sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ao chão


Depois que o bebê aprende a se levantar, tem que aprender a cair.

Maria Alice já está quase lá. Corre, tropeça e cai. Corre, tropeça e cai. Faz isso várias vezes, e em muitas poucas ela ainda chora. Só mesmo quando bate a cabeça, o que naturalmente tentamos evitar que aconteça.

Aprendeu a usar apoios para andar e subir escadas, sempre desceu camas e sofás com os pés (e não de testada, ufa!), apenas ainda não têm muita noção de altura e espaço, e se a deixarmos livre por aí ela se joga de qualquer lugar.

Enfim, aprendeu a levantar e está aprendendo a cair. Ao chão vamos todos, de uma forma ou de outra, e ela felizmente já superou aquele charme tão comum dos bebês de chorarem por suas mães a qualquer quedinha.

Que não seja necessariamente tão aventureira como a mãe (que gosta de aventuras radicais), mas tampouco tão covarde como o pai (que tem medo até de avião). O importante mesmo é se divertir!

Feliz 2011 a todos!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Presentes


Natal é igual a presentes, eis seu verdadeiro significado para as crianças. Maria Alice aprendeu isso finalmente nesse feriado, e comemorou o fato de ser a criança mais nova da família. Na verdade, a única presente na festa, e portanto o centro das atenções. Brincou, brincou, brincou. E adorou o fogãozinho de brincadeira que ganhou dos avós paternos e da tia Tati, que está na foto acima ajudando a filhota a abrir um pacote que era praticamente do seu tamanho.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Música para os Ouvidos


Talvez uma das minhas frustrações da infância seja não ter aprendido música. Realmente não me lembro o que aconteceu e o motivo de não ter sido matriculado em nenhum curso quando criança, mas é muito provável que eu estivessse na época mais preocupado com esportes do que com violão, teclados, etc., e o dinheiro da família não me permitia fazer de tudo, daí ter que escolher entre o futebol e o piano não ter sido uma decisão muito difícl para um “moleque”.

Para superar essa realidade, encontrei uma musicoterapeuta, a Mamãe Paixão. Juntei, portanto, o útil ao agradável, a música à família.

Música é importante na vida e aprendi a apreciar diferentes estilos musicais e a entender como as melodias afetam as pessoas. Trabalhada corretamente, a música pode fazer sorrir, chorar, gerar euforia, empolgação ou trazer à tonas memórias boas ou ruins.

Vivendo com uma musicoterapeuta, e apesar de não saber usar nenhum instrumento e muito menos ler partituras, é possível proporcionar à Maria Alice um ambiente bastante musical.

Como pai iniciante, tenho a impressão que a a maioria dos bebês têm bastante sensibilidade para o som, rebolam, dançam, reagem às músicas. Felizmente, Maria Alice não é exceção. Em casa, assim como muitos mães e pais amigos, oferecemos para ela vários instrumentos musicais, e temos mini-violão, pandeiro, tambor, teclado, etc. Desde cedo a ensinamo também s a fazer das suas mãos instrumento musical, “tirando sons” do seu corpo, principalmente da barriga e da boca.

Ela reage bem, e dança super feliz. Já entende algumas letras e passou a pedir músicas específicas, a gostar de algumas e rejeitar outras. Não somos puristas ou exagerados, então proporcionamos a ela de tudo, do mais comercial ao mais artesanal, como grupos de cantigas e músicas populars brasileiras.

Quando ela crescer, se quiser, podemos estudar música juntos. Violão é uma boa, mas pode ser violino também, que é até hoje o instrumento que mais me chama a atenção e aguça a audição.

Se ela desenvolver uma habilidade musical tão boa como parece ter de sensibilidade nesse momento, e quiser partir até para uma eventual carreira na área, terá também todo o apoio em casa. Mas não precisará ser uma profissional para me deixar feliz. Para isso, bastará gostar de música e, de vez em quando, dançar um pouquinho com o papai aqui!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O que acontece com as crianças?


Mamãe Paixão já reparou: as crianças parecem de não gostar de brincar umas com as outras. Fora valiosas exceções, os bebês com quem Maria Alice tenta se aproximar e desenvolver alguma relação fogem dela, rejeitam o contato ou mesmo são agressivas. Onde aprendem tudo isso?

Não é exclusividade de brasileiros, e em Londres as crianças eram frias, individualistas, apáticas. Mas é tão chato!

Tenho a impressão inicial que os bebês são naturalmente sociáveis. Maria Alice compartilha até hoje sua comida com todos, mas já não faz o mesmo com os seus brinquedos. Acho que aprendeu no berçário, e nos lugares onde vai, em que as crianças dizem (ou agem de tal forma) "é meu, sai!". É tão ruim, ontem aconteceu algo assim no SESC e ela fica tão sem graça

O gostoso é quando acontece o contrário, quando a filhota encontra uma criança sociável, alegre, que gosta de brincar e de dividir as coisas. Aí as duas se divertem e aproveitam.

Mas já vimos atitudes escabrosas, como ela ser empurrada por crianças mais velhas que não queriam deixá-la brincar em uma casinha. Por outro lado, também já vimos garotos humildes compartilharem com ela um salgadinho, e ela retribuir de volta querendo dividir a comida com eles. Tão bonito e desprovido de maldade.

Não quero que Maria Alice fique assim, egoísta, auto-centrada. Gosto da idéia dela querer dividir tudo. Mas não conseguiremos controlar totalmente suas influências, e ela aprenderá coisas boas e ruins em outros lugares. Feliz ficarei se ela souber diferenciar isso no futuro, e ter um bom coração. Depende de nós para isso acontecer (acho).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Papai 1000%


Fui aprovado no mestrado em administração pública. Além do trabalho e da família, agora terei que me preocupar também com a academia. Darei conta? A gente sempre dá, a vida se ajusta.

Há complicadores nesse caso, um deles sendo o fato de estarmos pensando em um irmãozinho ou irmãzinha para Maria Alice. O outro que o curso é pago, apesar de haver alguma chance de bolsa pelo menos em relação à mensalidade. Por fim, há alguns meses o proprietário da casa em que residimos falou da possibilidade de retomá-la para venda, e desde então estamos em compasso de espera e suspense.

Como eu disse, a vida se ajusta. Lembro-me de me passar a infância toda com apenas uma televisão na sala e seis moradores na casa. Era uma briga só, com a tradicional prevalência dos mais velhos, o que no caso significava meus pais. Mas a gente se adequava, e eu particularmente gostava da leitura como um belo substituto.

Hoje, se depender de mim, darei máximo de conforto para meus filhos, com quartos individuais, brinquedos aos montes (modernos ou não), dezenas de livros, viagens, equipamentos, etc. Não vou conseguir proporcionar tudo, naturalmente, e a tendência é que até tenhamos que apertar o cinto um pouco a partir de agora.

Não faz mal. Tendo o suficiente para vivermos felizes, estaremos bem. E o amor complementa o que faltar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Amamentando no Norte

 

Em muitas das vezes que Mamãe Paixão amamentou Maria Alice durante nossa viagem, ela foi alvo de olhares curiosos. Lá, percebemos, as mães não recebem (ou têm tempo para seguir) a mesma orientação que têm no Brasil de ministrarem exclusivamente o leite materno até os seis meses de vida da criança. Pelo contrário, as papinhas, por exemplo, são vendidas como alimentos para bebês a partir do quarto mês. É um pouco diferente do que ocorre por aqui, gerando portanto certa curiosidade o fato da Maria Alice, com quase um ano e quatro meses de vida, ainda se alimentar de sua mãe.

Com minha filha, na verdade, acho que a amamentação é em maior frequência que o normal, porque ela mama ao acordar, ao dormir, ao chorar, etc., tudo para ela é motivo para recorrer ao leite materno. Mas como estamos agora planejando um irmãozinho, Maria Alice terá que aprender a viver sem esse gostosa fonte de nutrientes, e vai sofrer um pouco com isso.

Em São Paulo, além de um verão chuvoso que já se apresenta no horizonte, é provavel que em casa tenhamos também um verão choroso. Vamos ver, espero não estar sofrendo por antecipação e depois transcorrer tudo muito bem.







sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Viajante


Maria Alice gosta de viajar, concluo. Passamos 13 horas dentro de um vôo vindo de Madri a São Paulo nesta quarta-feira e ela não deu trabalho algum, foi incrível. Dormiu várias vezes, praticamente não chorou e nem fez a tradicional "manha".

Durante a viagem também comportou-se muito bem, buscando conhecer novos lugares, não estranhando as pessoas, os ambientes, se divertindo com tudo o que fazia. Parecia literalmente um bebê descobrindo o mundo.

Era engraçado vê-la acordar em um lugar inesperado e arregalar os olhos para desvendá-lo. Brincar com a neve, pular, dançar em frente a uma instalação, rir copiando nossas grande amiga Carol Stramosk, que abriu sua casa para nós em Londres e a quem somos muito gratos. Tudo isso foi magia para a filhota e para nós.

Aconteceu de tudo por lá: teve greve de metrô, greve de controladores de vôo, trens atrasados, vôos cancelados, neve inesperada, frio muito mais forte do que o imaginado, desencontros, encontros, novas amizades, novas experiências.

Já comentei no blog que a família adora viajar. Acabamos investindo em geral mais nas viagens do que em bens físicos, e não à toa não temos carro do ano, jóias, relógios, roupas de marca, etc (ainda que eu tenha aberto uma exceção nessa regra e comprado recentemente um iPAD). São prazeres pouco duráveis os que buscamos, mas momentos de riqueza e calor humano.

Mamãe Paixão brinca dizendo que eu sintia prazer em cada bagunça e confusão que tivemos na viagem. Na verdade, eu me satisfaço com a aventura, com as situações imprevistas, com a rotina torta. Acho que a Maria Alice, de certa forma, também.

*   *   *

Ao regressar ao berçário, Maria Alice chorou demais. Foi muito triste, resultado dela ter ficado duas semanas intimamente ligada a nós, principalmente à sua mãe. Também não me aguentei vendo a desesperança dela. Nenhuma criança deveria ficar longe dos seus pais sendo assim tão jovem. Nunca.
Aproveitem algumas fotos:

 







quarta-feira, 1 de dezembro de 2010