quarta-feira, 30 de junho de 2010

Você já dançou o Minuet?


Na universidade, conheci uma brincadeira musical introduzida pelos amigos pernambucanos que se chamava Minuet.

Em roda, todos dançávamos enquanto um locutor, que incorporava um Bobo da Corte em um antigo reino medieval, contava a história de como foi dando bebida ao zangado Rei que pouco a pouco se soltava e permitia mais música e dança. Assim, íamos nos abraçando ainda em roda, até o ponto em que o círculo não se aguentava de apertado e caía, com todos nós rindo e se divertindo. Registrou a história do movimento estudantil de administração que o maior Minuet foi dançado em São Luís, com cerca de 200 pessoas, no ano de 2000. Eu estava lá.

Nessa semana, após longo período de ausência, voltei a dançar o Minuet, dessa vez com a pequena Maria Alice.

Recentemente, Mamãe Paixão adquiriu um kit chamdo Parangolé, produzido pelo grupo artístico Emcantar, e que vem com CD, DVD e um livro repleto de canções e brincadeiras que misturam arte e educação sócio ambiental. O kit é realmente muito legal e divertido, e inclui um grande número de releituras musicais de clássicos que ouvimos na infância, muitos que agora praticamente sumiram nas escolas. Um deles é o Minuet, que me acabei de dançar abraçado na Maria Alice, e que quero dançar muito mais com ela quando crescer e passar a entender as músicas.

Abaixo a principal estrofe do Minuet:

Minuet, minuet
Me gusta la dancê
Me gusta la dancê
La dancê minuet

E aí, vamos dançar?

domingo, 27 de junho de 2010

Quem me navega é o mar


A garota é esperta! E não adianta dar bronca, ela sorri todas as vezes em que "ralhamos" com ela, e com isso tenta amolecer nosso coração.

Ontem foi assim, ela puxando o cabelo de Mamãe Paixão, mordendo sua bochecha, a gente tentando ensinar que era errado, falando para ela com outro tom de voz, e ela só rindo, gargalhando...

Não sei se falta verdade na nossa voz, intenção de "brabeza", ou ela simplesmente não sabe ainda diferenciar as coisas. Mas que ela não nos deixa conduzi-la, e se aproveita do bom coração dos seus pais, isso ela faz!

*   *   *

Na foto, Maria Alice está conduzindo a Mel, cachorra adotada pela família Paixão e que mora na casa da Vovó, na Vila Formosa.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Proteção


Maria Alice já está engatinhando. Mesmo não gostando muito, e preferindo mais ficar de pé e andar, o que ainda não consegue fazer sozinha, a filhota já começou a se locomover pela casa arrastando a roupa pelo chão e alcançando lugares antes impossíveis. Uma das atividades que mais gosta, por exemplo, é ir até o móvel da televisão e derrubar todos os DVDs no chão.

O resultado prático da nova independência da Maria Alice é que temos agora que adquirir proteções para toda a casa.

Não sei por qual motivo particular, talvez o som e o movimento, mas bebês gostam de abrir portas e gavetas. Maria Alice mesmo já deixou o dedinho algumas vezes dentro de gavetas que tentou fechar. Chorou um pouco, não machucou nada, mas mesmo assim pode em algum momento se ferir.

Esse mesmo móvel da TV citado acima tem um dos seus compartimentos com vidro, e a filhota já consegue abrir essas portas. Mamãe Paixão já providenciou o devido bloqueio. As tomadas também são vulneráveis, e nelas teremos que pensar para evitar choques indevidos. O mesmo vale para a escada, que precisará de bloqueios.

No caso de um bebê, quanto mais ele se desenvolve, mais precisamos protegê-lo de tudo. Curioso isso.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Tá dominado, tá tudo dominado!


Pois é, a otite continua causando problemas para a Maria Alice, que não consegue se livrar dela. Agora parece que a infecção já foi, ficou o catarro no ouvido. E essas bactérias não querem sair de jeito algum!

Após os antibióticos orais não darem certo, agora ela começou a tomar injeções. Serão três seguidas, uma cada noite, e todas muito doloridas.

Na primeira, a filhota chorou muito enquanto a agulha estava dentro dela, mas depois sossegou e está agora dormindo tranquilamente. Curiosa é a Maria Alice: sente a dor da picada, mas sempre que acaba ela volta ao normal, como se nada tivesse acontecido. Já não é a primeira vez que observamos isso, ela parece ter uma certa resistência à dor (bem, definitivamente maior do que a do seu pai!).

Para vocês terem uma idéia da dificuldade das coisas, eis alguns nomes dos remédios (princípios ativos) que a Maria Alice está usando:
  • Timomodulina
  • Ceftriaxona sódica
  • Sulfato de gentamicina
  • Fosfato dissódico de dexametasona
  • Cloreto de sódio
  • Hedera helix L
  • Pelargonium sidoides
É assustador...

sábado, 19 de junho de 2010

Festa Junina


Ah, alguém aí achou que deixaríamos de levar Maria Alice em uma festa junina, é? Pois ela já foi em duas!

Viu quadrilha, bingo, quentão, argolas, pamonha, vinho quente, pastel, churrasco, pinhão, cural, paçoca, sanduíche de pernil, peixes na areia, barracas de brincadeira, algodão-doce, e outras coisas mil.

Festa junina é tradição, e nesse mês tem praticamente uma em cada esquina em São Paulo, cada escola, cada paróquia. A gente gosta, Mamãe Paixão até comprou roupinha especial. Ela gostou também, mas ainda é muito nova para se identificar.

Fiquei pensando no futuro, nela me pedindo dinheiro para poder ir brincar, sair correndo e ganhar os brindes. Adorei o pensamento, fiquei feliz.

Mas quero mesmo é levá-la um dia em algum São João do Nordeste. Para lá nem eu fui ainda, e temos que conhecer. Quem sabe nos próximos anos!

Agora deixem-me ir, que nesse final-de-semana tem mais festa junina! Olha a chuva!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo


É filhota, começou a Copa do Mundo!

O que é isso? Nada demais não, só um momento de catarse nacional que acontece de quatro em quatro anos, em que todo o país pára para assistir futebol, torcer feito doido, fazer barulho, se reunir com os amigos, e em geral reclamar muito depois do fim dos jogos.

Papai adora uma Copa do Mundo. Fica nervoso, sofre, comemora. A primeira da qual tenho plenas lembranças foi a realizada na Itália, em 1990, quando o Brasil perdeu para a Argentina em uma oitava-de-final em que nós atacamos demais e fizemos gols de menos. Doeu muito a derrota, e confesso que chorei no fim do jogo. Eu tinha dez anos...

A partir daí alternei momentos de euforia e tristeza, com as vitórias em 1994 e 2002 e as derrotas em 1998 e 2006. Me lembro de ir à Avenida Paulista comemorar quando conquistamos o pentacampeonato em 2002, com todos no metrô cantando músicas de festa do país. Inesquecível.

Tudo isso você irá compartilhar comigo e com Mamãe Paixão. Pode até vir a não gostar de futebol, mas não conseguirá ficar à parte do que está acontecendo, pois a Copa muda a rotina nacional. A próxima é no Brasil, em 2014, e nela você terá quase cinco anos. Será difícil que consiga aproveitá-la completamente, mas espero que possamos pelo menos ir aos jogos juntos algumas vezes.

É a Copa, filha. Dura só um mês, e é o suficiente para deixar qualquer um maluco - gostando ou não gostando dela.

E então, o que achou, vamos torcer juntos?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

É a cara do pai!



O pai não está em uma competição com a mãe para saber quem cuida melhor da criança, quem dá mais carinho, mais atenção. São papéis diferenciados, cada um ocupando um lugar na educação do bebê, e em casa temos essa separação muito clara: eu não tento agir como mãe para Maria Alice.

Minha obrigação, por ser pai, além de dar amor, é apoiar Mamãe Paixão para que ela tenha melhores condições suportar nossa filha nesses primeiros meses de vida. É a mãe que precisa estar bem de saúde, bem psicologicamente, em plena forma física, feliz. E o pai está aí para garantir que ela tenha tudo isso mais facilmente, uma vez que a partir de agora boa parte da vida da mulher será totalmente dedicada à criança.

O vínculo primeiro do bebê é mesmo com a mãe. Ao crescer, desenvolve forte relacionamento com o pai, mas é o leite da mãe que o alimenta, é sua voz que o acalma, foi dentro da barriga da mãe que a criança passou nove meses.

Ainda assim, para um pai "coruja" como eu, é muito gostoso ouvir repetidas vezes que Maria Alice tem a minha cara, e é isso que tem ocorrido ultimamente. De cada 10 amigos que fazem esse famoso comentário "é a cara de alguém", uns 9 identificam a filhota comigo. (e parte desses afirmam logo em seguida, fazendo gracinha: "coitada...")

Como afirmado logo no começo, o pai não está em competição com a mãe. Mas essa eu estou adorando vencer!

*   *   *

Na foto, da esquerda para a direita, Gustavo, Mamãe Paixão, Maria Alice, Eu, Marisol e Bianca (no colo). Estávamos celebrando o primeiro aniversário de vida da pequena Bianca, em festa muito gostosa e divertida onde revi vários amigos. Maria Alice, no entanto, passou boa parte da festa com a roupa vestida ao contrário. Eu me confundi e o erro só foi corrigido quando Mamãe Paixão chegou (tinha ido fazer um curso antes). Minha orelha arde até agora das broncas !

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Encaixotando Alice


Permitam-me certa liberdade literária: o título desse post não tem nada a ver com o assunto tratado a seguir. Achei apenas que se encaixava perfeitamente com a foto acima, e não quis deixar passar batido. Na versão impressa do blog (em livro, previsto para o Natal), farei as devidas alterações.

*   *   *

Estamos celebrando um mês de Maria Alice com otite. Sim, não há nada para comemorar, ela já está no terceiro antibiótico diferente, cada um mais forte que o outro, e não houve regressão da infecção. Semana que vem ela irá para nova consulta à pediatra e se tudo estiver igual será necessário recorrer a uma ação mais drástica: injeção.

Temos que tomar muito cuidado com a otite, pois pode levá-la a ter perda auditiva. No dia-a-dia, o efeito principal que causou na rotina da Maria Alice foram vômitos constantes, que ela mal percebia. Comia, vomitava, comia de novo (outra comida, claro!). Seus dedinhos também iam com certa frequência à orelha, indicando certo incômodo.

Os vômitos diminuíram nessa semana, e por isso estou na expectativa que ela esteja melhorando. Permanece apenas a gripe constante, que já dura quase dois meses.

Espero poder evitar medidas drásticas. Torçam comigo para que ela melhore!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Parada Gay


Levamos Maria Alice na Parada Gay neste domingo. No começo, ela estranhou a quantidade de pessoas. Tudo muito grande e barulhento para ela, e suas primeiras reações foram de surpresa e desconfiança.

Aos poucos, porém, foi se soltando e se enturmando. Contribuiu imensamente para isso a fantasia que estava vestindo, de fadinha, já que Maria Alice chamou mais atenção do que muitas das estrelas lá presentes. Era tanta gente querendo pegar e bater foto dela, que em certo momento fiquei até um pouco assustado com o assédio.

Mas ela gostou, sorriu muito, interagiu e fez a festa. Até que cansou e voltamos para casa.

Como a Parada é um evento muito grande e confuso, optamos por ir quando a maior parte dos trios já tinha passado, e aí andamos no sentido contrário do fluxo, o que facilitou nosso passeio e na hora de ir embora pegamos o metrô bem vazio.

Maria Alice é muito nova para entender tudo o que estava vendo. Para isso, levará muitos anos ainda. Do seu pai e de sua mãe, mais do que palavras, terá sempre o exemplo do respeito à diversidade. E acho que isso é fundamental para uma criança.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quando a birra é demais...

Para constar no histórico do blog, segue o resultado da última pesquisa realizada, a que contou com o maior número de participantes até agora:

- Maria Alice já faz muita birra. Como devemos lidar com isso?
    • 8 votos - Dá bronquinhas aos poucos.
    • 7 votos - Deixa ela "birrar" até cansar.
    • 5 votos - Outra forma (mande-me e-mail!)
    • 4 votos - Tenta dialogar, chamar a atenção para outra coisa.
    • 2 votos - Pega no colo e nina um pouco.

Curiosamente, a opção menos votada é a que a gente mais realiza, pegando a filhota no colo e fazendo-a ficar calma e tranquila. Mas estamos muito tentando dar as broncas, fazer ela perceber que tem momentos para tudo. Ainda não está dando certo, ela olha para a mamãe e dá risada! Chegaremos lá.