segunda-feira, 30 de março de 2009

Sobre o parto

Coloquei há pouco uma nova enquete no ar sobre as preferências quanto ao parto da Vergueirinha.

Tanto eu como Mamãe Paixão acreditamos nas virtudes do parto natural e nos seus efeitos positivos para com o bebê.

Mamãe Paixão, de início, pensava inclusive em realizar o parto na água, uma forma antiga e pouco usual no nosso costume ocidental.

Lendo um pouco mais sobre o assunto ela verificou que talvez essa opção não seja assim tão vantajosa para o bebê e para a mãe, além de ser anti-higiênica.

Conversando com amigos nesse final-de-semana ouvi alguém comentar da pressa que os médicos têm quando a mulher entra em trabalho de parto. Ficam incentivando a realização da cesária e, com isso, talvez, resolvem logo a questão. Nós mesmos em casa - éramos quatro irmãos - nascemos todos de cesárias.

Ao mesmo tempo, valoriza-se cada vez mais o parto natural no país. No Amapá, por exemplo, existe faz muitos anos um programa de saúde pública que investe na capacitação de parteiras para atendimento à população, com resultados maravilhosos.

A decisão final será de Mamãe Paixão, é certo. Até a hora chegar ainda vamos conversar bastante sobre o assunto. Opiniões?

* * *

Mamãe Paixão tem sofrido um pouco com a gravidez nesses últimos dias. Está de gripe há mais de uma semana e voltou a ter que tomar antibióticos no sábado em virtude de uma infecção. Tem dores lombares e muito cansaço. Hoje, segunda, passou mal logo de manhã quando saía para o trabalho.

É gostoso cuidar dela, dar toda a atenção necessária. Nem de longe, no entanto, eu consigo compreender da mesma maneira tudo o que ela está sentindo...

sábado, 28 de março de 2009

Ciúmes

Uma mulher grávida dá mais atenção à criança que está na sua barriga do que a qualquer outra coisa no mundo.

Isso eu já sabia.

Já sabia também que teria que ser um cara sensível, prestativo e carinhoso. Me esforço pra isso e tento fazer da Mamãe Paixão a grávida mais querida de todas, dando a ela o máximo de conforto e atenção possível.

Mas enquanto as minhas preocupações estão voltadas apenas para ela, as delas se dividem entre o bebê e eu. E hoje bateu um ciuminho bobo...

Tudo bem, isso passa!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Feiras e a médica!

Mamãe Paixão está completando quatro meses de gravidez. Bem, eu tenho cá as minhas dúvidas quanto a isso, acho que é um pouquinho a mais, mas não vou discutir com a médica, né?

Hoje é dia de exame clínico. Dra. X irá conferir como está o desenvolvimento da Vergueirinha e conceder a papeleta para ser marcada a visita ao laborátório em que será realizado o próximo ultra-som, o ultra-som do sexo.

Eu antes dizia que não queria saber se seria menino ou menina, que preferia passar pela emoção de ter que aguardar os nove meses e ser surpreendido na hora do parto. Hoje já não aguento de ansiedade.

Quando sair o resultado eu conto!!

* * *

Neste final de semana tem feira de Gestante e Bebê, estamos pensando em comparecer. No mês de dezembro Mamãe Paixão foi com uma amiga, que também está grávida, visitar a feira e conhecer coisas novas.

Foi depois disso que descobri que o casal tem que mandar fazer lembrançinhas do bebê para entregar a quem os visita. Pô, jura? Meu filho vai nascer e tenho que me preocupar em como vou agraciar aos outros? Ai ai, essas convenções sociais...

Recentemente a amiga de Mamãe Vergueiro comprou um berço e percebeu que os preços dos produtos na feira eram em geral mais baratos do que nas lojas. Isso significa que podemos fazer comprinhas se acharmos alguma coisa interessante.

Se tiver novidades (e realmente formos na feira) eu conto!

domingo, 22 de março de 2009

Não pode fazer careta, João!

Mamãe Paixão já avisou: quando nascer, a criança vai aprender a comer de tudo!

Legumes, verduras, frango, peixe, todo o tipo de frutas, etc., tudo o que for bom e saudável, e "não é pra fazer careta na frente do bebê, viu João, porque se fizer ele não come"!

- , mas eu vou ter que comer abobrinha? Vou ter que comer chuchu? Beterraba?

Vou...

- Bem, pelo menos não vamos levá-la no Mc Donald's, não é mesmo?

- Vamos, se ela quiser ir, mas só de vez em quando, responde Mamãe Paixão. Não dá para bloquear a criança do mundo real, apenas não precisamos incentivá-la sempre com bobagens, mas mostrar as possibilidades e os efeitos de cada escolha.

Ai ai ai, e logo eu, que não vou ao Mc Donald's faz uns sete anos já?

Mas tudo bem, já comecei a mudar de qualquer forma. Quando como nos restaurantes tenho colocado no prato cenoura, beterraba, muitas folhas. Ademais, almoço e janto direitinho quase todos os dias e nunca fui de comer porcarias, gosto mesmo é de arroz e feijão!

É enorme sacrifício mudar os hábitos para ter e criar corretamente um filho? Que nada, é um grande e gostoso prazer!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Barrigão

Existe coisa mais linda que barriga de mulher grávida, ainda mais quando ela está esperando um filho seu?

Toda noite olho para Mamãe Paixão e me emociono: como ela está maravilhosa, como é fantástico perceber que ela carrega uma vida, um bebê gerado da vontade de ambos, do amor, da graça divina.

Por causa da barriga Mamãe Paixão já não consegue mais ficar na mesma posição por muito tempo. Se vira e revira no sofá, procura espaços, ajeita-se da melhor forma possível. Diz que o bebê reclama se ela fica muito tempo de um lado só. Reage a qualquer movimento brusco meu, como uma leoa a defender os seus filhos.

E eu quero beijar, acariciar e tocar esse barrigão enorme, que tem dentro dele uma criança a esperar para nascer.

Vem, Vergueirinha, nasce logo...

* * *

Curiosidade: depois de São Paulo, a cidade que acessou esse blog foi Porto Velho, lááá na região norte do país. Valeu Gra!!

terça-feira, 17 de março de 2009

O quarto

Mamãe Paixão e eu conversamos algumas vezes sobre como será o quarto do bebê.

O sobrado em que moramos tem dois quartos, um voltado para a rua e o outro, onde dormimos, nos fundos. Em princípio a herdeira ficará no quarto da frente.

Uma das idéias é pintar as paredes com tinta especial. Mamãe Paixão é uma artista (e eu um ogro racionalista, haha) e quer desenvolver na criança a liberdade de criação. Quer vê-la sonhar, quer vê-la imaginar mundos e histórias fantásticas, aproveitar a infância para ir longe e ultrapassar a barreira do "certinho" que nós adultos nos impomos e muitas vezes impomos também às nossas crianças. Mamãe Paixão está certa.

A tinta possibilitará então que o quarto seja rabiscado, desenhado, colorido à vontade, sem a preocupação de ficar feio ou sujo. A imaginação será o limite.

Também falamos sobre o berço. Vimos um modelo que se transforma em cama e escrivaninha quando a criança cresce (pois é, tipo Transformers mesmo). Em princípio eu gosto da idéia, desde que seja equipado com todos os ítens de segurança necessários e tenha o selo dos institutos de qualidade requeridos.

Quero encher o quarto de livros. Já falamos sobre isso aqui. O bebê terá também à sua disposição brinquedos e quaisquer materiais que sejam importantes no seu desenvolvimento. Nessa semana receberemos um novo guarda-roupas que vai ficar no quarto dele.

Purificador de ar? Protetor contra insetos? Não sei, não sei. Tenho a tendência a achar que esses equipamentos fazem mais mal às pessoas do que bem. Tornam-a mais frágeis, mais dependentes da química para se protegerem. Mas sobre isso não falamos em casa ainda, talvez nem seja tão importante assim.

E o que mais falta no quarto?

Ah, a bandeira do Tricolor hexacampeão brasileiro.... posso Mamãe?

domingo, 15 de março de 2009

Mamãe Paixão

Olha que barriguinha linda da Mamãe Paixão, com quatro meses de gravidez!




Boné

Lembram do boné do post "Memórias"? Ei-lo aqui!




Tá, pelo menos por um segundo, para bater uma foto, a Vergueirinha vai usá-lo! :)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Tempos

Cheguei em casa, passa das vinte e duas horas. Nunca antes trabalhaei tanto profissionalmente: manhã, tarde e noite de dedicação e vida proletária. Todos os dias, todas as semanas. Sinto que estou próximo de uma estafa física, o corpo reclama.

Paro e me pergunto como será quando a Vergueirinha nascer. Já sei que diminuirei o ritmo, é certo, e decisões terão que ser tomadas. Passado o ridículo período de cinco dias que o homem tem como direito para ficar próximo a seu filho quando este nasce, pretendo tirar minhas férias em seguida e aproveitar ao máximo a companhia da família.

E depois, volta tudo outra vez? Só verei a criança nas madrugadas?

Não quero. Não quero. Não quero.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Memórias

Quem assistiu o filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulin deve se lembrar de uma cena muito sensível em que Amelie encontra escondida no seu apartamento uma pequena caixa cheia de brinquedos antigos e a devolve a seu dono, hoje já adulto, que se emociona ao reencontrar a caixa e através dela relembrar sua infância.

Todos nós temos guardada na memória a recordação de situações e brinquedos que nos fizeram bem durante a infância. Seja um Ferrorama, o Castelo do He-Man, Master System, o Papai Noel chegando (ou o momento em que descobrimos toda a verdade, rsrs), o colo da avó, a cocada de pia da mãe, etc. Não importa qual a memória específica que seja, o importante é que ela nos faça bem e nos reconforte. É sentir aquele gostinho de uma saudade nostálgica, de um tempo que foi bom e que soubemos aproveitar sempre que possível.

Me escapa agora quando foi isso, mas a certa altura da minha vida decidi que guardaria o primeiro boné que tive e o daria a meu filho assim que ele nascesse. Acho que tinha 7, 8 anos. Seria algo como uma pequena "herança" da minha parte, uma promessa duradoura e um compromisso.

Sequer continuei a usar bonés depois disso - esquentam minha cabeça e me sufocam - mas nunca joguei fora aquela peça de roupa. Atualmente está na gaveta do meu guarda-roupas. Velho, retorcido e gasto, mas está lá.

Agora já não me importa mais que a criança use ou não o boné, que eu bata a foto e cumpra a promessa de garoto. O que realmente me sensibiliza nesse momento é que a decisão que tomei naquela época está finalmente se tornando realidade: serei pai.

sábado, 7 de março de 2009

Amor às letras

Cresci em um ambiente de livros.

Com pais professores, sendo um deles bibliotecário, não foi difícil que a paixão pela leitura se desenvolvesse em mim de forma fulminante: aprendi a ler cedo e com menos de 12 anos já tinha visto quase tudo do Sítio do Picapau-Amarelo, Tarzan, Julio Verne, Coleção Vaga-Lume (cuja coleção tenho até hoje) e muitos outros textos. Com uma biblioteca e uma gibiteca em casa, sem computador na época e apenas uma TV para seis pessoas, a leitura era o que mais me cativava (além de torcer pelo tricolor, claro!).

Mamãe Paixão não deixa por menos. Semana passada, comentando sobre Nelson Rodrigues, descobri que ela leu Engraçadinha aos 16 anos. E como começou no teatro aos 13, teve a oportunidade de conhecer inúmeros textos e livros clássicos e modernos, alguns que até hoje sequer cheguei perto.

Quando fiquei sabendo disso, me emocionei:

- Será que conseguirei transmitir à criança o mesmo amor pelos livros que eu tinha? E criar um ambiente onde a leitura venha como desejo dela, não como obrigação?

Hoje, ainda não sei muito o que fazer. Penso em encher o quarto de livros, mas Mamãe Vergueiro atenta para a poeira e a saúde do bebê. Quero que nossa filha nos veja lendo a todo instante e se inspire no exemplo dos pais para compartilhar do mesmo gosto. Sonho no dia em que ela, ao chegar na casa dos avós paternos, saia correndo em direção à biblioteca e devore os livros e gibis do mesmo jeito que o pai fazia quando criança.

Ler, é libertador. Faz bem à alma, faz bem à vida. E ensina a crescer. Ler é tudo.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Música para os ouvidos

Mamãe Paixão é musicoterapeuta, sabiam?

A música faz parte da vida dela e essa é apenas mais uma das suas inúmeras virtudes. A dança também.

Papai Vergueiro também gosta de boa música e é apaixonado pelas tradições musicais e pelas danças brasileiras, ainda que quase nada conheça sobre o assunto. Pouco sei sobre o côco, cavalo marinho, umbigadas, jongo, frevo, capoeira, maracatus, cirandas, pastorinhas, etc., mas aprendi a apreciá-las e valorizar a cultura regional.

O texto publicado no blog ontem faz parte de um CD de músicas infantis tendo como base textos da poeta Ruth Rocha. Mamãe Paixão comprou esse CD para tocar para a Vergueirinha.

Queremos que ela ouça música desde antes de nascer, ainda no ventre da mãe. A música faz parte das nossas vidas e desenvolver a habilidade auditiva da criança é fundamental. É nessa fase que se formam as ligações auditivas que vão nos acompanhar para sempre. No ventre, o bebê se acostuma com os sons e vai aprendendo a distingui-los. Se acalma, se condiciona. Tendo nascido, reconhece a música que ouviu anteriormente e aprende a fazer as conexões sonoras necessárias.

Eu não entendo muito mais que isso, Mamãe Paixão é que é a especialista em música da casa. Mas quero que minha filha aprenda muito mais do que eu aprendi quando criança. E aprenda a amar e a se emocionar com a música e as maravilhosas melodias brasileiras.

terça-feira, 3 de março de 2009

Canção

Doze coisinhas à-toa que nos fazem felizes
(Á moda de Otávio Roth)

Andar de skate num lugar lisinho
Tomar sorvete de palitinho
Passar a mão, de leve, no gatinho

Andar na chuva que é pra se molhar
Passar cola na mão e descascar
Acabar a lição pra ir brincar

Jogar estalo pra estalar no chão
A cor azul das penas do pavão
Ver na TV seu clube campeão

Ver gelatina tremendo no prato
Nadar depressa usando pé-de-pato
Mostrar a língua pra tirar retrato


CD Musical
Na Casa da Ruth
Com Fortuna e Coral Infantil do SESC Vila Mariana
Poesia Ruth Rocha
Realização SESC SP