terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Matei o Natal!



Em casa não temos árvore de Natal, não temos enfeites, lâmpadas coloridas piscando a noite toda, cartões na parede.

Em casa não temos meias na lareira, presentes embrulhados e aparelhos tocando músicas natalinas. Em casa não temos nada mesmo.

Nem Mamãe Paixão e nem eu somos muito ligados no oba-oba do Natal. Quando criança, eu não tínha nada disso, às vezes nem ganhava presente dos meus pais.

Por isso mesmo não cresci apegado às imagens natalinas.Ao mesmo tempo, desenvolvi um forte sentimento de família, de compartilhar, pois é nessa época o único momento em que todos estamos juntos, o único dia do ano que reservo verdadeiramente para meus pais, meus irmãos, meus tios.

Em casa, portanto, Maria Alice não terá uma árvore de natal para chamar de sua, nem crescerá nas tradições natalinas celebradas todos anos na TV, nos filmes, etc. Para nós, a data terá importância sempre mais emocional e menos simbólica.

Espera, lembrei! Tem um presépio que ganhei de presente ano passado, da Mamãe Paixão. Discreto, pequeno, e está aberto na sala. Ah, menti então, temos um pequeno objeto natalino em casa sim. Representa o nascimento, a esperança e a paz, e encontra-se cada vez mais ausente na vida das pessoas. Mas está aqui conosco, a guardar a família Paixão Vergueiro.

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