domingo, 31 de maio de 2009

Não estamos sós

Maria Alice terá uma priminha. Ou melhor, já tem uma priminha.

Hoje fomos informados que meu irmão tem uma filha de cinco meses. Uma menina, uma Rafaela. Não sei mais nada sobre ela, a não ser que é brasileira (meu irmão mora na Inglaterra) e que entra agora na família.

Maria Alice não será mais a primeira neta dos Vergueiros. Fico um pouco chateado, não nego. Quebrou-se o encanto e a brincadeira na família. Mas inesperada que é a notícia, só nos faz mais felizes. É mais uma linda criança que chega para ser querida, e uma vida nova nós valorizamos e amamos sempre.

Parabéns, meu irmão, parabéns por ser pai. Seja feliz, e conte comigo!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mercado Central

Fortaleza tinha um Mercado Central.... e nós tínhamos o cartão de crédito!

Acho que nunca fiz tantas compras em tão pouco tempo. Como batemos perna naquela cidade! Mamãe Paixão se "apaixonou" pelo Mercado Central e a cada 15 metros ela exclamava: "João, estou gostando desse lugar, vamos para o andar de cima!" E pelo Mercado seguíamos, entrando nas lojas, conhecendo os produtos, verificando as opções.

O que mais chamou nossa atenção foram as roupas de bebê. Em Fortaleza vestuário é muito barato, muito em conta. Achamos vestidinhos para a Vergueirinha custando entre 10 e 15 reais, lindos, uma graça. Compramos sete!

Mas tinha mais coisas por lá e trouxemos também para São Paulo redes, toalhas de mesa, uma cortina para a sala, castanhas, vestidos, etc. Passamos a sexta toda pesquisando e comprando e, já que no sábado choveu muito, retornamos ao Mercado para comprar ainda mais.

Ah, eu falei em redes? Redes?

Mamãe Paixão deu a ideia e eu topei: compramos uma para o quarto da Maria Alice! Uma rede rosa, um rosa suave, leve, adequado para o quarto de uma menina.

Agora está definido, Vergueirinha terá berço, cômoda e bicamas de marfim. E uma rede rosa no quarto. Só falta a casa no campo!

Abaixo, algumas das compras que fizemos para Maria Alice.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Teoria do Caos

Voltamos.

É importante dar uma quebra na rotina de vez em quando, sair para passear e se afastar das questões cotidianas. Revigora o corpo, alegra o espírito.

Fazia meses que Mamãe Paixão e eu só ficávamos em São Paulo nos finais de semana. Era hora de viajar, mas não imaginávamos que teríamos tantos problemas...

Pra começar, a CVC marcou o vôo para Congonhas e ele saía de Guarulhos. Nunca tinha comprado pacote com agência turística antes, só o fiz porque as condições eram muito boas e o preço ótimo. Deu no que deu. Perdemos o vôo em Congonhas e lá fomos nós para o outro aeroporto paulistano (que por sinal, é guarulhense) pegar o vôo da meia-noite. Quero só ver se a empresa vai mesmo nos reembolsar o jantar e o táxi depois pro hotel, já que também perdemos o traslado previsto em nossa chegada em Fortaleza.

Sexta. Sábado. Tempo nublado. Chuva. Já prevista por mim, é bem verdade, mas se nem tudo são flores, a oportunidade se faz nas adversidades. Mas isso eu conto amanhã.

O sol abriu domingo e fomos para a água. Duas horas apenas e fiquei vermelho. Mamãe Paixão ama a praia e se pudesse tinha ficado lá o dia todo. Não podia, o aeroporto nos queria. Mais confusão pela frente.

O futuro papai superzoloso aqui percebeu que entre nossa conexão em Salvador e o voo para São Paulo tinha apenas 30 minutos. Fiquei com medo de não dar tempo e a atendente no aeroporto nos marcou para as passagens para 1 hora mais tarde em Salvador. Nossa descoberta ao chegar na capital baiana? O avião que ia para São Paulo era o mesmo que tinha vindo de Fortaleza, ele só mudava o número do voo, mas na prática funcionava apenas como uma escala. Saímos do avião, fizemos papel de bobos, atrasamos duas horas para chegar em Guarulhos e só entramos em casa passada a meia-noite do domingo pra segunda. Será que a atendente da TAM não sabia que era o mesmo avião que fazia as duas rotas? Será que não tem esse mesmo trajeto e voos todos os domingos, no mesmo horário, como é padrão?

Aaaahhhh!

Bem, amanhã a parte boa do relato!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Partida

Estamos indo, Mamãe Paixão e eu, para nossa última "grande" viagem antes da chegada de Maria Alice.

Está chovendo em Fortaleza, vamos levando o sol, calor e alegria.

Voltamos no domingo com fotos! Té já!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Bom pra cachorro!

Até o dia 25 deste mês de maio estou promovendo no blog uma pesquisa para saber a opinião dos amigos visitantes com relação a se ter um cachorro em casa ao mesmo tempo que um bebê recém-nascido.

Não me lembro de ter lido nada ainda sobre o assunto, se interfere positiva ou negativamente no desenvolvimento da criança, mas sou da opinião que bichos de estimação tornam o ambiente da casa mais agradável e saudável para todos, independente da idade.

Por muitos anos, quando morando com meus pais e irmãos, não tivemos bicho algum. Quando eu já tinha 14 é que ganhamos um cachorro vira-latas, o Doug, desejo da minha irmã mais nova, que no fim das contas nunca deu muita bola para ele.

Já com Mamãe Paixão foi sempre diferente. Nos quase dois anos em que estamos juntos ouvi muitas histórias de seus antigos cachorros, gatos, coelhos, porcos, etc. e até conheci a Camila, uma cachorra que dormia aos seus pés e cuidava dos gatinhos da casa, tudo em perfeita harmonia.

Agora que estamos sob o mesmo teto temos pensando em ter também um cãozinho. Um desses vira-latas, que se encontra na rua e que ninguém quer. São os nossos preferidos, os que mais precisam de carinho e atenção, para os quais podemos fazer maior diferença.

Aliás, um cachorro para os dois não. Para os três. Eu, Mamãe Paixão e Maria Alice. Ficaria feliz de ver minha filha crescendo e tendo um companheirozinho ao lado. Vê-los amigos a brincar, a se destrair, a se divertir.

Seria o quarto membro da família, querido como como tal, mas sem os exageros modernos que inventaram para os animais de estimação atuais.

Ainda estamos pensando, ouvindo opiniões e fazendo a pesquisa. Em julho, nas férias escolares, a decisão.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Imperfeições

Não sou perfeito, pelo contrário. Muitas vezes, meus defeitos superam minhas qualidades. São nesses momentos que chateio as pessoas.

No último sábado deixei Mamãe Paixão triste, comportei-me mal. Estávamos a comprar a bicama da Vergueirinha e em poucos minutos fui da água para o vinho, demonstrei toda minha capacidade de alteração repentina de humor e de fazer isso apenas para chamar atenção e incomodar as pessoas queridas.

Não importam meus motivos, não há razão para ter agido assim. E eu já deveria ter aprendido: as pessoas ao nosso redor tratamos com respeito, os amigos o fazemos com afeto e os amados com amor, muito amor.

Uma mulher grávida está mais sensível, mais fragilizada. Ela carrega dentro de si o fruto da vida nova, o resultado da graça divina. É luz, é alma, é paixão.

Me esforço, mas ainda não aprendi completamente. Devo me entregar totalmente a essa mulher, fazer suas vontades e garantir-lhe a paz e calma de espírito. E não o oposto.

Ser pai é isto. É abrir-se completamente, se entregar, perceber que você, homem, não é mais o centro do universo, o mundo não gira ao seu redor e dos seus caprichos. Você era um, agora é uma família.

Ainda chego lá...

sábado, 16 de maio de 2009

Radiola

Em março fui convidado pela revista Pais & Filhos para falar algumas palavras sobre como é ser pai de primeira viagem e sobre os três primeiros meses da gravidez.

A entrevista foi ao ar na Rádio Eldorado AM no final de abril, em um programa que passa todas as quintas-feiras as 16:30 horas. Não divulguei antes porque não tinha ideia se ia ao ar mesmo, mas ouvi no dia e foi bem legal, uma matéria toda sobre o período inicial da gravidez.

Abaixo, é possível ouvir a entrevista toda. Ao ar foi apenas algumas frases, mas aqui reproduzo o conteúdo todo, que gentilmente recebi da produção do programa.

Em tempo: eu odeio a minha voz!! E levei um baile para conseguir colocar esse arquivo no ar, não entendo nada de podcasts, etc. Espero que consigam ouvir.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Exploradores na Gravidez

Desde o começo do ano eu estava prometendo uma viagem pra Mamãe Paixão.

Ambos adoramos viajar. Juntos já estivemos no Nordeste, em Belém, em Belo Horizonte e algumas outras cidades do interior. É coisa de família, coisa de Vergueiro.

Minha infância e juventude foi toda preenchida por inúmeros momentos fora de casa, conhecendo novos lugares, cidades e países. Sempre com boas restrições orçamentária, é verdade, mas nunca deixando de aproveitar. É assim até hoje, e tirando Vovó Vergueiro toda família continua a passear, conhecer o mundo, curtir o turismo e fazer novas amizades.

Com o desenvolvimento da gravidez, no entanto, foi me crescendo uma insegurança cada vez maior e atrasei a decisão da viagem. Por semanas adiei a compra das passagens, me perguntando se voar não afetaria a saúde da criança dentro da barriga, se ela sofreria, se teria sequelas. Estudei, busquei na internet, pedi para que Mamãe Paixão perguntasse sobre isso à sua médica, questionei outras grávidas. Tudo em vão, pois eu continuava com medo, adiando as coisas.

Mas promessa é promessa e fui em frente, comprei as passagens.

Portanto, no final de semana do dia 23 vamos os dois à Fortaleza, cidade nordestina onde já estive algumas vezes e que as meninas vão conhecer pela primeira vez. Lugar lindo, muito sol, praia e cultura cearense.

Será que vai dar tudo certo? São seis meses e meio de gravidez, quase sete, o dito "limite" para voar. Não sei, ainda estou inseguro. Mas confiante, confiante sempre. Eu devia isso a ela, será nossa última viagem a dois, como namorados, antes da completa transformação nas nossas vidas.

Ah, será bom, vamos aproveitar!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dia das Mães

Neste domingo Mamãe Paixão e eu celebramos juntos nosso primeiro "Dia das Mães".

A pequena Maria Alice mexeu bastante na barriga quando sua mamãe recebeu o kafta (tipo de vestimenta indiana) e o par de brincos que eu dei. Não funcionaram muito bem os presentes - a roupa era muito grande - mas valeu a intenção, e ainda dá para substituir por uma outra com melhor caimento.

Foi um Dia das Mães no sentido figurado, já que nossa pequena jóia não está conosco ainda. Mas foi o suficiente para me pegar imaginando o futuro: nós dois, Maria Alice e eu, no shopping, fazendo compras para a outra querida mulher da casa. Ela toda animada tentando escolher o que a mamãe iria gostar e eu mais "rabugento", com vontade de decidir logo e ir pra casa. E será que conseguirei resistir aos apelos da minha linda filha pedindo algo para sua mãe? Acho que não...

Tradicionalmente não gosto de datas comerciais. Tirando o Natal e a Páscoa, que têm sentido religioso (para poucos ainda, infelizmente), tenho a tendência a não me empolgar com as outras comemorações que, mesmo que criadas com nobres intenções (como o foi o Dia das Mães), se converteram em desculpa para gastar.

Gosto mesmo é da surpresa, do inesperado. No primeiro aniversário de Mamãe Paixão em que estive com ela a presenteei com um par de ingressos do Cirque do Soleil escondidos em um livro, um outro presente. No segundo, durante todo o dia e a cada canto da casa, ia tirando embrulhos diferentes, sem parar. Durante o namoro - e um pouco até hoje - surpresas vão aparecendo, a maioria viagens, coisa que ambos gostamos de fazer. Viagens? Ah, esse é assunto do próximo texto, até já!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Rotinas e Transformações

Que a nossa vida muda completamente ao termos um filho, todo mundo já sabe (e adora me lembrar, rsrs).

Muitas mudanças, no entanto, começam antes do próprio nascimento do bebê, nesse curto período de nove meses que parece que não passa nunca, tamanha minha ansiedade de ver a Vergueirinha.

Para constar, listei abaixo algumas das pequenas - ou grandes - transformações que vivi de dezembro até agora:

- Voltei a dividir a casa com alguém (desde 2002 morava sozinho);
- Voltei a jantar quase toda noite (Mamãe Paixão cozinha toda noite pra nós três, aeehh!);
- Deixei de consumir álcool (ou melhor, diminuí muito o consumo, e Mamãe Paixão então, nem chega perto...);
- Estou saindo menos de final-de-semana e nunca durante semana;
- Comecei a me interessar por programas de TV sobre gestantes e bebês e comprar revistas;
- Descobri o que significa "bebê conforto" e "body";
- Entrei em lojas de produtos de bebês!!
- Passei a pensar mais no futuro, em segurança e estabilidade;
- pensando em seguro de vida e estudando previdência privada;
- Passei a dar mais valor em ter uma casa própria;
- Aprendi a comer abobrinha;
- Comecei a reparar mais nas grávidas na rua;
- Aprendi a dirigir mais devagar;
- Estou escrevendo um blog..........

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Do passado, o presente

- Somos hoje o reflexo do que nossos pais foram ontem?

- Herdamos características genéticas ou tudo o que fazemos e cremos é o que aprendemos desde nosso nascimento?

Tenho algumas pistas das respostas, mas provavelmente não saberia chegar a uma conclusão definitiva.

E não podendo ir além, recuei no tempo para conhecer um pouco mais de Papai Vergueiro e de Mamãe Paixão e com isso refletir um pouco mais sobre o assunto.

Abaixo, uma foto de cada um de nós de um período quando éramos crianças e Maria Alice não era sequer uma possibilidade, ainda não se tinha transformado na minha razão e alegria de viver.

Será que a Vergueirinha vai ser a cara da mãe ou a cara do pai?


segunda-feira, 4 de maio de 2009

É um mexe-mexe!

Maria Alice já está mexendo. E como mexe essa menina!

É curiosa a sensação da sua filha se movimentar na barriga da mãe. Ao mesmo tempo que fico bastante emocionado por me sentir um pouco mais próximo dela, dá um pouco de medo de que algo possa estar errado e ela esteja se mexendo demais.

Ontem, por exemplo, quando subi por alguns minutos, Mamãe Paixão disse que ela estava toda agitada na barriga. Mas tá tudo bem, é parte do processo de ser pai, de ter a primeira gravidez.

É engraçado, a gente coloca a mão e sente um chutezinho. A barriga fica toda alterada, oscilando de um lado pro outro. Perdi o número de vezes que senti milha filha ontem...

Abaixo seguem duas imagens do último ultra-som que fizemos, agora em abril. Já dá para ver alguma coisa a mais (eu acho).


sábado, 2 de maio de 2009

O Quarto - A missão

Hoje passamos o dia pelas lojas de móveis para bebês. Fomos à Teodoro Sampaio, ao Shopping Aricanduva, à Etna. Só não fomos às lojas da Radial porque Mamãe Paixão já tinha por lá estado antes.

Foi a primeira vez que eu efetivamente saí para comprar algo para a Vergueirinha, e por isso mesmo estava completamente por fora de tudo. Mas Mamãe Paixão já sabia o que iríamos pesquisar: berço, bicama, cômoda e poltrona da mamãe.

A primeira decisão que tomamos foi de que os móveis não serão brancos. E por dois motivos: ambos achamos feio e parece só se vende branco por aí, argh! Então partimos pras cores amadeiradas, o que é bem raro de se achar para berços e, quando existe, custa mais caro.

Como é que pode: os móveis nas cores de madeira (mel, marfim, etc.) podem ser feitos em cor branca, mas os móveis na cor branca não podem ser feitos na cor madeira? Coisas do mercado...

Em uma das lojas da Teodoro encontrei o berço que se transforma em bicama e escrivaninha. Gostei da ideia e da proposta, mas Mamãe Paixão argumentou que o quarto ia ficar muito vazio, sem móveis. Ponto pra ela.

O tamanho do quarto é algo interessante. Em todas as lojas que entrávamos a vendedora perguntava se a gente tinha problema de espaço. Aqui em casa não temos, o quarto da Vergueirinha é inclusive maior que o nosso, mas acho que esse problema deve ser algo comum em uma cidade como São Paulo, onde tudo é feito para caber mais gente em lugares menores. Bom poder dar um quarto grande para minha filha.

No Interlar Aricanduva encontramos bicamas de madeira em lojas normais de móveis. Outro achado curioso: muitas bicamas normais custam quase o mesmo que as bicamas das lojas de bebê. E são tão mais bonitas e resistentes!

Mas a bicama tem que combinar com a cor do berço. E da cômoda. Ai ai... e as lojas quase não aceitam cartões de crédito! Só trabalhamos com cheque, dizem elas. Mas eu não trabalho com cheque, e aí?

Ô dureza... bem, voltamos pra casa exaustos, hoje vamos deixar a Virada Cultural de lado e curti-la amanhã enquanto pensamos exatamente o quê e onde vamos fazer as compras do quarto da filhota. E que venha a decoração depois!