segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Amor de Mãe (e Pai)

 
Nenhum amor é maior que o amor de mãe. Não adianta um pai tentar, o vínculo dele com a criança não supera o vínculo da mãe, que é não somente emocional, mas também biológico. São nove meses dentro da barriga, construindo e alimentando uma nova vida. Para uma mãe que ama, o amor pelo seu filho é o maior de todos.

Por pensar assim, não consigo entender como pode haver tantas brigas pela guarda das crianças. Um pai, por mais que ame os seus filhos incondicionalmente, se tem consciência de que a mãe tenha condições plenas de cuidar das crianças, deve deixá-las com ela, caso a separação seja inevitável.

Privar a mulher de ficar com seus filhos sem razões verdadeiras para isso é egoísmo e significa tratá-los como propriedade, e a sociedade contemporânea já superou essa concepção da família como um núcleo girando em torno da vontade do homem.

Na semana passada, no entanto, uma mãe foi privada da presença do seu filho. Por outros motivos, e muito, muitos tristes eles.

Talvez se lembrem que alguns meses atrás citei o caso do pequeno Theo, que estava doente e que sua mãe relatava em blog o tratamento do bebê. Não passei a acompanhar o blog, de tão triste que os textos me deixavam ao lê-los, mas soube através da Dê Freitas que o menino não resistiu.

Sua mãe não merecia, bem como nenhuma mãe merece ficar privada do seu filho, e nenhuma criança merece sofrer indiscriminadamente. São tão frágeis, tão dependentes, e mesmo assim às vezes não fazemos tudo o que está a nosso alcance para ajudá-los.

Com o nascimento de Maria Alice me tornei bastante sensível ao tema e passei a ajudar mensalmente mais organizações sociais que cuidam de crianças no país. Algumas já apoiava antes, outras são mais recentes, mas são todas muito bem recomendadas para quem quiser contribuir no trabalho de proporcionar uma vida digna às crianças do país: AACD, Aldeias Infantis SOS Brasil, GRAAC, Fundação Gol de Letra e Pastoral da Criança.

Ainda não cumpri minha meta de apoio, e o sonho é conseguir ajudar também o Amparo Maternal, instituição exemplar de São Paulo que acolhe mulheres grávidas humildes para que possam ter o mínimo de estrutura para ter seu filho em condições adequadas.

Nessas eleições, o tema do aborto entrou de vez na agenda pública. Foi bom, apesar do debate ter sido apresentado de forma equivocada na minha opinião. Para mim, que acredito que uma vida nova se forma desde a concepção e que o feto é vida e por isso tem direito a nascer e a se desenvolver como uma criança plena e feliz, ajudar instituições que apóiam crianças em todo o país não é somente o mínimo a fazer, é também uma obrigação cidadã. E é uma forma de compartilhar um pouquinho do amor de pai que tenho pela minha filha.

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