sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ao chão


Depois que o bebê aprende a se levantar, tem que aprender a cair.

Maria Alice já está quase lá. Corre, tropeça e cai. Corre, tropeça e cai. Faz isso várias vezes, e em muitas poucas ela ainda chora. Só mesmo quando bate a cabeça, o que naturalmente tentamos evitar que aconteça.

Aprendeu a usar apoios para andar e subir escadas, sempre desceu camas e sofás com os pés (e não de testada, ufa!), apenas ainda não têm muita noção de altura e espaço, e se a deixarmos livre por aí ela se joga de qualquer lugar.

Enfim, aprendeu a levantar e está aprendendo a cair. Ao chão vamos todos, de uma forma ou de outra, e ela felizmente já superou aquele charme tão comum dos bebês de chorarem por suas mães a qualquer quedinha.

Que não seja necessariamente tão aventureira como a mãe (que gosta de aventuras radicais), mas tampouco tão covarde como o pai (que tem medo até de avião). O importante mesmo é se divertir!

Feliz 2011 a todos!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Presentes


Natal é igual a presentes, eis seu verdadeiro significado para as crianças. Maria Alice aprendeu isso finalmente nesse feriado, e comemorou o fato de ser a criança mais nova da família. Na verdade, a única presente na festa, e portanto o centro das atenções. Brincou, brincou, brincou. E adorou o fogãozinho de brincadeira que ganhou dos avós paternos e da tia Tati, que está na foto acima ajudando a filhota a abrir um pacote que era praticamente do seu tamanho.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Música para os Ouvidos


Talvez uma das minhas frustrações da infância seja não ter aprendido música. Realmente não me lembro o que aconteceu e o motivo de não ter sido matriculado em nenhum curso quando criança, mas é muito provável que eu estivessse na época mais preocupado com esportes do que com violão, teclados, etc., e o dinheiro da família não me permitia fazer de tudo, daí ter que escolher entre o futebol e o piano não ter sido uma decisão muito difícl para um “moleque”.

Para superar essa realidade, encontrei uma musicoterapeuta, a Mamãe Paixão. Juntei, portanto, o útil ao agradável, a música à família.

Música é importante na vida e aprendi a apreciar diferentes estilos musicais e a entender como as melodias afetam as pessoas. Trabalhada corretamente, a música pode fazer sorrir, chorar, gerar euforia, empolgação ou trazer à tonas memórias boas ou ruins.

Vivendo com uma musicoterapeuta, e apesar de não saber usar nenhum instrumento e muito menos ler partituras, é possível proporcionar à Maria Alice um ambiente bastante musical.

Como pai iniciante, tenho a impressão que a a maioria dos bebês têm bastante sensibilidade para o som, rebolam, dançam, reagem às músicas. Felizmente, Maria Alice não é exceção. Em casa, assim como muitos mães e pais amigos, oferecemos para ela vários instrumentos musicais, e temos mini-violão, pandeiro, tambor, teclado, etc. Desde cedo a ensinamo também s a fazer das suas mãos instrumento musical, “tirando sons” do seu corpo, principalmente da barriga e da boca.

Ela reage bem, e dança super feliz. Já entende algumas letras e passou a pedir músicas específicas, a gostar de algumas e rejeitar outras. Não somos puristas ou exagerados, então proporcionamos a ela de tudo, do mais comercial ao mais artesanal, como grupos de cantigas e músicas populars brasileiras.

Quando ela crescer, se quiser, podemos estudar música juntos. Violão é uma boa, mas pode ser violino também, que é até hoje o instrumento que mais me chama a atenção e aguça a audição.

Se ela desenvolver uma habilidade musical tão boa como parece ter de sensibilidade nesse momento, e quiser partir até para uma eventual carreira na área, terá também todo o apoio em casa. Mas não precisará ser uma profissional para me deixar feliz. Para isso, bastará gostar de música e, de vez em quando, dançar um pouquinho com o papai aqui!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O que acontece com as crianças?


Mamãe Paixão já reparou: as crianças parecem de não gostar de brincar umas com as outras. Fora valiosas exceções, os bebês com quem Maria Alice tenta se aproximar e desenvolver alguma relação fogem dela, rejeitam o contato ou mesmo são agressivas. Onde aprendem tudo isso?

Não é exclusividade de brasileiros, e em Londres as crianças eram frias, individualistas, apáticas. Mas é tão chato!

Tenho a impressão inicial que os bebês são naturalmente sociáveis. Maria Alice compartilha até hoje sua comida com todos, mas já não faz o mesmo com os seus brinquedos. Acho que aprendeu no berçário, e nos lugares onde vai, em que as crianças dizem (ou agem de tal forma) "é meu, sai!". É tão ruim, ontem aconteceu algo assim no SESC e ela fica tão sem graça

O gostoso é quando acontece o contrário, quando a filhota encontra uma criança sociável, alegre, que gosta de brincar e de dividir as coisas. Aí as duas se divertem e aproveitam.

Mas já vimos atitudes escabrosas, como ela ser empurrada por crianças mais velhas que não queriam deixá-la brincar em uma casinha. Por outro lado, também já vimos garotos humildes compartilharem com ela um salgadinho, e ela retribuir de volta querendo dividir a comida com eles. Tão bonito e desprovido de maldade.

Não quero que Maria Alice fique assim, egoísta, auto-centrada. Gosto da idéia dela querer dividir tudo. Mas não conseguiremos controlar totalmente suas influências, e ela aprenderá coisas boas e ruins em outros lugares. Feliz ficarei se ela souber diferenciar isso no futuro, e ter um bom coração. Depende de nós para isso acontecer (acho).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Papai 1000%


Fui aprovado no mestrado em administração pública. Além do trabalho e da família, agora terei que me preocupar também com a academia. Darei conta? A gente sempre dá, a vida se ajusta.

Há complicadores nesse caso, um deles sendo o fato de estarmos pensando em um irmãozinho ou irmãzinha para Maria Alice. O outro que o curso é pago, apesar de haver alguma chance de bolsa pelo menos em relação à mensalidade. Por fim, há alguns meses o proprietário da casa em que residimos falou da possibilidade de retomá-la para venda, e desde então estamos em compasso de espera e suspense.

Como eu disse, a vida se ajusta. Lembro-me de me passar a infância toda com apenas uma televisão na sala e seis moradores na casa. Era uma briga só, com a tradicional prevalência dos mais velhos, o que no caso significava meus pais. Mas a gente se adequava, e eu particularmente gostava da leitura como um belo substituto.

Hoje, se depender de mim, darei máximo de conforto para meus filhos, com quartos individuais, brinquedos aos montes (modernos ou não), dezenas de livros, viagens, equipamentos, etc. Não vou conseguir proporcionar tudo, naturalmente, e a tendência é que até tenhamos que apertar o cinto um pouco a partir de agora.

Não faz mal. Tendo o suficiente para vivermos felizes, estaremos bem. E o amor complementa o que faltar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Amamentando no Norte

 

Em muitas das vezes que Mamãe Paixão amamentou Maria Alice durante nossa viagem, ela foi alvo de olhares curiosos. Lá, percebemos, as mães não recebem (ou têm tempo para seguir) a mesma orientação que têm no Brasil de ministrarem exclusivamente o leite materno até os seis meses de vida da criança. Pelo contrário, as papinhas, por exemplo, são vendidas como alimentos para bebês a partir do quarto mês. É um pouco diferente do que ocorre por aqui, gerando portanto certa curiosidade o fato da Maria Alice, com quase um ano e quatro meses de vida, ainda se alimentar de sua mãe.

Com minha filha, na verdade, acho que a amamentação é em maior frequência que o normal, porque ela mama ao acordar, ao dormir, ao chorar, etc., tudo para ela é motivo para recorrer ao leite materno. Mas como estamos agora planejando um irmãozinho, Maria Alice terá que aprender a viver sem esse gostosa fonte de nutrientes, e vai sofrer um pouco com isso.

Em São Paulo, além de um verão chuvoso que já se apresenta no horizonte, é provavel que em casa tenhamos também um verão choroso. Vamos ver, espero não estar sofrendo por antecipação e depois transcorrer tudo muito bem.







sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Viajante


Maria Alice gosta de viajar, concluo. Passamos 13 horas dentro de um vôo vindo de Madri a São Paulo nesta quarta-feira e ela não deu trabalho algum, foi incrível. Dormiu várias vezes, praticamente não chorou e nem fez a tradicional "manha".

Durante a viagem também comportou-se muito bem, buscando conhecer novos lugares, não estranhando as pessoas, os ambientes, se divertindo com tudo o que fazia. Parecia literalmente um bebê descobrindo o mundo.

Era engraçado vê-la acordar em um lugar inesperado e arregalar os olhos para desvendá-lo. Brincar com a neve, pular, dançar em frente a uma instalação, rir copiando nossas grande amiga Carol Stramosk, que abriu sua casa para nós em Londres e a quem somos muito gratos. Tudo isso foi magia para a filhota e para nós.

Aconteceu de tudo por lá: teve greve de metrô, greve de controladores de vôo, trens atrasados, vôos cancelados, neve inesperada, frio muito mais forte do que o imaginado, desencontros, encontros, novas amizades, novas experiências.

Já comentei no blog que a família adora viajar. Acabamos investindo em geral mais nas viagens do que em bens físicos, e não à toa não temos carro do ano, jóias, relógios, roupas de marca, etc (ainda que eu tenha aberto uma exceção nessa regra e comprado recentemente um iPAD). São prazeres pouco duráveis os que buscamos, mas momentos de riqueza e calor humano.

Mamãe Paixão brinca dizendo que eu sintia prazer em cada bagunça e confusão que tivemos na viagem. Na verdade, eu me satisfaço com a aventura, com as situações imprevistas, com a rotina torta. Acho que a Maria Alice, de certa forma, também.

*   *   *

Ao regressar ao berçário, Maria Alice chorou demais. Foi muito triste, resultado dela ter ficado duas semanas intimamente ligada a nós, principalmente à sua mãe. Também não me aguentei vendo a desesperança dela. Nenhuma criança deveria ficar longe dos seus pais sendo assim tão jovem. Nunca.
Aproveitem algumas fotos:

 







quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Neve


Cai a neve la fora. Estou sem acento e tempo. Mas Maria Alice esta se divertindo...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Desconhecido


Partimos. Estamos saindo de viagem. Os últimos dias foram muito corridos, as últimas semanas foram estressantes, e agora saímos para nosso maior desafio desde o nascimento de Maria Alice: conduzi-la por duas semanas do outro lado do mundo, em lugares de baixa temperatura e idiomas estranhos, e sem as comodidades disponíveis no lar.

Tira passaporte, reserva hotel, estuda a temperatura, compra passagens, vai à pediatra, vai ao otorrino, pega receitas médicas,compra remédios, pesquisa preços, reserva transporte ao aeroporto, paga seguro de saúde, faz as malas, viaja. Nossa, tudo muito difícil quando se tem uma garota de um ano e três meses como companhia. E como estamos tratando da Maria Alice, que em geral dá mais trabalho que as outras garotas de um ano e três meses, já viu.


E isso com 12 horas de vôo pela frente! Não quero imaginar como vai ser ficar no avião com ela, sem nada de muito útil para fazer e lugares para ir. Oro para que dê tudo certo e seja tranquilo.

Bem, tchau! Tentarei postar de lá, o cabo da máquina fotográfica (ainda se chama assim?) está reservado. Vou a trabalho, mas a família acompanha. E voltamos em breve.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dicionário Paulistanês


Maria Alice está aprendendo o mais legítimo idioma falado pelos nativos da cidade de São Paulo:
  • Ela come bolacha, ao invés de biscoitos;
  • Seu pai está com a carta vencida, e não com a habilitação para renovar;
  • Antigamente ela chorava no bebê conforto quando carro parava no farol (semáforos não existem em São Paulo);
  • Na última Bienal do Livro foi de perua para o centro de exposições.
  • Às vezes cai na guia, já que ninguém faz idéia do que seja o meio-fio.
E pensando bem, enquanto ela não perguntar para o papai se pode tomar um chopps, até que está tudo bem, né?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desmamando os finalmentes


Acho que agora vai! Maria Alice "desmama" em breve, parece que a decisão ela mesma já tomou.

Mamãe Paixão sentenciou: as mordidas que ela dá ao mamar podem significar que a filhota não esteja mais vendo o peito como alimento. E a pediatra hoje deu bom argumento: ela está com peso e altura adequados para seus 15 meses de vida.

Então agora estamos controlando as mamadas (quer dizer, eu não controlo nada - e nem apito), só de noite, só quando já está com muito sono, e apenas para reforçar a comida do dia e renovar as energias. Caso contrário ela morde, Mamãe sofre, a filha fica de castigo e chora, e o resultado não é bacana para ninguém.

O tema da amamentação foi recorrente neste blog, típico de marinheiros de primeira viagem. Ano que vem tem mais, com a irmãzinha (já estou fazendo minha aposta no sexo do bebê) da Maria Alice. Mas acho que vai ser bem mais sossegado.

Curtam a filhota brincando - e quebrando a máquina - em sua piscina/banheira de viagem!

sábado, 13 de novembro de 2010

Por quê?



Eu sempre quis ser pai. Eu queria ser o melhor pai, melhor que o meu pai, melhor que os outros pais. Eu sempre quis ser pai.

E essencialmente eu sempre quis estar disponível para responder uma coisa aos meus filhos: os porquês.


Por que o dia tem 24 horas?
Por que alguma pessoas são más?
Por que não posso ter tudo o que eu quero?
Por que tenho que tomar banho?

Por quê? Por quê? Por quê?

Nenhuma pergunta há de ficar sem resposta, Maria Alice. Que seu pai seja competente - e paciente -  em saciar sua sede de saber, e que esta seja eternamente insaciável. (ainda mais agora que tem a internet para nos ajudar a achar as respostas!)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tela demais?


Uma amiga que conhecemos durante a campanha, a Gisela Moreau, fez um comentário interessante em uma reunião que estávamos com a Maria Alice e eu tinha levado o iPAD: vocês não estão dando "tela" demais para ela, não?

Até então, não tinha ainda parado para pensar no assunto e nem na possibilidade da filhota estar se "viciando" em televisão. Na verdade, os vídeos e as músicas sempre foram por nós utilizados como distrações, maneiras de fazê-la se concentrar por algum tempo para comer, beber, aquietar, etc.

Aos poucos, no entanto, ela passou a pedir os DVDs a todo o instante e começou inclusive a indicar os que preferia, primeiro o Cocoricó e depois assentando na Galinha Pintadinha. Com o iPAD chegando em nossas vidas, as possibilidades se multiplicaram e em virtude do YouTube agora ela vê de tudo, de Xuxa à canções infantis portuguesas (e tem algumas muito bacanas mesmo).

O comentário da Gisela, no entanto, não saiu da minha cabeça, e fiquei realmente considerando o fato de estarmos muito dependentes das telas. Nós, mais do que a Maria Alice. Mas é tão difícil, ela é tão agitada, não pára quase nunca...

Nos últimos dias percebi que está se cansando um pouco dos vídeos, já não dão mais tanto resultado. É bom, mas também significa muito mais trabalho para nós. Mamãe Paixão, pobrezinha, é a que mais sofre com a agitação quase sem fim da filhota. Vamos ver com é que fica, temos uma grande viagem pela frente e acho que até lá vou fazer uns "downloads" a mais só por precaução!

domingo, 7 de novembro de 2010

Vai melhorar?


Graciosa, charmosa e alegre, mas também mimada, birrenta e reclamona: assim é a Maria Alice.

A essa altura do campeonato, já estamos acostumados com a sua maneira, mas a grande dúvida é como ela vai reagir quando Mamãe Paixão engravidar novamente (contando com que dê tudo certo, como planejamos).

Vai se acostumar facilmente à nova realidade? Não poderá mais mamar, não terá sua mãe tão disponível como atualmente, e não será mais a rainha da casa - nem do quarto.

Eu acho que ela vai amadurecer com a situação, acho que vai gostar da ideia e vai fazer cuidar da futura irmã/irmão como faz hoje com o , nosso cachorro. Mas também acho que vai ser doloroso no começo, que teremos que lidar com todo um difícil processo de adaptação dela, de abrir mão das regalias e confortos atuais. Vamos ver, ver e torcer.

Que tudo passe rápido, mas não tanto para podermos aproveitar dela o máximo possível.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Amor de Mãe (e Pai)

 
Nenhum amor é maior que o amor de mãe. Não adianta um pai tentar, o vínculo dele com a criança não supera o vínculo da mãe, que é não somente emocional, mas também biológico. São nove meses dentro da barriga, construindo e alimentando uma nova vida. Para uma mãe que ama, o amor pelo seu filho é o maior de todos.

Por pensar assim, não consigo entender como pode haver tantas brigas pela guarda das crianças. Um pai, por mais que ame os seus filhos incondicionalmente, se tem consciência de que a mãe tenha condições plenas de cuidar das crianças, deve deixá-las com ela, caso a separação seja inevitável.

Privar a mulher de ficar com seus filhos sem razões verdadeiras para isso é egoísmo e significa tratá-los como propriedade, e a sociedade contemporânea já superou essa concepção da família como um núcleo girando em torno da vontade do homem.

Na semana passada, no entanto, uma mãe foi privada da presença do seu filho. Por outros motivos, e muito, muitos tristes eles.

Talvez se lembrem que alguns meses atrás citei o caso do pequeno Theo, que estava doente e que sua mãe relatava em blog o tratamento do bebê. Não passei a acompanhar o blog, de tão triste que os textos me deixavam ao lê-los, mas soube através da Dê Freitas que o menino não resistiu.

Sua mãe não merecia, bem como nenhuma mãe merece ficar privada do seu filho, e nenhuma criança merece sofrer indiscriminadamente. São tão frágeis, tão dependentes, e mesmo assim às vezes não fazemos tudo o que está a nosso alcance para ajudá-los.

Com o nascimento de Maria Alice me tornei bastante sensível ao tema e passei a ajudar mensalmente mais organizações sociais que cuidam de crianças no país. Algumas já apoiava antes, outras são mais recentes, mas são todas muito bem recomendadas para quem quiser contribuir no trabalho de proporcionar uma vida digna às crianças do país: AACD, Aldeias Infantis SOS Brasil, GRAAC, Fundação Gol de Letra e Pastoral da Criança.

Ainda não cumpri minha meta de apoio, e o sonho é conseguir ajudar também o Amparo Maternal, instituição exemplar de São Paulo que acolhe mulheres grávidas humildes para que possam ter o mínimo de estrutura para ter seu filho em condições adequadas.

Nessas eleições, o tema do aborto entrou de vez na agenda pública. Foi bom, apesar do debate ter sido apresentado de forma equivocada na minha opinião. Para mim, que acredito que uma vida nova se forma desde a concepção e que o feto é vida e por isso tem direito a nascer e a se desenvolver como uma criança plena e feliz, ajudar instituições que apóiam crianças em todo o país não é somente o mínimo a fazer, é também uma obrigação cidadã. E é uma forma de compartilhar um pouquinho do amor de pai que tenho pela minha filha.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sorvete na Ribeira

Estamos em Salvador! 

Mamãe Paixão chegou com Maria Alice na terça-feira de tarde, e eu apenas nesta quarta de noite, e juntos estamos agora a família toda a curtir a cidade que sediou a primeira capital brasileira.

Eu estou a trabalho, na verdade, o que é sempre uma boa desculpa para gastar um pouco mais e trazer as meninas para passear. Vovó Paixão veio junto dessa vez, além do Arquimedes, amigo da família.

Passo o dia inteiro trabalho, inclusive no sábado, e elas ficam na piscina, na praia, no Pelourinho. Olha só o que andam fazendo:



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dicionário Alice


O que Maria Alice já entende das palavras que falamos:

- Chocolate
- Papai
- Mamãe
- Zé
- Chocolate
- Água
- Leite
- Bolacha
- Comer
- Vovó
- Chocolate
- Galinha Pintadinha
- Sapato
- Carinho
- Beijinho
- Bola
- Mamar
- Cocoricó
- Remédio
- Brinquedos
- Foto

... e muitas outras, além de chocolate, claro!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O gato comeu?


Aos 8, 9 meses de vida, Maria Alice já falava português. Quer dizer, já falava "papá", "mamá", "zé", ou sons assim que considerávamos palavras.

Mas isso foi lá, com 8, 9 meses. Agora a filhota já não fala tanto e age quietinha (menos quando chora, claro).

Culpa disso é nossa, que não a estimulamos e atendemos seus pedidos quando ela simplesmente aponta algo que quer. Acho que a outra parte da culpa é dela mesma, que está no momento se desenvolvendo em outras áreas e menos na fala.

Vamos ver como andam as coisas. Fiquei cinco dias fora de casa e estou com saudades da Maria Alice. Surpreendentemente, na véspera da minha partida, ela falou sem parar por uns dois minutos. Rimos demais de surpresa. Abre a boca,filhota!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Brincando de Casinha


Como é que pode um bebê já entender o que é "brincar de  casinha"? Será que é só por observar seus pais fazerem as tarefas em casa que ele passa a imitar, ou é característica inata?

Maria Alice, por exemplo, já aprendeu. Varre a casa com sua mini-vassoura e carrega sua cestinha de louças de plástico pela casa. Às vezes até coloca uma bolsa no ombro e sai por aí andando como se fosse fazer compras.

Conversando com Mamãe Paixão ela comentou que se dermos brinquedos para um menino eles farão parecido, mas que acabamos condicionando as meninas a agirem mais como as suas mães. Bem, eu não sou assim. Não é de propósito, é apenas natural, mas sabem o que faço? Jogo bola com a Maria Alice, pego ela e a jogo no ar, etc.! Ficamos minutos nos divertindo juntos, porque na verdade o que eu gosto mesmo é de vê-la gargalhar

sábado, 16 de outubro de 2010

Cascuda


Se tem algo que não mudou para a Maria Alice nesse um ano e dois meses desde que nasceu é o prazer que ela tem em tomar banho. Como adora a água essa menina!

Puxou a mãe, é claro, porque se dependesse de mim eu nem lembraria de levá-la à banheira todas as noites.

Mas ela vai toda feliz, deixa a gente tirar sua roupa, pula na água, brinca com os bonecos, pega o sabonete para se limpar, escova os dentes molhando a escova na água a cada 3 segundos, e levanta direitinho na hora de sair. Puxou a mãe, é claro...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Circo de Bonecos


Semana Cultural da Maria Alice, aproveitando também o Dia das Crianças:

- Visita à Bienal de Artes, na quarta passada;
- Apresentação de dança para crianças no Itaú Cultural, domingo;
- Show teatral Circo de Bonecos no SESC Vila Mariana, hoje, feriado;

Na Bienal ela fez birra, a dança ela gostou no começo e depois cansou, e o teatro ela adorou, mas no meio da peça me viu de longe e perdeu a concentração.

Foi só o começo. Não faltará arte e cultura na vida da filhota, e nós estaremos lá para garantir isso. Já estou me preparando, tem muito teatrinho infantil pela frente!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Papai Grande Irmão

 
Quero colocar um GPS na Maria Alice, posso? Um GPS, um aparelho de rastreamento global, onde eu consiga encontrá-la em qualquer lugar do mundo a partir das informações de satélite, caso alguma coisa grave aconteça.

Existe isso (além dos chips nos celulares)?

Pensei na possibilidade, que até para mim soa um tanto exagerada, após ler um artigo recente em uma revista semanal sobre crianças e adultos desaparecidos e sobre o sofrimento dos seus familiares. É uma dor - não poder estar com seu filho e não saber o que aconteceu com ele - que eu não consigo chegar perto de imaginar o tamanho, mas que não quero ter jamais, e que me faz solidarizar com aqueles que hoje dela padecem.

Por isso, para me precaver de qualquer risco, lembrei de algo que eu já tinha pensado muito antes da Maria Alice nascer, quando ainda só sonhava em ser pai: colocar nos meus filhos algum tipo de rastreador discreto, imperceptível, que me desse a tranquilidade de saber onde eles estão a qualquer momento de necessidade.

Já ouvi falar de chips implantandos na pele, mas considero essa possibilidade, é invasivo demais. Um brinco, talvez? Uma pulseira? Existe? E será caro? Ou um medo exagerado da minha parte? Alguém já ouviu falar sobre isso?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Casa Grande e Senzala


Estamos na iminência de trocar de casa. Trocar ou comprá-la, talvez, pois caso o locador do nosso imóvel queira vendê-lo teremos prioridade na aquisição e aí consideraremos o assunto.

Faz quatro anos que ocupo a casa na São Judas, uma boa parte do tempo inicial morando sozinho e finalmente dividindo-a com Mamãe Paixão, logo após ela descobrir a gravidez e nos unirmos em família. Não é o lugar dos meus sonhos, mas é uma residência agradável e extremamente bem localizada na cidade.

O que é a casa dos meus sonhos?

- Ampla, com quintal e jardim, sem paredes geminadas e muito verde e espaço para as crianças brincarem e os cachorros (e talvez gatos também) se distraírem. Em rua de pouco movimento, próxima ao metrô e segura.

E será pedir muito? Sim, é pedir muito, muito dinheiro, algo que não temos disponível no momento.

Nunca pensei em ter uma casa, mas o nascimento da Maria Alice mudou essa convicção. Agora, a vontade é oferecer a ela o máximo possível de espaço para que cresça livre, leve e solta. Mas vai ser difícil, e a realidade é mais limitante do que eu gostaria.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia de Eleição


Hoje foi dia de eleição, e saímos para votar a família toda. Maria Alice não estava com uma cara muito animada, mas era compreensível, pois há três dias tem tido uma febre constante.

Na escola, cena curiosa: descobrimos eu e Mamãe Paixão que votamos na mesma sala. Mudamos o local no cartório este ano, mas fomos em dias separados, então foi uma bela coincidência.

Chegando na sala com a Maria Alice a mesária, muito gentilmente, perguntou qual dos dois ia votar (a fila tinha umas 10 pessoas) e respondi que ambos. E lá fomos nós furar mais uma fila com a filhota no colo...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Valor Absoluto

 

Maria Alice não vota ainda, mas seus pais votarão neste domingo. Papai e Mamãe são militantes de longa data, e vão além da política: Mamãe Paixão fez muito trabalho social em favelas, e até hoje atua com deficientes mentais, além de crescer em uma família diretamente ligada ao sindicalismo no período da redemocratização brasileira. Já eu fiquei anos no movimento estudantil, fiz parte de grêmios estudantis e conselhos de Escola e agora atuo voluntariamente em ONGs e na paróquia que frequento.

Ambos temos opiniões políticas próprias e independentes, analisamos a situação social do país a partir de nossas próprias convicções, da experiência de vida que tivemos e das influências que recebemos até hoje.

Nessas eleições, felizmente, coincidimos na escolha da candidata a Presidente: Marina Silva, do Partido Verde.

Por causa disso, nossa casa está repleta de materiais de campanha. Cartazes, folhetos, adesivos, praguinhas. Faz quase três meses que a vizinhança toda sabe da nossa escolha, o que inclusive levou muitos a ter a mesma opção (e Vovó e Vovô Vergueiro, bem como Vovó Paixão, também entraram na ondaverde).

Maria Alice, naturalmente, não entende o que se passa à sua volta, mas em breve vai entender.

Ela crescerá em uma família onde a ativa participação cidadã é parte do cotidiano, onde todos se envolvem em inúmeras atividades e de várias maneiras, política e socialmente. Acompanhará seus pais votando com prazer (já é minha quarta vez para Presidente, isso com 30 anos de vida!), discutindo as alternativas e defendendo a democracia como princípio de caráter absoluto.

Mas a militância não é só política, e ela estará conosco em atividades voluntárias, ações beneficentes, doações de recursos, enfim, em tudo o mais em que formos nos envolver.

Tudo isso, espero, a levará a acreditar que a nossa participação na sociedade é importante para fazermos um mundo mais sustentável para nós e para todos. Melhor que reclamar e só falar mal, é tenta fazer, estudar a realidade, entender o que acontece e propor a mudança..

De costas para a realidade, eu e Mamãe Paixão provavelmente nunca ficaremos. E esperamos que Maria Alice também não!

Abaixo, uma visão de como está a nossa casa: