quinta-feira, 29 de abril de 2010

Papai para Presidente!

video

Sim, eu tomo partido.

Desde que começei a votar - e fiz questão de que fosse aos 16 anos - poucas foram as vezes em que tive dificuldade para escolher candidato. No máximo, dúvida para indicar alguém nas proporcionais (vereadores e deputados), e mesmo assim apenas poucas vezes.

Eu gosto de política, e acho que votar é uma obrigação cívica minha. Sou a favor do voto como direito democrático, mas considero ele como uma obrigação que tenho para com o país e a sociedade. Assim, também me sinto bastante a vontade para participar e tomar partido das decisões e opiniões.

Maria Alice provavelmente viverá isso tudo. Mamãe Paixão cresceu em um ambiente com pai sindicalista, que lutou no período da redemocratização, e por isso ela desde pequena vivenciou muito. Seu pai foi educado no meio de livros, teve oportunidade de ler e conhecer inúmeras teorias, e ficou babando por ser muito jovem na época do "Fora Collor". Depois, virou líder estudantil.

Nós dois temos convicções sociais que estão acima das ideologias políticas. Serão elas que tentaremos transmitir a Maria Alice, mais do que fazê-la acreditar que um partido é melhor ou pior do que outro.

Se ela vai gostar de política e de participar ativamente para transformar a sociedade em um lugar cada vez melhor para todos? Sinceramente, espero que sim. E creio que para isso depende de oferecermos a ela todas as condições possíveis. Não é questão de doutrinar a filhota, mas de possibilitar que saiba fazer as escolhas e opções livremente, reconhecendo erros e acertos de cada lado, e tomando a decisão que considerar a melhor.

(no vídeo acima aparece toda a família Paixão Vergueiro envolvida com as eleições desse ano. E eu passo vergonha, como sempre... assistam, dura apenas 30 segundos!)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Batismo


Maria Alice será batizada. Não exatamente agora, mas em agosto, se tudo der certo e os padrinhos aceitarem o convite.

Como na data do seu casamento ela já terá completado um ano de vida, e esse blog será descontinuado a partir de então, não será possível o registro virtual do evento. Assim, vale o rápido comentário neste momento.

O Batismo é um dos sete sacramentos da Igreja Católica (os outros são Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordenação e Matrimônio). Seu significado é trazer a criança para dentro da Igreja, e a cerimônia é simples, com o derramamento de água na cabeça do bebê durante uma missa própria para o batismo.

Será o único momento de imposição religiosa para a Maria Alice. A partir daí, com o decorrer dos anos, a decisão de seguir no catolicismo, optar por outra religião - ou mesmo por não ter nenhuma - será plena dela. Seu pai estará aberto para o diálogo sobre o significado das crenças e dos dogmas, e também para explicar porque, quando adulto, optou por prosseguir na fé que sua família também professa, mas reconhece que não se impõe uma religião a ninguém (a não ser em alguns poucos - e tristes - países do norte da África e do Oriente Médio).

A cerimônia será muito bonita e emocionante. Mas tenho agora que ir na Paróquia para descobrir quais são os detalhes e burocracias exigidas. Vamos lá então.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Rainha e a Princesa


Neste sábado, preparados para o casamento de um amigo, no qual chegamos bastante atrasados (nunca mais cumpri horário depois do nascimento da Maria Alice), resolvi tirar uma foto da Rainha e da Princesa da família Paixão Vergueiro.

Não são lindas? Perto delas, sou um mero aldeão.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ser um bom pai


Acho que serei um bom pai para Maria Alice. Sou louco por ela e já não consigo imaginar minha vida sem sua presença. Também não acho que terei dificuldades para demonstrar carinho e afeto por ela, e é isso o que justamente mais faço quando estamos juntos.

Parei para refletir, porém, após a leitura da crônica do Walcyr Carrasco, publicada neste final-de-semana na edição número 2161 da Veja São Paulo.

A crônica explora o fatode muitos pais não colocarem limites aos seus filhos e permitirem que estes desrespeitem outras pessoas em ambientes públicos, como muitas vezes acontece em aviões, restaurante, etc., ou mesmo quando visitam conhecidos.

Pois bem, minha dúvida é: se mal consigo controlar meu cachorro - e tenho dó de dar bronca nele - como é que conseguirei disciplinar e educar a Maria Alice para que ela saiba respeitar os limites individuais e entenda que há momentos adequados para cada uma das atividade que terá vontade de fazer?

Vim de família com pai rígido, que impunha sua autoridade e enquadrava a todos os seus quatro filhos nas regras determinadas em casa. A relação era um pouco fria, mas não faltava atenção, dedicação e confiança em nós quatro, e na medida em que crescíamos íamos tendo mais espaço para desenvolver as atividades que gostávamos e crescer como adultos.

Como "espelho" do meu pai, nunca duvidei que teria a mesma capacidade de disciplinar meus filhos. Hoje, apaixonado pela Maria Alice que estou, já não tenho tanta certeza.

*   *   *

Na foto, Maria Alice se diverte com Maria Alice, amiguinha de quatro anos que conheceu domingo no gostoso evento da amiga Jacqueline.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Liberdade de Escolha


Maria Alice já foi avisada: pode torcer para o time de futebol que quiser, desde que seja são-paulina.

E ela me respondeu com esse sorriso maravilhoso!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Irmãozinho?



Tenho conversado com Mamãe Paixão se já não estaria na hora da Maria Alice ganhar um irmãozinho. Ou irmãzinha.

Como temos uma viagem internacional marcada para agosto de 2011, o ideal para nós será coordenar os momentos para que consigamos viajar e realmente aproveitar ao mesmo tempo.

Se partirmos mesmo para aumentar a família, ou decidimos isso agora, e ano que vem o bebê já estará há um bom tempo conosco, ou deixamos para o retorno da viagem, mas aí Maria Alice vai ter quase três anos de vida quando nascer seu irmãozinho/irmãzinha.

Viajar com Mamãe Paixão grávida é uma não-opção, pois o risco seria muito grande e o aproveitamento menor, uma vez que seus movimentos e energia estariam limitados (já vivemos isso uma vez, agora sabemos como funciona!).

A pesquisa atual do blog questiona justamente esse tema, e até o momento há bom equilíbrio entre as duas opções mais votadas: a) ter o bebê agora e b) esperar Maria Alice estar um pouco maior.

Nomes? Se for menina já definimos. Não vou revelar, mas seguirá o padrão da família. Se for menino ainda não há consenso, mais para frente pensamos.

E será que Maria Alice vai estranhar ter mais alguém dividindo as nossas atenções com ela (além do Zé), da mesma forma que ela parece estranhar o amigo Durval na foto acima?

Se dependesse só de mim, seria apenas o primeiro irmãozinho da Maria Alice. E é bom ir se acostumando!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ciúmes de Você


Maria Alice demonstra ter ciúmes do , o cachorro da casa dos Paixão Vergueiro, adotado no Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo um mês antes do nascimento dela.

Essa "demonstração" se dá geralmente com ela abraçando sua mãe no momento em que esta faz carinho no , ou se recusando a beijá-lo ou brincar com ele, mesmo sendo a filhota um bebê que dá atenção para tudo e todos.

No início, era o cachorro que tinha ciúmes da Maria Alice. Até hoje, inclusive, quando estamos brincando com ela na sala, ele se joga no chão chamando nossa atenção, se revirando de um lado para o outro. Claramente percebe-se quando ele está carente e "pidão".

Mas recentemente notamos que ela também quer disputar lugar com o algumas vezess. Curioso, divertido e um pouco instigante.

Afinal, bebês sentem ciúmes ou é só instinto de preservação?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Hoje vou ficar em casa com a Maria Alice

Não fui trabalhar esta manhã para ficar cuidando da Maria Alice, cuja gripe se estendeu pelo final-de-semana.

Para quem quase nunca faltava ao trabalho e até recentemente tinha um cargo de responsabilidade em uma ONG que não me permitia às vezes sequer chegar atrasado, foi um grande avanço, mas na verdade não muito traumático. Afinal, se eu pudesse, ficaria o dia todo com a filhota.

Saímos, pegamos sol, andamos de metrô, troquei a fralda dela duas vezes, a alimentei, dei remédio, cantei, a exibi por aí, etc. Fui pai "solteiro" por uma manhã, e gostei bastante de poder ajudar a Mamãe Paixão de uma forma diferente do que só estar com ela de noite e aos finais-de-semana.

De tarde já estava no batente mais uma vez, mas hoje mais leve e feliz. E até a próxima vez que precisar ligar para dizer: "hoje vou ficar em casa com a Maria Alice"!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Inverno


Dias difíceis esses para Maria Alice. O clima mudou, Papai e Mamãe ficaram resfriados, ela logo pegou também uma virose.

Essa noite passamos quase uma hora com a filhota no hospital tomando soro para hidratar depois de um dia com vômito, diarréia e pouco líquido consumido. Muito Sorine no nariz e inalação para respirar melhor antes de dormir.

Agora está lá em cima dormindo tranquila, não tossiu mais. Estou preocupado porque a mudança foi muito brusca e vou ver se está tudo bem. Mamãe Paixão descansa, pois precisará de muitas energias no final-de-semana. É o inverno chegando!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Uma nota triste

Faleceu hoje o Pedro, primo de Maria Alice que ia nascer em breve. Sua mãe, cunhada da Mamãe Paixão, estava no nono mês de gestação, e uma visita de rotina ao pediatra identificou o óbito do bebê.

Foi a segunda vez que isso ocorreu com ela. É tão triste, tão profundamente triste saber da perda de um bebê, que não tem como não ficar comovido. Seria um primo para Maria Alice, um amigo, companheiro para futuras brincadeiras e traquinagens.

Tenho muito medo de perder minha filha, tratei um pouco do assunto no blog, principalmente na época da gestação da Mamãe Paixão. É uma angústia de pai, natural, mas que vou carregar para sempre. É amor, afinal, o que sinto por ela.

Tchau, Pedro, fica em paz.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bicho-Papão


São muitas as formas de estimular os bebês: cores, sons, movimentos, expressões, etc. Eu conheço a maior parte delas de ouvido. Ainda que tenhamos comprado vários livros sobre o assunto (e Mamãe Paixão, como musico e arteterapeuta, entenda bastante de estímulos), naturalmente não li nenhum deles. Tudo bem, é um pouco mais gostoso ser pai de primeira viagem aprendendo na intuição do que decorando o que a academia diz sobre o assunto.

Nesse final-de-semana, por exemplo, ensinamos uma brincadeira a Maria Alice. Uma simples brincaderia de esconde: eu saio da vista dela e volto correndo, ela pára o que está fazendo, vira para sua mãe e começa a correr e se esconder, como seu eu fosse o "bicho-papão" e ela estivesse em perigo. Faz isso sorrindo e se divertiu todas as 427 vezes que repetimos a operação durante a Páscoa.

É, a gente não cansa de ser pai não!

*   *   *

A foto acima "roubei" do orkut da Mamãe Marisol, que veio nos visitar no sábado de Páscoa trazendo sua adorável Bianca, que tem dois meses a mais de vida que a Maria Alice. As duas se divertiram no teclado da Mamãe Paixão.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Páscoa de Alice


Se no Natal não decoramos a casa e nem fizemos muita bagunça, na Páscoa a situação não muda muito: fora comprar alguns ovos de chocolate, não há grande transformação em nossas vidas, é apenas mais um feriado.

Naturalmente, para aqueles que professam a fé cristã, como o Papai, a Páscoa é um feriado religioso, que marca a morte e ressureição de Cristo, e por isso mesmo um feriado simbolicamente mais importante até que o Natal. Esse sentido religioso, porém, há muito tempo se perdeu na sociedade, e hoje a Páscoa é marcada apenas pela compra de ovos e pelo consumo de bacalhau às sextas-feiras santas.

Estamos aproveitando esse feriado para descansar. Maria Alice está cada vez mais alegre e esperta, então passamos o dia a brincar com ela, alimentá-la, fazê-la dormir. Nada de novo na nossa rotina, mas tudo muito maravilhoso quando se tem uma filha linda e quando se tem tempo para dedicar a ela.

Tempo, infelizmente, é um fator essencial. Não me esqueço da rotina familiar em casa quando eu era criança: minha mãe ficava com a gente pela manhã, de tarde íamos a escola e de noite ficávamos com meu pai. No periódo em que um estava com a gente, o outro trabalhava, fazendo dessa forma para conseguir conciliar despesas e receitas em casa.

Felizmente, no final-de-semana, tínhamos os dois juntos com as crianças, e essa soma foi importante para fazer de nós uma família feliz e unida até hoje.

Se existe uma preocupação que tenho é ter tempo para a Maria Alice. Quero que ela me espere de noite para contar seu dia, que saiba que verá seu pai nas apresentações na escola e que viajaremos em família muitas vezes ao ano.

Qualidade de vida, para mim, é ter tempo para a família mais do que para qualquer outra coisa. Não é difícil, é só priorizar.