quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Música para os Ouvidos


Talvez uma das minhas frustrações da infância seja não ter aprendido música. Realmente não me lembro o que aconteceu e o motivo de não ter sido matriculado em nenhum curso quando criança, mas é muito provável que eu estivessse na época mais preocupado com esportes do que com violão, teclados, etc., e o dinheiro da família não me permitia fazer de tudo, daí ter que escolher entre o futebol e o piano não ter sido uma decisão muito difícl para um “moleque”.

Para superar essa realidade, encontrei uma musicoterapeuta, a Mamãe Paixão. Juntei, portanto, o útil ao agradável, a música à família.

Música é importante na vida e aprendi a apreciar diferentes estilos musicais e a entender como as melodias afetam as pessoas. Trabalhada corretamente, a música pode fazer sorrir, chorar, gerar euforia, empolgação ou trazer à tonas memórias boas ou ruins.

Vivendo com uma musicoterapeuta, e apesar de não saber usar nenhum instrumento e muito menos ler partituras, é possível proporcionar à Maria Alice um ambiente bastante musical.

Como pai iniciante, tenho a impressão que a a maioria dos bebês têm bastante sensibilidade para o som, rebolam, dançam, reagem às músicas. Felizmente, Maria Alice não é exceção. Em casa, assim como muitos mães e pais amigos, oferecemos para ela vários instrumentos musicais, e temos mini-violão, pandeiro, tambor, teclado, etc. Desde cedo a ensinamo também s a fazer das suas mãos instrumento musical, “tirando sons” do seu corpo, principalmente da barriga e da boca.

Ela reage bem, e dança super feliz. Já entende algumas letras e passou a pedir músicas específicas, a gostar de algumas e rejeitar outras. Não somos puristas ou exagerados, então proporcionamos a ela de tudo, do mais comercial ao mais artesanal, como grupos de cantigas e músicas populars brasileiras.

Quando ela crescer, se quiser, podemos estudar música juntos. Violão é uma boa, mas pode ser violino também, que é até hoje o instrumento que mais me chama a atenção e aguça a audição.

Se ela desenvolver uma habilidade musical tão boa como parece ter de sensibilidade nesse momento, e quiser partir até para uma eventual carreira na área, terá também todo o apoio em casa. Mas não precisará ser uma profissional para me deixar feliz. Para isso, bastará gostar de música e, de vez em quando, dançar um pouquinho com o papai aqui!

Um comentário: