quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Remédios

Em suas poucas semanas de vida, Maria Alice já fez mais uso de remédios do que eu em meus 29 anos.

Bem, talvez isso não seja realmente verdade - já que não tenho idéia de quantos remédios tomei quando era bebê - mas a verdade é que evito qualquer coisa que não seja natural e quando me encontro enfermo geralmente só uso de medicação por extrema pressão de alguém. Não gosto, pronto.

Por isso mesmo, estamos nos sentindo um pouco agoniados em casa por ter que fazê-la consumir tantas drogas, sejam elas alotrópicas ou homeopáticas.

Primeiro foi uma solução para se tormar um dia antes e um dia depois das vacinas vindouras. Depois, com as dificuldades intestinais da bebê, Luftal. Em seguida, para aliviar as dores, paracetamol (ou Tylenol, que parece que é melhor que o genérico, mas eu não entendo nada).

Ela não melhorava e o médico receitou mais alguns remédios homeopáticos. Como se sabe - e ele fez questão de nos dizer, homeopatia não é que como usar Novalgina, pois faz efeito com o uso prolongado.

Mas a situação se agravava e a nova médica a que levamos Maria Alice disse que ela está com refluxo, receitou Label. O remédio fez efeito, tivemos um final-de-semana em paz, mas novas complicações vieram. Resultado? Digesan e Advil nela!

Ainda assim, ontem, ela não estava bem de novo e agora quem tem que tomar remédio é a própria Mamãe Paixão. Não sei o nome desse novo, ainda não fomos apresentados. Seria Plasil?

Enfim, é muita coisa, muita coisa. Está tudo bem, mas ao mesmo tempo não está. Me pergunto como viveram as outras gerações, já que não havia tantos remédios a disposição e as alternativas eram todas naturais. E mesmo os indíos, que até hoje mantém suas tradições ao cuidar dos bebês.

Os remédios realmente aliviam as dores que os bebês sempre tiveram? Será que fazem efeito na diminuição da mortalidade infantil, ou somos mesmo apenas reféns de uma cultura "medicamentosa" cada vez mais forte?

Continuo não gostando de tomar remédios. Faço uso só em último caso. Mas com Maria Alice não posso pensar duas vezes e correr riscos, tenho que acreditar nos seus efeitos. Tudo é para ela agora.

Um comentário:

  1. LEÍSTE mi entrada "LA PRIMA ZANDRA"? Allí al final había un recado para ti.

    abraço

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