domingo, 11 de setembro de 2011

Primas


Recentemente me voluntariei para escrever um pequeno texto a uma revista mensal que trata do desenvolvimento infantil e dos pais, e eu deveria apresentar um caso curioso que aconteceu comigo e com a Maria Alice.

Não tive muito sucesso na primeira tentativa, e acabei mandando três "reflexões de pai". Precisei depois escrever um outro texto, mas achei que seria legal compartilhar os meus "pequenos pensamentos" por aqui. Seguem:

Ensinar limites dá trabalho

Maria Alice é uma menina difícil. Completou dois anos em agosto e ainda tenta o tempo todo impor suas vontades sobre nós. Quando pedir para parar não basta, temos duas opções: o prêmio ou o castigo. O prêmio vicia e deixa de ter valor, e oferecer chocolate todas às vezes, por exemplo, perde seu efeito com o tempo. Já o castigo, antecipado pela necessária ameaça, não pode ser utilizado muitas vezes, sob o risco de também perder seu valor pedagógico pela repetição. Mas não dá para não fazer nada, e é preciso ensinar limites para a criança. No nosso caso encontramos uma terceira opção: uma irmãzinha. E assim a Tarsila virá ao mundo no final do ano, e uma nova fase de aprendizado da sua irmã mais velha começará: o limite imposto pela existência de outras crianças na casa, mostrando que ela já não é mais a única rainha do pedaço.

Amamentação e seus efeitos

Por um bom tempo acreditei que o motivo de parte das dificuldades que tínhamos com a Maria Alice vinha do fato dela continuar amamentando. Dormir, por exemplo, era muito difícil, pois ela tinha sido acostumada a fazer isso no peito e acordava duas ou três vezes na madrugada para mamar. Às vezes, até mais. Tentamos várias alternativas: compramos uma mini-cama , deixávamos uma luz acesa, e ela não se alterava. Qualquer choro de dia, qualquer birra, e para o peito ela ia. Debati muito com minha esposa o que fazer, e só realmente “desmamamos” a Maria Alice quando sua mãe engravidou novamente e ela já tinha quase dois anos. No fim, tirar o peito foi como uma brincadeira para a filhota, e em alguns dias ela nem lembrava mais que amamentava. Ufa! Os problemas de sono, porém, continuaram por pelo menos mais três meses. Talvez eu não estivesse tão certo assim, no fim das contas.

Vem mais uma aí

A caçula ainda nem nasceu, mas já estamos preparando a Maria Alice para a chegada da sua irmãzinha. A escolha de um apelido para a Tarsila, “Tatá”, ajudou a fazer com que a filhota tivesse facilidade de se identificar, aprendendo desde cedo a chamá-la pelo nome. O contato com a barriga da mãe também é constante, e ela sabe que a Tatá está lá, mas não percebe que foi de lá que ela saiu também. No quarto já aponta: o berço é da Tatá, a mini-cama é dela. E as roupas que não cabem nela – ou as que ela não quer – também já são da irmãzinha. Não sei como vai ser quando a Tarsila efetivamente nascer no final do ano, mas espero que essas pequenas ações que começamos desde já ajudem na adaptação. Estou torcendo.

2 comentários:

  1. Muto bom saber da experiência de outras famílias, adorei os relatos,
    abraços pra família

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  2. Helena com um ano e 7 já tenta se impor,imagina quando crescer mais////e como é dificil essa coisa de ensinar oque é certo e errado né///adorei o post///bjo bjooo

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