo todo no quarto checar como estava a nossa filhota, sentenciou: o protocolo para recém-nascidos com febre alta é a internação para observação e garantia de que não tenha nada. E nós capitulamos: Tarsila foi devidamente internada quando já era meia-noite da sexta e encaminhada ao seu quarto, acompanhada da Mamãe Paixão, tomando injeções de antibióticos todas as noites.

O grande nó da questão era a Maria Alice, que vinha tendo crises nervosas e para quem tínhamos planejado um carnaval especial, 100% família, no sítio dos Vovós Vergueiro. Não deu, e eu fui sozinho com ela para o sítio até Tarsila receber alta. Mas ela se comportou super bem, ainda que muito grudada em mim.

Foram quatro longos dias em que Mamãe entediou-se até não poder mais. O atendimento no hospital era ótimo, a alimentação também, tinha TV a cabo, internet e até uma sala de brincar para as visitas da Maria Alice, mas nada substituía o fato de não estarmos todos juntos.

Na terça pela manhã Mamãe me ligou e disse que Tarsila tinha recebido alta: a febre não voltara mais e os exames deram todos negativos, ufa! Não perdemos tempo: viemos logo para casa, almoçamos, e fomos tentar "pular" um pouco do Carnaval no SESC Ipiranga.

Agora, torcemos para que ela não tenha outra febre alta ou gripe. A pediatra vaticinou: se acontecer, é internação na certa. Ai...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Internada


Tarsila ficou internada nesse Carnaval, passou quatro dias no hospital. Já está de alta, em casa, e os quatro juntos reunidos mais uma vez.

Com calma, eu conto a novela toda. Agora já são quase duas da manhã e eu preciso subir para dormir. Nesses últimos dias fui babá de Maria Alice e não tive tempo para nada, só para minha filhota linda. As meninas dormem cansadas, e eu vou a ela me unir.

E nesta quarta-feira de Cinzas começa o jejum da Quaresma...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dor


É, não está sendo tão fácil como gostaríamos. Maria Alice está de fato sofrendo bastante com o impacto de todas as mudanças, consideradas aí o nascimento da Tarsila, as férias de um mês que ela teve em casa conosco e o reinício das aulas em uma nova escola.

Sua forma de extravasar é o escândalo, a birra excessiva, de um jeito que poucas vezes a tínhamos visto fazer. Ela chora, esperneia, briga com a gente, se joga ao chão e segue nessa toada por um bom tempo, só parando quando damos uma bronca ou quando conseguimos mudar seu foco. Se perguntada qual o motivo dela estar assim, responde: "Não quero dizer".

Estamos monitorando, e tentando fazê-la se sentir o mais querida possível. Mamãe está dando banho nela todos os dias (eu estava fazendo isso na reta final da gravidez), fazendo-a dormir e acordar, e tentando mostrar que pouco mudou, que ela ainda é muito querida para nós.

Quanto à nova escola, não temos muito o que fazer, é uma questão de adaptação mesmo.

E assim vamos levando nosso dia-a-dia nas última semanas, esperando passar essa fase e chegar o Carnaval, para sair um pouco também da rotina. Vai dar tudo certo, tenho certeza.

*  *  *

Mamãe Paixão ficou com a impressão de que no último texto desse blog eu teria dito ser ela a responsável por Maria Alice não ter a rotina que eu considerava adequada. Não foi o que aconteceu, e eu não culparia Mamãe por qualquer deficiência - se ela existisse, o que não foi o caso, como bem afirmei no texto - que eu eventualmente identificasse na educação das nossas filhas.

Nós somos uma família, e como um família somos co-responsáveis pela educação das crianças. E eu jamais vou abandonar meu papel de pai e partícipe, vocês podem ter certeza disso.

Perdão Mamãe!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Rotina


Com o início das aulas da Maria Alice, estamos tentando ter com ela algo em que nós em casa não somos muito bons: rotina.

Se no ano passado ela entrava n escola às 8, 9, 10, 11 horas da manhã, dependendo do dia e da nossa disponibilidade, agora ela está entrando às 9 e saindo as 15 horas, quase pontualmente.

Rotina é um problema para nós em casa. Eu não gosto dela por natureza, e busco desenvolver uma série de atividades na vida onde justamente a rotina não seja um imperativo, e tenha sempre algo de diferente acontecendo.

Mamãe também não é uma pessoa de rotina, e não à toa esteve sempre metida nas artes e com música, onde não viver na rotina faz parte do estilo de vida.

Não ter rotina é um mal para nós e para as meninas, na minha opinião. Maria Alice nunca teve hora para dormir, para acordar, para comer. Talvez um pouco na primeira escola dela, com horários para refeição e soneca, mas com a gente aqui em casa a vida é uma beleza!

Claro que para a filhota é melhor assim, principalmente nessa fase da vida onde impor muitas regras e inflexibilidade para as crianças é desnecessário. Ela vai aprendendo aos poucos, entendendo aos poucos o funcionamento do "sistema" dos adultos, e lidando naturalmente com as restrições, espero.

Pelo momento, de qualquer forma, já me dou por satisfeito se ela conseguir passar a dormir todos os dias às 10 horas da noite. Grande avanço aqui em casa.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Escolinha


Acabaram as férias da Maria Alice (bem como as do Papai), e ela está voltando para a escolinha. Por opção pedagógica, e também necessidade de algum ajuste financeiro em virtude do nascimento da Tarsila, optamos por colocá-la em uma nova escola, próxima de casa como a outra, mas com um perfil diferente.

E como mudou de escola, tem que fazer adaptação de novo, e assim lá estão Mamãe Paixão e ela conhecendo e se ambientando à escola, para que se acostume aos novos amigos e professores.

Também nessa idade começam as atividades extraclasse. Ballet, judô, inglês e música são as que ela vai fazer, se não estou equivocado. Ballet? Judô? Com dois anos de idade? Bem, nada muito sério e profissional, naturalmente, mas eu já estou me preparando para tomar uns "tombos" da filhota no tatame.

De qualquer forma, continuamos com o objetivo de não deixá-la muito tempo longe de nós, aproveitando ao máximo a família e nosso amor e carinho. Em tese, serão oito horas por dia lá, mas vamos tentar criar uma rotina para que sejam só seis. E com o projeto da Mamãe Paixão engrenando, o Música Materna, a tendência é ela ter horários mais flexíveis para ficar com a filhota. Eba!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Roupas


Maria Alice está cada vez maior, e cada vez maior é também a sua demanda por roupas novas. Até agora, a maior parte de tudo o que a filhota usou para vestir veio como presente da família e dos amigos, mas os presentes estão rareando (só mesmo quando a Tia Tati viaja e traz regalos dela ou da Madrinha Clarissa), e se aproxima a hora de colocarmos a mão no bolso.

Acho que apenas um ou outra vez saímos para comprar roupa para a Maria Alice em seus dois anos e meio de vida, ela. Uma calcinha aqui, uma blusinha ali, um vestido para um evento especial, etc., nada que tenhamos feito por hábito, e sim apenas por necessidade ou oportunidade do momento.

Da minha parte - e como bom representante da ala masculina da família Paixão Vergueiro - não gosto de sair para comprar roupas. Aliás, não gosto de sair para comprar quase nada, e praticamente só me sinto confortável indo ao supermercado - isso sim eu faço com prazer.

Mas não gosto de comprar roupas mesmo: não tenho paciência para ficar entrando de loja em loja, experimentando peças diferentes, ouvindo "conversa mole" de vendedor, etc. Eu sou daquele tipo de pessoa que não gosta de ser abordada na loja, mas que fica incomodada se precisa encontrar algo e ninguém vem falar com ela. Quer dizer, não sei se "esse tipo de pessoa" existe, vai ver é apenas eu que sou assim...

Bem, perdi a linha no texto aqui. O que queria falar mesmo é que vamos ter que começar a comprar roupas para a Maria Alice. A Tarsila ainda vai usar as da irmã mais velha por algum tempo, fora os presentes que ganha, então a hora dela demorará a chegar. Mas para a Maria Alice, a hora é agora.

Então é bom eu preparar as minhas leituras do mestrado e não esquecer de levá-las na hora das compras. Vamos "bater perna", e eu vou tomar muito "chá de cadeira". Ai.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um mês de Tatá


Tarsila completa um mês de vida amanhã, segunda-feira, e confesso que ainda não sei como vai ser daqui para frente. Até o momento ela ainda só dorme, mama e faz cocô, muito diferente da sua irmã mais velha que, com duas semanas de vida, já estava de pé (não literalmente, claro) dando trabalho e chorando sem parar.

Por isso mesmo, e também pelo fato de eu ter estado mais presente em casa dessa vez - tirei férias no trabalho - tudo parece estar sendo mais fácil. Mamãe Paixão, inclusive, se gabou de ter assistido um filme essa semana, algo impensável por meses a fio depois de Maria Alice ter nascido.

A família também tem ajudado. Vovó e Vovô Paixão (na foto), Vovó e Vovô Vergueiro têm ficado com Maria Alice sempre que possível, e tudo conspira para que, apesar das dificuldades, tenhamos realmente uma vida mais tranquila agora. Sem contar, claro, que estamos muito mais experientes e calmos do que na primeira vez.

Bem, vamos torcer. Não vou contar vitória antes do tempo, deixemos a Tarsila acordar de vez primeiro. E vamos que vamos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Presas ao sistema



Tarsila mal tinha nascido e lá fui eu pesquisar novamente os planos de saúde. Sinto uma grande agonia de ter que pagar um alto valor para garantir que minhas filhas tenham acesso à saúde de qualidade, mas infelizmente não consigo nesse momento confiar no serviço prestado pelo estado - e posso me dar a esse luxo, inacessível à maior parte da população brasileira.


Com a Maria Alice foi a mesma coisa, e optei por incluí-la como dependente no meu plano da Unimed Paulistana. Agora eu "bati o pé" que queria um plano que desse acesso ao Hospital Infantil Sabará (e ao Santa Catarina também), e estamos partindo para a Amil Blue. Perdemos na quantidade de médicos disponíveis, ganhamos na rede de hospitais caso alguma internação seja necessária. E como a pediatra principal da Maria Alice já não estava atendendo por nenhum plano mesmo, não há prejuízo com isso.


Espero nunca precisar ter que levá-las ao hospital por nada que seja grave mas, se for o caso, que pelo menos tenham um bom atendimento. E que saiam de lá logo!