quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Longe de Casa


Estou viajando. Desde que Maria Alice nasceu, nos seus 18 meses de vida, fiquei pelo menos uns 40 dias distante dela, sempre a trabalho. Em algumas oportunidades a família foi comigo, como vocês acompanharam neste blog, mas em geral parti sozinho.

Quando viajo, tenho duas sensações bem distintas: saudades e alívio. Saudades das meninas, é claro, e alívio por estar por conta própria.

Não é por mal que sinto esse alívio: Maria Alice toma muito tempo da gente em casa, é demandante em um nível que até hoje não vi em nenhuma outra criança, e desde que nasceu sempre me senti culpado quando, estando em São Paulo, chego tarde em casa e não consigo ajudar Mamãe Paixão a cuidar dela.

Ao sentimento de culpa, portanto, contraponho um pouco uma certa sensação de alívio nas viagens, onde consigo colocar os e-mails em dia, fazer tarefas voluntárias em organizações que participo (ABCR, CRA-SP, Paróquia Nossa Senhora da Saúde, etc.), e até descontrair um pouco saindo com os amigos.

Mamãe Paixão, porém, não tem essa oportunidade. A vida dela é 99% dedicada à Maria Alice, já que seu trabalho não inclui viagens. Daí também eu não fazer restrição a ela sair para se divertir com suas amigas, como citei no texto anterior. Na verdade, eu até a incentivo a fazer isso, acho importante, e acredito que também precisamos ter nossos momentos de mais liberdade.

Para fechar esse texto, uma situação carinhosa que ocorreu hoje: liguei em casa e o telefone foi colocado perto de Maria Alice para ela falar comigo. Quando ouviu minha voz, passou a chorar copiosamente. Foi bonito, e fiquei com ainda mais vontade de voltar logo para casa. Estou chegando, filhota!

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