segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Acordar para Mamar

Eureka! Descobri a fórmula mágica! Ao invés de fazer Maria Alice mamar para dormir, porque não inverter o jogo e fazê-la acordar para mamar?

Ontem de noite (sábado), enquanto Mamãe Paixão descansava suas energias no meu colo no sofá da casa, concluí a leitura do livro Nana Nenê. Esse livro foi indicado pela pediatra nova da pequena, e quando fomos comprar descobrimos que havia duas publicações com o mesmo nome. Dois Nana Nenês? Então tá, compramos ambos!

O livro que li propõe, como forma de facilitar a vida de todos e o sono do bebê, o estabelecimento de uma "alimentação orientada pelos pais", também chamada de AOP.

Resumidamente, a AOP nada mais é do que o estabelecimento de um ritmo na vida do bebê, deixando-o acordado após mamar para que durma apenas um tempo depois e seja acordado para mamar seguindo uma rotina estabelecida pelos pais.

Por exemplo, vamos supor que os pais nos primeiros dais de vida da criança percebam que o bebê demanda comida de três em três horas. E que, meio-dia, seja hora de mamar. Ao invés de colocar o bebê para dormir logo em seguida, eles o mantém acordado por mais uma hora e aí sim o colocam para descansar. Passadas as três horas desde o início da última mamada, acordam o recém-nascido e repetem o ciclo, criando tanto para o bebê como para os pais uma rotina de horários para comer, ficar acordado e dormir.

Como funciona hoje com a Maria Alice? O contrário, exatamente o contrário. Nós a colocamos para mamar e ficamos aguardando ela dormir logo em seguida. Como não controlamos o sono dela, ficamos esperando ela dormir o máximo possível, até a próxima mamada. Muitas vezes a pequena não dorme e acaba mamando em perídos menores de duas horas de diferença. Em outras, mesmo durante o dia, dorme mais que três horas seguidas.

A AOP propõe que nós controlemos o sono dela, mas isso não é simples. Diz o livro que em muitos dias, antes de dormir o bebê chorará por 10, talvez 15 minutos, e teríamos que ser fortes para não ir ao quarto dar-lhe atenção (os autores inclusive dizem que já deveríamos colocar a criança no berço desde já, para se acostumar e depois não ter que mudar de ambiente).

Eu entendi a proposta do livro e achei bem legal. Não sei porque não o tinha conhecido antes.

Não digo, no entanto, que vamos implementar a proposta deles em casa. Maria Alice já passou de um mês de vida e já tem sua lógica interna própria, seria difícil para nós mudá-la. Eu, infelizmente, não posso ficar em casa como gostaria, então qualquer alteração na rotina da bebê teria que ser realizada por sua mãe, e é muito complicado esperar isso, pois Mamãe Paixão também já tem uma rotina e prática estabelecidas. Provavelmente, muita gente inclusive já tenha tentado a AOP e concluído que não dá certo.

É nossa primeira filha, então temos muitos erros e acertos. Estou feliz, no entanto. Estamos acertando bastante.

2 comentários:

  1. Assunto complexo, viu, jP? Cada livro tem uma "corrente ideológica" diferente e vocês vão descobrir qual funciona melhor com a Maria Alice e com a família só testando. Nenhum livro tem a fórmula mágica. Lemos muitos deles antes e depois do Deco nascer. Realmente, como você escreveu, erramos bastante e acertamos mais ainda.Veja o que fica melhor parar vocês sem se agarrar 100% no livro. Cada bebê é único e cada família é única. Foi o que descobri nesses últimos 6 meses. E tem outra coisa, logo logo a Maria Alice vai passar mais tempo acordada e isso se inverterá naturalmente. Ele vai acordar mamar, brincar um pouco e depois tirar uma soneca.
    Particularmente, eu sou contra estressar bebê, ainda mais muito pequenininho. Aos poucos as coisas vão se ajustando. As rotinas mudam muito rápido (por que será que as pessoas chamam de rotina, então?). A cada menos de um mês os horários já são diferente, os tempos de sono vão diminuindo, os intervalos da mamada aumentando. Bom, vocês que sabem.
    Tem um blog de uma amiga que pesquisou muito sobre o sono do bebê, vale dar uma olhada: http://sonodobebe.blogspot.com/
    Beijos, Gê

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  2. Ministério da Saúde20 de agosto de 2010 02:29

    Olá blogueiro,

    Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!

    Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.

    O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.

    A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.



    Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

    Obrigado pela colaboração!

    Ministério da Saúde

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