segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ultimo Dia

video

Amanhã retorno ao trabalho.

Foram duas semanas de dedicação quase exclusiva à Maria Alice, mas a partir desta terça 1º de setembro passo a ter outro motivo para acordar cedo: contribuir com a renda da família.

Não é o que eu gostaria, mas é o que precisa ser feito. Como já estou dando aulas desde semana passada, alguns dias sairei de casa de madrugada e retornarei só depois das dez da noite. Ossos do ofício, ossos do sistema.

Quem tem um bebê em casa não precisa de despertador, e por isso mesmo continuarei acordando todas as madrugadas para ajudar Mamãe Paixão. A dedicação dela é exclusiva à pequena - que inveja - mas entendo que tem tempo e momento para tudo.

Vou continuar aproveitando todos os momentos, agora com vontade de chegar em casa o mais rápido possível.

sábado, 29 de agosto de 2009

Sancho Pança


Tudo bem que Mamãe Paixão não chega nem perto de ser uma Dom Quixote, mas eu bem que ando pareçendo o Sancho Pança ao lado dela!

Não fiz uma única troca de fralda até agora. É, confesso, não troquei fraldas mesmo. Mas estive ao lado da Mamãe em todas as 87 oportunidades.

Se a troca é durante a madrugada acordamos juntos, ela pega a Vergueirinha e eu vou atrás dos apetrechos: algodão, água morna, fralda limpa, cotonete, creme e o que mais for preciso. Se é durante o dia estou do lado das duas, fazendo carinho, ficando a disposição.

Sou seu fiel escudeiro. Atrapalhado, mas fiel.

Nos banhos, fico ajudando. Ela pede para trazer a nenê e eu a levo vestida. Mas é banho, tem que tirar a roupinha! Se ela pede um "body" novo e limpo, eu trago um grande. Tem que comprar gazes, eu trago ataduras. Ai.....

Mas nada que tire a alegria do casal. Os dias em casa, de total dedicação ao bebê estão acabando. Mas eu tô aproveitando!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Geração Saúde

Nem 10 dias de vida e já tenho que pensar no plano de saúde da Maria Alice. Como é que pode isso?

Cresci utilizando a saúde pública, fui ter um plano privado apenas aos 27 anos, acho que já comentei sobre isso aqui. O mesmo vale para Mamãe Paixão, que também passou a ter plano de saúde só com 18 anos.

Mas os tempos são outros, não tem jeito, então estamos pesquisando as opções disponíveis e verificando o que nos é e o que não nos é possível, dadas as condições financeiras e os planos atuais que temos.

Perguntinhas ridículas que me fiz nesses dias:

- Como pode haver carência para bebês? Sério, como é que é possível se determinar a carência em planos de saúde para bebês recém-nascidos?

- Por quê tão caros os planos? É no mínimo 2/3 do valor do meu plano, um absurdo, um exagero. São bebês...

Já não bastava eu não poder ter incluído o parto no meu plano, agora tenho que me preocupar com carências e valores astronômicos.

Efetivamente não gosto de saúde privada. Gostaria de ver o SUS funcionando plenamente e a todo o vapor. Muito mais digno, justo e humanitário. Não sei se chegaremos lá. Fiquemos, então, dependentes do sistema...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Família Paixão Vergueiro

Já coloquei essas fotos no orkut e facebook, mas acho que vale também uma menção aqui no blog à toda família Paixão Vergueiro:


Vovó Paixão e Vovó Vergueiro

 Vovô Vergueiro

 Vovô Paixão

 
 Titia Tati

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pediatra


Hoje fomos a família toda ao pediatra.

Engraçado, ninguém me disse que tinha que escolher um pediatra antes do bebê nascer. De repente, já estávamos atrasados!

A primeira tarefa do dia foi marcar uma consulta, de preferência hoje mesmo ou ainda amanhã. Encontrar um profissional que nos transmita confiança e conhecimento, tranquilidade para acompanhar o desenvolvimento da criança.

Não tenho médico, até porque eu nunca tive pediatra. Mamãe Paixão também não tinha quem indicar, então abrimos o guia da Unimed Paulistana e buscamos os que estavam mais próximos de nós. Eu sempre dou uma "googlada" no nome do médico antes de marcar a consulta, para ver se têm referências positivas ou negativas, e no quarto nome que encontramos na lista conseguimos marcar uma consulta para hoje mesmo: Dr. Francisco Soares Netto, pediatra e homeopata.

Na mosca!

Eu nunca fui tratado com homeopatia. Eu praticamente nunca fui tratado com coisa alguma, ainda bem, porque não gosto do ambiente de um hospital e qualquer coisa próxima a isso (tenho pavor a agulha, por exemplo). Mas adorei a conversa... foram exatos 100 minutos de papo, nos quais ele mais falou do que ouviu, mas aproveitei casa segundo das explanações, dos conselhos e dicas.

É muito mais gostoso ir a um médico que não te trata apenas como mais uma consulta, mas que tenta entender não apenas a parte clínica do paciente, e sim que outros fatores poderiam e podem desencadear eventuais problemas. Me senti algo como em uma consulta antroposófica, ainda que tampouco tenha ido a um médico que se oriente por essa linha, sei apenas o que ouvi dizer de amigos que se tratam dessa forma.

Ouvi da importância de se conversar com a criança, de equilibrar o desenvolvimento físico, espiritual e intelectual, de dar carinho, etc. Muito do que eu precisava saber, muito do que eu precisava reforçar.

Foi uma primeira consulta, mas uma consulta gostosa. Está tudo bem com Maria Alice, ela até andou!

Vamos ver as próximas visitas ao pediatra agora, aí saberemos se acertamos a escolha.

domingo, 23 de agosto de 2009

Primeiros Dias


Ontem de noite percebemos Maria Alice um pouco amarela e a levamos ao pronto-socorro. Foi nossa primeira saída de casa.

O amarelamento da pele do bebê indica a icterícia. A icterícia é uma síndrome normal nos recém-nascidos e some em alguns dias, mas achamos que já deveria ter passado nela e fomos ao hospital.

Maria Alice teve que faze um exame de sangue. Ai pobrezinha... chorei junto com ela, mesmo à distância, pois não consegui ver minha filha sofrer.

Como são fortes as mães, não? Elas têm que aguentar tudo isso, muitas vezes cuidar dos filhos sozinhas... eu ainda me afastei e sofri a dor da minha pequena longe, agoniado com o seu choro. Mamãe Paixão não, ficou lá, firme, dando apoio à menina que, assim que acabou o exame, parou de chorar e se acomodou no colo da mãe. Dezenas de beijos merece essa mocinha!

O resultado indicou que o nível de bilirrubina no sangue dela deu 16, acima dos esperados 12 para o período, mas abaixo do alarmante número 18. Ainda assim hoje fomos de novo, e outro exame de sangue fizemos, mais choro, mais agonia da filha e do pai.

Se tivesse aumentado dos 16, Maria Alice teria que ficar internada no hospital por alguns dias para tomar banho de luz (a doença pode afetar o cérebro caso não prevenida). Deu 14, ufa! Ela já está melhorando. Voltamos pra casa.

Dormir. Dormir é tudo o que quero fazer no momento que escrevo este post.

Não é um sono ruim, sono de noite mal dormida, mas sono de cansaço de quem está já há vários dias vivendo só em função da sua pequena filha e não tem mais muita energia. Vou lá dormir então!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Caos e Amor


Sou pai. O instinto materno não está dentro de mim.

Por isso mesmo, tenho sofrido um pouco com a situação. Sou extremamente inseguro para pegar a Maria Alice no colo e não consigo aprender com simples instruções, preciso de prática e confiança. Tenho levado algumas broncas, mas não é por mal que não sei fazer direito: para os pais, as coisas não vêm naturalmente.

É tudo estranho para mim, tudo diferente. Estou batendo cabeça...

* * *

Muito corrido e complicado o primeiro dia da Maria Alice aqui em casa.

Chegamos do hospital por volta das 14 horas da tarde de ontem. Mamãe Paixão estava cansada e dolorida, mas mesmo assim não parou um segundo de dar atenção à pequena bebê.

Maria Alice dorme muito, como imagino fazem os bebês quando nascem. Acorda a cada duas horas para mamar, e quando está mais tranquila nos dá uma folguinha de três horas. Foi assim durante toda a madrugada.

Fora isso, é um doce. Não fica chorando o tempo todo, não faz birra. Simplesmente dorme, acorda e mama. Mas essa simples dinâmica dela já é suficiente para nos esgotar as energias.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Relato de um Parto Inesperado

video

Ah Maria Alice! Sua chegada é motivo de felicidade, de alegria para toda a família, mas que você deu um trabalhão para os seus pais, isso deu!

Era para você ter nascido na próxima semana, a previsão era em torno do dia 25. Uma homenagem aos 30 anos de casamento dos seus avós paternos, talvez?

Mas não foi assim que você queria não. Papai acabava de chegar em casa vindo do trabalho, aproximadamente nove horas da noite de uma segunda-feira e logo perguntei à sua Mamãe, que estava no andar de cima, "Tudo bem?". "Não", foi a resposta dela, e eu corri pra cima na mesma hora, "teria chegado a hora?"

Da Mamãe estava escorrendo um líquido incolor e sem cheiro. Ela tomou um banho para se limpar e trocou de roupa, mas pouco depois sentiu novamente a aguinha. Talvez tivesse mesmo chegado a sua hora, pensamos.

Com a providencial ajuda do Vovô Vergueiro, já que era o único dia do ano em que fiquei sem carro - "logo hoje", eu disse! - fomos ao hospital. Lá Mamãe fez um ultra-som que indicou que a placenta estava perdendo liquido, ainda que oficialmente a "bolsa" não tivesse rompido (eu te explico isso tudo um dia com calma, ok?) Também não havia dilatação, o que indicaria que sua hora estava próxima.

Queríamos que você chegasse naturalmente, no seu momento, mas não deu para esperar. Consultamos a médica e ela recomendou te trazer pra cá imediatamente. Mas aí já era duas da manhã, acredita?

As quatro eu já estava todo vestido de azul e branco e esperava sentado ao lado da Mamãe para te ver chegar. Papai não gosta de hospital e teve que ter muita coragem para ficar com a Mamãe nesse momento. Pensei em usar as malas como desculpa (eu estava lá sozinho com todas suas roupinhas e as da mamãe também), mas fui em frente: "Mamãe iria gostar de me ter ao lado", pensei.

Rezei um pouquinho antes. Não sou bom para essas coisas, em colocar o destino na mão de Deus e pedir graças, mas orei a ele que te guardasse e te trouxesse saúde. Deu certo. Você logo nasceu chorando muito e se acalmou quando foi pro colo da mamãe e depois pro meu, ainda bem enrugadinha e vermelhinha.

Saí da sala e fui esperar vocês duas lá fora, mas sabe o que aconteceu? O hospital não tinha quartos livres! Acredita que Mamãe teve que esperar 13 horas seguidas para conseguir um lugarzinho pra te ter e alimentar com calma e carinho? Enquanto isso esperou com mais algumas outras mamães que também estavam lá.

Foi uma agonia só! Eu fiquei no hospital praticamente o tempo todo, sem dormir e almoçar, passei em casa só pra tomar um banho e trocar de roupas (e avisar o mundo do seu nascimento!). Vovó Vergueiro e Vovó Paixão também passaram por lá e te viram no berçário, mas apenas da porta, sem poder tocar.

Ô hospital desorganizado esse Santa Helena! Enfermeiras muito simpáticas e solícitas, mas tudo tão bagunçado, tão fora de ordem. Só fomos te ter no quarto por volta das sete horas da noite do dia 19, e aí foi uma felicidade só, todo mundo queria te pegar no colo, te dar carinho, te abraçar. Você estava com seus olhinhos bem abertos, sem entender nada das coisas, mas linda, linda!

Agora estamos todos juntos, somos uma família. E te amamos muito!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pequena e grande!

Duas fotinhos de Maria Alice. Com os pais e sozinha.

O dia foi longo, muita confusão, mas deu tudo certo no final. Pequei minha filha no colo, ninei-a, tirei fotos. Com calma escreverei tudo o que aconteceu. Por enquanto, fiquemos com as fotos, as primeiras dela no blog.


Escondidinha

Às 04 horas e 19 minutos da manhã do dia 18 de agosto de 2009, nasceu MARIA ALICE PAIXÃO VERGUEIRO.

Veio assim, do nada, sem avisar, sem preparar.

Mamãe Paixão está lá no hospital se recuperando do parto. Foi tudo uma grande loucura, uma grande bagunça, mas que terminou dando certo, graças a Deus.

E eu estou aqui, chorando enquanto escrevo esse texto. Não sei ainda o que é ser pai, mas sei que já sou.

Maria Alice tá aí. Cabeluda, chorona, enrugada. É a cara do pai!!!!!!!!!!!!!!! (e da mãe também)

Vou tomar um banho e voltar pro Santa Helena. Acho que ela ficará lá até quinta. Visitas, por enquanto, apenas de tarde e um período de noite, até as 21 horas. Ou algo assim, não sei.

Escrevo mais quando der!

Valeu gente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Maria Alice chegou!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 16 de agosto de 2009

Mulher

Antes de vir escrever esse post tasquei um beijo gostoso na Mamãe Paixão.

Uma mulher não chega à 38ª semana de gravidez deixando de ser mulher. Ela guarda o seu calor, sua sensibilidade (ou, pelo menos, foi assim aqui em casa). Por isso mesmo devemos cuidar dela observando sempre que carrega uma criança no ventre, mas que mantém sua individualidade.

Tentei lembrar disso e acho que consegui fazer bem a minha parte. Dei carinho, dei atenção, dei presentes, respeitei. Não sou perfeito e cometi meus erros também, a deixei triste, chateada em algums momentos, em outros feliz e animada.

Mas isso é humano e isso é o normal. Ela agora deixa de ser apenas uma mulher e se torna também mãe, merece ainda mais atenção e ainda mais o nosso amor. E eu tenho que estar à altura dessa nova vida. Vamos ver, a qualquer hora agora!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

5 dias!

Alguém me explica como é que é possível um pai exercer plenamente a paternidade tendo apenas 5 dias de licença para ajudar a mãe logo após o nascimento do bebê?

Já tratei deste tema por aqui antes, há uma pesquisa no ar sobre isso, e com a proximidade da chegada da cegonha fico cada vez mais angustiado com o assunto.

Quando informei na ONG onde trabalho da gravidez de Mamãe Paixão avisei também que planejaria minhas férias para o nascimento da Maria Alice, de forma que eu pudesse ficar o maior tempo possível em casa compartilhando da alegria do nascimento da bebê e apoiando em tudo o que fosse necessário.

Isso foi em janeiro. Em fevereiro avisei novamente. Mais uma vez em março, abril, e por aí em diante.

No final de julho, no entanto, fui comunicado de que não teria autorização para tirar os 30 dias. Tampouco 20, se eu quisesse, o que me seria facultado por lei.

Diz a legislação que as férias são um direito do trabalhador, mas ao patrão cabe a decisão sobre quando elas serão aproveitadas, desde que dentro dos 12 meses seguintes à aquisição do direito. Não tenho o que fazer, portanto, a não ser resignar.

O máximo que consegui negociar foram mais 5 dias extras, ficando no total duas semanas em casa, e em uma terceira semana ir meio período. E tudo isso com o "banco de horas", esse injusto sistema que inventaram para nos fazer trabalhar mais e compensar as horas só quando a instituição quiser (injusto porque troca uma hora a mais no dia por uma hora normal de trabalho, quando a legislação diz que hora extra vale uma vez e meia - diferença, portanto, incorporada pelo patrão).

Mas e a licença legal de 5 dias? Quem foi que em sã consciência decidiu que o pai deveria ter apenas 5 dias para cuidar da criança?

Eu sei, eu sei, foi uma conquista da Constituição de 88, mas ainda assim é fruto da antiga concepção de que a mulher cuida da casa e o homem provê o sustento da família, tendo que voltar a trabalhar logo para não perder o emprego. Pô, só 5 dias? Que sacanagem!

Gostaria eu que fosse como em alguns países na Europa, onde a família têm um período de licença conjunto (digamos, seis meses, um ano, etc.) e escolhem, pai e mãe, quanto tempo cada um irá dedicar à criança em casa. Ou 30 dias, no mínimo, sei lá! Há um projeto para isso no Senado. Será que para quando vier a irmãzinha da Maria Alice ele já terá sido aprovado? Bem, vamos ver. Enquanto isso fico com os meus cinco dias e com o meu "banco de horas", ai!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Influências

É, finalizou o prazo de mais uma pesquisa e eu já estou cá pensando em outra. Faltam menos de duas semanas para o parto (será mesmo? será que vem na hora certa ou Maria Alice vai nos fazer esperar ansiosos?) e nem sei se dará tempo de perguntar a opinião dos amigos em mais algum assunto. Bem, vamos ver.

Inquiri nesta pesquisa sobre a influência da data e hora do nascimento no perfil do bebê. Lembro-me até hoje dos meus registros de nascimento: 22:45 do dia 13 de setembro de 2009.

22:45? Como é possível saber que era exatamente 22:45?

Com base na hora e data de nascimento são feitos mapas astrológicos, se determina o perfil e personalidade do indivíduo. Definimos o signo ascendente, fazemos mapas astrais, pensamos na Lua e no que mais for que exista por aí.

Na pesquisa do blog, o resultado foi inconclusivo: metade acha que influencia, metade acha que não. Poucos não tinham opinião. Fico com a metade que pensa que a hora e data de nascimento não influencia na personalidade do bebê.

Nesse assunto tendo a ser um pouco behavorista, mais comportamental que metafísico. Acredito na influência do ambiente, da família, da sociedade, todos dividindo suas respectivas parcelas de responsabilidade na formação do caráter da criança e futuro adulto. Adiciono a isso uma poção de características genéticas que herdamos dos nossos pais e voilá, eis quem somos.

Não sei, não creio haver também resposta definitiva para isso. Não sei como será Maria Alice quando crescer. Espero que seja feliz, com quaisquer características pessoais que vier a ter. Espero que respeite os outros e conviva bem em sociedade. Isso eu posso tentar ensinar. Para isso a família serve, creio eu. Sucesso? Só saberei muitos anos para frente. Deixa vir a adolescência primeiro, ai!

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos pais

Hoje é Dia dos Pais. Ganhei de Mamãe Paixão um CD da Fernanda Takai e uma poesia de Vinicius de Moraes.

Meus primeiros presentes. O futuro é agora.

Não há mais nada para o domingo. Aproveitem a poesia, vale a pena!


Poema Enjoadinho

Filhos...Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filho? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Suspense

Cada dia é uma emoção agora.

Com menos de duas semanas para a data prevista para o nascimento de Maria Alice, toda e qualquer dor e dificuldade que Mamãe Paixão sente nos deixa com o coração apertado, com a impressão que está chegando a hora.

Ontem mesmo, por exemplo, ela estava com a barriga rígida, com dores nas costas, dificuldade de andar e muito, muito cansaço. A barriga parece que já está mais para baixo, e qualquer movimento mais brusco pode resultar no nascimento da pequena.

Na consulta médica que fizemos pela manhã (já prevista), no entanto, o diagnóstico foi no sentido contrário. Não há dilatação ainda e Mamãe Paixão, que engordou 11 quilos desde o início da gravidez, não precisa ficar em repouso constante. Deve andar por aí para Maria Alice se posicionar direitinho.

A data prevista para o parto é 24 de agosto. A obstetra tem uma operação no joelho dia 28. Não dá para atrasar mesmo...

A todo o momento espero Mamãe me ligar e dizer que a bolsa rompeu. Suspense. Suspense total. Coração a mil.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Será que eu "guento"?

Ontem fui ao hospital visitar a maternidade e ajudar Mamãe Paixão a decidir onde será o parto.

Gostei do que vi e em princípio será no Santa Helena mesmo. É do lado do metrô, super fácil acesso, é um hospital completo (caso dê alguma complicação), tem UTI neonatal e a criança fica com a mãe o tempo todo depois da higienização no berçário. Não é o melhor da cidade, mas está adequado para nossas expectativas.

Durante a visita me deparei com a possibilidade de assistir ao parto. É de graça, está incluído no convênio, e vou precisar avisar assim que chegarmos lá no dia: assisto ou não assisto ao parto?

Eu não sei se aguento. Eu não gosto de hospitais, eu não gosto de sangue, tenho pavor a acidente e cenas desse tipo. Evito sempre que posso, vou só em última opção.

Mas é da minha filha que estamos falando. Da minha primeira filha.

Posso até dizer que vou assistir ao parto, mas será que vou conseguir me manter confortável ou estarei nervoso demais? Terei aflição às contrações da Mamãe Paixão? É melhor esperar do lado de fora? Não sei ainda qual vai ser a minha resposta, não tenho idéia mesmo!

domingo, 2 de agosto de 2009

Zé e a Família

A família Paixão Vergueiro tem um novo membro: conheçam José Paulo, ou apenas , nosso cachorro.


foi adotado no Centro de Zoonoses de São Paulo, que mantém cães e gatos recolhidos e sem donos à disposição da população.

Foi uma surpresa para Mamãe Paixão. Deixei-a no cabeleireiro e na volta estava acompanhado do , que aguardou ansiosa e calmamente a hora de chegar em sua nova casa.

é um vira-latas. Oficialmente tem menos de três anos de vida - de acordo com o Centro - mas sua aparência demonstra que tem pelo menos uns cinco, talvez mais. Teve uma perna quebrada, que agora está manca e não se recuperará.

Escolhi-o por isso também, pois imaginei a dificuldade de ser adotado por outra família. Havia mais de cem cães no Centro de Zoonoses e evitei ficar escolhendo muito, ia ser difícil. Vi logo o e achei que era o "cara".

Dei sorte, ele se afeiçou a nós rapidamente. Já era treinado, pois não entra em casa se não deixarmos, fica esperando na porta. Não late quase nada e é carinhoso. Hoje já fui comprar comida, coleira, etc.

Bem-vindo, !

* * *

De noite a família veio conhecer a casa e o futuro quarto de Maria Alice. Segue uma recordação desse momento, bem como mais duas fotos do Zé:

Da esquerda pra direita, dando a volta na mesa: Simone e o pequeno Luca, Mamãe Paixão, Vovô Vergueiro, Vovó Vergueiro, Tia Lourdes e Tia Tatiana.