terça-feira, 9 de junho de 2009

Paternidade

Estou pesquisando na internet para o meu irmão o que é preciso fazer para reconhecer a paternidade de uma criança estando ele no estrangeiro. Precisa vir ao Brasil? Pode fazer a distância? Bem, procuração creio que ele não deixou, então alguma ação terá que ser feita.

Na pesquisa deparei-me com o Projeto Pai Legal (www.projetopailegal.org.br), uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de São Paulo que tem como objetivo estimular o reconhecimento voluntário de paternidade e adoção unilateral. Vale a divulgação!

Sei que é uma realidade brasileira e mundial que muitas crianças não são reconhecidas por seus legítimos pais, muitas vezes sequer sabem quem foram. Mas acho tão difícil compreender isso...

Não entendo como é que alguém pode rejeitar um filho seu, produto da sua capacidade de gerar vida e alegria. É algo tão natural, que não precisamos aprender, já que somos preparados biologicamente a realizar.

Como dizer não a um filho seu? Como virar o rosto a quem carrega sua herança genética e seu sangue? Eu não teria essa capacidade. Me sentiria ferido, arrasado, se não pudesse fazer tudo por meus filhos, se não puder estar à altura do que a Maria Alice precisa ter como pai. Quero estar do lado dela e dos que vierem depois. Quero ser presente, ser constante. Compartilhar alegrias, compartilhar angústias. Brigar, ralhar, corar, sorrir, chorar. Quero só ser pai. Como alguém pode não querer isso?

Nenhum comentário:

Postar um comentário