sábado, 31 de dezembro de 2011

OI! Sou eu!


- Oi gente, cheguei!

Tá bom, tudo bem, estou dormindo desde que nasci, mas nada melhor do que aproveitar meu primeiro réveillon para vir aqui me apresentar a vocês, não?

Eu cheguei quietinha, nem chorei quando saí da Mamãe, e Papai até estranhou isso. Também cheguei magrinha - 2,660 kilos, e pequena, 46 centímetros. Perdi um pouco de peso nos primeiros dias, mas já recuperei e agora estou com aquela barriguinha clássica de bebê.

Em dois dias já estava em casa, mas antes sofri um pouco porque precisaram fazer uma lavagem estomacal em mim - estava com dificuldades para mamar e dormir em razão do que ingeri antes de nascer. Depois, foi colo e cama a semana toda, e agora estão começando as minhas primeiras cólicas, e o Papai já está tendo que ficar acordado de madrugada.

Descobri que tenho uma irmã mais velha, a Maria Alice. Ela chorou quando me conheceu, mas gostou do presente que eu tinha trazido para ela: um brinquedo maravilhoso. Depois ajudou o Papai a escolher um outro brinquedo para mim, e agora ela fica me dando beijinho quando Mamãe está trocando minha fralda e eu estou chorando. São bons os beijinhos dela, e também quando estou no seu colo, mas eu assusto quando ela tenta me pegar do carrinho: vai que quer me jogar fora!

Eu não sei como vai ser o futuro, mas estou muito feliz de ter chegado e completado a família. Papai e Mamãe me amam, e vou amá-los muito também. É muito bom nascer e estar viva, e eu sei que trouxe muitas alegrias para todos. Em 2012, eu estou com tudo!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em casa

Já estamos em casa. Como esperado, a Tarsila só dorme. A grande ansiedade agora é no seu acordar, se vai ser mais tranquila, ou nervosa como foi Maria Alice, que não sossegava se não estava no nosso colo. Torço pela primeira opção, mas não me surpreendo se der a segunda. Em ambos os casos, vai dar trabalho do mesmo jeito.


Vovó Vergueiro


 Marisol, Gilberto e Bianca (no colo)

sábado, 24 de dezembro de 2011

A caçula 2, a missão

Maria Alice até parece feliz nas fotos, mas ela está mesmo é morrendo de ciúmes da Tarsila. No começo não queria papo, depois queria pegá-la no colo, e aí chorou a perda do "reinado". Escreverei sobre isso em breve.

 


 
Tia Tati e Tarsila

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal no Hospital


O Natal dos Paixão Vergueiro será no hospital, já que Mamãe Paixão só vai ter alta no domingo, ou talvez segunda.

Tudo bem, faz parte, e vai ser até diferente. Nunca passei o Natal longe dos meus pais nesses curtos 31 anos de vida. É curioso, pois sou o único da família, já que o meus três irmãos já realizaram essa façanha antes.

Natal em família não é nada muito fenomenal. Quando criança íamos para Guaratinguetá e no reuníamos com os primos e os tios. Depois, passamos a celebrar aqui em São Paulo mesmo, já que as crianças cresceram e os tios foram falecendo.

Como é o único momento do ano em que estamos todos reunidos em ceia e troca de presentes, eu aprendi a valorizar o Natal pelo que ele realmente representa: união e amor em família. Não ligo para as festividades e para as decorações, nem árvore faço questão de ter, desde que estejamos todos juntos (mas criança é criança, e com certeza ainda vamos fazer uma aqui em casa).

Dessa vez não. Dessa vez estaremos no hospital, junto às outras mães e seus bebês e às enfermeiras. Será que vai ter ceia?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mamãe 2.0

Algumas fotos, já que muitos não viram a Mamãe Paixão grávida dessa vez:






Tudo novo de novo

Está tudo muito corrido nesses últimos dias antes do nascimento da filhota, como vocês podem perceber pelo meu sumiço.

Por vários dias seguidos pretendi escrever no blog, mas não faltaram motivos que me afastaram disso: trabalho remunerado, trabalho voluntário, família, e a minha metódica birra de não gostar de escrever nem textos “Oi, tudo bem?” e nem de não colocar pelo menos uma foto .

Bem, vamos que vamos.
 
Tarsila nasce em dois dias, e já estamos prontos finalmente. Vai começar tudo novo:
  
  • Ir para a maternidade com malinha;
  • Sair da maternidade (e sem “saída da maternidade” especial, que Mamãe não liga para isso);
  • Apresentar Tarsila à família;
  • Amamentar nos momentos em que ela acorda, nos primeiros dias, e depois para fazê-la se alimentar e dormir, por muitos meses;
  • Acordar de madrugada para ampará-la;
  • Lidar com cólicas (e não refluxo, espera-se);
  • Receber visitas, levá-la para visitas;
  • Escolher pediatra;
  • Fazer plano de saúde;
  • Dar vacinas;
  • Comprar 500 fraldas;
  • Introduzir sucos e alimentos;
  • Etc...
E por aí vamos, de novo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Abrindo o verão!


Marquem na agenda: dia 23 de dezembro de 2011, por volta das 16 horas da tarde, nascerá Tarsila Maria Paixão Vergueiro, a Tatá.

Abrindo o verão, pronta para o Natal, chegará a caçula dos Paixão Vergueiro.

Aquela que fecha o ciclo, que garante a supremacia feminina na casa, que será cuidada e "carinhada" pela Maria Alice, a irmã mais velha e ciumenta.

Tarsila vem aí, agora com hora marcada. Que venha em paz e abençoada!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sempre Alerta


Se minhas contas não estão erradas, Mamãe Paixão está entrando na sua trigésima sexta semana de gestação, completando portanto o nono mês, e alcançando aquele momento de angústia na família:

- Tarsila pode chegar quer momento!

Um único telefonema que eu receber, qualquer reclamação, dor, gemido, movimento brusco, e pode ser a hora. A partir de agora todas as atenções são concentradas na Mamãe e nas suas reações. Já não sairemos tanto de casa, não vamos viajar, não vamos fazer Natal em família. É repouso, cuidar da Maria Alice, preparar as bolsas para a maternidade e esperar, esperar...

Um bolão para o dia, talvez? Quem acertar ganha um sorriso!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Scenic


Eis que então os Paixão Vergueiro são proprietários de um novo carro, com espaço suficiente para caber Maria Alice, Tarsila e todos os brinquedos das meninas.

O escolhido foi o Scenic Privilege, uma minivan da Renault que saiu de linha ano passado e que conseguimos encontrar em um valor cujo financiamento caberá no nosso curto bolso de classe média paulistana.

Tem até mais do que eu esperava: porta cachaça para o papai e para as meninas, apoio para os braços no banco da frente, mudança do volume do rádio no volante e etc. Além disso, é o meu primeiro carro que não é 1.0 e que tem ar-condicionado, um grande avanço na vida de um homem!

Mas o melhor de tudo foi ter conseguido fugir de comprar um sedã, ideia que não nos inspirava nem um pouco aqui em casa. Ufa!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Muita calma!


Se tem um pedido que eu gostaria de fazer para a Tarsila antes da sua chegada é: seja calma, filha!

- Por favor,  seja calma, cuide bem do papai e da mamãe, porque ambos já tiveram muito trabalho com a Maria Alice, a sua irmã mais velha, e não estão com muito pique para passar por tudo isso de novo!

- Está vendo como a Maria Alice é brava? Como é birrenta e quer mandar em todos? Está vendo como sua irmã é, segundo diz fazendo graça o Vovô Vergueiro, “uma pilantrinha”?

- Pois é, por isso que esperamos que você seja o contraponto dela, o yin desse yang, o equilíbrio harmonioso que nossa casa tanto precisa.

- Até, claro, chegar mais um irmãozinho ou irmãzinha...

sábado, 19 de novembro de 2011

E a Tarsila?


Bem, a Tarsila tá chegando. Agora já são oito meses e algumas semanas de gestação, e está se aproximando o momento em que o nascimento será iminente. Quase lá, Papai, quase lá!

Essa gestação foi mais difícil que a da Maria Alice. Bem, primeiro porque tínhamos a própria Maria Alice para cuidar, claro! E como ela deu trabalho!

Segundo, porque a placenta demorou para "subir" (não sei o termo técnico, desculpem-me). Em virtude disso, a Mamãe teve que ficar sem fazer muito esforço desde cedo, não carregava peso, não pegou mais a Maria Alice no colo. Tivemos que tomar cuidado redobrado.

E, finalmente, porque a própria Mamãe Paixão sentiu mais a gravidez dessa vez. Quando foi com a Maria Alice, ela estava em um ritmo de trabalho próprio fazia anos, e então o impacto da gestação no corpo foi pequeno, e a rotina não foi muito alterada. Agora o ritmo era outro, o corpo sente de forma diferente, e a Mamãe está tendo insônia, muitas dores, etc. O impacto físico está maior.

Enfim, nada disso importa, na verdade, desde que Tarsila venha bem, em paz e completamente perfeita aos nossos olhos, que é o que vai acontecer.

Tatá tá chegando, Tatá tá chegando!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ela não!


De todos os bebês, um não poderá participar da atividade que a Mamãe Paixão fará no dia 26, pelo Música Materna: a Maria Alice!

Maria Alice, com 2 anos, não larga ainda a barra da saia da mãe. Como implica essa guria! Mamãe não pode fazer nada que a filhota não venha atrás correndo, e queira, ou atrapalhá-la, ou fazer igual.

Isso vale para o computador, ver TV, lavar louça, varrer a casa, estender a roupa, etc.

O trabalho do papai, portanto, é distrair a pequena, fazê-la seguir para outras atividades, outras brincadeiras, e dar uma folga na sua mãe grávida de oito meses.

Passei a dar banho nela quase todas as noites, a ficar com ela na cama brincando, a levá-la para passear, e por aí em diante. O efeito é limitado, é claro, mas pelo menos alivia um pouquinho o "fardo" da Mamãe Paixão.

Pobre Mamãe!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Convite - Música Materna Bebês - 26/11

Como já sabem, a Mamãe Paixão tem uma iniciativa chamada Música Materna - www.musicamaterna.com.br - que há pouco tempo divulguei aqui pedindo a opinião de vocês para escolher a logomarca.
Bem, a opção vencedora, em um apertado embate com mais de 20 votos, foi a mais smiples. Obrigado a todos por contribuírem com suas opiniões!

Dando continuidade a esse trabalho, e a pedido da Mamãe Paixão, gostaria de convidar as mães e seus bebês (de cinco meses a três anos, divididos em duas sessões) para uma atividade gratuita que será realizada pelo Música Materna aqui em São Paulo, no próximo dia 26, um sábado.

Ampliado

Ficou pequeno para ler? Então seguem mais detalhes:


Convite - Música Materna - Bebês - Evento Gratuito - Vagas Limitadas

Aula aberta de musicalização para bebês, com sorteio de presentes para os bebês da loja Cegonha Feliz e de sessões de drenagem linfática e pilates para as mamães com a equipe de fisioterapeutas da saúde da mulher.

Dia 26/11 às 14 e 15 horas - Vagas limitadas
Local- Espaço Janua Lucis - Major Freire , 190 ao lado do metro São Judas.
Inscrições-  contato2@musicamaterna.com.br  ou pelos  fones : 6355-6813/ 3492-0893 c/Mara
www.musicamaterna.com.br

Traga seu bebê e desfrute desse momento mágico!

*   *   *

Quem puder divulgar, eu agradeço! E em breve volto com carga total falando das meninas, essas duas últimas semanas andaram bem puxadas.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Culpa


Desde que Maria Alice nasceu, um sentimento me acompanha: a culpa.

Até hoje, sempre que tenho algum compromisso de noite ou preciso ficar sozinho no sábado concentrado no trabalho, sinto-me culpado por não poder ajudar a Mamãe Paixão a cuidar da filhota, principalmente porque eu sei o trabalho que ela dá.

Não é culpa nem da Maria Alice e nem da Mara, que em nenhum momento me pressionou para ficar exclusivamente em casa. Mas em todas as poucas oportunidades em que me estendi de noite tomando uma cerveja com os amigos, ou nas reuniões que acontecem com certa periodicidade durante o mês (fruto do meu espírito associativista exacerbado), senti essa estranha sensação de estar fazendo algo errado - e que o certo era ficar em casa ajudando.

Com a Tarsila esse sentimento vai aumentar, naturalmente. E é parte da experiência de ser pai.

domingo, 23 de outubro de 2011

É meu!


1. O "espírito do capitalismo" tomou conta da Maria Alice. Agora ela sabe que tem coisas que são dela, só dela, e vocaliza isso de forma clara: - É meu!. A boneca é dela, a roupa é dela, o teclado é dela. Tudo é dela, e quando não quer mais, é da Tatá. Um dia ainda vou ensinar a ela a diferença entre "posse" e "propriedade", que vai perdurar até a filhota começar a gerar sua própria renda.

2. Quando alguma coisa quebra em casa, a culpa - É do Papai!. Acho que foi Mamãe Paixão que ensinou isso para ela...

3. Faz algumas semanas que Maria Alice finalmente começou a falar pelos cotovelos. Agora faz frases, conjuga verbos de forma atrapalhada e diz as coisas que quer e que não quer com firmeza. Também canta bastante com sua mãe.

4. Aprendeu a contar até dez, em português, e a até três, em inglês. Sobe as escadas contando degraus, come contando as colheradas e, principalmente, pede toda noite "doi danininho".

5. E, finalmente, ainda não tem um guarda-roupa e nem um carro novo, já que nada está dando muito certo aqui em casa. Mas chegamos lá!

Só algumas atualizações da filhota, para registro nos seus dois anos e dois meses de vida.

domingo, 16 de outubro de 2011

A Favorita


A revista Isto É publicou um artigo na edição de número 2.186, duas semanas atrás, debatendo sobre o fato dos pais terem filhos preferidos.

Para quem cresceu em uma família com quatro crianças, como eu, esse nunca foi um grande problema: era impossível privilegiar qualquer um dos quatro, pois os outros três reclamariam o tempo todo.

As famílias que contam com um único filho também não têm esse problema: ele é sempre o filho preferido (talvez venham a ter um problema inverso - qual é favorito da criança, pai ou mãe?).

Com dois filhos, porém, como será o caso dos Paixão Vergueiro muito em breve, esse questionamento pode surgir uma hora. Crianças são espertas, e eu não me surpreenderia se qualquer uma das meninas vier no futuro a afirmar que um dos seus pais prefere a irmã, como forma de conseguir mais vantagens da gente.

Não tenho muito essa preocupação, a bem da verdade. Poderão reclamar a vontade, Maria Alice e Tarsila, mas saberão as duas que não haverá preferências em casa e que terão os mesmos direitos e deveres, respeitadas as condições específicas de cada uma.

A Maria Alice, por exemplo, sendo dois anos mais velha, viverá certas experiências antes da sua irmã. Ao mesmo tempo, sentirá mais a pressão de dar o exemplo para a mais nova, do mesmo jeito que eu sempre me senti em casa sendo o primogênito.

Faz parte da relação de ter irmãos, e é consideravelmente saudável, pois juntas aprenderão a ter limites, a respeitar o que é comum e o que é de cada uma, e terão uma amiga em casa para brincar sempre que possível.

Ah, com relação ao artigo citado no início dessa postagem, ele afirma que é natural os pais terem mais afinidade com um dos filhos, como resultado das características e perfil de cada um. E recomenda aquilo que sempre ouvimos dos nossos pais: negar até o final a predileção.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

No Pronto Socorro


Recentemente fomos os três para o pronto-socorro: Mamãe Paixão e Maria Alice e eu. Até aí nenhuma novidade, pois praticamente em todas as vezes que fomos ao hospital era por causa da Maria Alice, e sempre fiz questão de ir junto.

O que foi diferente da última vez é o fato de a Mamãe Paixão também ter ido a uma consulta, já que não estava se sentindo bem e, claro, nós tomamos todos os cuidados com ela nesse período de nova gravidez.

Aí sobrei sozinho com a Maria Alice na pediatra e ela recomendou um exame de sangue: exatamente a última coisa que eu gostaria que acontecesse. Tirar o sangue dela foi um sofrimento para ambos, e um pouco sobre esse breve acontecimento vocês podem ler na figura acima, que reproduz parte da página 32 da edição deste mês da revista Crescer.

A revista já está nas bancas e vale a pena comprá-la - principalmente para os pais, claro! (o merchandising é por minha conta)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Música Materna - Escolha da Logomarca

Muitos talvez ainda não saibam, mas a Mamãe Paixão (Mara) iniciou esse ano um projeto chamado Música Materna (http://www.musicamaterna.com.br/), onde ela desenvolve atividades musicais com bebês e com gestantes de forma a aproveitar o impacto positivo que a música proporciona às pessoas.

Como todo projeto iniciante, esse está levando um tempo para engrenar, e o fato da Mara ter engravidado logo em abril prejudicou um pouco o andamento das coisas, pois não tivemos condições de investir muito tempo e dinheiro naquilo que eu acho principal para o seu sucesso: uma divulgação bem feita e bem dirigida (meu “sangue administador” inclusive já queria elaborar plano de negócios, buscar capital, etc.).

Faz tempo que eu queria mencionar o Música Materna aqui no blog, mas a vergonha que tenho do site amador que desenvolvi para o projeto, e a ausência de uma logomarca, me fizeram segurar um pouco o comentário.

Agora, a própria Mamãe Paixão me fez um pedido - das duas opções de logomarca abaixo, ela quer saber a opinião de vocês sobre qual fica melhor: a que tem o rosto da moça ou a que não tem esse rosto.

Parece apenas um detalhe, já que o principal da imagem está elaborado, mas é um detalhe que não estamos conseguindo definir os dois.

Vocês podem nos ajudar? É só deixar um comentário aqui no blog, indicando se tem preferência por uma das duas logos. Ah, e obrigado!

domingo, 2 de outubro de 2011

O Carro da Família

 
Bem, esse é um texto sobre os pais, e não sobre as meninas. Trata-se da nossa dificuldade em escolher que carro comprar, e sobre a agonia que é passar por esse processo, principalmente quando não se tem muita clareza do que se quer e quando as opções disponíveis são limitadas.

Vamos começar pelo que nos restringe:
- Os recursos para comprar o carro (o que inclui entrada e capacidade de financiamento);
- O tamanho da garagem, que tem no máximo 3,70 metros apertados, com dificuldade para manobrar;
- A necessidade do carro ter espaço para duas crianças e toda a bagagem que é resultante disso.

O que gostaríamos de ter:
- Um bom e completo carro novo, para facilitar a manutenção e poder ficar com ele uns 10 anos pela frente;
- Um carro mais alto, com melhor visibilidade de direção;
- Um pouco de conforto interno, com rádio, travas elétricas, e o meu item preferido de sempre, o "porta-cachaça". Se possível, automático.

O que vamos realmente ter:
- Algum "sedan da vida". A última e menos desejada opção, mas a mais viável dadas as condições;
- Um carro usado, com cerca de três anos de fabricação, e no qual o valor de venda do nosso atual carro contribua com cerca de 50% do custo do carro novo.

Nosso sonho de consumo é um Doblô, que seria esse sim o carro da família que agradaria a gregos e troianos, ao papai e à mamãe. Pelo que tudo indica no momento, vamos acabar ficando com um Renault Logan. Torço por uma reviravolta de última hora, vamos ver. Novidades em breve.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Chá de Bebê?



Segunda filha... tudo de novo?

Ahhh, estamos com uma preguiça de fazer o chá de bebê! Não é por falta de vontade, mas por cansaço mesmo. Na gravidez da Maria Alice tínhamos mais tempo, mais tranquilidade, e até mais amigos, já que na ter uma criança em casa resultou em mudanças na nossa vida social.

Na primeira gravidez fizemos dois churrascões em casa. Foi bom, os amigos vieram, comeram, beberam, jogaram Wii e trouxeram presentes. Dois sábados seguidos de muita diversão, mas também de arrumar a casa, comprar carne, cerveja e refri, fazer faxina depois, etc. Não temos mais o mesmo pique!

A álternativa foi então dada pelo amigo de longa data Evandro, pai da Clara e da Helena: fazer o chá-de-bebê em algum espaço externo, como ele fez, em um bar de espetinhos e no período da tarde, por exemplo.

Pode ser uma boa ideia, vou pensar nisso. Mas não conheço nenhum lugar interessante na região em que moramos (que cobre o Paraíso até São Judas). Alguem tem para indicar? Estou pensando em uma data: 15 de outubro.

Tic-tac tic-tac. Tarsila tá chegando!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ciúmes de Você


O comportamento da Maria Alice mudou, já conseguimos perceber. Acho que é a Tarsila que a está afetando e a deixando mais arredia. Não que a Maria Alice tenha sido um bebê fácil, ficará para sempre na memória as minhas incontáveis noites e finais de semana andando com ela para lá e para cá para que não chorasse, mas parece que agora há um motivo próprio para ela estar assim: ciúmes da irmã.

Ela pede muito colo, e sabe que sua mãe só pode ficar com ela sentada, já que não está podendo carregar peso. Tem explosões de “birra”, momentos em que parece só se acalmar dormindo. Sabe que a “Tatá” está vindo, e tudo o que ela não quer ou não deseja mais diz que é para a futura irmã: o berço, as roupas, a mamadeira, etc.

Me parece principalmente que ela pressente que está perdendo um pouco de espaço na casa, e que sua mãe não é mais exclusivamente propriedade dela.

Vamos ver, ainda tem três meses pela frente. A tendência é piorar um pouco, mas não teremos como fugir disso. A estratégia será fazer ela co-partilhar nossa experiência ao cuidar da Tarsila assim que ela nascer. Dar banho, ajudá-la a vestir, niná-la, ou seja, fazer com que a Maria Alice atue em casa junto de nós, e não fique isolada ou sozinha quando precisarmos dar atenção à caçula. É mais um belo desafio pela frente.

sábado, 17 de setembro de 2011

Guarda-Roupa


E só nos restou o branco!

Mesmo tendo comprado todos os móveis da Maria Alice na cor marfim (o que inclui berço, cômoda e bicama), na hora de ampliar para ter um pouco mais de espaço para guardar as roupas dela e da Tarsila, eis que só nos resta o branco no mercado de móveis para bebê.

"Saiu de linha" é a expressão ouvida. Ouvida e vista, pois é praticamente só essa cor que resta nas lojas.

Não fosse a persistência da Mamãe Paixão, vasculhando os cantos e recantos, não teríamos achado um modelo de guarda roupas que nos agradasse, de madeira e ainda na cor marfim. Se fosse por mim, teríamos comprado mesmo era em uma dessas lojas normais de móveis, um mais mais alto e garboso, para durar a vida toda. Mas vai ser um de criança mesmo, com vidro, janelinha, etc. Bem, aqui quem manda são as meninas!

Aliás, guarda roupa ou guarda roupas? Com hífen ou sem? Sei lá!

domingo, 11 de setembro de 2011

Primas


Recentemente me voluntariei para escrever um pequeno texto a uma revista mensal que trata do desenvolvimento infantil e dos pais, e eu deveria apresentar um caso curioso que aconteceu comigo e com a Maria Alice.

Não tive muito sucesso na primeira tentativa, e acabei mandando três "reflexões de pai". Precisei depois escrever um outro texto, mas achei que seria legal compartilhar os meus "pequenos pensamentos" por aqui. Seguem:

Ensinar limites dá trabalho

Maria Alice é uma menina difícil. Completou dois anos em agosto e ainda tenta o tempo todo impor suas vontades sobre nós. Quando pedir para parar não basta, temos duas opções: o prêmio ou o castigo. O prêmio vicia e deixa de ter valor, e oferecer chocolate todas às vezes, por exemplo, perde seu efeito com o tempo. Já o castigo, antecipado pela necessária ameaça, não pode ser utilizado muitas vezes, sob o risco de também perder seu valor pedagógico pela repetição. Mas não dá para não fazer nada, e é preciso ensinar limites para a criança. No nosso caso encontramos uma terceira opção: uma irmãzinha. E assim a Tarsila virá ao mundo no final do ano, e uma nova fase de aprendizado da sua irmã mais velha começará: o limite imposto pela existência de outras crianças na casa, mostrando que ela já não é mais a única rainha do pedaço.

Amamentação e seus efeitos

Por um bom tempo acreditei que o motivo de parte das dificuldades que tínhamos com a Maria Alice vinha do fato dela continuar amamentando. Dormir, por exemplo, era muito difícil, pois ela tinha sido acostumada a fazer isso no peito e acordava duas ou três vezes na madrugada para mamar. Às vezes, até mais. Tentamos várias alternativas: compramos uma mini-cama , deixávamos uma luz acesa, e ela não se alterava. Qualquer choro de dia, qualquer birra, e para o peito ela ia. Debati muito com minha esposa o que fazer, e só realmente “desmamamos” a Maria Alice quando sua mãe engravidou novamente e ela já tinha quase dois anos. No fim, tirar o peito foi como uma brincadeira para a filhota, e em alguns dias ela nem lembrava mais que amamentava. Ufa! Os problemas de sono, porém, continuaram por pelo menos mais três meses. Talvez eu não estivesse tão certo assim, no fim das contas.

Vem mais uma aí

A caçula ainda nem nasceu, mas já estamos preparando a Maria Alice para a chegada da sua irmãzinha. A escolha de um apelido para a Tarsila, “Tatá”, ajudou a fazer com que a filhota tivesse facilidade de se identificar, aprendendo desde cedo a chamá-la pelo nome. O contato com a barriga da mãe também é constante, e ela sabe que a Tatá está lá, mas não percebe que foi de lá que ela saiu também. No quarto já aponta: o berço é da Tatá, a mini-cama é dela. E as roupas que não cabem nela – ou as que ela não quer – também já são da irmãzinha. Não sei como vai ser quando a Tarsila efetivamente nascer no final do ano, mas espero que essas pequenas ações que começamos desde já ajudem na adaptação. Estou torcendo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Como cresceu!


Maria Alice mudou muito nesses dois anos. Provavelmente mais do que mudará a partir de agora, em que o seu desenvolvimento passará a ser mais gradual.

Fiz uma pequena lista para registrar em que pé estamos no desenvolvimento da filhota. Vou deixar algumas coisas de lado, com certeza, mas nem sempre dá para lembrar tudo. Vamos lá:

1 - Finalmente o sono da Maria Alice entrou nos eixos. Depois de muito sofrermos com isso, faz um mês que ela passou a dormir a noite toda, com algumas poucas exceções. Ufa!
2 - Comida não é um problema para a filhota, e até Vovó Vergueiro se assustou de como ela gosta de verduras e legumes. Mas adora uma carne também, e foi bem acostumada a comer arroz e feijão, assim como seus pais. Também come frutas sem problemas.
3 - Falar nunca foi o dom da Maria Alice, mas ela adora se comunicar. É expressiva e fazia mímicas desde antes do seu primeiro aniversário. Agora já sabe muitas palavras, mas demonstra ter um pouco de vergonha quando é para dizer algo diferente e novo para ela.
4 - Anda bem, mas também não saiu andando por aí novinha. Gosta muito de colo, e se atrapalha um pouco na corrida.
5 -  Sua personalidade é forte e ela gosta de mandar. Dá muito trabalho quando não consegue o que quer e impor limites é um desafio importante para nós no processo de formação do caráter dela.
6 - Não gosta de receber broncas. Sabe quando faz algo errado - e às vezes até faz de propósito - e disfarça bastante na hora da bronca: faz carinho ou muda de assunto. É esperta e maliciosa.
7 - Reconhece o que é ficar de castigo. Faz de tudo para evitar isso - e nós recorremos muito pouco a esse expediente para não vulgarizá-lo.
8 - Tem grande sensibilidade musical. Já tem ritmo (à diferença do Papai) e gosta de dançar, além de tocar instrumentos musicais. Tudo fruto do intenso trabalho de musicalização da Mamãe Paixão.
9 - Adora pintar. Tem um balde de lápis de cor e canetinhas, e está sempre pedindo papel para rabiscar. Pega a folha e pede para colar na parede, para que ela possa ver e pintar ainda mais.
10 - Gosta de livros e de ouvir histórias.
11 - Banho é com ela mesmo. Chora na hora de sair, reclama se esquecemos de escovar seus dentes e gosta de ficar fazendo caretas no espelho.
12 - Parece gostar da ideia de ter uma irmã, ou pelo menos já está consciente da vinda da "Tatá". Separa itens para ela, principalmente aquilo que não quer mais vestir ou que não cabe nela.
13 - Pede "ate", muito "ate" (chocolate).
14 - Reconhece os quatro avós. Adora ir na casa deles e ser mimada o máximo possível. Não dá sossego aos avôs, faz deles o que bem quer, mandando levantar, sentar, levantar, sentar, inúmeras vezes ao dia.
15 - E, acima de tudo, tem grande amor pelos seus pais!

domingo, 4 de setembro de 2011

Aniversário


E então Maria Alice completou dois anos de vida. Foi uma quinta-feira e eu não estava em casa, viajei quatro dias antes e só cheguei bem tarde na noite em que ela fez aniversário, por isso não consegui dar os parabéns de forma apropriada.

Tudo bem, estou perdoado. Maria Alice ainda não entende bem o que é comemorar aniversários, mas já gosta de bater palmas, assoprar velas, cantar parabéns e, principalmente, comer brigadeiros.

Está chegando a hora em que vai pedir uma festinha só para ela. E aí quem vai dançar sou eu.

No final das contas Vovó Vergueiro ajuntou a família, comprou bolo, uma vela "metida a besta", fez uns doces e todos cantamos parabéns para a filhota no mesmo domingo em que foi celebrado o Dia dos Pais. Comemoração em dobro!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Meu presente


E aí, já passou o Dia dos Pais? Quando é que é?

Ossos de ofício me impedem de estar mais presente nesse espaço, e por isso muitos comentários relevantes (e alguns apenas rotineiros) estão ficando para trás.

Esse ano o Dia dos Pais foi como um dia qualquer na minha vida, tirando o fato que eu ganhei um presente da Maria Alice, que na verdade ela achava que era para ela e só após muita insistência da sua mãe foi me dar.

Como sabem, não sou ligado em datas comemorativas e presentes. Restrições financeiras na família, quando eu era criança, fizeram com que eu não tivesse o hábito de dar e receber presentes. Convenções sociais mudaram um pouco essa realidade para mim, e as meninas vão com certeza terminar o serviço, e vou dar ainda muitos presentes em família. Meu maior presente, no entanto, vai ser sempre estar com quem eu amo, e nunca esperarei nada diferente disso.

De qualquer forma, nosso Dia dos Pais foi caseiro, e efetivamente o que fizemos de diferente foi cantar parabéns para a filhota, que viria a fazer aniversário alguns dias depois. Mas isso é assunto para o próximo “post atrasado”.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Infecção


Maria Alice está com infecção urinária, e o Papai aqui está assoberbado de trabalho. Ô vida dura!

A filhota voltou para o antibiótico, e assim seguirá por uma semana, o tempo indicado pela médica. Ela já estava tendo febre havia três dias e não tivemos outra alternativa a não ser fazer exames de sangue e de urina para tentar descobrir o que ela tinha. E como eu sofri nesse exame de sangue! Mamãe Paixão também estava sendo atendida por uma médica e não pôde ficar conosco, aí coube a mim segurá-la na hora "h". Seu covarde! Chorei junto.

Agora é esperar e ver se ela melhora, e torcer para que não precise passar por tudo isso novamente. Até lá, tenho muitos textos atrasados para escrever no blog.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

2 anos de Maria Alice

Estou em um evento fora de São Paulo e sem foto ou meios para fazer uma postagem completa, então passei só para deixar uma mensagem e o dia não passar em branco:

- Hoje Maria Alice faz dois anos!! Parabéns filhota!! Papai te ama!!

Uhuuuuuuuuuuu!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tarsila Maria Paixão Vergueiro


 

Bem, eu me excedi um pouco nas regras apresentadas no último texto. Não é que a filhota terá necessariamente um nome composto, acho que o mais correto é dizer que ela terá dois primeiros nomes, como ocorreu com minhas irmãs, que se chamam Clarissa Maria e Tatiana Cristina.

Nesses casos, o segundo nome é um complemento ao primeiro, um charme que as torna diferentes das demais Clarissas e Tatianas, mas raramente é utilizado e muitos sequer sabem que ele existe.

Será provavelmente o mesmo com a nossa caçula, a Tarsila.

O "Tarsila" foi escolha da mãe, inspirada em Tarsila do Amaral, a artista. Se “Alice”, a primeira escolha de Mamãe Paixão, representava o lúdico e a fantasia, “Tarsila” apresenta o mundo das artes, da pintura, da criação que surpreende.

É um nome incomum, e reforça a intenção de caracterizar quem o recebe como uma pessoa única, especial e distinta.

O segundo nome é óbvio, e é uma escolha minha: Maria. Uma continuada homenagem à família, avós, tias, mãe e irmã, que contam com essa mesma alcunha. Também uma homenagem respeitosa à religião e valores nos quais baseio meus princípios e atuação cotidiana.

A individualidade de Tarsila se junta à universalidade da Maria e temos uma criança, uma futura mulher.

Uma nova Paixão Vergueiro.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Como definir um nome?

Ok, sabemos que é uma guria, como agora decidir o nome que a nova filhota terá e que a acompanhará por toda a vida?
Considerando esse importante desafio, os Paixão Vergueiro definiram algumas regrinhas de casa:

- Nomes têm que ser compostos (essa é uma regra minha);
- Quem escolheu o primeiro nome antes, escolhe depois agora (eu escolhi "Maria" na primeira vez, agora é com a Mamãe Paixão);
- Não podem ser os mais óbvios, nem os mais populares.
- A criança tem que gostar do seu nome, sentir que ele representa quem ela é;
- Dentro do possível, evitar nomes que seja facilmente referenciados a palavrões, rimas xulas, brincadeiras, etc.

Qual então o nome da já carinhosamente apelidada de Tatá, a futura irmã da Maria Alice?

Suspense...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Três Riscos


São apenas três riscos identificáveis no ultra-som, mas fazem toda a diferença: vamos ter outra menina!

E se assim quis a sorte dos Paixão Vergueiro (ou o destino da família, dirão alguns), que nossa casa seja recheada da alegria feminina, da sua sensibilidade, do seu carinho e afeto!

Maria Alice vai ter agora alguém com quem dividir o quarto, os brinquedos, o seu dia a dia. Vai poder ensinar à irmã mais nova tudo o que aprender antes, vai poder niná-la, fazer dela o bebê que foi para nós, e quando crescerem vão se divertir juntas.

Nesse momento, eu não sei exatamente o que esperar. Em se tratando de menina, só consigo pensar na Maria Alice. Então não posso sequer imaginar como será o rosto da caçula, sua personalidade e estilo.

Será tão durona como sua irmã mais velha? Nos dará o mesmo trabalho que Maria Alice? Ou será tranquila e calma, do jeito que nos faz invejar os pais que têm bebês que pouco dão trabalho em casa?

Veremos! Agora é torcer para que os próximos cinco meses transcorram em paz, e que a nova filhota nasça perfeita e linda. Será a filhinha do Papai versão 2.0!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quase lá!


Quarta-feira vamos ao laboratório e Mamãe Paixão vai fazer um ultra-som. Se tudo der certo, nesse dia saberemos qual é o sexo do novo bebê e poderemos, então, divulgar o nome da criança.

Já temos praticamente definidas as duas opções, faltam só alguns "acertos" entre os pais (basicamente combinar os nomes compostos) do futuro ou futura Paixão Vergueiro.

Eu tenho minha torcida, se me perguntarem se prefiro menino ou menina. Mas não estou muito otimista não. Na verdade, como bem sabem, não faz muita diferença, pois o amor e a dedicação que darei à criança será igual, independente de qual sexo venha.

Vamos ver, vamos ver. Quem sabe no próximo texto desse blog eu já tenha novidades!

sábado, 30 de julho de 2011

Meu Guri


Maria Alice é uma "pirralha". Pula, grita, dança, bate, chuta, faz charme, faz de tudo o que tem vontade e do jeito que bem quer, inclusive reclamando o máximo que pode quando se depara os limites impostos por seus pais.

E eu adoro tudo isso. Adoro ver nela ainda a ausência das restrições que crescer impõe, adoro vê-la fazendo arte sem ter que se preocupar com a reação dos outros, com a sujeira, com o perigo, com as broncas.

Mesmo esse sadismo tão típico das pequenas crianças, de puxar o rabo dos gatos, bater em outros bebês, morder seus pais, e dar risada enquanto faz isso, me atrai, me excita, me faz perceber que ela ainda guarda parte da pureza natural dos bebês, que aos poucos ela irá perder.

Maria Alice é a minha "pirralha", a minha "moleca". Mamãe Paixão diz que ela é igualzinha a mim, que eu me vejo nela e e por isso adoro todas as molecagens que ela faz, como derrubar 500 vezes a mesma caixa de papéis no chão, puxar minha barba, etc..Mamãe Paixão está certa, e por isso eu adoro todas as artes que minha filha faz.

Mas o amor de um pai por aquela que dele também se originou é muito grande, e seria egoísmo meu parar na Maria Alice. Eu quero compartilhar esse amor com o irmão ou com a irmã dela, e por isso estou radiante com a gravidez de Mamãe Paixão, que caminha agora para fechar o quarto mês de gestação.

Um guri só não basta para mim. Eu quero dois aqui em casa!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dedé


Quem quer "papá"? - Dedé!
Quem fez xixi? - Dedé!
Que vai passear? - Dedé!
E qual o seu nome? "Ariaaaaaaa!"

Pois vejam só, Maria Alice já tem apelido, Dedé, que ela mesma criou.

De onde surgiu essa alcunha nós não sabemos, mas tenho a suspeita que ela tenha se inspirado no "você", que muitas vezes falamos para ela.

"Dedé" seria, portanto, uma adaptação do "você", que ela incorporou e passou a utilizar como sinônimo para "eu". Afinal, como fica bem claro nas nossas conversas com ela, a filhota já há um bom tempo sabe que o seu nome é Maria (e eu já a estou treinando também no "What's your naaaaaame").

Coisa de doido, claro. Coisa de Maria Alice!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Infame


Eu sou um piadista infame, como já sabem bem os amigos de longa data. Sofre com isso Mamãe Paixão, é claro, por ser obrigada a ouvir sempre as mesmas piadas sem graça, e sofrerá Maria Alice no futuro, pois conhecerá de cor todas as frases e comentários jocosos inúmeras vezes repetidos. É um mal da família Vergueiro, diriam alguns.

Ontem, acompanhando as meninas no pediatra (que se foi cuidadosa não pegou conjuntivite de nós), tive até que me conter para não abusar das típicas piadinhas. E me dei conta de um certo exagero da minha parte em fazê-las, chamando a atenção dos médicos. Acho que começou no parto da Maria Alice - é verdade, eu fiz um gracejo lá também!

Entre os exemplos de piadinhas sem graça de ontem, perguntei à pediatra se a filhota tinha algum problema de saúde por ficar falando sozinha com amigos imaginários (crianças fazem isso, claro) e falei que ela puxou o pai por comer de tudo o que é tipo de vegetal e fruta (essa, só Mamãe entendeu).

Bom e saudável mesmo foi saber que Maria Alice está com peso e tamanho adequados para a idade (10 quilos e 200 gramas, 82 centímetros), ainda que abaixo da média . Mas se puxou mesmo o Papai aqui, que quando criança quis fazer tratamento para crescer, não se pode esperar que ela cresça muito. Jogadora de vôlei é que não vai ser!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Conjuntivitis


E estamis doentis em casis! Não sabemoszis de ondis veiozis o viruzis, mas Papaizis e Mamãezis já estãozis com conjuntivitis, e o temorzis é que a filhotis sejis a próximis.

E agoris? O que fazemoszis?

O jeitis é torcerzis para que o tempis passe rapidis e curtirzis os diazis juntis da familiazis. Vamozis lá!

*   *   *

Essa postagem foi patrocinada pelo Conversor do Mussum:

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Em treinamento


Aos poucos, vamos preparando Maria Alice para a chegada de um pequeno "concorrente".

Com a barriga de Mamãe Paixão grande, mesmo ainda em apenas quatro meses de gestação, ela já consegue perceber que tem algo de "diferente" no ar e faz carinho onde está a criança (às vezes dá uns tapas também, mas aí brigamos com ela). Quando perguntada quem é o irmãozinho ou irmãzinha, ela responde: "neném". E onde ele vai dormir? Ela aponta o berço.

Diz a lenda que quando meu irmão nasceu eu ia bater nele no berço, de ciúmes. Se considerar que eu estava com pouco mais de um ano quando isso aconteceu, não me parece totalmente crível (mas compensei brigando muito com ele durante toda a infância). Mesmo assim, por via das dúvidas, não vou tirar os olhos das duas crianças quando estiverem juntas, até porque acho mesmo natural que Maria Alice sofra um pouco no início.

O maior problema para ela vai ser, sem dúvida, perder a exclusividade da mãe. Quando isso acontece, a vida nunca mais é a mesma!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Preconceito


Nessa época do politicamente correto como convenção social, ficamos mais contidos nas nossas opiniões e comentários, evitando a qualquer custo que os mesmos sejam retratados como preconceituosos e discriminadores.

Tendo em vista esse cuidado, não me lembro de ter discutido muito sobre algo que percebi recentemente: sou um pai feliz também porque, dentre outros motivos, tive uma filha que nasceu livre de problemas de saúde, físicos e, até o que pudemos perceber no momento, mentais.

Me dei conta ainda mais sobre isso quando Mamãe Paixão ia ter uma conversa com uma mãe cujo bebê de sete meses tem deficiência visual, dentro do projeto Música Materna (sobre o qual ainda estou devendo um texto aqui).

Aquela mãe ama seu filho do mesmo jeito que nós amamos a Maria Alice, não tenho dúvida alguma disso, mas no seu dia-a-dia ela tem que lidar com dificuldades que não temos, e esse bebê naturalmente terá um desenvolvimento diferente do nosso.

É preconceito, talvez, que eu fique feliz por ter tido uma filha saudável, e por desejar que o novo bebê venha tão bem como o primeiro, mas é também um desejo natural de pai, que quer que todas suas crias sejam perfeitas.

Da mesma forma, sinto uma tristeza e uma angústia por esses pais e mães que militam diariamente para apoiar suas crianças, e valorizo o trabalho que fazem e que os torna definitivamente mais maduros e preparados do que jamais poderei ficar em relação a cuidar dos meus filhos.

Ter me tornado pai me deixou mais sensível em relação à situação das crianças e das famílias, e me mostrou também como é importante valorizar onde cheguei e agradecer a Deus pelo que conquistei na vida.

Isso eu tenho feito toda vez que vejo Maria Alice, e também quando penso na nova criança que está por vir. Sou feliz apenas por ser pai, e isso é livre de qualquer preconceito.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Maria, a Segunda



Aí estão as imagens da ultrassonografia que Mamãe Paixão realizou semana passada. e que identificam as principais características do já muito amado bebê.

São apenas 13 semanas de gestação e, como as imagens mostram, ele já tem atividade cardíaca, polo cefálico, osso nasal, torax, abdomen, estômago, femur, etc.

É uma vida, uma nova vida, esperando o momento certo para se tornar independente. Vem com calma, filhota (ou filhote), mas vem para essa família!

sábado, 2 de julho de 2011

A Irmã


Mamãe Paixão completou 13 semanas de gestação. Está, portanto, no quarto mês, e eu começo a ficar um pouco mais tranquilo, passada o momento preocupante em que há alta incidência de abortos espontâneos.

A segunda gravidez da família está mais sossegada que a primeira em termos de expectativas, mas um pouco mais cansativa para Mamãe Paixão: ela ainda está enjoando bastante, sente dores nas costas com certa frequência e anda cansada. Talvez a diferença seja uma questão de ritmo, já que agora as coisas mudaram muito. Desejos ela não teve nenhum, e eu estou cada vez mais convencido que eles não existem de verdade, são apenas uma forma das mulheres torturarem os pobres pais durante a gravidez.

Na última quarta Mamãe fez a ultrassonografia obstétrica morfológica de 1º trimestre com dopplervelocimetria do duto venoso. É um exame padrão e o resultado, felizmente, também foi padrão.

Segundo o médico que a atendeu, há cerca de 70% de chance de ser menina, e o parecer definitivo só sai na próxima ultrassonografia.

Vamos todos fazer uma corrente pelos 30%, pode ser?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Careta


Maria Alice é bastante fotogênica, mas gosta de fazer careta na hora de tirar fotos. O problema é que ela confunde quando falamos "faz um sorriso" e aí flexiona totalmente o rosto, dando o resultado que vocês conseguem ver na foto. Meiga, muito meiga!