sexta-feira, 29 de abril de 2011

Eu tenho a força


Abertamente falando: há uma disputa de poder entre pai e a mãe na educação dos filhos.

A não ser que um lado submeta o outro, e imponha na família a usa própria vontade - o que já não é mais o padrão na nossa sociedade, o que se observa é um constante conflito entre as partes com o objetivo de influenciar nas decisões conjuntas que serão tomadas relativas à educação e cuidado das crianças.

Não digo "conflito" com sentido negativo, de luta, mas com o propósito de afirmar que pai e mãe têm naturalmente opiniões que nem sempre coincidem sobre o assunto, e por isso precisam negociar e "consensuar" as decisões que tomarão, porque, aí sim, não pode existir duas linhas de direção em relação aos filhos (o pai diz uma coisa, a mãe outra, por exemplo, o que criaria uma grande confusão na cabeça dos pequenos e estragaria tudo).
De qualquer forma, no que diz respeito à força de cada parte na tomada de decisões, a mãe larga em franca vantagem, pois a a criança foi gerada por ela e o vínculo do bebê é quase inexistente com o pai no começo.

Há atritos na relação, e o nosso exemplo prático mostra que não somos exceção: Mamãe queria seguir a livre demanda para amamentar, eu queria estabelecer horário fixo para isso. Mamãe deixava dormir no peito, eu queria que Maria Alice chorasse até aprender a dormir sozinha. Mamãe "venceu" em ambos os casos, como irá vencer muitas outras vezes: eu reconheço e respeito a autoridade materna.
No futuro, a relação tende a se equilibrar. Terei um papel mais importante na educação da Maria Alice, mais opiniões para dar, e por isso, precisaremos concordar nos pontos, abrindo mão em momentos importantes e mantendo a convicção em outros.

Vai ser um grande desafio, e afinal os dois temos personalidade muito forte e raramente deixamos de ter opinião sobre algum assunto que diz respeito à filhota. O sucesso da família, dentre outras coisas, dependerá da nossa capacidade de respeitar um ao outro e buscar conjuntamente o que será o melhor para os filhos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Manezinha



Maria Alice tornou-se uma legítima manezinha nos quatro dias de visita a Florianópolis no feriado prolongado de Tiradentes e Páscoa, sede do reencontro de ex-membros da FENEAD, entidade estudantil da qual fiz parte quando cursava administração.

Sua maior descoberta foi o camarão, que ela pareceu gostar bastante, principalmente o à milanesa. Já a minha maior descoberta foi saber que ela não tem alergia a frutos do mar, ufa!

Não arriscamos na ostra, de produção local, e comê-las ficou por conta do Papai aqui, ainda que em pequena quantidade. No fim, por questões de gostos gastronômicos e conveniência infantil, acabamos ficando no bom e velho franguinho mesmo.

A viagem foi boa, divertida e tranquila. Valeu a pena - como sempre vale - reencontrar os amigos e ouvir histórias saudosas. Foi também a terceira viagem da filhota a uma capital brasileira, depois de ter conhecido Rio de Janeiro e Salvador. Em virtude das novas restrições orçamentárias da família Paixão Vergueiro, é provável que reduzamos o ritmo a partir de agora. Hora de começar a investir no caseiro e, principalmente, ensinar a filhota a desgrudar mais da sua mãe. Vamos ver no que dá essa nova fase.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Páscoa é dela


A filhota vai curtir uma Páscoa, mas vai mesmo! Já gosta de chocolate, já gosta de abrir embrulhos e já gosta de surpresas. Nada mais natural então que queira aproveitar ao máximo as benesses desse feriado.

Como o Papai aqui também gosta de um chocolate e adorava ganhar ovos quando era criança, não duvido que com ela será o mesmo. E eu desenvolvi uma técnica e disciplina muito especial para alongar o máximo o prazer "pascoalino" na minha meninice: abria os ovos um por vez, os menos gostosos primeiro, comia um pouco por dia, começava pelos bombons e partia depois para a casca, e fazia com que durassem meses no armário. Até hoje faço isso, e os doces - que sempre se encontram em excesso na casa dos Paixão Vergueiro - duram por um bom tempo.

Tem a questão religiosa da Páscoa também, a tradição e fundamentação católica, mas essas eu levei cerca de 25 anos para entender e respeitar. Como não pretendo "forçar" uma religião nos meus filhos, mas fazer com que tenham contato com a minha e entendam a doutrina do que se fala e se defende, espero que se sintam confortáveis com a decisão futura que tomarem sobre suas crenças.

Bem, vamos aos ovos de Páscoa! Esse que Maria Alice ganhou eu já estou comendo, já que ela não pode exagerar no chocolate mesmo. Bons feriados!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Não é a Mamãe


Por incrível que pareça - pelo menos eu não esperava por isso - Maria Alice está em uma fase de muito apego a sua mãe, mesmo tendo já completado 20 meses de vida.

Quando está sozinha comigo ou com sua avó, ela chama pela "mamá" o tempo todo, muitas vezes com birra e choro, de uma maneira que não agia até duas semanas atrás. Quando acorda, já chora querendo sua mãe, e de noite também só dorme com ela. Até na rua tem recusado ficar no meu colo, ainda que com o bom e velho "jeitinho brasileiro" a gente consiga convencê-la a dar um descanso aos braços já acostumados - e cansados - de sua progenitora.

Como todos sempre dizem que as meninas são mais apegadas aos pais, eu naturalmente estou a esperar que isso ocorra e a filhota passe a fazer birra por mim. Mas, no momento, e talvez por ainda estar no leite materno, Maria Alice quer mesmo é ficar com sua mãe.

Não é a mamãe, como o bebê dizia naquele antigo programa de TV!

sábado, 16 de abril de 2011

Ao volante


Eu nunca gostei muito de dirigir, e tampouco tinha incentivo para isso, pois meu pai nunca foi de gostar de carros e eles não eram muito valorizados lá em casa. Assim, não desenvolvi uma atração especial por essa suposta "paixão brasileira", e até hoje não sou muito chegado em pegar no volante.

Maria Alice provavelmente também não será, já que as meninas desenvolvem ainda menos o gosto pelos automóveis que os homens. Mas como ela ainda está na fase de imitar seus pais, daí vem sua alegria de poder brincar nos bancos da frente quando o carro está parado, ao invés de ir presa na cadeirinha atrás.

Lá em casa, por sinal, quando eu era criança, viajávamos todos dormindo deitados na parte de trás do carro, cujo banco era rebaixado para ter mais espaço para os quatro irmãos. Outros tempos aqueles...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Censurado

video

Mamãe Paixão não me deixou mostrar algumas fotos de Maria Alice. Tinha uma em que ela estava horrível, parecendo uma "bruxinha" - segundo a mamãe - e meninas não gostam de se expor assim na tela. Questão de gênero.

- "Mas ela nem entende", repliquei. "Não importa", ela disse, "não quero que coloque!", sentenciou.

Faz parte da vida de um pai ser censurado pela mãe. A gente acostuma com o tempo.

*   *   *

Estive ausente por alguns dias por motivo de viagem. Mamãe ficou com a filhota, que se comportou bem. Vovô e Vovó Paixão ajudaram a cuidar dela também.

Dentre as lembranças que trouxe está uma nova máquina fotográfica, já que Maria Alice fez questão de quebrar, pela segunda vez, a que tínhamos em casa. Dentre as "coisinhas tecnológicas" que ela faz, como o filme acima, está a foto panorâmica a seguir, modalidade que gostei muito, mas fica melhor em paisagens externas. Se tirar novas fotos interessantes, publico aqui.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Primeiro de Abril


Semana passada tivemos mais um primeiro de abril, dia de mentira, me fazendo lembrar de uma peça que preguei em muita gente algum tempo atrás: disparei logo cedo, nesse mesmo dia do ano, um e-mail dizendo que ia ser pai.

Foi uma bela farra, e recebi inúmeras parabenizações dos amigos, colegas de trabalho, família, etc. Todo mundo achando que era de verdade.

Revelada a farsa - com alguns reclamando da "brincadeira de mau-gosto" - ficou no ar o gostinho de realmente ser pai. Agora, que estou longe da minha filha por toda uma semana, e já pela terceira vez só neste ano, não tenho dúvidas de que o gostinho era verdadeiro: quando a vejo pela câmera do computador quero abraçá-la e beijá-la compulsivamente, mostrando o quanto amo essa pequena flor na minha vida.

Saudades, Maria Alice. Papai tá voltando!

sábado, 2 de abril de 2011

No Colo


Quando criança, sempre que a saudosa Vó Maria visitava, eu corria para sentar no colo dela. Era uma demonstração de carinho e afeto, e um hábito que mantive até uns oito, nove anos.

Maria Alice, como todo bebê, também gosta de um bom colo. Ao sairmos, é muito difícil conseguir colocá-la para andar no chão ou fazer com que fique quieta no carrinho: ela quer colo, colo, colo.

Nesse sentido, não mudou muito ter aprendido a andar, e os nossos braços vão ficando cada vez mais fortes por força do hábito de carregá-la. Por isso que também desenvolvemos alguns truques para "enganá-la", como apostar corrida na rua, pedir ajuda dela para empurrar o carrinho de compras no supermercado, sair dançando "Dona Tartaruga" por aí e etc.

Naturalmente, vai chegar a hora em que a filhota há de ficar no chão quase sempre, e aí sentiremos falta de quando ela fazia de tudo tendo seus pais a segurá-la. Bem, já que é assim, então deixa ela aproveitar o colo do papai um pouco mais, não é mesmo?