sábado, 30 de julho de 2011

Meu Guri


Maria Alice é uma "pirralha". Pula, grita, dança, bate, chuta, faz charme, faz de tudo o que tem vontade e do jeito que bem quer, inclusive reclamando o máximo que pode quando se depara os limites impostos por seus pais.

E eu adoro tudo isso. Adoro ver nela ainda a ausência das restrições que crescer impõe, adoro vê-la fazendo arte sem ter que se preocupar com a reação dos outros, com a sujeira, com o perigo, com as broncas.

Mesmo esse sadismo tão típico das pequenas crianças, de puxar o rabo dos gatos, bater em outros bebês, morder seus pais, e dar risada enquanto faz isso, me atrai, me excita, me faz perceber que ela ainda guarda parte da pureza natural dos bebês, que aos poucos ela irá perder.

Maria Alice é a minha "pirralha", a minha "moleca". Mamãe Paixão diz que ela é igualzinha a mim, que eu me vejo nela e e por isso adoro todas as molecagens que ela faz, como derrubar 500 vezes a mesma caixa de papéis no chão, puxar minha barba, etc..Mamãe Paixão está certa, e por isso eu adoro todas as artes que minha filha faz.

Mas o amor de um pai por aquela que dele também se originou é muito grande, e seria egoísmo meu parar na Maria Alice. Eu quero compartilhar esse amor com o irmão ou com a irmã dela, e por isso estou radiante com a gravidez de Mamãe Paixão, que caminha agora para fechar o quarto mês de gestação.

Um guri só não basta para mim. Eu quero dois aqui em casa!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dedé


Quem quer "papá"? - Dedé!
Quem fez xixi? - Dedé!
Que vai passear? - Dedé!
E qual o seu nome? "Ariaaaaaaa!"

Pois vejam só, Maria Alice já tem apelido, Dedé, que ela mesma criou.

De onde surgiu essa alcunha nós não sabemos, mas tenho a suspeita que ela tenha se inspirado no "você", que muitas vezes falamos para ela.

"Dedé" seria, portanto, uma adaptação do "você", que ela incorporou e passou a utilizar como sinônimo para "eu". Afinal, como fica bem claro nas nossas conversas com ela, a filhota já há um bom tempo sabe que o seu nome é Maria (e eu já a estou treinando também no "What's your naaaaaame").

Coisa de doido, claro. Coisa de Maria Alice!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Infame


Eu sou um piadista infame, como já sabem bem os amigos de longa data. Sofre com isso Mamãe Paixão, é claro, por ser obrigada a ouvir sempre as mesmas piadas sem graça, e sofrerá Maria Alice no futuro, pois conhecerá de cor todas as frases e comentários jocosos inúmeras vezes repetidos. É um mal da família Vergueiro, diriam alguns.

Ontem, acompanhando as meninas no pediatra (que se foi cuidadosa não pegou conjuntivite de nós), tive até que me conter para não abusar das típicas piadinhas. E me dei conta de um certo exagero da minha parte em fazê-las, chamando a atenção dos médicos. Acho que começou no parto da Maria Alice - é verdade, eu fiz um gracejo lá também!

Entre os exemplos de piadinhas sem graça de ontem, perguntei à pediatra se a filhota tinha algum problema de saúde por ficar falando sozinha com amigos imaginários (crianças fazem isso, claro) e falei que ela puxou o pai por comer de tudo o que é tipo de vegetal e fruta (essa, só Mamãe entendeu).

Bom e saudável mesmo foi saber que Maria Alice está com peso e tamanho adequados para a idade (10 quilos e 200 gramas, 82 centímetros), ainda que abaixo da média . Mas se puxou mesmo o Papai aqui, que quando criança quis fazer tratamento para crescer, não se pode esperar que ela cresça muito. Jogadora de vôlei é que não vai ser!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Conjuntivitis


E estamis doentis em casis! Não sabemoszis de ondis veiozis o viruzis, mas Papaizis e Mamãezis já estãozis com conjuntivitis, e o temorzis é que a filhotis sejis a próximis.

E agoris? O que fazemoszis?

O jeitis é torcerzis para que o tempis passe rapidis e curtirzis os diazis juntis da familiazis. Vamozis lá!

*   *   *

Essa postagem foi patrocinada pelo Conversor do Mussum:

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Em treinamento


Aos poucos, vamos preparando Maria Alice para a chegada de um pequeno "concorrente".

Com a barriga de Mamãe Paixão grande, mesmo ainda em apenas quatro meses de gestação, ela já consegue perceber que tem algo de "diferente" no ar e faz carinho onde está a criança (às vezes dá uns tapas também, mas aí brigamos com ela). Quando perguntada quem é o irmãozinho ou irmãzinha, ela responde: "neném". E onde ele vai dormir? Ela aponta o berço.

Diz a lenda que quando meu irmão nasceu eu ia bater nele no berço, de ciúmes. Se considerar que eu estava com pouco mais de um ano quando isso aconteceu, não me parece totalmente crível (mas compensei brigando muito com ele durante toda a infância). Mesmo assim, por via das dúvidas, não vou tirar os olhos das duas crianças quando estiverem juntas, até porque acho mesmo natural que Maria Alice sofra um pouco no início.

O maior problema para ela vai ser, sem dúvida, perder a exclusividade da mãe. Quando isso acontece, a vida nunca mais é a mesma!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Preconceito


Nessa época do politicamente correto como convenção social, ficamos mais contidos nas nossas opiniões e comentários, evitando a qualquer custo que os mesmos sejam retratados como preconceituosos e discriminadores.

Tendo em vista esse cuidado, não me lembro de ter discutido muito sobre algo que percebi recentemente: sou um pai feliz também porque, dentre outros motivos, tive uma filha que nasceu livre de problemas de saúde, físicos e, até o que pudemos perceber no momento, mentais.

Me dei conta ainda mais sobre isso quando Mamãe Paixão ia ter uma conversa com uma mãe cujo bebê de sete meses tem deficiência visual, dentro do projeto Música Materna (sobre o qual ainda estou devendo um texto aqui).

Aquela mãe ama seu filho do mesmo jeito que nós amamos a Maria Alice, não tenho dúvida alguma disso, mas no seu dia-a-dia ela tem que lidar com dificuldades que não temos, e esse bebê naturalmente terá um desenvolvimento diferente do nosso.

É preconceito, talvez, que eu fique feliz por ter tido uma filha saudável, e por desejar que o novo bebê venha tão bem como o primeiro, mas é também um desejo natural de pai, que quer que todas suas crias sejam perfeitas.

Da mesma forma, sinto uma tristeza e uma angústia por esses pais e mães que militam diariamente para apoiar suas crianças, e valorizo o trabalho que fazem e que os torna definitivamente mais maduros e preparados do que jamais poderei ficar em relação a cuidar dos meus filhos.

Ter me tornado pai me deixou mais sensível em relação à situação das crianças e das famílias, e me mostrou também como é importante valorizar onde cheguei e agradecer a Deus pelo que conquistei na vida.

Isso eu tenho feito toda vez que vejo Maria Alice, e também quando penso na nova criança que está por vir. Sou feliz apenas por ser pai, e isso é livre de qualquer preconceito.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Maria, a Segunda



Aí estão as imagens da ultrassonografia que Mamãe Paixão realizou semana passada. e que identificam as principais características do já muito amado bebê.

São apenas 13 semanas de gestação e, como as imagens mostram, ele já tem atividade cardíaca, polo cefálico, osso nasal, torax, abdomen, estômago, femur, etc.

É uma vida, uma nova vida, esperando o momento certo para se tornar independente. Vem com calma, filhota (ou filhote), mas vem para essa família!

sábado, 2 de julho de 2011

A Irmã


Mamãe Paixão completou 13 semanas de gestação. Está, portanto, no quarto mês, e eu começo a ficar um pouco mais tranquilo, passada o momento preocupante em que há alta incidência de abortos espontâneos.

A segunda gravidez da família está mais sossegada que a primeira em termos de expectativas, mas um pouco mais cansativa para Mamãe Paixão: ela ainda está enjoando bastante, sente dores nas costas com certa frequência e anda cansada. Talvez a diferença seja uma questão de ritmo, já que agora as coisas mudaram muito. Desejos ela não teve nenhum, e eu estou cada vez mais convencido que eles não existem de verdade, são apenas uma forma das mulheres torturarem os pobres pais durante a gravidez.

Na última quarta Mamãe fez a ultrassonografia obstétrica morfológica de 1º trimestre com dopplervelocimetria do duto venoso. É um exame padrão e o resultado, felizmente, também foi padrão.

Segundo o médico que a atendeu, há cerca de 70% de chance de ser menina, e o parecer definitivo só sai na próxima ultrassonografia.

Vamos todos fazer uma corrente pelos 30%, pode ser?