quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Resoluções de Ano Novo




O ano de 2009 foi sem dúvida transformador para duas famílias: os Paixão e os Vergueiro.

Com a chegada da Maria Alice nossa vida mudou completamente, e mudou para melhor. Se antes nos movíamos por viagens, diversão e prazeres, hoje vivemos apenas para nossa filha. Somos 100% dominados por ela e por sua presença, e adoramos isso!

Em 2010, Maria Alice começará a andar. Antes, vai engatinhar e sujar muito seus dentinhos com produtos inapropriados que ela agarra a todos os instantes. Vai comunicar-se conosco cada vez mais, sorrir, gritar e chorar. Talvez entre em um berçário, talvez não, ainda não definimos isso. Mas vai continuar dando trabalho, o que é cansativo às vezes, mas recompensador sempre.

Esse blog continuará até a pequena completar 1 ano de vida. São quase 170 textos em pouco mais de 10 meses de atividade e até lá serão mais ainda.

Maria Alice não terá festa no seu primeiro aniversário. Mamãe Paixão e eu concordamos já há um bom tempo que ela não aproveitaria a festa - não vai entender ainda o que estará acontecendo à sua volta - então vou comemorar de outra forma: publicarei um livro.

Ainda sem título, a publicação vai reunir os textos mais interessantes e importantes que escrevi no período todo, bem como fotos cobrindo da gestação até o primeiro aniversário da Vergueirinha.

A tecnologia e os custos já permitem hoje em dia livros assim, mesmo que eu decida imprimir apenas um exemplar (o que não acontecerá, pois sei que vou querer rodar vários), e o documento impresso será um registro que Maria Alice poderá guardar para sempre e ter à disposição quando quando quiser.

Um livro é sempre o melhor presente que alguem pode receber. E é isso que farei para o próximo ano

Feliz Ano Novo a todos! Feliz Ano Novo Maria Alice!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Na ausência dos Teletubbies



Sim, me rendi. Não deu jeito, tive que ceder. Agora sou oficialmente um telespectador do Backyardigans!

Recentemente reunido com os amigos Marcelo Estraviz e Márcio Zeppelini, descobri que a filha do Márcio, quinze dias mais nova que Maria Alice, fica boa parte da manhã vidrada na TV assistindo Backyardigans. E quietinha, quietinha.

Fizemos o teste em casa, descobri quando o desenho estava passando no Discovery Kids e coloquei para ela ver. Resultado? Meia-hora de sossego!

Me animei, comprei um DVD desses bichinhos animados de quintal, e tentei repetir a dose. Infelizmente ela já tinha se ligado que tem muita coisa ruim na televisão e não deu mais bola. Que tristeza!

Para piorar eu ainda colocava em inglês, já que a Maria Alice não entende nenhum idioma mesmo, e quero desde já acostumá-la com outra língua além do português (infelizmente estou sem vídeos em tupi ou latim), mas mesmo assim não deu certo.

Voltamos, então, às mamadas e outras distrações para deixá-la quieta e sossegada. Ah, que saudades dos Teletubbies!

*   *   *

Na foto acima, Maria Alice dava uma conferida na colega Yasmin, que parece gritar. A realidade, no entanto, é outra, e quem geralmente dá escândalo e trabalho é a Maria Alice mesmo.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Minha Sereia




Dentro da rotina estabelecida para a Vergueirinha, todos os dias por volta das nove horas da noite ela toma o banho que antecede a última mamada da noite.

Ah, e Maria Alice é louca por um banho!

Puxou a Mamãe Paixão, que adora ficar debaixo do chuveiro, e provavelmente puxou também a todas as mulheres do mundo, muito mais higiênicas e limpas que nós homens. Se bobear, por exemplo, o banho da Maria Alice dura mais tempo que o meu.

Já a pequena se alegra toda, mexe as pernas, fica de pé, sentada, deitada, mexe os braços, faz careta, usa sabonete e shampoo da Natura (também mais chic q eu), enfim, as únicas coisas que ela não faz quando está tomando banho é reclamar e chorar.

Mas só enquanto está tomando banho... porque depois que ele acaba, sai de baixo, é um chororô só!

Isso mesmo, é só acabar o banho e colocá-la enrolada na sua toalhinha rosa e esperar que em alguns minutos ela começa a chorar, não tem erro. Não lembro direito quando foi que isso teve início, mas agora já nos acostumamos e sempre deixamos tudo pronto para vesti-la rapidamente após o banho, passando primeiro uma pomada anti-assadura, fralda e em seguida pijaminha.

Eu realmente nunca vi alguém chorar depois do banho acabar. No meu caso, quando era criança, eu chorava era para não tomá-los, haha.

Bom banho, filhota!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal



Se o Natal representa o nascimento de Cristo, época de contemplação e renovação das esperanças em um mundo de paz, justiça e liberdade, para nós a data este ano refletiu a chegada da Maria Alice.

- Maria Alice que veio para fazer de nós dois pais pela primeira vez;
- Maria Alice que veio para nos dar sentido à vida;
- Maria Alice que veio para mudar nossa vida.

Sem ela hoje já não somos mais nada. Vivemos para adorá-la, para satisfazer suas vontades, para atender aos seus pedidos. É na Maria Alice que investimos nosso tempo, nosso esforço e dinheiro. Nosso futuro não existe sem ela.

No Natal, tudo isso se reforça. Ontem estávamos com a família, fizemos a ceia, contamos histórias e dividimos alguns presentes. Maria Alice foi paparicada,deu um pouco de trabalho para dormir, mas enfim cedeu e Mamãe Paixão voltou com ela nos braços, algo que se repetirá muitas vezes a partir de agora.

Vivemos o Natal em casa todos os dias.

Na nossa pequena temos representado o milagre divino, pois a geramos e fazemos dela nossa imagem. E a amamos como nunca amamos ninguém em vida, é um amor que não encontra barreiras e que supera qualquer sentimento conhecido até então. É o amor de pai.

Feliz primeiro Natal, Maria Alice. Feliz Natal a todos. Que a vida seja sempre um valor absoluto e que a amemos incondicionalmente, como amamos nossa filha em casa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Rotineiras


Maria Alice completou quatro meses de vida na última sexta-feira, dia 18.

Aquele prazo "mágico" de 3 meses não se concretizou e nossa filhota continua dando tanto trabalho hoje como já dava semanas atrás.

O que mudou nesses dias, no entanto, é que estou aproveitando as festas de final de ano e ficando mais em casa, o que me permitirá ter três semanas de folga para ficar bem juntinho da família e ajudar a Mamãe Paixão nas atividades do dia-a-dia.

Já tendo passado 120 dias agora, Maria Alice pelo menos desenvolveu uma rotina diária mais ou menos padrão que nos permite organizar melhor o nosso tempo e o dela.

Filhota, é essa sua rotina atual:

1 - Acorda por volta de 08:30 horas, toma os remédios e mama pela primeira vez no dia;
2 - Fica na cama com a Mamãe Paixão até por volta do meio-dia, mamando sempre que necessário;
3 - Desce para a sala. Começa a operação Sossega a Alice.
4 - Chora, grita, faz careta, sorri, graceja, enfim, vai até as nove da noite acordada e dando trabalho para os seus pais.
5 - Toma um banho gostoso. Maria Alice adora a água!
6 - Mama pela última vez no dia, até dormir no peito da mamãe;
7 - Vai para o berço por volta das dez horas e fica lá até a próxima manhã... (ou até chorar no meio da madrugada, o que acontece de vez em quando).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Fichada


Pobre Maria Alice!

Já havia por nós sido inserida no maléfico sistema bancário capitalista mundial quando abrimos sua conta poupança, agora também foi fichada pela polícia civil do Sr. Burns e passou a fazer parte, oficialmente, do banco de dados da sociedade judaico-cristã-ocidental, aquela que conduz o mundo ao abismo do obscurantismo e da tirania.

Maria Alice tem agora sua Carteira de Identidade. Que rostinho redondo mais fofinho!

Tivemos que emitir o RG da Vergueirinha por causa da viagem ao Chile próximo mês, já que fomos informados que ela não poderia embarcar apenas com a certidão de nascimento. Aí Mamãe Paixão a levou no Poupatempo e fez o trabalho.

Curiosamente, a pequena já tem até o CPF incluído no RG. Nem eu tenho isso!

Reparem também na digital de Maria Alice. É um borrão, praticamente não tem linha alguma ainda. A pobrezinha tampouco assinou o documento. Por mais insistente que fosse sua mãe, ela só repondia uá, uááá, uáaáá.

Tudo bem, faz parte. Anotem aí: 54.016.904-3. Esse é a ficha da Maria Alice!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Maltine grande. Prioridade!

Maria Alice com a priminha Rafaela, que fez um
ano agora em novembro.


Foi com as palavras acima que obtive o mais rápido milk-shake Bob's de Ovomaltine na minha vida.

- Motivo? Uma pequena guria chamada Maria Alice...

Último sábado fomos fazer compras do mês e, para não incomodar Mamãe Paixão (fico meio estressado no supermercado quando estou acompanhado porque me acostumei a ir sozinho e fazer do meu jeito), saí para passear com a Vergueirinha no shopping que tem ao lado.

Eu e ela, ela e eu, só nós dois andando por aí com a pequena dentro do canguru e olhando para a frente.

Juro: nunca fiz tanto sucesso!

Pais com bebês me cumprimentando, mães me apontando para seus filhos, idosos sorrindo e acenando, vendedoras achando meigo, teve de tudo, e principalmente aquele milk-shake com prioridade, que me fez passar na frente da fila e sair por aí sorvendo o gostoso sabor de Ovomaltine com creme.

O pior é que eu tinha errado o pedido, queria mesmo era um shake médio, mas foi tudo tão rápido que eu fiquei com vergonha de me corrigir.

- Sai um maltine grande com prioridade aí! É pro barbudo com a menina no canguru!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Acupunturaaaaaaa

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Caramba, esqueci de falar que furamos as orelhas de Maria Alice!

Faz já três semanas que fomos a um médico lá na Mooca furar os lóbulos brancos da filhota, indicação da Mamãe Nádia.

Era um acupunturista, por isso imagino que ele tenha colocado agulhas nas orelhas da Maria Alice. Digo "imagino", porque naturalmente não tive coragem de acompanhar e vê-la chorar, deixei essa tarefa para a Mamãe Paixão, já que as mães tão aí para isso mesmo, hehe.

Mas eu sofri, claro, ela chorou muito e eu fiquei longe só ouvindo e querendo ir embora correndo. Já não gosto de médicos, de médicos com agulha então, tô fora!

Bem, pelo menos agora ninguém mais fica perguntando se é menino ou menina. E também não temos que obrigatoriamente vesti-la de rosa todas as vezes. Ufa!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Flores


Mamãe,


Obrigada por todo carinho, amor e dedicação que você tem me dado. Nos conhecemos há pouco tempo, mas já sei que tenho a melhor mãe do mundo. Te amo!


Maria Alice

*   *   *

Foi a mensagem acima que nossa filhota escreveu para a Mamãe Paixão junto com os bonitos girassóis que mandou entregar na quinta-feira (enviadas pela Uniflores).

Como é esperta essa garota!

Mamãe Paixão adorou, fazia tempo que não recebia flores e ela, realmente, é a melhor mãe do mundo!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Meus Dedinhos




Minha menina tem pegada!

Já faz algum tempo que Maria Alice descobriu suas mãos e dedos, mas só recentemente ela passou a exercitá-los com mais presteza.

Os cabelos de Mamãe Paixão, por exemplo, são puxados constantemente. Os pêlos do tronco do Papai Vergueiro ela agarrou nesse final-de-semana, sem contar o crucifixo que carregoo, que ela não larga nunca quando estou sem camiseta.

Sabíamos que ia ser assim a partir do terceiro mês, e estamos curtindo e exercitando esse momento ao máximo.

Às vezes ela está mamando e pára por alguns segundos. Eu vou lá e finjo que vou mamar também, só para ver a Maria Alice me afastar com sua mãozinha firme. A girafa de pelúcia ela já agarra pelo pescoço.

Na foto, ela está tentando pegar os brinquedos da sua cadeirinha. Ainda não sabe muito bem o poder das suas mãos, mas está quase chegando lá. E esperamos que em breve aprenda a se distrair por conta própria.

Essa menina já dá  muito mais trabalho que esperávamos. Quando crescer, estamos perdidos. Que sensação gostosa!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Matei o Natal!



Em casa não temos árvore de Natal, não temos enfeites, lâmpadas coloridas piscando a noite toda, cartões na parede.

Em casa não temos meias na lareira, presentes embrulhados e aparelhos tocando músicas natalinas. Em casa não temos nada mesmo.

Nem Mamãe Paixão e nem eu somos muito ligados no oba-oba do Natal. Quando criança, eu não tínha nada disso, às vezes nem ganhava presente dos meus pais.

Por isso mesmo não cresci apegado às imagens natalinas.Ao mesmo tempo, desenvolvi um forte sentimento de família, de compartilhar, pois é nessa época o único momento em que todos estamos juntos, o único dia do ano que reservo verdadeiramente para meus pais, meus irmãos, meus tios.

Em casa, portanto, Maria Alice não terá uma árvore de natal para chamar de sua, nem crescerá nas tradições natalinas celebradas todos anos na TV, nos filmes, etc. Para nós, a data terá importância sempre mais emocional e menos simbólica.

Espera, lembrei! Tem um presépio que ganhei de presente ano passado, da Mamãe Paixão. Discreto, pequeno, e está aberto na sala. Ah, menti então, temos um pequeno objeto natalino em casa sim. Representa o nascimento, a esperança e a paz, e encontra-se cada vez mais ausente na vida das pessoas. Mas está aqui conosco, a guardar a família Paixão Vergueiro.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Deus



Hoje foi um sábado complicado com a Maria Alice.

Já são 110 dias de vida e ela continua dando muito trabalho. Chora, grita, se esgoela e não pára de chorar. Não gosta de ficar parada, pede atenção o tempo todo, usa o peito como chupeta - e não pega a chupeta, faz escândalo praticamente desde a hora que acorda até ir dormir.

Filhota, como você é difícil!!

Hoje também entendi um pouquinho mais o sofrimento das mulheres. Recentemente vi uma matéria no Jornal Hoje, da TV Globo, sobre depressão pós-parto. Mamãe Paixão não teve, mas as condições estavam postas: Maria Alice dá tanto trabalho, que às vezes a gente simplesmente não sabe o que fazer com ela e como fazer para ela mudar. E hoje, por causa disso, ficamos um pouquinho tristes.

Nessas horas não tem mesmo o que fazer, só esperar passar logo essa fase. E rezar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Milka



A livre demanda para mamar tem suas vantagens, mas também dá um trabalhão.

Com quase quatro meses de vida, e pesando mais de seis quilos desde o terceiro mês, Maria Alice só se alimenta de leite materno.

Essa, parece ser a recomendação mais moderna da pediatria. Médicos mais tradicionais e antigos indicaram dar também chás, suquinhos na colher, etc., mas hoje em dia o que se fala e recomenda é até o sexto mês o leite materno é tudo o que a criança precisa e deve receber para o seu sustento.

Parece estar dando certo, já que Maria Alice está grande e forte, mas isso dá uma canseira em Mamãe Paixão porque, fisicamente, nem sempre é possível para ela produzir leite na quantidade necessária, uma vez que a livre demanda faz com que a pequena mame muitas vezes ao dia.

Tentamos contornar isso com leite em pó de vez em quando, mas Maria Alice não aceita. Menina mimada, só quer o peito da mãe, nada mais.

Infelizmente, por isso também não foi possível para nós doar a bancos de leite, algo que pretendíamos no momento.

Vamos ver. Será que com o tempo ela vai requerer menos mamadas ao dia ou irá aos poucos aceitando a mamadeira? Ano que vem Mamãe Paixão volta a trabalhar, como ficará essa dependência?

Estamos aprendendo ainda!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Os Sete Anões



Maria Alice dorme como um bebê, ô coisa boa!

Faz exatas duas semanas que a colocamos no berço, que fica no quarto dela, longe. Até então a Vergueirinha dormia no carrinho ao lado da nossa cama, mas ele já estava ficando pequeno demais.

Na primeira noite a pequena acordou uma vez de madrugada, mamou e dormiu. Nas noites seguintes a mesma coisa, até tudo se estabilizar e o berço passar a ser o seu devido lar.

Como consequência da mudança de local de dormir, ela também começou a ir pra cama mais cedo. Antes era uma, duas horas da manhã todas as noites e comigo a balançando até cair no sono.

Agora, já capota às dez da noite, no máximo onze horas, e dorme mamando ou deitada, sem cansar nenhum dos seus já exaustos pais.

Não pára de chorar o dia todo, continua com sua birra gigantesca - Vovó Vergueiro diz que ela dá muito mais trabalho do que eu dava quando bebê - mas pelo menos nos dá sossego cedo. Nesse final-de-semana, por exemplo, coloquei Mamãe Paixão para dormir no meu colo sexta e sábado, enquanto a ninava e assistíamos TV.

Ô coisa boa....

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Hermosa



Toda mãe entenderá, todo pai que ama seus filhos pensará igual sobre eles: Maria Alice é a mais bonita bebê que já conheci.

Como eu não poderia me apaixonar por esses olhos, pelo seu sorriso, pela sua graça e meiguice? Como não considerar essa pequena garota o objeto mais precioso do mundo? Como não cair na tentação de amá-la a cada instante, de tê-la em meus braços, de niná-la?

O amor para com um filho é para sempre e verdadeiro. Eles são reflexo do que já fomos, expectativas do que ainda podemos ser.

O amor para com um filho é infinito, não se interrompe e não encontra barreiras. É selvagem, é instintivo. É amor na plenitude, não pede nada em troca, apenas faz a entrega.

Um filho completa o homem, nos faz sentir Deus, é para sempre.

Um filho é amor. Ter um filho é amar.

domingo, 22 de novembro de 2009

Volta ao mundo em 90 dias


Pois é, Maria Alice completou seus primeiro 90 dias de vida no último 18 de novembro.

Para comemorar, resolvi fazer uma pequena listinha das nossas principais "descobertas" nesse período sobre como é cuidar de uma pequena criança em casa:

- Ela só pega chupeta se quiser. E Maria Alice não curtiu.
- Em substituição à chupeta, ela curte um dedinho. Puxou a mãe!
- Ainda bem que a banheira tem escoadouro de água. Ia fazer uma falta se tivéssemos que tirar a água por cima da banheira toda vez.
- O carrinho grande serviu só de cama até hoje. Tivemos que comprar um pequeno para passeio.
- O carrinho pequeno custou três vezes menos.
- Aprendi a não parar em farol (semáforo para os paulistas) quando dirigindo com ela. Parar no farol é choro na certa.
- Bebês não te entendem, não adianta mandar parar de chorar.
- Peito de mãe às vezes vale como chupeta também.
- Balançar bebê não pode, mas às vezes só isso salva.
- O sorriso do bebê pode se transformar, logo em seguida, em um choro escandaloso.
- Fraldas pequenas não duram muito, invista nas de tamanho médio.
- Quem tem muitos amigos não compra fraldas tão cedo.
- Em compensação, os lencinhos umedecidos que ganhamos não serviram para nada até hoje.
- Nunca compre algodão de bolinhas coloridas, só brancos. Um dia você vai entender...
- A gente pede muitas coisas no chá-de-bebê. Mas só usa 10% delas.
- Leia todos os livros sobre bebê antes dele nascer. Convença a mãe o máximo possível. Porque depois do nascimento quem manda é ela, não adianta insistir.

Devo ter esquecido de vários. Vou lembrando pelo caminho.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Narcisa

Maria Alice descobriu o espelho,
e ele lhe sorriu de volta.

Um braço veio a frente,
o outro alcançou-o
e o reflexo se fez real.

Mamãe Paixão logo chamou
e os dois a contemplar
Maria Alice a se admirar.

Era ela no espelho, era ela!
E agora é para sempre.

domingo, 15 de novembro de 2009

Parques e Calçadas


Mamãe Patrícia, amiga minha que será mãe de um lindo menino, vai aproveitar duas coisas em Brasília que nós aqui não temos perto de casa: praças e calçadas adequadas.

Desde que Maria Alice nasceu Mamãe Paixão reclama a ausência de praças próximas para levá-la para passear. É verdade, estamos até bem pertos do Parque do Ibirapuera, a 10 minutos de carro, mas não há por aqui nenhum lugar arborizado que consigamos chegar a pé.

É um dos problemas de São Paulo e das cidades grandes que crescem desordenadamente - a falta de áreas verdes para as famílias. Com filhos a gente passa a entender isso melhor.

Mas o que mais nos faz sofrer assim que saímos para passear são as calçadas paulistanas.

Tudo bem que já é público e notório que São Paulo, como provavelmente a maior parte do país, tem calçadas mal feitas, quebradas e etc. Culpa do descaso do poder público e da falta de atenção dos moradores que, por lei, têm também responsabilidade pelo passeio público.

Mas tudo se intensifica na nossa cidade que, além de ter calçadas e asfaltos cheios de buracos, foi construída em um grande planalto. São tantos desníveis e degraus que sair com a Maria Alice no carrinho durante semana é uma aventura digna das selvas africanas.

Eu nunca tinha pensado nisso, até porque acessiblidade para mim dizia respeito apenas aos idosos e deficientes nas ruas, mas a partir de agora lembarei também das milhares de mães com seus carrinhos de bebê andando por aí e tendo todas as dificuldades do mundo nas calçadas e ruas de São Paulo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ó do bigode!


Como tradicional paulistano, sou descedentes de europeus: Vovó Andrade era portuguesa.

E como boa portuguesa, era uma grande mulher. Cuidou das três filhas sozinha, manteve a família por anos apenas com a receita da venda de alimentos em feiras livres e depois morou sozinha até falecer.

Vovó também era birrenta e teimosa, mas tinha um enorme coração. Coisas de portugueses.

Não consigo esconder minhas raízes, minhas ações me entregam no dia-a-dia ao cuidar da pequena Maria Alice.

  • Mamãe Paixão pede um cotonete, eu trago um cotonete. Era para trazer dois, um para cada orelha.
  • Mamãe Paixão diz para levá-la para o banho, eu a levo vestida. Era para tirar a roupa antes.
  • Mamãe Paixão pede as seringas dos remédios dela, eu as trago vazias. Era para ter enchido com os remédios.

E por aí vamos...

Comigo as coisas são assim, o que é branco é branco, o que é preto é preto. Me pediu "x", eu trago "x". Não tenho como adivinhar que Mamãe Paixão está querendo algo mais completo se ela não se explicar direito.

Coisas de português...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão

Maria Alice dormiu às 22:30 na noite do apagão. Foi cedo, muito cedo para ela e para nós. Estava tudo escuro e silencioso, talvez tentemos repetir a dose hoje de novo.

Momentos como esses, ainda que fruto da gigantesca ineficiência da administração pública, são gostosos para gerar bons papos. Para nós - como diria o amigo Durval - foi um momento antropológico.

Aproveitamos para conhecer melhor a Maria Alice. Dormiu cedo, acordou cedo na manhã.

As crianças seguem o ritmo de vida dos pais e ela está seguindo o nosso. Também somos notívagos em casa, eu raramente consigo deitar antes da meia-noite, Mamãe Paixão tampouco. E a pequena se orienta pela nossa rotina.

Certa vez passei alguns dias na casa de uma família que dormia oito, nove horas da noite e acordava as cinco da manhã. Mãe, pai e três filhos. Foi uma loucura, mas uma boa experiência. Eu realmente conseguia aproveitar melhor o dia, mas ai perdia o melhor da noite, o futebol. Aí não dá jeito não.

* * *

Enquete nova no ar. Vamos ao Chile e estamos em dúvida se nos hospedamos em um albergue com quarto exclusivo e banheiro ou ficamos em hóteis regulares. Um hotel três estrelas cobra o dobro pela diária, é uma bela diferença para uma semana de viagem e a grana não é tão grande assim.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Gerações


Tia Dirce esteve aqui no mês passado. Na foto, é ela abraçada à Maria Alice.

Tia Dirce representa uma época que minha filha não viverá: a dos tios vivendo no interior de São Paulo. Quantas viagens não fiz no Natal, Ano Novo e férias escolares para visitar a família que morava em cidades do Vale do Paraíba ou próxima do Paraná?

Guardo até hoje a memória daquelas viagens de carro na qual acordávamos as seis da manhã para evitar o trânsito e meu pai montava uma caminha para nós no porta-malas da Caravan, organizada para caber quatro crianças deitadas a viagem toda.

E quando acordávamos fazíamos jogos, contávamos carros e placas, cantávamos música. Tudo muito divertido e nostálgico, mas que agora dificilmente se repetirá.

As tias estão morrendo. A família, que já era distante, fica cada vez mais e mais sem se ver. Meus irmãos e primos mais próximos ou moram em São Paulo ou muito longe, impossível de se chegar em uma viagem de carro.

Maria Alice viverá outra geração. A época das viagens de avião, do mundo globalizado, do consumo padrão - seja aqui ou em Santiago do Chile. Poderá comprar compotas de doces na padaria da esquina, não conhecerá a prestigiada Maria Quitéria, quituteira de Guaratinguetá.

Outros tempos, outras memórias. As minhas estão vivas ainda, e foram felizes. Façamos as dela também valer a pena!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Catarse


Torcer é uma grande emoção. Ontem Maria Alice torceu comigo de noite, em um final emocionante de um jogo de futebol.

Muitos já estudaram e outros tantos ainda vão estudar o comportamento da massas em eventos de que geram catarse coletiva. Futebol é um deles, principalmente no Brasil. E eu sou da massa, sofri muito ontem.

Não acho que Maria Alice vai sofrer como o pai. Talvez só em época de Copa do Mundo. Mas vou fazer minha parte para tê-la do meu lado nesses instantes em que parece que o tempo pára e tudo o que queremos é que uma bola entre no gol - ou às vezes não entre, como ontem. E esse apito que não chega nunca.

Ontem eu gritei de felicidade. Maria Alice não entendeu muito, mas gritou junto. Viva o espetáculo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Três Meses

Quando é que chegam os três meses?

Todo mundo fala que os bebês acalmam depois de um período de três meses, que é quando se forma definitivamente o sistema disgestivo deles e diminuem as dores. É verdade?

Maria Alice tá gritando muito por esses dias. Chora, pede colo, segura o intestino, mais do que até então. Mamãe Paixão é quem sofre com tudo isso, pois passa o dia inteiro com ela sozinha e vive uma rotina que não é legal para ninguém.

Eu queria estar mais ao lado dela, mas a rotina me impede. Sai rotina velha, entra rotina nova. E ainda não conseguirei ficar muito com ela.

Tento confortá-la lembrando que é só uma fase e que está acabando. Vai acabar quando, então?

domingo, 1 de novembro de 2009

Piscinão


Aproveitamos o feriado para dar um pulinho à chácara de Vovô e Vovó Vergueiro em Guararema, cidade próxima a São Paulo.

Maria Alice não se comportou bem, chorou muito e deu um trabalhão pra gente. Mas é compreensível, estava em um ambiente desconhecido e o clima também não ajudou, foi talvez o dia mais quente da vida dela.

O objetivo da viagem era mudar um pouco a rotina. Quando a criança é nova e frágil nossa tendência é ficar um bom tempo em casa, diminuir a vida social e fazer fora apenas o essencial. Essa situação nos protege de acontecimentos inesperados - Maria Alice chorar sem parar, por exemplo - mas também gera tédio: ninguém aguenta ficar na mesma rotina para sempre.

Então partimos, e o resultado final foi muito bom. Eu consegui escrever boa parte do trabalho que tinha que fazer e Mamãe Paixão pegou sol e piscina. Ela adora água, sempre adorou, e o dia estava para peixe.

* * *

Sábado, antes da viagem, levamos Maria Alice no Centro Imunológico do Hospital Santa Joana para suas primeiras vacinas particulares.

Duas injeções nas pernas. Doeu muito, em mim e nela. Depois das injeções a abraçei com força até acalmá-la. Os bebês, nessas horas, dormem.

Não me lembro direito quais foram as três vacinas, Mamãe Paixão sabe melhor que eu. Uma era penta alguma coisa, outra teta e acho que a última era rotavírus. Ou posso ter misturado tudo.

Só sei que a tungada foi de 500 reais. E ainda há mais duas doses de cada uma delas, ai. Mas a nossa tranquilidade não tem preço.

* * *

Na foto acima, eu e Maria Alice no lançamento do mais recente livro de Vovô Vergueiro: Quadrinhos na Educação - Da Rejeição à Prática, da editora Contexto, que fomos prestigiar duas semanas atrás na HQ Mix Livraria.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Saudades

Ontem fui dar uma palestra no Rio de Janeiro. A previsão era voltar apenas hoje, sexta-feira, pela manhã.

Não aguentei as saudades de casa e vim ontem mesmo de noite. Não teve jeito, a gente não consegue ficar longe da filhota, né?

Ainda não dormi uma noite longe dela desde que nasceu Maria Alice. Quero ver como vai ser o dia que isso acontecer. Será que vou resistir à experiência?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

História de Pescador

Maria Alice já anda falando muito por aí. É incrível, ontem mesmo se expressou por no mínimo uns cinco segundos seguidos em um certo momento.

Pode não parecer nada, e a gente sequer entende o que ela fala, mas para pais de primeira viagem tudo é muito bonito e divertido. E eu fico estimulando a Vergueirinha, fazendo sons, falando as mesmas palavras repetidas vezes, conversando com ela. Mamãe Paixão faz o mesmo, mas com menos escândalo que eu.

Infelizmente nunca consigo filmar na hora certa. Estou tentando, mas ainda não acertei o momento. Por isso abaixo seguem dois pequenos vídeos, duas tentativas que fiz ontem de noite.

Reparem especialmente no segundo vídeo. Para quem me conhece, vejam o efeito que faz uma criança em um homem, é patético!


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sábado, 24 de outubro de 2009

Saídas

As noites de sábado são passadas em casa agora. As de domingo também, as de segunda, de terça, etc...

Aos poucos, no entanto, vamos conseguindo ocupar os nossas manhãs e tardes com alguns passeios com Maria Alice.

Hoje, por exemplo, pela segunda vez seguida saímos com a pequena pela cidade. E foi bom!

Sábado passado prestigiamos Vovô Vergueiro no lançamento do seu mais novo livro na HQ Mix Livraria, na Praça Roosevelt. Ele ficou bem feliz, exibindo sua netinha para todo mundo.

Logo em seguida sugeri à Mamãe Paixão que esticássemos a noite com Maria Alice, mas infelizmente a cidade não possui atrações noturnas para pais com bebês de colo, e decidimos que o melhor lugar a ir seria um shopping center. Fomos ao Higienópolis, o mais próximo que havia.

Começou bem nossa presença por lá, mas aos poucos Maria Alice foi mostrando sua verdadeira personalidade: a de devoradora de leite!

Chorou, chorou e chorou e só sossegou quando, finalmente, mamou. Mas tudo bem, faz parte, e é assim que aos poucos vamos començando a entendê-la.

Hoje novamente fomos para a rua, dessa vez ao centro de São Paulo pesquisar móveis. Já experientes, conseguimos sem muitas dificuldades entender Maria Alice quando mais uma vez ela abriu o berreiro: sentamos e ela foi satisfazer sua quota horária de leite materno.

Amanhã tem a feijoada do Arquimedes, devemos ficar lá um bom período com a Maria Alice. Vamos todos paramentados: com carrinho, bebê conforto e bolsa de produtos de bebê. Na bolsa algumas fraldas extras, algodão, água quente, pano de boca, body, etc. Vai de tudo um pouco. E vamos nós também, esperando aproveitar uma tarde de sol, e felizes com uma criança a tiracolo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Os Paixão Vergueiro vão ao Chile!



Tinha milhas a vencer e não sabia direito o que fazer com elas.

Meus impulsos consumistas me imploravam para ir aos Estados Unidos comprar um monte de badulaques eletrônicos, como Kindle, jogos Wii, Notebook, etc., mas as milhas não custeavam duas passagens.

Pequena Maria Alice e também Mamãe Paixão me prendiam à cidade, e eu não conseguiria partir para uma viagem solo sem o coração partido pela ausência de ambas.

Por isso, comecei a analisasr a possibilidade de viajarmos os três. As opções na mesa: Manaus, Lima (Peru) ou Santiago (Chile). Optamos pela última.

Maria Alice já entra no esquema da família, que adora uma boa viagem. Nunca consegui fazer poupança para nada, gastei cerca de uns R$ 80.000,00 pagando a faculdade financiada, mas jamais deixei de aproveitar a vida e curtir os lugares.

Agora então nos programamos para passar as férais de janeiro naquele pequeno corredor existente no sudoeste da América do Sul.

Escolhemos o Chile por ser um país bem estruturado e moderno, com cultura rica, estradas em bom estado de conservação (geralmente alugamos um carro para passear livremente), ter praias, montanhas, desertos e também por estar a poucas horas de acesso de São Paulo por avião.

Aliás, isso contribuiu bastante. Fiquei um pouco preocupado com a questão de viajar com uma recém-nascida. Fui atrás da literatura sobre o caso e descobri que, em geral, não há contra-indicações para bebês em vôos, desde que não muito novinhos. Maria Alice estará no quarto mês, já terá passado a fase mais crítica, então me tranquilizei um pouco.

Portanto, é isso. Janeiro nos reserva o novo - uma terra desconhecida e inexplorada para a família. Maria Alice infelizmente não lembrará da viagem, mas nós guardaremos a memória dela para sempre. E havia as milhas também. Não tinha como não gastá-las.

Todos ao Chile!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Data Especial




Peço licença para repetir uma foto utilizada neste blog antes, mas é que ela reproduz na perfeição de quem quero falar hoje: das duas mulheres da minha vida, Mamãe Paixão e Maria Alice.

Ontem - 18 de outubro - coincidiram duas datas natalícias, a de dois meses da pequena Vergueirinha e o aniversário de Mamãe Paixão.

Motivo em dobro para comemorarmos, motivo a mais para ficarmos juntos.

São duas mulheres especiais, a primeira delas chegando ao mundo agora, sem entender muito da vida ainda, aos poucos passando a reagir aos estímulos externos e tentando se comunicar conosco.

Mamãe Paixão... bem... a melhor mãe do mundo, não é?

Dedicada, concentrada, esforçada, agoniada, aflita, amorosa, carinhosa, afetiva e amiga são alguns dos poucos adjetivos que posso utilizar para descrever essa linda mamãe, que entrou em minha vida faz dois anos e meio e já deixou sua marca eterna, fruto do nosso amor.

No seu aniversário Mamãe Paixão ganhou de presente as fotos de sua gravidez impressas e em um álbum de fotografias. Lembrança simples, mas diferente de tudo o que eu já a tinha presenteado até hoje. Acho que ela gostou.

E eu gostei mais ainda de estar ao lado dela e perceber que contribuo para fazer seu bem.

Parabéns Maria Alice, pelos seus dois meses de vida. E parabéns Mamãe Paixão, que escolheu ter comigo uma família e a quem espero fazer a mulher mais feliz, desejada e amada de todas. Te amo!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Brincos

Não furamos as orelhas de Maria Alice ainda e ela está sem usar seus brinquinhos.

Como estou praticamente o tempo todo fora de casa, não pude acompanhar Mamãe Paixão no lugar que faria isso. Não sei sequer o nome do lugar ou do profissional que fura orelhas de crianças, até porque nunca me interessei pelo assunto.

No fundo, até acho um pouco desnecessário se preocupar com isso nesse momento, mas entendo quando olham para Maria Alice na rua e perguntam se é menina (mesmo quando está usando roupinha rosa, aah).

São as pequenas vaidades femininas. Começam agora, colocando um brinco aqui ou ali. Depois os vestidos, maquiagem, etc. Ai ai.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bebês - Manual de Instrução

A Revista Veja publicou nesta semana uma matéria de capa interessantíssima sobre a nova visão da pediatria mundial em relação ao cuidado com os bebes e crianças pequenas.

Como o artigo na web está disponível apenas para assinantes, vou resumir rapidamente os pontos mais importantes que observei da reportagem, que foi baseada na publicação, pela Editora Manole, do livro Filhos, da Gravidez aos 2 Anos de Idade, um catatau de 376 páginas que esmiuça a vida dos bebês e atualiza antigos preceitos existentes (e eu não comprei ainda, mas vou procurar nas livrarias).

Alguns comentários da Veja (artigo de autoria de Adriana Dias Lopes), com base no livro citado:

  • Fralda: não é necessário abandonar de uma vez aos 2 anos de idade da criança (tá, eu nem parei pra pensar no assunto ainda, deixa passar um tempo)
  • Higiene Bucal: importante fazer desde cedo com uma gaze molhada com água filtrada ou um dedal de silicone na gentiva do bebê (e quem tem coragem pra enfiar algo na boca de um bebê?)
  • Peso: evitar o excesso de gordura corporal (Maria Alice tá tão gordinha, rsrsrs)
  • Cólicas: só pode ser amenizada, não eliminada. Recomenda-se massagens abdominais e compressas de água quente
  • Posição para dormir: para cima. (Maria Alice dorme de lado, não deu jeito pra nós)
  • Amamentação: até seis meses, só leite materno. E sempre que o bebê quiser, sem tentar impor um ritmo para ele (ainda não me convenci disso não...)
  • Leite: nunca de vaca antes de um ano de vida
  • Choro: jamais desconsiderar, tentar entender o motivo.
  • Chupeta: de livre uso até dois anos de idade. Após isso não permitir.
São apenas algumas sugestões, é claro, mas que atualizam e consolidam muitas das informações que a gente lê na net, ouve dos amigos, recebe dos pediatras, etc. Como sempre, cada bebê é um bebê diferente, com ações e reações distintas, mas no geral dá para tentar traçar um padrão comum entre eles e lidar com todos tranquilamente.

Maria Alice, por exemplo, quase completando dois meses de vida, já encontrou o ritmo dela, agora parece que de forma definitiva. Dá muito trabalho de dia, mas dorme tranquilamente às noites. Mama menos, sorri mais, faz gracejos. E assim vão todos os bebês...

domingo, 11 de outubro de 2009

Dia das Crianças



Era inevitável escrever sobre o Dia das Crianças, principalmente depois de algum tempo de ausência do blog.

A data de hoje, que também comemora a mais importante Maria do país - Nossa Senhora Aparecida - talvez tenha sido criada para contentar os pais, além dos próprios comerciantes, claro: a criança ganha um presente e fica entretida com ele um tempão, enquanto os pais relaxam um pouquinho pelo menos.

Aqui em casa foi assim: compramos uma cadeira que balança e treme automaticamente, para com isso acalmar Maria Alice e poupar um pouco os nossos braços ao mimá-la.

Acho que eu não tinha comentado isso ainda, mas em geral todo bebê gosta de ser balançado. O problema é que todos os livros dizem que não se pode acostumar o bebê com o balanço, justamente porque ele vicia e passa a depender sempre disso para dormir, parar de chorar, etc. Não deu outra com a Maria Alice, e falar é fácil, difícil é não agarrar sua criança e evitar balançá-la quando ela começa a chorar. Nós é que não conseguimos resistir a isso, claro.

Bem, foi adquirida a cadeira (Cadeirinha Hora do Soninho - Fisher-Price / Mattel), igualzinha a  da foto acima. Agora é tentar fazer Maria Alice se acostumar a ela. Se depender dos primeiros momentos, não está dando muito certo não. Ai meus braços...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pai-dos-burros

Eu queria ter um Dicionário de Bebês para traduzir tudo o que a Maria Alice fala.

É tão legal: "Báá"; "Béé", "Ooohh", "Auaaa", etc.

São tantas expressões, tantas tentativas de se comunicar.

Algumas a gente até entende, como já conseguimos distinguir os diferentes choros que tem, outros gritos são incompreensíveis.

Foi quando completou cerca de um mês que Maria Alice parou de apenas chorar e começou a se manifestar de outras formas também. Agora são esses gracejos. Minha vontade é que ela fale logo. Enquanto isso, vou tentando adivinhar o que ela diz, e me divertindo o tempo todo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Para o alto, e avante!



 Maria Alice é cheia de gás!

Que ela não leia este post daqui a alguns anos, mas a menina tem gases o tempo todo e faz questão de deixar isso claro inúmeras vezes ao dia.

Eu acho ruim? Pelo contrário, eu adoro!

Toda vez que vou trocá-la e ouço os "puf", "puf", morro de dar risada. Sinto, na verdade, que dessa forma ela está evitando as cólicas e relaxando um pouco. O mesmo acontece quando estamos com ela e percebemos que consegue aliviar na fralda.

Pelo fato de ser bebê, não precisa ficar controlando as coisas e sequer percebe o que faz. Melhor para ela. Melhor para mim, que fico envolvido e achando graça e meiguice em tudo, até nisso!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Alice Atleta

Alice vai pras Olimpíadas!! Aeehh!!

Logo em seguida ao anúncio da escolha do Rio de Janeiro para as Olimpíadas 2006, essa foi a mensagem que recebi de Mamãe Paixão: "Maria Alice vai às Olimpíadas.... VIVA!!!"

Estamos todos muito felizes. O Brasil merece, o Rio merece, as pessoas merecem. Uma Olimpíadas no Brasil é algo maravilhoso.

Em 2016, já sabemos: a Família Paixão Vergueiro vai ao Rio de Janeiro!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vacinas

Amanhã é dia de vacinar Maria Alice.

Vou ser sincero, não entendi nada desse tema até agora. Não é por incompetência não, simplesmente não parei para estudar, está tudo muito corrido, estou deixando me levar pelo que Mamãe Paixão diz. Tudo bem, ela está sempre certa.

Amanhã vamos ao posto de saúde dar a vacina da hepatite. É isso mesmo, Mamãe?

Depois, parece-me que mês que vem tem vacina em posto particular. Fomos instruídos a não ministrar a vacina da polio no posto público, pois a imunização é feita com o vírus vivo da doença e há uma chance em 3 milhões de a vacina ter o efeito contrário e causar a paralisia infantil. Não queremos brincar com as estatísticas. Pagando, o vírus é morto. Meio estranho, mas é assim mesmo.

Ouvi vários nomes curiosos de vacina até agora, com diferentes recomendações. Mamães Angela, Nádia e Marisol têm ajudado com conselhos também. Dos médicos ouvimos que a maioria das vacinas pagas não garantem 100% de imunização, então nem todas justificam a despesa. Não sei mesmo.

O que sei é que mais uma vez vou ouvir minha filhinha chorar. Acho que tem injeção, e odeio injeções. Ela também. Tal pai, tal filha.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Imbecil

Quem foi que disse que o pai deveria ter direito a apenas cinco dias de licença-paternidade?

Minha nossa, como estou sofrendo com tudo isso! Já não pude tirar minhas férias junto com o nascimento da Maria Alice, agora passou mais de um mês e continuo com capacidade de ajudar deficiente até hoje.

É a terceira noite seguida dormindo as duas da manhã, e não há como eu me concentrar no trabalho com Maria Alice chorando. Eu me concentro nela. E ela a chorar...

No último post falei de mudarmos o ritmo da bebê, para que seja acordar para mamar e não o contrário, mame para dormir. E como é que eu conseguiria sequer fazer isso, se não estou em casa para ajudar Mamãe Paixão?

Não sou nada como pai, apenas o cara que dá uma força no fim da noite e nos finais de semana, e ainda assim olhe lá. Eu queria mais tempo para a família, e hoje estou um pouco nervoso por causa disso.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Acordar para Mamar

Eureka! Descobri a fórmula mágica! Ao invés de fazer Maria Alice mamar para dormir, porque não inverter o jogo e fazê-la acordar para mamar?

Ontem de noite (sábado), enquanto Mamãe Paixão descansava suas energias no meu colo no sofá da casa, concluí a leitura do livro Nana Nenê. Esse livro foi indicado pela pediatra nova da pequena, e quando fomos comprar descobrimos que havia duas publicações com o mesmo nome. Dois Nana Nenês? Então tá, compramos ambos!

O livro que li propõe, como forma de facilitar a vida de todos e o sono do bebê, o estabelecimento de uma "alimentação orientada pelos pais", também chamada de AOP.

Resumidamente, a AOP nada mais é do que o estabelecimento de um ritmo na vida do bebê, deixando-o acordado após mamar para que durma apenas um tempo depois e seja acordado para mamar seguindo uma rotina estabelecida pelos pais.

Por exemplo, vamos supor que os pais nos primeiros dais de vida da criança percebam que o bebê demanda comida de três em três horas. E que, meio-dia, seja hora de mamar. Ao invés de colocar o bebê para dormir logo em seguida, eles o mantém acordado por mais uma hora e aí sim o colocam para descansar. Passadas as três horas desde o início da última mamada, acordam o recém-nascido e repetem o ciclo, criando tanto para o bebê como para os pais uma rotina de horários para comer, ficar acordado e dormir.

Como funciona hoje com a Maria Alice? O contrário, exatamente o contrário. Nós a colocamos para mamar e ficamos aguardando ela dormir logo em seguida. Como não controlamos o sono dela, ficamos esperando ela dormir o máximo possível, até a próxima mamada. Muitas vezes a pequena não dorme e acaba mamando em perídos menores de duas horas de diferença. Em outras, mesmo durante o dia, dorme mais que três horas seguidas.

A AOP propõe que nós controlemos o sono dela, mas isso não é simples. Diz o livro que em muitos dias, antes de dormir o bebê chorará por 10, talvez 15 minutos, e teríamos que ser fortes para não ir ao quarto dar-lhe atenção (os autores inclusive dizem que já deveríamos colocar a criança no berço desde já, para se acostumar e depois não ter que mudar de ambiente).

Eu entendi a proposta do livro e achei bem legal. Não sei porque não o tinha conhecido antes.

Não digo, no entanto, que vamos implementar a proposta deles em casa. Maria Alice já passou de um mês de vida e já tem sua lógica interna própria, seria difícil para nós mudá-la. Eu, infelizmente, não posso ficar em casa como gostaria, então qualquer alteração na rotina da bebê teria que ser realizada por sua mãe, e é muito complicado esperar isso, pois Mamãe Paixão também já tem uma rotina e prática estabelecidas. Provavelmente, muita gente inclusive já tenha tentado a AOP e concluído que não dá certo.

É nossa primeira filha, então temos muitos erros e acertos. Estou feliz, no entanto. Estamos acertando bastante.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Remédios

Em suas poucas semanas de vida, Maria Alice já fez mais uso de remédios do que eu em meus 29 anos.

Bem, talvez isso não seja realmente verdade - já que não tenho idéia de quantos remédios tomei quando era bebê - mas a verdade é que evito qualquer coisa que não seja natural e quando me encontro enfermo geralmente só uso de medicação por extrema pressão de alguém. Não gosto, pronto.

Por isso mesmo, estamos nos sentindo um pouco agoniados em casa por ter que fazê-la consumir tantas drogas, sejam elas alotrópicas ou homeopáticas.

Primeiro foi uma solução para se tormar um dia antes e um dia depois das vacinas vindouras. Depois, com as dificuldades intestinais da bebê, Luftal. Em seguida, para aliviar as dores, paracetamol (ou Tylenol, que parece que é melhor que o genérico, mas eu não entendo nada).

Ela não melhorava e o médico receitou mais alguns remédios homeopáticos. Como se sabe - e ele fez questão de nos dizer, homeopatia não é que como usar Novalgina, pois faz efeito com o uso prolongado.

Mas a situação se agravava e a nova médica a que levamos Maria Alice disse que ela está com refluxo, receitou Label. O remédio fez efeito, tivemos um final-de-semana em paz, mas novas complicações vieram. Resultado? Digesan e Advil nela!

Ainda assim, ontem, ela não estava bem de novo e agora quem tem que tomar remédio é a própria Mamãe Paixão. Não sei o nome desse novo, ainda não fomos apresentados. Seria Plasil?

Enfim, é muita coisa, muita coisa. Está tudo bem, mas ao mesmo tempo não está. Me pergunto como viveram as outras gerações, já que não havia tantos remédios a disposição e as alternativas eram todas naturais. E mesmo os indíos, que até hoje mantém suas tradições ao cuidar dos bebês.

Os remédios realmente aliviam as dores que os bebês sempre tiveram? Será que fazem efeito na diminuição da mortalidade infantil, ou somos mesmo apenas reféns de uma cultura "medicamentosa" cada vez mais forte?

Continuo não gostando de tomar remédios. Faço uso só em último caso. Mas com Maria Alice não posso pensar duas vezes e correr riscos, tenho que acreditar nos seus efeitos. Tudo é para ela agora.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Confesso



Não consigo esconder: estou perdidamente apaixonado pela Maria Alice!

Nos últimos dias a pequena Vergueirinha tem tomado um remédio para combater a queimação que sofre por regurgitar bastante leite após as mamadas. Em virtude disso, está conseguindo ficar mais tempo sem chorar, calma, apenas acordada. São nesses momentos que me derreto todo!

Acho que é meio óbvio o motivo, mas para mim ela é a bebê mais linda que existe. Ela é curiosa, fica olhando tudo ao seu redor. Nas poucas vezes que saímos de carro, queria conhecer a rua, as imagens que ainda não consegue entender.

Suas pequenas mãos não conseguem pegar nada, o movimento não é espontaneamento controlado por ela, mas mesmo assim quando agarra alguma coisa - desde o meu dedo ou mesmo puxa sem querer o cobertor para cima de si - o faz de forma graciosa.

O bico então... geralmente quando precisa fazer xixi ou cocô, faz um biquinho lindo, meigo. E quando toma um remédio que não gosta? Fecha a boca depois! É, fica quase um minuto com os lábios cerrados, como se para garantir que mais nada de desagrável lhe seja colocado pelos lábios.

Eu a pego no colo, ela me olha. Eu vou pro lado, ela me segue com os olhos. Colocamos música, ela presta atenção. Ligamos o móbile, ela tenta entender. Damos banho, ela fica calma. Os pequenos grunhidos que já faz, tentamos entender.

É, estou aproveitando muito essa fase. Estou apaixonado por uma pequena. E ela é minha!

domingo, 20 de setembro de 2009

Amamentação



Um dos motivos de certa divergência entre Mamãe Paixão e eu diz respeito à amamentação de Maria Alice.

Influenciado pelo primeiro pediatra a que levamos a menina, sou da opinião que deveríamos cultivar nela um determinado ritmo entre as mamadas, para que se acostume com a alimentação nos momentos certos e não a qualquer instante.

Já a segunda pediatra, a mais legal, disse que Maria Alice deveria poder mamar quando sentisse fome. Não importa se tiver feito pouco tempo desde sua última vez, se a bebê manifestar vontade de ir ao peito (geralmente levando sua cabeça para trás, como se buscando o alimento, ela terá que ser alimentada.

Além disso, longos períodos sem mamar deveriam ser evitados para não ocasionar a hipoglicemia na Maria Alice (ai minhas noites de sono!).

Naturalmente que não vou me impor nessa questão. Mamãe Paixão é quem melhor sente e melhor sabe o que é o certo para a pequena. Algumas vezes, para tê-la em paz, realmente não há nada mais fácil que colocá-la a mamar no primeiro momento em que pede o peito.

Mas que meus institos disciplinadores querem atuar na educação da menina desde já, isso eles querem!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Primeiro Mês




Filhota, um mês de vida! Que legal, hein?

Dizem que você mudou tanto nesse período. Nós que te acompanhamos todos os dias, todos os momentos, mal conseguimos perceber essas mudanças.

Falam que você já está com o rostinho mais definido, não tem mais "cara de joelho". Vovô Vergueiro e Vovó Paixão até disseram que você sorriu, mas em casa a gente não viu isso não.

Já engordou quase um quilo, cresceu alguns centímetros.

No começo você dormia bastante, acordava só para mamar. Estava acostumada na barriga da sua mãe, né? Agora você tem dificuldades pra dormir, chora muito e nos faz ficar acordados por várias noites seguidas. Não importa!

É o primeiro aniversário que você comemora, aproveite. No começo serão 12 "pequenas festas", a partir do próximo ano de vida terá apenas um aniversário por vez. Ok, tem os Dia da Criança também. E o Natal. Ai ai. Papai compra presente!

Estamos muito felizes com você, filhota. Papai e Mamãe te amam muito e querem o seu bem. Que bom que você veio, que bom que está aqui. É você nossa razão de viver hoje, é você quem move nossa vida. E assim será para sempre no nosso coração.

O aniversário é seu, mas hoje, o presente, é nosso!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fundo Monetário Internacional

Maria Alice mal nasceu e já está inserida no sistema bancário nacional. Coitadinha!

Ainda no hospital ganhou um presentinho interessante do seu avô paterno, e corri nos dias seguintes para abrir uma conta bancária em seu nome. Chegando à agência descobri que precisaria fazer um CPF (Cadastro de Pessoa Física) para ela e um tempo depois o documento chegou.

Além da conta, abri também uma Previdência Privada. Podia ter ficado só na poupança, mas o custo de oportunidade, para mim, era mais interessante (ou melhor, o custo de desinvestimento é que é muito alto, estimulando a manutenção eterna da previdência e evitando eventuais arroubos paternos). Então todo mês vou pingar um reforçinho lá.

É isso aí, filhota! Você não fala, não anda e mal reconhece o papai e mamãe. Mas já tem conta bancária e previdência privada.

Ô modernidade...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Loteria


Falei do banho no último post, mas nossas noites continuam uma loteria. Na maioria delas dormimos bem, vez ou outra Maria Alice não sossega.

Na foto acima ela está brincando no seu ofurô. Ofurô de bebê? É, tem um nome técnico específico, acho que "Tuk-tuk" ou algo assim, é importado inclusive e caro pra xuxu, tem produtos não tóxicos para não prejudicar o bebê, e as enfermeiras chamam de "ofurô". Lá em casa, é simplesmente o "balde da Alice".

Nesta noite não teve jeito e ficamos acordados até quase quatro horas tentando fazê-la dormir. Seu choro é alto, sua garganta duradoura. Ainda bem que a vizinha tinha viajado, não gosto de incomodar os outros. Às vezes, no entanto, não tem jeito.

Mamãe Paixão não sossega enquanto Maria Alice não sossegar também. Eu também não, mas Mamãe Paixão é mais preocupada ainda. Falarei sobre isso mais adiante. Mãe é tudo na vida de um bebê. Pai é mero espectador.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Um truque


Banho é bom e faz bem. Ou pelo menos é o que todo mundo diz.

Tenho origem portuguesa, então aprendi a importância do banho para a higiene pessoal e asseio. Tomo-o dentro dos meus limites, com economia de água e uso racional do sabão, mas faço direitinho. Só não sou apaixonado por água, ainda mais em época de inverno, quando dá preguiça de entregar debaixo do chuveiro. Se for banho frio então, quero distãncia!

Já para a pequena Maria Alice, o banho é uma maravilha.Ou melhor, o banho nela é uma maravilha, pois quem mais aproveita somos nós.

Explico.

No domingo recebemos a visita da Mamãe Nádia, amiga de Mamãe Paixão que há menos de três meses trouxe ao mundo a pequena e bela Yasmim (como na foto acima).

Conversa vem, conversa vai, ela disse que banhava a menina toda noite e que logo em seguida a bebê  dormia por longos períodos, permitindo aos seus cansados pais relaxar um pouco.

Como nesta última segunda-feira Maria Alice praticamente não nos deixou dormir, resolvemos tentar o truque do banho. Resultado?

- 6 horas de sono sem interrupção! Até cheguei atrasado no trabalho!

Mas não postei nada sobre isso antes. Resolvemos esperar a quarta-feira, ela demorou um pouco para pegar no sono, mas em seguida foram mais seis horas de descanso. Veio a noite de quinta, outra vez dormimos bem.

Ah.... eu nunca gostei tanto de um banho como agora! Banheira nela, Mamãe Paixão!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quem entende quem?

Com vinte e poucos dias de Maria Alice, não sei se já somos capaz de entendê-la plenamente ou se ela  consegue nos indicar com clareza quais são suas necessidades.

Algumas vezes, parece que tem choro que é de dor, de cólica. Outras, temos a impressão que está com fome, mas acontece que sempre que a colocamos com sua mãe, independente do momento, ela quer mamar. Aí fica difícil.

Recentemente, percebemos que tem um pouco de manha no meio. É, isso mesmo, está chorando apenas porque quer colo. E com apenas 23 dias de vida, minha nossa! Pode ser exagero, mas parece mesmo às vezes que não há nada de errado nela, apenas quer ser balançada pra lá e pra cá. Estávamos tentando evitar em casa que isso ocorrresse, a dependência do colo, e não a pegávamos a todo o momento, a qualquer início de choro. Não deu jeito... tem hora que não adianta, ela só aceita colo e nada mais.

Tentamos conversar com ela. Cantamos, falamos, fazemos graça, batemos papo. Ela já reconhece quem é a mãe e quem é o pai, presta atenção quando mudamos o tom da voz, quando chamamos a atenção dela e outras pequenos detalhes. Mas não nos entende efetivamente. Tudo bem, isso também não era esperado. Mas que é dureza esses primeiros meses com um bebê em casa, isso é!

Sei que tudo tem seu tempo. É a evolução!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tapinhas

Quatro gerações da Família Vergueiro

Arroto.

A gente tem fiho apenas para descobrir que arrotar é algo importante para o bebê. Se para nós é nojento, para eles é bom.

Nos primeiros dias de vida da Maria Alice não tínhamos nos dado conta dessa importância que tem o arroto. Ao mamar, o bebê também inspira ar, que pode causar eventuais cólicas ou mesmo sufocamento - dentre outras possíveis consequências - e por isso é fundamental arrotar para expelir esse ar que está dentro dela.

Esquecer não foi ruim no começo, pois a pequena mamava e dormia. Não tinha cólicas, só chorava quando estava com forme, e lá ia mais mamada e sono. Estávamos no paraíso acordando só a cada três horas.

Agora, quando mama, Maria Alice continua dormindo. Mas ao ser colocada para arrotar por Mamãe Paixão, ela acorda de novo. E nesse acordar tem dias que leva horas para sossegar, como muito choro e grito, como foi hoje quando só consegui dormir por duas horas no total.

Ela arrota, chora, chora e chora. Meu Senhor, como tem voz essa menina!

domingo, 6 de setembro de 2009

Sorriso


Com 20 dias de vida eu começo a me perguntar quando Maria Alice deixará de agir apenas instintivamente e começará também a reagir às nossas ações.

Levará um mês de vida? Três meses? Seis meses?

Eu quero um sorriso. Só um. Quero perceber que ela sorriu por causa de uma graça minha, por gostar de um colo, por estar feliz.

Até vimos alguns sorrisinhos dela, mas não dá para nos iludir, ainda são todos flexões musculares, quase as mesmas que a levam a chorar quando com fome ou cólicas (ou manha mesmo).

Então nesse momento eu espero seu primeiro sorriso. Quanto tempo leva para um bebê sorrir?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Rotina de um Pai Sonâmbulo

É, estou aprendendo à duras penas.

Eu sabia que não ia ser fácil, todo mundo dizia, todo mundo antecipava as dificuldades: as noites mal dormidas, o cansaço, o choro, etc.

Mas simplesmente NÃO é possível ter a noção exata do que é cuidar de um bebê antes do nascimento. Saber das dificuldades é uma coisa. Vivenciá-las é outra completamente diferente.

A rotina, então, é uma bagunça!

1 - Acordo de madrugada para ajudar a trocar as fraldas;
2 - Coloco água morna para a limpeza do bebê;
3 - Quando suja, vou correndo ao outro quarto pegar roupinhas limpas;
4 - Uma noite durmo cinco horas seguidas, na outra ela não me deixa dormir;
5 - Acabou o algodão, saio pra comprar;
6 - O bebê está com cólicas, compro uma bolsa térmica para aliviar.
7 - A bolsa é muito grande para Maria Alice (e eu lá sabia q vinha em vários tamanhos!), saio para comprar outra.
8 - Chora de dores, Mamãe Paixão pede Tylenol pra bebê.
9 - Não avisa que é líquido, saio para comprar de novo.
10 - A chupeta sujou, coloco em água fervente.
11 - Esqueço a chupeta lá, ainda bem que não estragou.
12 - Tiro a água quente, deixo a chupeta cair na pia, ai. Tem que limpar de novo...
13 - A certidão de nascimento veio com o nome errado, vou ao cartório trocar.
14 - Chego em casa, ela está dormindo e eu quero dormir.
15 - Ela acorda, começa tudo de novo!

E por aí vai!

Empolgação

É, eu realmente não achava que ia ser fácil.

Reparem na minha cara descansada. Mas ela dormia como um anjo!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Utilitarismo

Maria Alice foi dormir às cinco horas da manhã desta terça-feira.

Pois é, logo no dia em que eu tinha que voltar ao trabalho e acordaria às seis por causa do rodízio de carros de São Paulo, ela decidiu ficar fazendo bagunça até um pouco mais tarde. É esperado em bebês recém-nascidos, mas ela estava se comportando bem até esta madrugada.

Com 16 dias de vida, aos poucos a pequena vai ficando mais acordada. Acordada e chorando até não poder mais. Por isso, hoje demos a chupeta pra ela.

Maria Alice calou-se. A fizemos quieta com uma chupeta.

Estamos hesitantes quanto a isso. Tanto eu como Mamãe Paixão não queremos acostumá-la com a chupeta. Estamos também evitando dar colo excessivo para que ela não fique dependente dele para dormir.

Mas o fato é que a calamos com uma chupeta, e o silêncio foi bom, libertador.

Acho que vou fazer isso outras vezes...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ultimo Dia

video

Amanhã retorno ao trabalho.

Foram duas semanas de dedicação quase exclusiva à Maria Alice, mas a partir desta terça 1º de setembro passo a ter outro motivo para acordar cedo: contribuir com a renda da família.

Não é o que eu gostaria, mas é o que precisa ser feito. Como já estou dando aulas desde semana passada, alguns dias sairei de casa de madrugada e retornarei só depois das dez da noite. Ossos do ofício, ossos do sistema.

Quem tem um bebê em casa não precisa de despertador, e por isso mesmo continuarei acordando todas as madrugadas para ajudar Mamãe Paixão. A dedicação dela é exclusiva à pequena - que inveja - mas entendo que tem tempo e momento para tudo.

Vou continuar aproveitando todos os momentos, agora com vontade de chegar em casa o mais rápido possível.

sábado, 29 de agosto de 2009

Sancho Pança


Tudo bem que Mamãe Paixão não chega nem perto de ser uma Dom Quixote, mas eu bem que ando pareçendo o Sancho Pança ao lado dela!

Não fiz uma única troca de fralda até agora. É, confesso, não troquei fraldas mesmo. Mas estive ao lado da Mamãe em todas as 87 oportunidades.

Se a troca é durante a madrugada acordamos juntos, ela pega a Vergueirinha e eu vou atrás dos apetrechos: algodão, água morna, fralda limpa, cotonete, creme e o que mais for preciso. Se é durante o dia estou do lado das duas, fazendo carinho, ficando a disposição.

Sou seu fiel escudeiro. Atrapalhado, mas fiel.

Nos banhos, fico ajudando. Ela pede para trazer a nenê e eu a levo vestida. Mas é banho, tem que tirar a roupinha! Se ela pede um "body" novo e limpo, eu trago um grande. Tem que comprar gazes, eu trago ataduras. Ai.....

Mas nada que tire a alegria do casal. Os dias em casa, de total dedicação ao bebê estão acabando. Mas eu tô aproveitando!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Geração Saúde

Nem 10 dias de vida e já tenho que pensar no plano de saúde da Maria Alice. Como é que pode isso?

Cresci utilizando a saúde pública, fui ter um plano privado apenas aos 27 anos, acho que já comentei sobre isso aqui. O mesmo vale para Mamãe Paixão, que também passou a ter plano de saúde só com 18 anos.

Mas os tempos são outros, não tem jeito, então estamos pesquisando as opções disponíveis e verificando o que nos é e o que não nos é possível, dadas as condições financeiras e os planos atuais que temos.

Perguntinhas ridículas que me fiz nesses dias:

- Como pode haver carência para bebês? Sério, como é que é possível se determinar a carência em planos de saúde para bebês recém-nascidos?

- Por quê tão caros os planos? É no mínimo 2/3 do valor do meu plano, um absurdo, um exagero. São bebês...

Já não bastava eu não poder ter incluído o parto no meu plano, agora tenho que me preocupar com carências e valores astronômicos.

Efetivamente não gosto de saúde privada. Gostaria de ver o SUS funcionando plenamente e a todo o vapor. Muito mais digno, justo e humanitário. Não sei se chegaremos lá. Fiquemos, então, dependentes do sistema...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Família Paixão Vergueiro

Já coloquei essas fotos no orkut e facebook, mas acho que vale também uma menção aqui no blog à toda família Paixão Vergueiro:


Vovó Paixão e Vovó Vergueiro

 Vovô Vergueiro

 Vovô Paixão

 
 Titia Tati

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pediatra


Hoje fomos a família toda ao pediatra.

Engraçado, ninguém me disse que tinha que escolher um pediatra antes do bebê nascer. De repente, já estávamos atrasados!

A primeira tarefa do dia foi marcar uma consulta, de preferência hoje mesmo ou ainda amanhã. Encontrar um profissional que nos transmita confiança e conhecimento, tranquilidade para acompanhar o desenvolvimento da criança.

Não tenho médico, até porque eu nunca tive pediatra. Mamãe Paixão também não tinha quem indicar, então abrimos o guia da Unimed Paulistana e buscamos os que estavam mais próximos de nós. Eu sempre dou uma "googlada" no nome do médico antes de marcar a consulta, para ver se têm referências positivas ou negativas, e no quarto nome que encontramos na lista conseguimos marcar uma consulta para hoje mesmo: Dr. Francisco Soares Netto, pediatra e homeopata.

Na mosca!

Eu nunca fui tratado com homeopatia. Eu praticamente nunca fui tratado com coisa alguma, ainda bem, porque não gosto do ambiente de um hospital e qualquer coisa próxima a isso (tenho pavor a agulha, por exemplo). Mas adorei a conversa... foram exatos 100 minutos de papo, nos quais ele mais falou do que ouviu, mas aproveitei casa segundo das explanações, dos conselhos e dicas.

É muito mais gostoso ir a um médico que não te trata apenas como mais uma consulta, mas que tenta entender não apenas a parte clínica do paciente, e sim que outros fatores poderiam e podem desencadear eventuais problemas. Me senti algo como em uma consulta antroposófica, ainda que tampouco tenha ido a um médico que se oriente por essa linha, sei apenas o que ouvi dizer de amigos que se tratam dessa forma.

Ouvi da importância de se conversar com a criança, de equilibrar o desenvolvimento físico, espiritual e intelectual, de dar carinho, etc. Muito do que eu precisava saber, muito do que eu precisava reforçar.

Foi uma primeira consulta, mas uma consulta gostosa. Está tudo bem com Maria Alice, ela até andou!

Vamos ver as próximas visitas ao pediatra agora, aí saberemos se acertamos a escolha.

domingo, 23 de agosto de 2009

Primeiros Dias


Ontem de noite percebemos Maria Alice um pouco amarela e a levamos ao pronto-socorro. Foi nossa primeira saída de casa.

O amarelamento da pele do bebê indica a icterícia. A icterícia é uma síndrome normal nos recém-nascidos e some em alguns dias, mas achamos que já deveria ter passado nela e fomos ao hospital.

Maria Alice teve que faze um exame de sangue. Ai pobrezinha... chorei junto com ela, mesmo à distância, pois não consegui ver minha filha sofrer.

Como são fortes as mães, não? Elas têm que aguentar tudo isso, muitas vezes cuidar dos filhos sozinhas... eu ainda me afastei e sofri a dor da minha pequena longe, agoniado com o seu choro. Mamãe Paixão não, ficou lá, firme, dando apoio à menina que, assim que acabou o exame, parou de chorar e se acomodou no colo da mãe. Dezenas de beijos merece essa mocinha!

O resultado indicou que o nível de bilirrubina no sangue dela deu 16, acima dos esperados 12 para o período, mas abaixo do alarmante número 18. Ainda assim hoje fomos de novo, e outro exame de sangue fizemos, mais choro, mais agonia da filha e do pai.

Se tivesse aumentado dos 16, Maria Alice teria que ficar internada no hospital por alguns dias para tomar banho de luz (a doença pode afetar o cérebro caso não prevenida). Deu 14, ufa! Ela já está melhorando. Voltamos pra casa.

Dormir. Dormir é tudo o que quero fazer no momento que escrevo este post.

Não é um sono ruim, sono de noite mal dormida, mas sono de cansaço de quem está já há vários dias vivendo só em função da sua pequena filha e não tem mais muita energia. Vou lá dormir então!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Caos e Amor


Sou pai. O instinto materno não está dentro de mim.

Por isso mesmo, tenho sofrido um pouco com a situação. Sou extremamente inseguro para pegar a Maria Alice no colo e não consigo aprender com simples instruções, preciso de prática e confiança. Tenho levado algumas broncas, mas não é por mal que não sei fazer direito: para os pais, as coisas não vêm naturalmente.

É tudo estranho para mim, tudo diferente. Estou batendo cabeça...

* * *

Muito corrido e complicado o primeiro dia da Maria Alice aqui em casa.

Chegamos do hospital por volta das 14 horas da tarde de ontem. Mamãe Paixão estava cansada e dolorida, mas mesmo assim não parou um segundo de dar atenção à pequena bebê.

Maria Alice dorme muito, como imagino fazem os bebês quando nascem. Acorda a cada duas horas para mamar, e quando está mais tranquila nos dá uma folguinha de três horas. Foi assim durante toda a madrugada.

Fora isso, é um doce. Não fica chorando o tempo todo, não faz birra. Simplesmente dorme, acorda e mama. Mas essa simples dinâmica dela já é suficiente para nos esgotar as energias.