segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Neve


Cai a neve la fora. Estou sem acento e tempo. Mas Maria Alice esta se divertindo...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Desconhecido


Partimos. Estamos saindo de viagem. Os últimos dias foram muito corridos, as últimas semanas foram estressantes, e agora saímos para nosso maior desafio desde o nascimento de Maria Alice: conduzi-la por duas semanas do outro lado do mundo, em lugares de baixa temperatura e idiomas estranhos, e sem as comodidades disponíveis no lar.

Tira passaporte, reserva hotel, estuda a temperatura, compra passagens, vai à pediatra, vai ao otorrino, pega receitas médicas,compra remédios, pesquisa preços, reserva transporte ao aeroporto, paga seguro de saúde, faz as malas, viaja. Nossa, tudo muito difícil quando se tem uma garota de um ano e três meses como companhia. E como estamos tratando da Maria Alice, que em geral dá mais trabalho que as outras garotas de um ano e três meses, já viu.


E isso com 12 horas de vôo pela frente! Não quero imaginar como vai ser ficar no avião com ela, sem nada de muito útil para fazer e lugares para ir. Oro para que dê tudo certo e seja tranquilo.

Bem, tchau! Tentarei postar de lá, o cabo da máquina fotográfica (ainda se chama assim?) está reservado. Vou a trabalho, mas a família acompanha. E voltamos em breve.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dicionário Paulistanês


Maria Alice está aprendendo o mais legítimo idioma falado pelos nativos da cidade de São Paulo:
  • Ela come bolacha, ao invés de biscoitos;
  • Seu pai está com a carta vencida, e não com a habilitação para renovar;
  • Antigamente ela chorava no bebê conforto quando carro parava no farol (semáforos não existem em São Paulo);
  • Na última Bienal do Livro foi de perua para o centro de exposições.
  • Às vezes cai na guia, já que ninguém faz idéia do que seja o meio-fio.
E pensando bem, enquanto ela não perguntar para o papai se pode tomar um chopps, até que está tudo bem, né?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desmamando os finalmentes


Acho que agora vai! Maria Alice "desmama" em breve, parece que a decisão ela mesma já tomou.

Mamãe Paixão sentenciou: as mordidas que ela dá ao mamar podem significar que a filhota não esteja mais vendo o peito como alimento. E a pediatra hoje deu bom argumento: ela está com peso e altura adequados para seus 15 meses de vida.

Então agora estamos controlando as mamadas (quer dizer, eu não controlo nada - e nem apito), só de noite, só quando já está com muito sono, e apenas para reforçar a comida do dia e renovar as energias. Caso contrário ela morde, Mamãe sofre, a filha fica de castigo e chora, e o resultado não é bacana para ninguém.

O tema da amamentação foi recorrente neste blog, típico de marinheiros de primeira viagem. Ano que vem tem mais, com a irmãzinha (já estou fazendo minha aposta no sexo do bebê) da Maria Alice. Mas acho que vai ser bem mais sossegado.

Curtam a filhota brincando - e quebrando a máquina - em sua piscina/banheira de viagem!

sábado, 13 de novembro de 2010

Por quê?



Eu sempre quis ser pai. Eu queria ser o melhor pai, melhor que o meu pai, melhor que os outros pais. Eu sempre quis ser pai.

E essencialmente eu sempre quis estar disponível para responder uma coisa aos meus filhos: os porquês.


Por que o dia tem 24 horas?
Por que alguma pessoas são más?
Por que não posso ter tudo o que eu quero?
Por que tenho que tomar banho?

Por quê? Por quê? Por quê?

Nenhuma pergunta há de ficar sem resposta, Maria Alice. Que seu pai seja competente - e paciente -  em saciar sua sede de saber, e que esta seja eternamente insaciável. (ainda mais agora que tem a internet para nos ajudar a achar as respostas!)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tela demais?


Uma amiga que conhecemos durante a campanha, a Gisela Moreau, fez um comentário interessante em uma reunião que estávamos com a Maria Alice e eu tinha levado o iPAD: vocês não estão dando "tela" demais para ela, não?

Até então, não tinha ainda parado para pensar no assunto e nem na possibilidade da filhota estar se "viciando" em televisão. Na verdade, os vídeos e as músicas sempre foram por nós utilizados como distrações, maneiras de fazê-la se concentrar por algum tempo para comer, beber, aquietar, etc.

Aos poucos, no entanto, ela passou a pedir os DVDs a todo o instante e começou inclusive a indicar os que preferia, primeiro o Cocoricó e depois assentando na Galinha Pintadinha. Com o iPAD chegando em nossas vidas, as possibilidades se multiplicaram e em virtude do YouTube agora ela vê de tudo, de Xuxa à canções infantis portuguesas (e tem algumas muito bacanas mesmo).

O comentário da Gisela, no entanto, não saiu da minha cabeça, e fiquei realmente considerando o fato de estarmos muito dependentes das telas. Nós, mais do que a Maria Alice. Mas é tão difícil, ela é tão agitada, não pára quase nunca...

Nos últimos dias percebi que está se cansando um pouco dos vídeos, já não dão mais tanto resultado. É bom, mas também significa muito mais trabalho para nós. Mamãe Paixão, pobrezinha, é a que mais sofre com a agitação quase sem fim da filhota. Vamos ver com é que fica, temos uma grande viagem pela frente e acho que até lá vou fazer uns "downloads" a mais só por precaução!

domingo, 7 de novembro de 2010

Vai melhorar?


Graciosa, charmosa e alegre, mas também mimada, birrenta e reclamona: assim é a Maria Alice.

A essa altura do campeonato, já estamos acostumados com a sua maneira, mas a grande dúvida é como ela vai reagir quando Mamãe Paixão engravidar novamente (contando com que dê tudo certo, como planejamos).

Vai se acostumar facilmente à nova realidade? Não poderá mais mamar, não terá sua mãe tão disponível como atualmente, e não será mais a rainha da casa - nem do quarto.

Eu acho que ela vai amadurecer com a situação, acho que vai gostar da ideia e vai fazer cuidar da futura irmã/irmão como faz hoje com o , nosso cachorro. Mas também acho que vai ser doloroso no começo, que teremos que lidar com todo um difícil processo de adaptação dela, de abrir mão das regalias e confortos atuais. Vamos ver, ver e torcer.

Que tudo passe rápido, mas não tanto para podermos aproveitar dela o máximo possível.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Amor de Mãe (e Pai)

 
Nenhum amor é maior que o amor de mãe. Não adianta um pai tentar, o vínculo dele com a criança não supera o vínculo da mãe, que é não somente emocional, mas também biológico. São nove meses dentro da barriga, construindo e alimentando uma nova vida. Para uma mãe que ama, o amor pelo seu filho é o maior de todos.

Por pensar assim, não consigo entender como pode haver tantas brigas pela guarda das crianças. Um pai, por mais que ame os seus filhos incondicionalmente, se tem consciência de que a mãe tenha condições plenas de cuidar das crianças, deve deixá-las com ela, caso a separação seja inevitável.

Privar a mulher de ficar com seus filhos sem razões verdadeiras para isso é egoísmo e significa tratá-los como propriedade, e a sociedade contemporânea já superou essa concepção da família como um núcleo girando em torno da vontade do homem.

Na semana passada, no entanto, uma mãe foi privada da presença do seu filho. Por outros motivos, e muito, muitos tristes eles.

Talvez se lembrem que alguns meses atrás citei o caso do pequeno Theo, que estava doente e que sua mãe relatava em blog o tratamento do bebê. Não passei a acompanhar o blog, de tão triste que os textos me deixavam ao lê-los, mas soube através da Dê Freitas que o menino não resistiu.

Sua mãe não merecia, bem como nenhuma mãe merece ficar privada do seu filho, e nenhuma criança merece sofrer indiscriminadamente. São tão frágeis, tão dependentes, e mesmo assim às vezes não fazemos tudo o que está a nosso alcance para ajudá-los.

Com o nascimento de Maria Alice me tornei bastante sensível ao tema e passei a ajudar mensalmente mais organizações sociais que cuidam de crianças no país. Algumas já apoiava antes, outras são mais recentes, mas são todas muito bem recomendadas para quem quiser contribuir no trabalho de proporcionar uma vida digna às crianças do país: AACD, Aldeias Infantis SOS Brasil, GRAAC, Fundação Gol de Letra e Pastoral da Criança.

Ainda não cumpri minha meta de apoio, e o sonho é conseguir ajudar também o Amparo Maternal, instituição exemplar de São Paulo que acolhe mulheres grávidas humildes para que possam ter o mínimo de estrutura para ter seu filho em condições adequadas.

Nessas eleições, o tema do aborto entrou de vez na agenda pública. Foi bom, apesar do debate ter sido apresentado de forma equivocada na minha opinião. Para mim, que acredito que uma vida nova se forma desde a concepção e que o feto é vida e por isso tem direito a nascer e a se desenvolver como uma criança plena e feliz, ajudar instituições que apóiam crianças em todo o país não é somente o mínimo a fazer, é também uma obrigação cidadã. E é uma forma de compartilhar um pouquinho do amor de pai que tenho pela minha filha.