quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Imbecil

Quem foi que disse que o pai deveria ter direito a apenas cinco dias de licença-paternidade?

Minha nossa, como estou sofrendo com tudo isso! Já não pude tirar minhas férias junto com o nascimento da Maria Alice, agora passou mais de um mês e continuo com capacidade de ajudar deficiente até hoje.

É a terceira noite seguida dormindo as duas da manhã, e não há como eu me concentrar no trabalho com Maria Alice chorando. Eu me concentro nela. E ela a chorar...

No último post falei de mudarmos o ritmo da bebê, para que seja acordar para mamar e não o contrário, mame para dormir. E como é que eu conseguiria sequer fazer isso, se não estou em casa para ajudar Mamãe Paixão?

Não sou nada como pai, apenas o cara que dá uma força no fim da noite e nos finais de semana, e ainda assim olhe lá. Eu queria mais tempo para a família, e hoje estou um pouco nervoso por causa disso.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Acordar para Mamar

Eureka! Descobri a fórmula mágica! Ao invés de fazer Maria Alice mamar para dormir, porque não inverter o jogo e fazê-la acordar para mamar?

Ontem de noite (sábado), enquanto Mamãe Paixão descansava suas energias no meu colo no sofá da casa, concluí a leitura do livro Nana Nenê. Esse livro foi indicado pela pediatra nova da pequena, e quando fomos comprar descobrimos que havia duas publicações com o mesmo nome. Dois Nana Nenês? Então tá, compramos ambos!

O livro que li propõe, como forma de facilitar a vida de todos e o sono do bebê, o estabelecimento de uma "alimentação orientada pelos pais", também chamada de AOP.

Resumidamente, a AOP nada mais é do que o estabelecimento de um ritmo na vida do bebê, deixando-o acordado após mamar para que durma apenas um tempo depois e seja acordado para mamar seguindo uma rotina estabelecida pelos pais.

Por exemplo, vamos supor que os pais nos primeiros dais de vida da criança percebam que o bebê demanda comida de três em três horas. E que, meio-dia, seja hora de mamar. Ao invés de colocar o bebê para dormir logo em seguida, eles o mantém acordado por mais uma hora e aí sim o colocam para descansar. Passadas as três horas desde o início da última mamada, acordam o recém-nascido e repetem o ciclo, criando tanto para o bebê como para os pais uma rotina de horários para comer, ficar acordado e dormir.

Como funciona hoje com a Maria Alice? O contrário, exatamente o contrário. Nós a colocamos para mamar e ficamos aguardando ela dormir logo em seguida. Como não controlamos o sono dela, ficamos esperando ela dormir o máximo possível, até a próxima mamada. Muitas vezes a pequena não dorme e acaba mamando em perídos menores de duas horas de diferença. Em outras, mesmo durante o dia, dorme mais que três horas seguidas.

A AOP propõe que nós controlemos o sono dela, mas isso não é simples. Diz o livro que em muitos dias, antes de dormir o bebê chorará por 10, talvez 15 minutos, e teríamos que ser fortes para não ir ao quarto dar-lhe atenção (os autores inclusive dizem que já deveríamos colocar a criança no berço desde já, para se acostumar e depois não ter que mudar de ambiente).

Eu entendi a proposta do livro e achei bem legal. Não sei porque não o tinha conhecido antes.

Não digo, no entanto, que vamos implementar a proposta deles em casa. Maria Alice já passou de um mês de vida e já tem sua lógica interna própria, seria difícil para nós mudá-la. Eu, infelizmente, não posso ficar em casa como gostaria, então qualquer alteração na rotina da bebê teria que ser realizada por sua mãe, e é muito complicado esperar isso, pois Mamãe Paixão também já tem uma rotina e prática estabelecidas. Provavelmente, muita gente inclusive já tenha tentado a AOP e concluído que não dá certo.

É nossa primeira filha, então temos muitos erros e acertos. Estou feliz, no entanto. Estamos acertando bastante.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Remédios

Em suas poucas semanas de vida, Maria Alice já fez mais uso de remédios do que eu em meus 29 anos.

Bem, talvez isso não seja realmente verdade - já que não tenho idéia de quantos remédios tomei quando era bebê - mas a verdade é que evito qualquer coisa que não seja natural e quando me encontro enfermo geralmente só uso de medicação por extrema pressão de alguém. Não gosto, pronto.

Por isso mesmo, estamos nos sentindo um pouco agoniados em casa por ter que fazê-la consumir tantas drogas, sejam elas alotrópicas ou homeopáticas.

Primeiro foi uma solução para se tormar um dia antes e um dia depois das vacinas vindouras. Depois, com as dificuldades intestinais da bebê, Luftal. Em seguida, para aliviar as dores, paracetamol (ou Tylenol, que parece que é melhor que o genérico, mas eu não entendo nada).

Ela não melhorava e o médico receitou mais alguns remédios homeopáticos. Como se sabe - e ele fez questão de nos dizer, homeopatia não é que como usar Novalgina, pois faz efeito com o uso prolongado.

Mas a situação se agravava e a nova médica a que levamos Maria Alice disse que ela está com refluxo, receitou Label. O remédio fez efeito, tivemos um final-de-semana em paz, mas novas complicações vieram. Resultado? Digesan e Advil nela!

Ainda assim, ontem, ela não estava bem de novo e agora quem tem que tomar remédio é a própria Mamãe Paixão. Não sei o nome desse novo, ainda não fomos apresentados. Seria Plasil?

Enfim, é muita coisa, muita coisa. Está tudo bem, mas ao mesmo tempo não está. Me pergunto como viveram as outras gerações, já que não havia tantos remédios a disposição e as alternativas eram todas naturais. E mesmo os indíos, que até hoje mantém suas tradições ao cuidar dos bebês.

Os remédios realmente aliviam as dores que os bebês sempre tiveram? Será que fazem efeito na diminuição da mortalidade infantil, ou somos mesmo apenas reféns de uma cultura "medicamentosa" cada vez mais forte?

Continuo não gostando de tomar remédios. Faço uso só em último caso. Mas com Maria Alice não posso pensar duas vezes e correr riscos, tenho que acreditar nos seus efeitos. Tudo é para ela agora.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Confesso



Não consigo esconder: estou perdidamente apaixonado pela Maria Alice!

Nos últimos dias a pequena Vergueirinha tem tomado um remédio para combater a queimação que sofre por regurgitar bastante leite após as mamadas. Em virtude disso, está conseguindo ficar mais tempo sem chorar, calma, apenas acordada. São nesses momentos que me derreto todo!

Acho que é meio óbvio o motivo, mas para mim ela é a bebê mais linda que existe. Ela é curiosa, fica olhando tudo ao seu redor. Nas poucas vezes que saímos de carro, queria conhecer a rua, as imagens que ainda não consegue entender.

Suas pequenas mãos não conseguem pegar nada, o movimento não é espontaneamento controlado por ela, mas mesmo assim quando agarra alguma coisa - desde o meu dedo ou mesmo puxa sem querer o cobertor para cima de si - o faz de forma graciosa.

O bico então... geralmente quando precisa fazer xixi ou cocô, faz um biquinho lindo, meigo. E quando toma um remédio que não gosta? Fecha a boca depois! É, fica quase um minuto com os lábios cerrados, como se para garantir que mais nada de desagrável lhe seja colocado pelos lábios.

Eu a pego no colo, ela me olha. Eu vou pro lado, ela me segue com os olhos. Colocamos música, ela presta atenção. Ligamos o móbile, ela tenta entender. Damos banho, ela fica calma. Os pequenos grunhidos que já faz, tentamos entender.

É, estou aproveitando muito essa fase. Estou apaixonado por uma pequena. E ela é minha!

domingo, 20 de setembro de 2009

Amamentação



Um dos motivos de certa divergência entre Mamãe Paixão e eu diz respeito à amamentação de Maria Alice.

Influenciado pelo primeiro pediatra a que levamos a menina, sou da opinião que deveríamos cultivar nela um determinado ritmo entre as mamadas, para que se acostume com a alimentação nos momentos certos e não a qualquer instante.

Já a segunda pediatra, a mais legal, disse que Maria Alice deveria poder mamar quando sentisse fome. Não importa se tiver feito pouco tempo desde sua última vez, se a bebê manifestar vontade de ir ao peito (geralmente levando sua cabeça para trás, como se buscando o alimento, ela terá que ser alimentada.

Além disso, longos períodos sem mamar deveriam ser evitados para não ocasionar a hipoglicemia na Maria Alice (ai minhas noites de sono!).

Naturalmente que não vou me impor nessa questão. Mamãe Paixão é quem melhor sente e melhor sabe o que é o certo para a pequena. Algumas vezes, para tê-la em paz, realmente não há nada mais fácil que colocá-la a mamar no primeiro momento em que pede o peito.

Mas que meus institos disciplinadores querem atuar na educação da menina desde já, isso eles querem!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Primeiro Mês




Filhota, um mês de vida! Que legal, hein?

Dizem que você mudou tanto nesse período. Nós que te acompanhamos todos os dias, todos os momentos, mal conseguimos perceber essas mudanças.

Falam que você já está com o rostinho mais definido, não tem mais "cara de joelho". Vovô Vergueiro e Vovó Paixão até disseram que você sorriu, mas em casa a gente não viu isso não.

Já engordou quase um quilo, cresceu alguns centímetros.

No começo você dormia bastante, acordava só para mamar. Estava acostumada na barriga da sua mãe, né? Agora você tem dificuldades pra dormir, chora muito e nos faz ficar acordados por várias noites seguidas. Não importa!

É o primeiro aniversário que você comemora, aproveite. No começo serão 12 "pequenas festas", a partir do próximo ano de vida terá apenas um aniversário por vez. Ok, tem os Dia da Criança também. E o Natal. Ai ai. Papai compra presente!

Estamos muito felizes com você, filhota. Papai e Mamãe te amam muito e querem o seu bem. Que bom que você veio, que bom que está aqui. É você nossa razão de viver hoje, é você quem move nossa vida. E assim será para sempre no nosso coração.

O aniversário é seu, mas hoje, o presente, é nosso!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fundo Monetário Internacional

Maria Alice mal nasceu e já está inserida no sistema bancário nacional. Coitadinha!

Ainda no hospital ganhou um presentinho interessante do seu avô paterno, e corri nos dias seguintes para abrir uma conta bancária em seu nome. Chegando à agência descobri que precisaria fazer um CPF (Cadastro de Pessoa Física) para ela e um tempo depois o documento chegou.

Além da conta, abri também uma Previdência Privada. Podia ter ficado só na poupança, mas o custo de oportunidade, para mim, era mais interessante (ou melhor, o custo de desinvestimento é que é muito alto, estimulando a manutenção eterna da previdência e evitando eventuais arroubos paternos). Então todo mês vou pingar um reforçinho lá.

É isso aí, filhota! Você não fala, não anda e mal reconhece o papai e mamãe. Mas já tem conta bancária e previdência privada.

Ô modernidade...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Loteria


Falei do banho no último post, mas nossas noites continuam uma loteria. Na maioria delas dormimos bem, vez ou outra Maria Alice não sossega.

Na foto acima ela está brincando no seu ofurô. Ofurô de bebê? É, tem um nome técnico específico, acho que "Tuk-tuk" ou algo assim, é importado inclusive e caro pra xuxu, tem produtos não tóxicos para não prejudicar o bebê, e as enfermeiras chamam de "ofurô". Lá em casa, é simplesmente o "balde da Alice".

Nesta noite não teve jeito e ficamos acordados até quase quatro horas tentando fazê-la dormir. Seu choro é alto, sua garganta duradoura. Ainda bem que a vizinha tinha viajado, não gosto de incomodar os outros. Às vezes, no entanto, não tem jeito.

Mamãe Paixão não sossega enquanto Maria Alice não sossegar também. Eu também não, mas Mamãe Paixão é mais preocupada ainda. Falarei sobre isso mais adiante. Mãe é tudo na vida de um bebê. Pai é mero espectador.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Um truque


Banho é bom e faz bem. Ou pelo menos é o que todo mundo diz.

Tenho origem portuguesa, então aprendi a importância do banho para a higiene pessoal e asseio. Tomo-o dentro dos meus limites, com economia de água e uso racional do sabão, mas faço direitinho. Só não sou apaixonado por água, ainda mais em época de inverno, quando dá preguiça de entregar debaixo do chuveiro. Se for banho frio então, quero distãncia!

Já para a pequena Maria Alice, o banho é uma maravilha.Ou melhor, o banho nela é uma maravilha, pois quem mais aproveita somos nós.

Explico.

No domingo recebemos a visita da Mamãe Nádia, amiga de Mamãe Paixão que há menos de três meses trouxe ao mundo a pequena e bela Yasmim (como na foto acima).

Conversa vem, conversa vai, ela disse que banhava a menina toda noite e que logo em seguida a bebê  dormia por longos períodos, permitindo aos seus cansados pais relaxar um pouco.

Como nesta última segunda-feira Maria Alice praticamente não nos deixou dormir, resolvemos tentar o truque do banho. Resultado?

- 6 horas de sono sem interrupção! Até cheguei atrasado no trabalho!

Mas não postei nada sobre isso antes. Resolvemos esperar a quarta-feira, ela demorou um pouco para pegar no sono, mas em seguida foram mais seis horas de descanso. Veio a noite de quinta, outra vez dormimos bem.

Ah.... eu nunca gostei tanto de um banho como agora! Banheira nela, Mamãe Paixão!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quem entende quem?

Com vinte e poucos dias de Maria Alice, não sei se já somos capaz de entendê-la plenamente ou se ela  consegue nos indicar com clareza quais são suas necessidades.

Algumas vezes, parece que tem choro que é de dor, de cólica. Outras, temos a impressão que está com fome, mas acontece que sempre que a colocamos com sua mãe, independente do momento, ela quer mamar. Aí fica difícil.

Recentemente, percebemos que tem um pouco de manha no meio. É, isso mesmo, está chorando apenas porque quer colo. E com apenas 23 dias de vida, minha nossa! Pode ser exagero, mas parece mesmo às vezes que não há nada de errado nela, apenas quer ser balançada pra lá e pra cá. Estávamos tentando evitar em casa que isso ocorrresse, a dependência do colo, e não a pegávamos a todo o momento, a qualquer início de choro. Não deu jeito... tem hora que não adianta, ela só aceita colo e nada mais.

Tentamos conversar com ela. Cantamos, falamos, fazemos graça, batemos papo. Ela já reconhece quem é a mãe e quem é o pai, presta atenção quando mudamos o tom da voz, quando chamamos a atenção dela e outras pequenos detalhes. Mas não nos entende efetivamente. Tudo bem, isso também não era esperado. Mas que é dureza esses primeiros meses com um bebê em casa, isso é!

Sei que tudo tem seu tempo. É a evolução!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tapinhas

Quatro gerações da Família Vergueiro

Arroto.

A gente tem fiho apenas para descobrir que arrotar é algo importante para o bebê. Se para nós é nojento, para eles é bom.

Nos primeiros dias de vida da Maria Alice não tínhamos nos dado conta dessa importância que tem o arroto. Ao mamar, o bebê também inspira ar, que pode causar eventuais cólicas ou mesmo sufocamento - dentre outras possíveis consequências - e por isso é fundamental arrotar para expelir esse ar que está dentro dela.

Esquecer não foi ruim no começo, pois a pequena mamava e dormia. Não tinha cólicas, só chorava quando estava com forme, e lá ia mais mamada e sono. Estávamos no paraíso acordando só a cada três horas.

Agora, quando mama, Maria Alice continua dormindo. Mas ao ser colocada para arrotar por Mamãe Paixão, ela acorda de novo. E nesse acordar tem dias que leva horas para sossegar, como muito choro e grito, como foi hoje quando só consegui dormir por duas horas no total.

Ela arrota, chora, chora e chora. Meu Senhor, como tem voz essa menina!

domingo, 6 de setembro de 2009

Sorriso


Com 20 dias de vida eu começo a me perguntar quando Maria Alice deixará de agir apenas instintivamente e começará também a reagir às nossas ações.

Levará um mês de vida? Três meses? Seis meses?

Eu quero um sorriso. Só um. Quero perceber que ela sorriu por causa de uma graça minha, por gostar de um colo, por estar feliz.

Até vimos alguns sorrisinhos dela, mas não dá para nos iludir, ainda são todos flexões musculares, quase as mesmas que a levam a chorar quando com fome ou cólicas (ou manha mesmo).

Então nesse momento eu espero seu primeiro sorriso. Quanto tempo leva para um bebê sorrir?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Rotina de um Pai Sonâmbulo

É, estou aprendendo à duras penas.

Eu sabia que não ia ser fácil, todo mundo dizia, todo mundo antecipava as dificuldades: as noites mal dormidas, o cansaço, o choro, etc.

Mas simplesmente NÃO é possível ter a noção exata do que é cuidar de um bebê antes do nascimento. Saber das dificuldades é uma coisa. Vivenciá-las é outra completamente diferente.

A rotina, então, é uma bagunça!

1 - Acordo de madrugada para ajudar a trocar as fraldas;
2 - Coloco água morna para a limpeza do bebê;
3 - Quando suja, vou correndo ao outro quarto pegar roupinhas limpas;
4 - Uma noite durmo cinco horas seguidas, na outra ela não me deixa dormir;
5 - Acabou o algodão, saio pra comprar;
6 - O bebê está com cólicas, compro uma bolsa térmica para aliviar.
7 - A bolsa é muito grande para Maria Alice (e eu lá sabia q vinha em vários tamanhos!), saio para comprar outra.
8 - Chora de dores, Mamãe Paixão pede Tylenol pra bebê.
9 - Não avisa que é líquido, saio para comprar de novo.
10 - A chupeta sujou, coloco em água fervente.
11 - Esqueço a chupeta lá, ainda bem que não estragou.
12 - Tiro a água quente, deixo a chupeta cair na pia, ai. Tem que limpar de novo...
13 - A certidão de nascimento veio com o nome errado, vou ao cartório trocar.
14 - Chego em casa, ela está dormindo e eu quero dormir.
15 - Ela acorda, começa tudo de novo!

E por aí vai!

Empolgação

É, eu realmente não achava que ia ser fácil.

Reparem na minha cara descansada. Mas ela dormia como um anjo!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Utilitarismo

Maria Alice foi dormir às cinco horas da manhã desta terça-feira.

Pois é, logo no dia em que eu tinha que voltar ao trabalho e acordaria às seis por causa do rodízio de carros de São Paulo, ela decidiu ficar fazendo bagunça até um pouco mais tarde. É esperado em bebês recém-nascidos, mas ela estava se comportando bem até esta madrugada.

Com 16 dias de vida, aos poucos a pequena vai ficando mais acordada. Acordada e chorando até não poder mais. Por isso, hoje demos a chupeta pra ela.

Maria Alice calou-se. A fizemos quieta com uma chupeta.

Estamos hesitantes quanto a isso. Tanto eu como Mamãe Paixão não queremos acostumá-la com a chupeta. Estamos também evitando dar colo excessivo para que ela não fique dependente dele para dormir.

Mas o fato é que a calamos com uma chupeta, e o silêncio foi bom, libertador.

Acho que vou fazer isso outras vezes...