quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dois são três

Falei pouco de Mamãe Paixão no blog.

Na próxima semana vamos fazer dois anos juntos. Nos conhecemos em uma casa noturna de samba-rock chamada Teatro Mars. Fica no Begixa, bairro italiano de São Paulo, e era um antigo teatro que foi convertido em balada.

Não danço samba-rock. Por um ano fiz aulas de dança de salão (ah, q saudades!), mas nunca de samba-rock. Não foi por isso que nos conhecemos.

Quando vi chegando pela avenida um Supermini vermelho, da Gurgel, com uma moça dentro dele, já sabia quem era. Nos conhecemos ainda na calçada, antes de ingressar na casa. Não me lembro se ela chegou a dançar com alguém, acho que não, passamos boa parte da noite apenas conversando. Até a hora em que eu avancei...

Mamãe Paixão me deixou com um certo respeito reverencial no começo. Achei-a muito "areia para o meu caminhãozinho", achei que eu seria só distração, muito imaturo, vivendo outra realidade. Por isso mesmo não liguei de volta, não fiquei em cima. E ela me ligou. Do SESC.

Fomos no final de semana ver o Boi, uma celebração que tem no Butantã a cada quatro meses. Nosso segundo momento ainda estávamos distantes, mas a partir de então não paramos de nos encontrar. Era todo final-de-semana, quase sem exceção: eu e ela trabalhávamos direto e ficávamos juntos sexta, sábado e domingo.

Com um mês de encontros mandei-lhe flores e ela foi comigo a um casamento. No segundo mês viajamos juntos. Pouco a pouco fomos nos enrolando, nos envolvendo. Agora ela será a mãe da minha filha e eu o pai da filha dela. Um casal, compartilhando não só um teto ou uma relação. Criando vida.

Um comentário:

  1. ... eu me perguntava como e quando tinha começado A história de Maria Alice. E está aqui a resposta. Obrigada. É uma linda história. Adorei e chorei de emoção. Acho que os românticos já passamos de moda...

    F.I.O.N.A.

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