segunda-feira, 8 de março de 2010

Desapego


Hoje foi minha vez de levar Maria Alice ao berçário. Mamãe Paixão tinha ido trabalhar e deixou a filhota sob minha responsabilidade. Fiquei com ela um tempo em casa, brincamos, liguei Cocoricó no DVD e fui colocar o lixo para fora, tirar a sujeira do e tomar um café-da-manhã apressado. Partimos os dois então para o berçário.

No Dia Internacional das Mulheres as mamães estavam recebendo rosas, mas não havia nada para os papais. Me parece que não há nada para os papais. Bem, tá certo, tem o Dia dos Pais. Em algum momento, portanto, vou ganhar um presentinho da filhota. Oba!

Hoje, ao deixá-la com as cuidadoras, Maria Alice chorou. Já não tinha a sua mãe por perto e o seu pai a estava entregando para uma desconhecida. Difícil isso.

Tivemos a oportunidade de ficar com nossa filha mais de seis meses. No ritmo em que se vive hoje em dia, isso é praticamente um luxo para poucos. Um luxo gostoso, mas que gera um grande sentimento de dependência, de proximidade.

Quando a deixei senti um vazio em mim. Queria gritar, pedir demissão do emprego e largar tudo para poder ficar com ela nesses dias em que sua mãe tem que trabalhar. Fiquei triste e preocupado, e minha vontade era ligar para o berçário de hora em hora para saber como ela está.

Ela chorou hoje e vai chorar amanhã, quarta, quinta, todos os dias. Vamos deixá-la lá apenas o tempo realmente necessário, nada mais do que isso. Quero Maria Alice próxima de mim o máximo que for possível. Um pai ausente e sem apego é o que ela realmente não vai ter.

Vai se acostumar no berçário, mas vai se acostumar ainda mais com a nossa presença.

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