quarta-feira, 30 de março de 2011

Grades


Vivemos cercados. Em casa, na escola, no trabalho, em todos os lugares por onde se anda na grande cidade há segurança, proteção e grades. Em geral motivadas pelo problema da insegurança urbana, no caso da Maria Alice as grades servem para a a auto proteção: elas garantem que a filhota não cairá pelas janelas.

Caso raro em São Paulo, nossa casa não tinha grades na parte de cima do sobrado. A maioria das casas aqui na rua não as tem, provavelmente porque são bastante inacessíveis, e daí mais seguras.

Agora acabamos de instalar as famosas redes de proteção, muito comuns nos apartamentos. Uma em cada janela, na frente e atrás. Mamãe Paixão andava preocupada, pois Maria Alice adora uma escalada, e principalmente no nosso quarto não seria difícil para ela acessar a janela a partir da cama.

Menos mal, agora estamos mais protegidos. Maria Alice também, ufa

terça-feira, 22 de março de 2011

Amo Você


Maria Alice ainda não se acostumou com a televisão. Por mais que tenhamos tentado capturar sua atenção com o Discovery Kids, o canal favorito da maioria das mães, ele até hoje não representa muita coisa à filhota.

O que na verdade ela sempre gostou e sempre assistiu são os clipes musicais. Tanto no DVD, que ela já sabe escolher e colocar para "rodar" no aparelho (que ela liga, abre, fecha e dá "play", com a eventual destreza típica de uma garota de pouco mais de um ano e meio de vida), como no iPAD, ela sempre solicitou ver os clipes, e isso virou rotina antes do seu sono noturno.

Um desses clipes, no entanto, parece mexer com ela de forma única: Barney e a música Amo Você.

Quando assiste, Maria Alice começa a nos abraçar, dá beijinhos e faz carinho no ritmo da música, como se sentindo a mensagem que ela transmite. Faz isso com o Papai, com a Mamãe, com a Vovó e até com a Adelaide (a hiena de pelúcia da casa).

É tão bacana, e tão meigo, que não dá para resistir à filhota e nem deixar de contar aqui.

Em casa, agora, toda noite é noite de Barney!

domingo, 20 de março de 2011

Malice


A junção do "m", de Maria, com o Alice, dá a palavra malice, que em inglês significa malícia, astúcia.

Pois bem, a filhota já dá lá seus próprios passos na arte da traquinagem e da provocação, tentando irritar principalmente sua mãe com atitudes indesejadas (como jogar caixas de CD/DVD propositadamente ao chão, mesmo sabendo não poder fazê-lo).

O curioso, porém, foi termos percebido quem em algumas oportunidades ela simulou uma realidade não existente (para não dizer que "mentiu), tendo por exemplo feito gestos para mostrar que o cachorro da casa havia mordido seu braço, quando isso não aconteceu.

Não foi nada, na verdade, são ações pequenas e inofensivas, mas que dá pistas de como será a filhota quando crescer: muito espertinha!

Já estamos atentos para não deixá-la "deitar e rolar", mostrando quem é que tem a autoridade de fato e de direito casa. Mas se for cabeça-dura com os seus pais - e é o que demonstra ser em todas as suas birras e brigas, vai demorar um bom tempo para Maria Alice entender isso. Vamos esperar.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Desfralde



Ainda que não exista o vocábulo no dicionário, já traçamos em casa uma estratégia inicial para o “desfralde” de Maria Alice, ou seja, para o momento em que ela deixará de usar fraldas e as substituirá pelo uso regular do penico e/ou vaso sanitário.

Para que isso aconteça, naturalmente, será necessário que a filhota aprenda a controlar seu próprio corpo, algo que em geral, pelo pouco que li sobre o assunto, se dá por volta de dois anos de vida.

O primeiro passo da nossa estratégia foi a aquisição de um “penico musical”. Aproveitamos a oportunidade da viagem de novembro, e os baixos custos, e adquirimos um equipamento que troca quatro músicas diferentes, dependendo do que for identificado pelo sensor, e em tese ensina (condiciona) a criança sobre a arte que ela está produzindo.

Maria Alice adorou o penico! Nem tanto pela música, que eu não tenho ligado para não gastar as pilhas, mas pelo fato de poder imitar seus pais como se tivesse um “troninho” só dela.

E ela efetivamente já entende para que ele serve, e até simula estar utilizando-o, mas ainda não controla o seu corpo a ponto de nos dar confiança de tirar sua fralda. Aos poucos, estamos fazendo isso no momento do banho – e ela já “batizou” o banheiro. Bem, são ossos do ofício, e se não a estimularmos (condicionarmos) demorará muito tempo para que ela se livre das fraldas - e o papai se livre da despesa.

Agora, honestamente, é mais fácil trocar uma fralda suja ou limpar um penico?

sábado, 12 de março de 2011

Super Vovó


Já diz o famoso ditado: por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher. Pois eu digo mais: por trás de um pequeno bebê, há sempre uma grande avó.

Para sua sorte, Maria Alice pode contar com o pacote completo: duas ovós e dois avôs, todos morando relativamente perto da nossa conta e com quem já interage bastante e espero que continue a fazê-lo por um bom tempo.

Dentre os quatro, porém, merece destaque especial uma pessoa: Vovó Paixão.

Sempre presente, Vovó Paixão é aquele membro da família com quem podemos contar nas necessidades do dia-a-dia para cuidar da filhota. Desde que Maria Alice nasceu, ela aparece em casa quase sempre duas vezes por semana, e fica horas ajudando Mamãe Paixão. Não à toa, após aprender a falar "Mamá", a segunda palavra que ela mais usa é "Vovó" (com uma voz bem grossa e engraçada, por sinal).

Vovó Paixão foi muito importante em momentos-chave nesses quase 19 meses do nascimento da pequena, nas várias semanas em que estive ausente por motivo de viagem, nas noites em que eu dava aula, ou mesmo apenas para garantir que Mamãe Paixão tivesse um pouco de sossego, pois Maria Alice é até hoje de acabar com a energia de qualquer um.

Homenagear Vovó Paixão neste blog é pouco, perto de toda ajuda que ela já nos deu. Mas mesmo assim não poderia deixar de passar em branco esse carinho, dedicação e amor que ela tem por sua primeira neta, compartilhado naturalmente por todos os outros avós, mas por ela manifestado com muito mais frequência em sua presença constante em casa.

É também em homenagem a ela que tomei a liberdade de repetir aqui uma fotografia já anteriormente publicada, mas que acho que melhor representa o encontro de duas gerações da família Paixão e melhor sintetiza esse texto: obrigado Vovó Paixão!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Confete e Serpentinas


Carnaval de 2011 foi bastante agitado para Maria Alice e família: foram duas matinês em Clubes (Juventus e Sírio), dois shows de marchinhas carnavescas (Sesc Ipiranga e Sesc Consolação) e um show de músicas infantis da Banda Mirim (Sesc Belenzinho). Ufa!

Ainda se recuperando da pneumonia - e tomando antibiótico em virtude disso - Maria Alice não foi exatamente o bebê que mais aproveitou o Carnaval. Apenas em alguns momentos se soltava um pouco mais e dançava, aproveitando a festa. Gostou bastante dos confetes, principalmente de jogá-los ao chão e de se jogar por cima deles, deitada.

Bem, esse foi seu primeiro Carnaval de fato. Nos próximos anos virão outras festas, e aos poucos ela vai entrando no clima. Papai e Mamãe têm boa recordação das suas matinês da infância, esperamos que ela também guarde as dela.

Nos eventos nos acompanharam também algumas vezes Mamãe Marisol e Papai Gilberto, com sua linda Bianca, e Mamãe Nádia, com a graciosa Yasmin. Foi uma bela festa!

Abaixo algumas fotos que registram esses dias (com cortesias da máquina da Marisol):







sexta-feira, 4 de março de 2011

À sua maneira

 

Mamãe Paixão passou um pito em mim após o último texto. Disse que eu, ao falar que Maria Alice estava demorando para se expressar verbalmente, acabava por dar a entender também que ela não se comunica em nada com a gente.

Não é verdade, é claro (não é verdade que ela não se comunica - quanto a deixar essa impressão em relação ao texto, vocês que me digam!).

De fato, Maria Alice se comunica bastante com a gente já há muito tempo, e ela o faz através da mímica.

Da sua própria maneira, a filhota comunica tudo o que ela bem quer. Exemplos? O mais marcante foi a música, quando ela pedia que colocássemos vídeo de música sinalizando colocando um dedo no meio da palma da outra mão. O que isso significava?

- Meu pintinho amarelinho, cabe aqui na minha mão, na minha mão. (ela abandonou essa mímica quando aprendeu a falar "tumba", que é uma expressão encontrada em outra música.)

Quando quer tomar banho, ela passa a mão pelo seu corpo fazendo o movimento da água de cima para baixo. Quando quer escovar os dentes, coloca o dedo dentro da boca, e simula uma escova passando pelos seus já muitos dentes de leite. O tênis está com cheiro ruim? Ela faz careta e passa a mão pela frente do nariz, indicando isso.

Recentemente, e de forma inesperada, ela começou a apontar para a sua perna. Não sabíamos o que queria dizer. Seria o Saci de pelúcia, que ela estava a procurar? A acompanhei pela escada acima e descobri que queria era pegar na verdade o coelho de pelúcia. Bem, ele usa as pernas para pular, né?

Enfim, Maria Alice se comunica muito sim. Se comunica até demais, com a gente, com os outros bebês e com quem mais ela tiver vontade. Apenas não usa muito da fala ainda, desenvolveu seu próprio método.

Cada bebê tem seu tempo e sua forma, essa foi a dela.


- Tô liberado do castigo, Mamãe Paixão?

terça-feira, 1 de março de 2011

Mamáááá


Resistiu o máximo que pôde a filhota, mas agora finalmente começa a balbuciar algumas rápidas palavras: Mamá, Vovó, Mamá, mais Mamá e muita Mamááá.

Dessa vez não são apenas os sons que nos esforçamos para tentar entender, como quando ela tinha oito ou nove meses, e Maria Alice está realmente falando palavras e dando sequência ao processo neural da fala.

Mas ela é teimosa, e junto a nossa falta de incentivo (ou seja, mimo em excesso - na minha opinião), não se sentiu obrigada até hoje a correr com o idioma. Então vai demorar um pouco mais para ela conversar de com a gente, pedir as coisas, manifestar verbalmente seus descontentamentos e alegrias e etc.

Outro dia, fiquei surpreso com uma menina de dois anos que achei que estava falando bem para a idade que tinha. No domingo, fiquei um pouco triste de não poder ouvir Maria Alice reclamar de chateação por estar doente da pneumonia. Agora, quero mesmo é ouvir ela falar de boca bem aberta "Papáááááááááá"