domingo, 27 de fevereiro de 2011

Minha primeira pneumonia


Duas horas de espera no hospital e estava confirmado o diagnóstico: Maria Alice está com pneumonia, a primeira dela (e também fez seu primeiro raio-x).

Tudo bem, faz parte, e havia tempos que eu não usava as linha desse blog para falar da saúde da filhota, pois ela até que estava se comportando bem. A otite já tinha passado, os antibióticos perderam validade e a gente mal lembrava o que era uma febre, mas infelizmente tudo voltou na manhã deste domingo.

Bem, é natural. É só a primeira pneumonia dela, talvez venham outras. Mais do que a doença, o que incomoda é ver Maria Alice triste, apegada à mãe e sem a alegria de vida que ela demonstra no dia-a-dia. Nada de sorriso ou brincadeiras, só peito e choro.

Vamos lá, são só quatro dias para tudo passar. Nada que um pouquinho de carinho de mãe e pai não resolvam.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Longe de Casa


Estou viajando. Desde que Maria Alice nasceu, nos seus 18 meses de vida, fiquei pelo menos uns 40 dias distante dela, sempre a trabalho. Em algumas oportunidades a família foi comigo, como vocês acompanharam neste blog, mas em geral parti sozinho.

Quando viajo, tenho duas sensações bem distintas: saudades e alívio. Saudades das meninas, é claro, e alívio por estar por conta própria.

Não é por mal que sinto esse alívio: Maria Alice toma muito tempo da gente em casa, é demandante em um nível que até hoje não vi em nenhuma outra criança, e desde que nasceu sempre me senti culpado quando, estando em São Paulo, chego tarde em casa e não consigo ajudar Mamãe Paixão a cuidar dela.

Ao sentimento de culpa, portanto, contraponho um pouco uma certa sensação de alívio nas viagens, onde consigo colocar os e-mails em dia, fazer tarefas voluntárias em organizações que participo (ABCR, CRA-SP, Paróquia Nossa Senhora da Saúde, etc.), e até descontrair um pouco saindo com os amigos.

Mamãe Paixão, porém, não tem essa oportunidade. A vida dela é 99% dedicada à Maria Alice, já que seu trabalho não inclui viagens. Daí também eu não fazer restrição a ela sair para se divertir com suas amigas, como citei no texto anterior. Na verdade, eu até a incentivo a fazer isso, acho importante, e acredito que também precisamos ter nossos momentos de mais liberdade.

Para fechar esse texto, uma situação carinhosa que ocorreu hoje: liguei em casa e o telefone foi colocado perto de Maria Alice para ela falar comigo. Quando ouviu minha voz, passou a chorar copiosamente. Foi bonito, e fiquei com ainda mais vontade de voltar logo para casa. Estou chegando, filhota!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Saindo de Casa


Não, Maria Alice ainda é muito nova e não está saindo de casa para morar sozinha. Só casada! (brincadeira, brincadeira)

Na verdade, quem está mais solto e mais a vontade somos nós, seus pais. Ao poucos, vamos conseguindo deixar a filhota com os avós e voltando a fazer atividades a dois - ou sozinhos - mas com mais liberdade.

Recentemente, por exemplo, fomos ao cinema, o que só havíamos feito uma vez desde que ela nasceu, e logo em seguida saímos para dançar a dois. Pois é, um bom forrozinho universitário paulistano, em que o Papai aqui mais uma ver passou vergonha em virtude da falta de forma e de habilidade com a clássica arte do "dois para cá, dois para lá".

Já a Mamãe, quem diria, conseguiu até reservar uma noite para ir dançar salsa com as amigas. Programa antigo, que ela faz já há anos com uma dupla de melhores amigas - todas casadas agora e uma com um bebê que nasceu apenas dois meses antes de Maria Alice e que inclusive já apareceu nesse blog, a Yasmin; a "noite das meninas" foi finalmente retomada com a devida "autorização" do Papai, que ficou exultante de poder ninar a filhota e fazê-la dormir por conta própria.

Aos poucos, portanto, vamos retomando nossa liberdade e rotina antigas. Nunca será como antes, claro, temos agora uma pequena para cuidar e para restringir nossas ações. O que também não quer dizer que estejamos parados para a vida e não possamos nos divertir de outras maneiras. Agora, para mim, só falta mesmo é conseguir voltar a jogar bola!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Testando Mamãe


Ah, o doce sabor de uma menina que completa um ano e meio de vida e que encontra prazer em testar os limites da sua mãe, repetindo atitudes que ela sabe que são erradas, mas que insiste em fazer mesmo assim!

Não sei se demorou muito ou pouco, porque é nossa primeira criança, mas Maria Alice finalmente passou a tentar medir forças com Mamãe Paixão. Não ganha, e não ganhará, e por isso ficará de castigo muitas mais vezes até entender de que lado está a "força". Mas é gostoso vê-la se esforçar, ainda que seja um pouco estressante para todo mundo.

Ela não faz o isso com o Papai, com a Vovó, o Zé, com ninguém. Só com Mamãe. É pura perseguição feminina!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lista de Materiais


Antes da reunião de pais relatada no último texto do blog, e ainda em 2010, recebemos do berçário a lista de materiais para o novo ano escolar da Maria Alice. A lista chegou em novembro, e passado quatro meses ainda não compramos nada.

Tudo bem, desleixo nosso, não dá para negar. Mas vejam só certos pedidos escabrosos que surgiram  (comentários nos parêntesis):

- 50 copos descartáveis para água (ela ainda usa mamadeira, e não consegue beber em copos descartáveis sem se molhar e sem destruir o copo);
- 20 copos descartáveis para café (café? uau, ela toma café e eu nem sabia - tá bom, não é para café, mas mesmo assim ela não sabe usar esse copo);
- 1 bloco A3 colorido, marca NORMA, coleção "Meu primeiro caderno"; (algum acordo exclusivo de licenciamento?)
- 100 folhas sulfite A3 (ou seja, uma folha A3 consumida a cada dois dias de aula, em média!)
- 1 pacote de perfex (filhota vai lavar o chão!)
- 1 pacote de esponja scotch-brite (filhota vai lavar pratos!)
- 1 rolo de lastex ("latex" com um "s" no meio?)

O resto, em geral, são pedidos esperados. Com relação aos produtos acima, é muito provável que não compremos todos eles, mas entregaremos a maioria do que está na lista. Minha idéia é não comprar o que eu acho errado e esperar ver se a escola percebe. E aí sim reclamar daquilo que acho abusos por parte deles. Vamos ver no que dá.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Reunião de Pais


Finalmente uma quebra na rotina de pai: reunião na "escolhinha" da Maria Alice!

A ansiedade era grande, a frustração foi do mesmo tamanho: em poucos minutos já queria ir embora. Que coisa chata!

Esperava ouvir as novidades do berçário, as ações para o ano, motivos que me deixassem empolgado para acreditar que a opção por eles estava correta. Na prática, acabei saindo com a impressão de que há muita confusão, amadorismo e inexperiência gerencial.

Perdeu-se muito tempo com explicações simples, que levavam as mães e pais a fazer longos comentários, em geral mais preocupados com o caso específicos do seu filho do que com a estrutura e os serviços proporcionados a todos. Um pai chegou inclusive a pedir orientações sobre como cuidar da alimentação da filha em casa!

Bem, talvez seja só eu que não tenha paciência para questões que considero triviais. Talvez, quando Maria Alice crescer, estarei mais preocupado com o que a escola ensinará a ela do que os motivos de uma nota ruim ou de ela não gostar de um ou outro professor. Ou talvez apenas não tenha mais paciência para ir reuniões de pais...

*   *   *

Na foto, última homenagem ao Alexandre, primo de Mamãe Paixão recém-falecido. Essa era a foto para ter entrado na primeira postagem, mas eu não a havia visto no meio das outras.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O fim


Mamãe Paixão e eu concluímos, mais ou menos ao mesmo tempo nesses últimos dias, que a fase "bebê" da Maria Alice dá sinais de que em breve vai teminar, e passaremos definitivamente a ter uma "menina" em casa.

Isso acontecerá, acho, quando diminuir de vez a dependência dela para com os pais. Agora ela já anda, brinca, briga, etc., já alcançou um bom nível de desenvolvimento. Mas ainda depende de nós para comer, colocar suas roupas, dar banho, troca fraldas, e por aí em diante.

Cada vez mais, porém, ela mostra querer fazer as coisas sozinhas. Aos poucos vai conseguir chegar lá. Com dois anos, imagino, já teremos uma filha bem independente. E aí, como todos dizem para nós, vai dar cada vez mais trabalho. Até lá, quem sabe, não terá também um irmãozinho/irmãzinha para cuidar!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Idiomas


Estou acostumando os ouvidos de Maria Alice ao inglês e ao espanhol. Não tenho pretensão de ensiná-la os idiomas estrangeiros desde já, mas acho bacana que se acostume aos sons, fonemas e expressões mais básicas.

A principal ferramenta que uso são as músicas. Algumas bem básicas, apenas o "ABC", e outras um pouquinho mais elaboradas, mas todas infantis. Quando é possível colocar os desenhos animados no idioma original, também o faço, mas na prática ela não presta atenção nem quando está em português.

Muito provavelmente não teremos dinheiro para matrícula-la em uma escola bilingue, apesar da vontade. Por isso também o desejo de que ela ouça o máximo desses idiomas desde cedo, na esperança que isso no futuro facilite o seu aprendizado.

Gosto de falar em outras línguas, espero que ela também. Se pudesse, eu já estava me comunicando até em latim! (mas só com o padre, claro, porque hoje ninguém mais fala esse idioma - se bobear nem eles)