quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Valor Absoluto

 

Maria Alice não vota ainda, mas seus pais votarão neste domingo. Papai e Mamãe são militantes de longa data, e vão além da política: Mamãe Paixão fez muito trabalho social em favelas, e até hoje atua com deficientes mentais, além de crescer em uma família diretamente ligada ao sindicalismo no período da redemocratização brasileira. Já eu fiquei anos no movimento estudantil, fiz parte de grêmios estudantis e conselhos de Escola e agora atuo voluntariamente em ONGs e na paróquia que frequento.

Ambos temos opiniões políticas próprias e independentes, analisamos a situação social do país a partir de nossas próprias convicções, da experiência de vida que tivemos e das influências que recebemos até hoje.

Nessas eleições, felizmente, coincidimos na escolha da candidata a Presidente: Marina Silva, do Partido Verde.

Por causa disso, nossa casa está repleta de materiais de campanha. Cartazes, folhetos, adesivos, praguinhas. Faz quase três meses que a vizinhança toda sabe da nossa escolha, o que inclusive levou muitos a ter a mesma opção (e Vovó e Vovô Vergueiro, bem como Vovó Paixão, também entraram na ondaverde).

Maria Alice, naturalmente, não entende o que se passa à sua volta, mas em breve vai entender.

Ela crescerá em uma família onde a ativa participação cidadã é parte do cotidiano, onde todos se envolvem em inúmeras atividades e de várias maneiras, política e socialmente. Acompanhará seus pais votando com prazer (já é minha quarta vez para Presidente, isso com 30 anos de vida!), discutindo as alternativas e defendendo a democracia como princípio de caráter absoluto.

Mas a militância não é só política, e ela estará conosco em atividades voluntárias, ações beneficentes, doações de recursos, enfim, em tudo o mais em que formos nos envolver.

Tudo isso, espero, a levará a acreditar que a nossa participação na sociedade é importante para fazermos um mundo mais sustentável para nós e para todos. Melhor que reclamar e só falar mal, é tenta fazer, estudar a realidade, entender o que acontece e propor a mudança..

De costas para a realidade, eu e Mamãe Paixão provavelmente nunca ficaremos. E esperamos que Maria Alice também não!

Abaixo, uma visão de como está a nossa casa:

sábado, 25 de setembro de 2010

Sujando tudo


Este texto será um pouco escatológico, pois vamos falar do cocô de Maria Alice.

O motivo para isso é que trocar a filhota nos momentos de necessidades fisiológicas dela está sendo cada vez mais um tormento: não raro, temos que dar um banho nela, pois a sujeira é tamanha que é impossível limpá-la só com panos umedecidos. Isso sem contar nas vezes que vaza da fralda, e aí suja a roupa, fica a casa toda "cheirosa".

Em virtude disso, quando saímos com Maria Alice agora torcemos para que ela não sinta vontade na rua. O trabalho de trocá-la fora de casa é gigantesco e pouco lisonjeiro, confesso.

Mas como é nossa primeira filha, não sabemos realmente se todos os bebês são assim, em que há épocas que o cocô realmente faz muita sujeira e se espalha pela fralda, ou se é apenas algo relacionado à dieta dela. Pelo menos por enquanto estamos na expectativa de que seja só uma fase, como as várias outras que ela já teve nesses treze meses de vida, e que aos poucos tudo fique mais fácil e normal.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Saindo do Berço


Passar Maria Alice para dormir em uma minicama, eia a mais nova estratégia da família Paixão Vergueiro para melhorar o sono da nossa filhota linda.

O berço já está pequeno para ela, é limitante, é castrador. Maria Alice se revira, se mexe, levanta, quer sair, e ficar em uma pequena jaula de madeira (que existe para o bem de todos os bebês, claro, é só figura de linguagem) faz com que ela pareça lutar contra a sua natureza de bebê explorador que ela tem mostrado nesse ano e um mês de vida.

Nesse tópico, há alguns textos comentei sobre o sono dela e fiz um relato de como evoluíram no tempo as noites de Maria Alice. A situação não melhorou muito, ela ainda acorda bastante e todas as manhã vai para a nossa cama, mama para voltar a dormir.

Eu não gosto disso, prefiria que ela dormisse até o momento de realmente acordar, e pensamos então em passá-la para uma cama térrea e dar à filhota a possibilidade de sair dela e brincar pela manhã, andar pelo quarto, eventualmente até andar para o nosso quarto e chamar a nossa atenção, mas pelo menos ela não ficaria mais gritando e esperando a nossa ação, entediada, como faz todas as noites, em muitas delas repetidas vezes.

Perigoso? Já colocamos a grade na escada e vamos deixar o banheiro trancado todas as noites. Um tapete no lado da cama resolve, pois é baixa, não machuca. E em pouco tempo ela se adapta, não cairá da cama, tenho plena convicção disso.

E as opinões dos amigos? Muito cedo para tirá-la do berço? Existe idade ideal?

Segue abaixo uma foto de uma possível cama, extraída (será que podia?) do site da Tok&Stok:



*   *   *

Recebi uma indicação por parte do blog Mamy de Primeira, da amiga Dê Freitas. Um selo de qualidade, na verdade, e ela me indicou para receber esse selo. Dentre os outros blogs, o meu é o único de um pai.

A chegou ao blog faz pouco tempo, mas já o suficiente para um pai desligado como eu não se lembrar como foi que ela me descobriu. Desde então tem sido uma das comentaristas mais assíduas do site, junto com outras amigas como a Marisol, a Ângela, a Consuelo, a Letícia e várias outras.

Digamos que a seja a minha primeira "amiga virtual blogueira". Já comentei que existe toda uma rede de mães blogueiras que se comunica, faz sorteios de produtos, se encontra, etc. Eu sou mais tímido e nunca fui atrás de descobrir essa rede (que é escassa em pais), nem de seguir ninguém, e nesse ano e meio de blog só me relacionei com quem já era amigo mesmo. A, sem querer, abriu esse mundo para mim.

Então fica a recomendação para visitarem o blog dela e da Manuela, que completou seis meses de vida no domingo. Vale a leitura!

sábado, 18 de setembro de 2010

Cadeirinha


Independente de regulamentação, Maria Alice sempre andou de forma segura no carro. Antes mesmo de nascer já havíamos comprado o bebê conforto, como relatei no blog na época.

Agora, com um ano de vida e pesando nove quilos, já estava na hora de trocarmos o seu assento, e voltamos às lojas para pesquisar. Sem muitas boas opções (na minha opinião), acabamos optando por uma cadeirinha da Burigotto que suporta crianças de até 25 quilos e tem três reclinações. É um pouco complicada de mexer, mas parece confortável.

Maria Alice nunca gostou muito do bebê conforto. Chorava, gritava, chamava sua mãe e poucas vezes tivemos realmente sossego com ela no carro. Ficávamos mais tranquilos quando ela dormia, caso contrário o risco de escândalo era alto.

Já as primeiras impressões que tivemos com ela na cadeirinha foram muito positivas. Ela pareceu se divertir e gostar de onde estava, além de interagir mais conosco.

No fundo, eu sempre achei que Maria Alice não gostava era de ficar de costas, olhando para o banco. Como agora ela vai virada para a frente e pode ver tudo que se passa, está se sentindo mais livre e a vontade, por isso está feliz, de um jeito que me lembra até aquele bebê da propaganda do Novo Uno, sabem qual é?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Comidinhas


 Poucas vezes comentei sobre a alimentação da Maria Alice no blog. Provavelmente porque isso nunca foi um grande problema para nós, já que ela sempre comeu muito bem. Mas como estou nesse processo de fazer algumas revisões do primeiro ano de vida dela, e considerando que provavelmente não tocarei mais no assunto tão cedo, resolvi escrever um pouquinho sobre o tema.

Como todo bebê, Maria Alice começou no peito. Não sei o que acontece naqueles programas que passam na MTV (16 and pregnant - ou um nome assim) em que as mães logo após o parto já estão dando mamadeira para seus filhos, mas a nossa pequena ficou exclusivamente no leite materno até o sétimo mês de  vida.

A partir daí, entrou no berçário e passou a ser alimentada também com frutas e papinhas. Tudo muito pastoso e em pequena quantidade, que foram introduzindo novos sabores para ela.

Da mesma forma como nunca usou chupeta, Maria Alice também não se adaptou à mamadeira, e até hoje só a usa para beber água e nada mais.

Recentemente, antes de completar um ano de vida, passou a se alimentar de sopas mais consistentes, com pedaços de comida. Aos poucos, e com seus dentes aparecendo, mastigava parte da comida que recebia.

Agora mais esperta e consciente, já gosta de tudo! Ao invés das sopinhas, prefere se alimentar do nosso prato de arroz e feijão, e come inúmeras vezes ao dia e em grandes quantidades. As papinhas não foram abandonadas, mas reduzidas consideravelmente (o bolso agradece), e ela também mastiga biscoitos e chocolates. O leite materno está firme e forte, mas em menor quantidade, às vezes substituído em parte pelo leite em pó com um pouquinho de água.

Vira e mexe faz  birra e não quer comer, e aí temos que distraí-la. Um de nós dá a comida, o outro faz graça para chamar sua atenção. Mas em geral é ela que vem atrás de nós querendo comida, e a imagem da sua boca aberta falando "aaahh" é algo que para sempre guardarei com carinho na memória.

domingo, 12 de setembro de 2010

Superego


 1ª cena: Maria Alice ergue uma cadeirinha de plástico com as duas mãos e sai carregando-a  pelo supermercado.

2ª cena: Ela vê um bebê japonês de um ano, larga a cadeirinha e dá um beijo nele (na bochecha, oras!).

3ª cena: Repete o beijo.

4ª cena: Volta para o bebê, mas dessa vez dá um agarrão, aperta e o faz chorar.

*   *   *

Maria Alice não tem superego ainda, é claro. Ela faz o que lhe dá "na telha", na hora que bem quer, sem medir consequência alguma. Aperta os cachorros, mostra a língua, empurra os outros bebês (pobre Bianca, que está com ela na foto e sofreu com isso - não foi por querer!), grita, bate, etc.

E tem o pai dela, este que vos fala. Ele adora todas as traquinagens da filhota. Mamãe Paixão diz que é porque ele também queria não ter superego, e tá aproveitando esses momentos da Maria Alice para se divertir. É verdade, estou me divertindo muito!

Mas chegará a hora em que teremos que ajudá-la a tomar consciência dos seus atos, e aí não vai ter jeito. Ego, superego, inconsciente. Dá-lhe Freud!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Distância


Tirei um som com Maria Alice hoje. Ela na barriga dela, eu na minha, ambos fazendo barulho com a palma da mão. Delícia de menina, faz música com tudo, adora um pandeiro, chocalho, teclado, etc.

Ando meio distante do blog, é verdade. Além da pressão psicológica interna (só na minha cabeça, claro) por postar ter diminuído, também viajei semana passada toda e no feriado optei por ficar quase 100% com a família. Perdia muito tempo na internet de noite, entrava só para escrever e gastava horas, agora estou acessando menos. Do trabalho, naturalmente, não dá para escrever muito.

Mas há muito a falar, e retomarei os assuntos nos próximos textos. Maria Alice tá dando trabalho por esses dias...