Mamãe Patrícia, amiga minha que será mãe de um lindo menino, vai aproveitar duas coisas em Brasília que nós aqui não temos perto de casa: praças e calçadas adequadas.
Desde que
Maria Alice nasceu
Mamãe Paixão reclama a ausência de praças próximas para levá-la para passear. É verdade, estamos até bem pertos do
Parque do Ibirapuera, a 10 minutos de carro, mas não há por aqui nenhum lugar arborizado que consigamos chegar a pé.
É um dos problemas de São Paulo e das cidades grandes que crescem desordenadamente - a falta de áreas verdes para as famílias. Com filhos a gente passa a entender isso melhor.
Mas o que mais nos faz sofrer assim que saímos para passear são as calçadas paulistanas.
Tudo bem que já é público e notório que
São Paulo, como provavelmente a maior parte do país, tem calçadas mal feitas, quebradas e etc. Culpa do descaso do poder público e da falta de atenção dos moradores que, por lei, têm também responsabilidade pelo passeio público.
Mas tudo se intensifica na nossa cidade
que, além de ter calçadas e asfaltos cheios de buracos, foi construída em um grande planalto. São tantos desníveis e degraus que sair com a
Maria Alice no carrinho durante semana é uma aventura digna das selvas africanas.
Eu nunca tinha pensado nisso, até porque acessiblidade para mim dizia respeito apenas aos idosos e deficientes nas ruas, mas a partir de agora lembarei também das milhares de mães com seus carrinhos de bebê andando por aí e tendo todas as dificuldades do mundo nas calçadas e ruas de São Paulo.