quinta-feira, 29 de julho de 2010

Faz naninha


Começou do nada, sem querer, e  Maria Alice passou a "nanar" bonecas.

Agora, de noite, sempre que falamos a expressão "Faz naninha", ela abraça a boneca - em qualquer boneca - e cola um rosto no outro, como que tentando fazê-la dormir.

Como é que um comportamento assim pode ter surgido tão naturalmente, se nunca a ensinamos a fazer isso? Observando sua mãe, talvez? Ou instinto natural de mulher?

Difícil explicar por que acontece dessa maneira, e como se processa o desenvolvimento mental de um bebê, que faz com ela aja exatamente como se espera que uma menina faça.

Não importa, de qualquer forma. O que vale é que estamos nos divertindo muito com o Faz naninha.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cabelos



Curtos e enrolados ou longos e lisos? Ou então longos e enrolados? Curtos e lisos? Como será o cabelo da menina e mulher Maria Alice?

Indícios recentes me fazem acreditar que, sejam longos ou curtos, o certo é que os cabelos de Maria Alice serão enrolados: eles demoraram para crescer (quando comparados ao de outras bebês da sua idade) e agora que estão se desenvolvendo andam muito rebeldes, se retorcendo, tendendo a ficar realmente encaracolados.

Bem, não tinha mesmo como ser diferente. Papai e Mamãe têm esse perfil, nenhum dos dois têm cabelo liso de verdade, e a probabilidade da filhota ser diferente de nós era muito pequena.

Confesso que não sou muito ligado nessa questão do cabelo. Já ando sofrendo por antecipação com o tempo que minha filha vai gastar no futuro se arrumando, e com a nota preta que deixará no cabeleireiro. Felizmente, ainda falta um pouco de tempo para ela começar a frequentá-los.

Eu mesmo só vou por pura necessidade prática, quando fica grande demais (ainda que a careca esteja aos poucos vencendo a cada vez menor quantidade de fios). Ainda assim, já dá vontade de gritar para a Maria Alice: poupa o bolso do papai, filhota!

domingo, 25 de julho de 2010

Batizada!


Os leitores e leitoras frequentes do blog vão se lembrar que dois meses atrás informei que não seria possível batizar Maria Alice antes do primeiro aniversário da filhota (e consequentemente não entraria no livro a ser publicado no final do ano).

Pois bem, eu estava errado.

Na verdade, eu queria combinar o batizado dela com a presença da sua madrinha em São Paulo, pois minha irmã - a madrinha convidada - e seu esposo - padrinho - moram em Londres. Por algum motivo, eu achava que só viriam em agosto, mas vieram em julho, e com isso foi possível adiantar a cerimônia.

Diferente de outros momentos, como o chá-de-bebê, dessa vez optei por fazer um evento bem familiar,  contando com a presença apenas dos meus pais e primos, além de duas amigas, e não divulguei antecipadamente que iríamos batiza-la. Na verdade, também não estou com muito tempo em virtude das inúmeras atividades em que estou envolvido. Daí ser mais reservado, apesar da vontade de convidar todos os amigos católicos.

Assim, nesse 25 de julho de 2010, aos 11 meses e 7 dias de vida, em cerimônia celebrada por Frei Benjamín Díaz, OAR, Maria Alice celebrou seu primeiro sacramento da Igreja Católica, o mesmo que Cristo realizou com João Batista, e que marca o ingresso da pessoa na religião.

Como pai e católico, minha parte está feita. O futuro da minha filha na religião, a partir de agora, não dependerá exclusivamente da minha vontade, mas também do que ela quiser.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ainda a amamentação


O tema da amamentação da Maria Alice gerou tanto debate no blog e no Facebook que não me contive e resolvi escrever mais um post. Agradecimentos desde já à Ângela, Marisol, Letícia, Nanda, Dê Freitas, Consuelo e Mamãe Paixão que de uma forma ou de outra contribuíram no debate, além de todos que leram o texto de ontem e também ponderaram sobre o assunto.

Vejam: o problema é que Maria Alice agora usa a amamentação como chupeta, não como meio de subsistência ou complemento à sua dieta.

Quando ela tem fome, a alimentamos com a comida caseira preparada pela sua mãe e pelo berçário, além de eventuais papinhas que come quando estamos na rua ou sem comida pronta em casa. Além disso, já está tomando leite (nunca na mamadeira, que ela recusa), comendo biscoitos, frutas, tomando sucos, etc.

Do meu ponto de vista, e essa é a minha opinião apenas, a fase fundamental em que é necessário o aleitamento materno já passou, e Maria Alice foi bem provida nesse período. De agora em diante, o ganho para o seu organismo por continuar se alimentando no peito é menor, e não há anticorpos suficientes neste leite que a protegerão de um berçário com 20 bebês!

Está aí, afinal, um ponto importante: um dos motivos da Maria Alice viver com constantes gripes e com a recorrente otite não é a falta de proteção em casa, mas o excesso de contágio em outros ambientes, e é por isso que eu estou ansioso para mudá-la de berçário, o que irá acontecer muito em breve. Se possível, a deixaria sobre cuidados exclusivos de alguém da família, ou de uma babá de confiança, mas essas são não-opções no momento. Ainda assim, acredito que a essa altura do campeonato minha filha já esteve exposta o suficiente a vírus e bactérias, adquirindo um razoável conjunto de anticorpos, e não vejo motivos para continuá-la expondo tanto, ao mesmo tempo em que não quero isolá-la do mundo.

Em paralelo a tudo isso, ela cresce e desenvolve suas habilidades cognitivas, e o peito que antes era apenas fonte de alimentação agora virou ponto de relaxamento e de brincadeira. Só hoje, por exemplo, Maria Alice mordeu três vezes sua mãe, e ainda fez graça com isso!

Ela, felizmente, já entende as broncas. Quem acompanha o blog lembra que eu em certo momento disse que ela ria quando tentávamos ralhar, pois agora ela já chora de verdade, sentida, percebendo as nossas intenções. Porém, não muda sua atitude e repete o erro, mordendo sua mãe novamente. Personalidade forte, eu diria, fruto de um bebê que é geneticamente herdeiro dos seus pais e que demonstra excessivo afeto por todos em qualquer lugar, e que por isso espera esse mesmo carinho em retorno, se assustando quando não o recebe.

Por isso tudo, eu sou da opinião que devemos aos poucos preparar Maria Alice para deixar o leite materno. Parece-me que os benefícios que ele traz tendem a se tornar cada vez mais marginais, até inferiores ao efeito que a contínua amamentação estará gerando na criança, já que agora utiliza o peito como chupeta e brinca com ele mais do que se alimenta, como falado acima.

Não creio que uma suposta interrupção no aleitamento geraria qualquer tipo de efeito na personalidade que minha filha terá daqui em diante, e o motivo para essa opinião é a experiência própria, pois eu fui amamentado por apenas três meses (segundo consta eu que abandonei o peito) e Mamãe Paixão por surpreendentes 15 dias somente!

O mesmo se repetiu com meus irmãos, amamentados por um curto período de vida, e todos hoje pessoas plenas no exercício da vida adulta, que fizeram suas opções conscientemente e são felizes, como nós dois em casa. Assim, considero que a educação familiar pesa mais do que os efeitos da amamentação, e meu maior desafio - e medo - é não conseguir educar minha filha dentro dos parâmetros que considero ideais para que ela se desenvolva e cresça dona do seu próprio nariz e destino.

No entanto, essa é apenas a minha opinião. Mesmo Mamãe Paixão não está convencida a tentar abandonar o aleitamento nesse momento, mas a dor das mordidas de Maria Alice podem fazê-la mudar de idéia em breve.

Desculpem-me, finalmente, pelo texto longo, provavelmente um dos maiores desse período de um ano e meio e quase 250 postagens no blog. Acabei me empolgando,  motivado por quem lê e comenta, e pelo gostoso que é discorrer sobre minha filha e conhecer as experiências dos amigos e amigas. Até daqui a dois dias!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Desmamando um bebê


Até quando é recomendável um bebê mamar leite materno?

Está claro que isso é fundamental nos três, quatro primeiros meses de vida da criança, mas existe realmente uma idade máxima em que, a partir dela, o peito da mãe já não faz mais diferença no seu desenvolvimento?

Pois bem, estou achando que chegou a hora de "desmamarmos" Maria Alice. Com quase um ano de vida, ela já se alimenta de vários outros alimentos, como sopas, sucos, leite, legumes, verduras, frutas, papinhas, etc. Sua dieta é bastante rica, ainda que ela não coma muito e atualmente reclame bastante na hora de comer.

Ainda assim, continua mamando, e parece bastante claro para mim e para Mamãe Paixão que ela o faz mais para relaxar do que realmente por necessidade de alimentação. Quando dorme e acorda no meio da noite, por exemplo, é o peito de sua mãe que a relaxa, exatamente igual o que acontece durante o dia, quando algo a faz chorar. Uma vez que Maria Alice nunca usou chupeta e também não chupou o dedo, ela não tem nenhum tipo de "muleta", e daí usar sua mãe.

Na minha opinião, a essa altura do campeonato, isso está mais prejudicando do que beneficiando a filhota. Pergunto-me então se não seria a hora de começar a efetivamente desmamá-la. A dúvida, nesse caso, é como fazer isso com cuidado, sucesso e sem deixar traumas tanto na mãe como na Maria Alice? Nesse momento, ainda não sei.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Design Inteligente


Tão pequena, e tão capaz. Como é que é possível ensinar desde pequeno um bebê a fazer certas coisas? Não é bonita a natureza humana, tão perfeita?

Maria Alice foi ensinada a descer um sofá. Aprendeu que primeiro vira o corpo e desce as pernas, se apoiando, e depois sai do sofá de pé. As fotos mostram parte desse processo. Não fizemos, e nem faremos, o teste de deixá-la sozinha no sofá para descer, mas quando está conosco ela faz direitinho.

Ainda assim, é birrenta e teimosa. Hoje mordeu Mamãe Paixão, e temos a impressão que foi de propósito, sem precisar.

Tantas coisas que vamos descobrindo dessa menina. Tão simples, mas tão complexa ao mesmo tempo. E assim vai passando o tempo de um pai de primeira viagem, cada vez uma descoberta nova. Só não necessariamente todas tão empolgantes como descer sozinha um sofá.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Andando

 

Não, ainda não. Quase lá! É o próximo passo no desenvolvimento dela, não? Andar...

Maria Alice agora rasteja indefinidamente. Sobe a escada, se agarra por aí, mexe em tudo e, como sempre, faz muita manha.

E tá quase andando! Apoiada na gente ela se move de pé para todos os lugares, uma ou outra vez até consegue se equilibrar por alguns segundos, mas logo vai ao chão de "bumbum". Faz parte.

Vamos ver então, vamos fazer contagem regressiva. Daqui a pouco ela completa um ano de vida, será que vai andar antes?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Anemia


Falta de ferro, eis o problema atual de Maria Alice.

Com bebês é assim, uma semana estão com otite, na outra estão sorrindo e dormindo bem, na próxima já têm anemia. A gripe? Essa é uma constante desde o berçário, já nem incomoda mais.

Agora portanto o problema é a falta de ferro. Para compensá-la, muito sulfato ferroso, conforme orientações da pediatra. Eu já não gosto muito de médico, odeio remédios, e a essa altura do campeonato não creio mais nem que a homeopatia resolve, então é tudo questão de deixar a filhota crescer logo e chegar na fase em que os anticorpos já estão formados.

É isso! Vou parar de reclamar da saúde da Maria Alice, a não ser que realmente fique muito mal. Daqui para diante é dar tempo ao tempo e deixar passar, porque uma hora ou outra ela vai ficar bem definitivamente e tudo isso vai ficar na história. E eu vou dar muitas risadas lembrando com nostalgia da época em ficava morto de cansaço com ela no colo, rezando para que melhorasse logo!

domingo, 11 de julho de 2010

Escovando os Dentes


Maria Alice parece gostar bastante de escovar os dentes. Não que ela entenda exatamente o que faz, e nem que consiga fazer direito (fica mais mordendo a escova do que limpando os dentes), mas pelo menos não reclama quando a limpamos e gosta de pegar a escova e se divertir com ela.

Talvez para isso siga o exemplo dos seus pais, pois toda vez que eu pego na escova ela logo abre um sorrisão. Daí para ela mesma começar a se escovar foi um pulo!

Lembro da minha infância quando tínhamos pasta de dentes com sabores, transparentes, com estrelas, divertidas. Ainda não fui atrás para saber se tudo isso continua existindo, mas não duvido que sim. Escovar os dentes é importante, e só o fato de evitar idas extras ao dentista já vale o esforço!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ó abre portas!

Parece-me que as portas são uma das maiores diversões dos bebês, não é mesmo? Já não é de hoje que ouço alguma mãe por aí falar: "minha filha gosta de bater porta". Pois cada vez mais me divirto com Maria Alice abrindo e fechando o guarda-roupas sem parar, fazendo o mesmo com a geladeira, com os armários, etc. O que leva um bebê a gostar tanto de uma porta? O som? O movimento? O monstro que se encontra por detrás dela? Talvez eu nunca chegue realmente a saber.

Essa noite dormi longe da filhota, em mais uma viagem de trabalho. Dá uma saudades do sorriso dela pela manhã! Pelo menos não tive dificuldades para dormir, o que me dá um pouco de compaixão da Mamãe Paixão, que ficou sozinha com ela em casa.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Homem de Família


Maria Alice melhorou. Voltou a sorrir e está alegre, assim como os seus pais com ela. Quem não está bem sou eu, com enjôos desde a semana passada, fraquezas e indisposições que culminaram em uma visita ao hospital na noite de hoje (sim, resisti muito a ir) e com um atraso fenomenal para escrever no blog, já que em um ano e meio jamais tinha deixado esse espaço em silêncio por uma semana.

Bem, vamos em frente.

Tudo isso que está acontecendo com a minha saúde funciona para demonstrar a importância que temos de nos dedicar mais à família do que a qualquer outra iniciativa. Eu, por eemplo, estou cansado não por ser pai, mas por querer abraçar o mundo enquanto sou pai, e isso não é possível, pois não tenho mais a mesma liberdade e poucas restrições que antes.

Tenho que mudar, acalmar e estar com a família de verdade, não só de coração, também com o corpo e alma. Vamos lá, aos poucos, fazendo ser como deve realmente ser um homem de família.