quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Chá de Bebê?



Segunda filha... tudo de novo?

Ahhh, estamos com uma preguiça de fazer o chá de bebê! Não é por falta de vontade, mas por cansaço mesmo. Na gravidez da Maria Alice tínhamos mais tempo, mais tranquilidade, e até mais amigos, já que na ter uma criança em casa resultou em mudanças na nossa vida social.

Na primeira gravidez fizemos dois churrascões em casa. Foi bom, os amigos vieram, comeram, beberam, jogaram Wii e trouxeram presentes. Dois sábados seguidos de muita diversão, mas também de arrumar a casa, comprar carne, cerveja e refri, fazer faxina depois, etc. Não temos mais o mesmo pique!

A álternativa foi então dada pelo amigo de longa data Evandro, pai da Clara e da Helena: fazer o chá-de-bebê em algum espaço externo, como ele fez, em um bar de espetinhos e no período da tarde, por exemplo.

Pode ser uma boa ideia, vou pensar nisso. Mas não conheço nenhum lugar interessante na região em que moramos (que cobre o Paraíso até São Judas). Alguem tem para indicar? Estou pensando em uma data: 15 de outubro.

Tic-tac tic-tac. Tarsila tá chegando!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ciúmes de Você


O comportamento da Maria Alice mudou, já conseguimos perceber. Acho que é a Tarsila que a está afetando e a deixando mais arredia. Não que a Maria Alice tenha sido um bebê fácil, ficará para sempre na memória as minhas incontáveis noites e finais de semana andando com ela para lá e para cá para que não chorasse, mas parece que agora há um motivo próprio para ela estar assim: ciúmes da irmã.

Ela pede muito colo, e sabe que sua mãe só pode ficar com ela sentada, já que não está podendo carregar peso. Tem explosões de “birra”, momentos em que parece só se acalmar dormindo. Sabe que a “Tatá” está vindo, e tudo o que ela não quer ou não deseja mais diz que é para a futura irmã: o berço, as roupas, a mamadeira, etc.

Me parece principalmente que ela pressente que está perdendo um pouco de espaço na casa, e que sua mãe não é mais exclusivamente propriedade dela.

Vamos ver, ainda tem três meses pela frente. A tendência é piorar um pouco, mas não teremos como fugir disso. A estratégia será fazer ela co-partilhar nossa experiência ao cuidar da Tarsila assim que ela nascer. Dar banho, ajudá-la a vestir, niná-la, ou seja, fazer com que a Maria Alice atue em casa junto de nós, e não fique isolada ou sozinha quando precisarmos dar atenção à caçula. É mais um belo desafio pela frente.

sábado, 17 de setembro de 2011

Guarda-Roupa


E só nos restou o branco!

Mesmo tendo comprado todos os móveis da Maria Alice na cor marfim (o que inclui berço, cômoda e bicama), na hora de ampliar para ter um pouco mais de espaço para guardar as roupas dela e da Tarsila, eis que só nos resta o branco no mercado de móveis para bebê.

"Saiu de linha" é a expressão ouvida. Ouvida e vista, pois é praticamente só essa cor que resta nas lojas.

Não fosse a persistência da Mamãe Paixão, vasculhando os cantos e recantos, não teríamos achado um modelo de guarda roupas que nos agradasse, de madeira e ainda na cor marfim. Se fosse por mim, teríamos comprado mesmo era em uma dessas lojas normais de móveis, um mais mais alto e garboso, para durar a vida toda. Mas vai ser um de criança mesmo, com vidro, janelinha, etc. Bem, aqui quem manda são as meninas!

Aliás, guarda roupa ou guarda roupas? Com hífen ou sem? Sei lá!

domingo, 11 de setembro de 2011

Primas


Recentemente me voluntariei para escrever um pequeno texto a uma revista mensal que trata do desenvolvimento infantil e dos pais, e eu deveria apresentar um caso curioso que aconteceu comigo e com a Maria Alice.

Não tive muito sucesso na primeira tentativa, e acabei mandando três "reflexões de pai". Precisei depois escrever um outro texto, mas achei que seria legal compartilhar os meus "pequenos pensamentos" por aqui. Seguem:

Ensinar limites dá trabalho

Maria Alice é uma menina difícil. Completou dois anos em agosto e ainda tenta o tempo todo impor suas vontades sobre nós. Quando pedir para parar não basta, temos duas opções: o prêmio ou o castigo. O prêmio vicia e deixa de ter valor, e oferecer chocolate todas às vezes, por exemplo, perde seu efeito com o tempo. Já o castigo, antecipado pela necessária ameaça, não pode ser utilizado muitas vezes, sob o risco de também perder seu valor pedagógico pela repetição. Mas não dá para não fazer nada, e é preciso ensinar limites para a criança. No nosso caso encontramos uma terceira opção: uma irmãzinha. E assim a Tarsila virá ao mundo no final do ano, e uma nova fase de aprendizado da sua irmã mais velha começará: o limite imposto pela existência de outras crianças na casa, mostrando que ela já não é mais a única rainha do pedaço.

Amamentação e seus efeitos

Por um bom tempo acreditei que o motivo de parte das dificuldades que tínhamos com a Maria Alice vinha do fato dela continuar amamentando. Dormir, por exemplo, era muito difícil, pois ela tinha sido acostumada a fazer isso no peito e acordava duas ou três vezes na madrugada para mamar. Às vezes, até mais. Tentamos várias alternativas: compramos uma mini-cama , deixávamos uma luz acesa, e ela não se alterava. Qualquer choro de dia, qualquer birra, e para o peito ela ia. Debati muito com minha esposa o que fazer, e só realmente “desmamamos” a Maria Alice quando sua mãe engravidou novamente e ela já tinha quase dois anos. No fim, tirar o peito foi como uma brincadeira para a filhota, e em alguns dias ela nem lembrava mais que amamentava. Ufa! Os problemas de sono, porém, continuaram por pelo menos mais três meses. Talvez eu não estivesse tão certo assim, no fim das contas.

Vem mais uma aí

A caçula ainda nem nasceu, mas já estamos preparando a Maria Alice para a chegada da sua irmãzinha. A escolha de um apelido para a Tarsila, “Tatá”, ajudou a fazer com que a filhota tivesse facilidade de se identificar, aprendendo desde cedo a chamá-la pelo nome. O contato com a barriga da mãe também é constante, e ela sabe que a Tatá está lá, mas não percebe que foi de lá que ela saiu também. No quarto já aponta: o berço é da Tatá, a mini-cama é dela. E as roupas que não cabem nela – ou as que ela não quer – também já são da irmãzinha. Não sei como vai ser quando a Tarsila efetivamente nascer no final do ano, mas espero que essas pequenas ações que começamos desde já ajudem na adaptação. Estou torcendo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Como cresceu!


Maria Alice mudou muito nesses dois anos. Provavelmente mais do que mudará a partir de agora, em que o seu desenvolvimento passará a ser mais gradual.

Fiz uma pequena lista para registrar em que pé estamos no desenvolvimento da filhota. Vou deixar algumas coisas de lado, com certeza, mas nem sempre dá para lembrar tudo. Vamos lá:

1 - Finalmente o sono da Maria Alice entrou nos eixos. Depois de muito sofrermos com isso, faz um mês que ela passou a dormir a noite toda, com algumas poucas exceções. Ufa!
2 - Comida não é um problema para a filhota, e até Vovó Vergueiro se assustou de como ela gosta de verduras e legumes. Mas adora uma carne também, e foi bem acostumada a comer arroz e feijão, assim como seus pais. Também come frutas sem problemas.
3 - Falar nunca foi o dom da Maria Alice, mas ela adora se comunicar. É expressiva e fazia mímicas desde antes do seu primeiro aniversário. Agora já sabe muitas palavras, mas demonstra ter um pouco de vergonha quando é para dizer algo diferente e novo para ela.
4 - Anda bem, mas também não saiu andando por aí novinha. Gosta muito de colo, e se atrapalha um pouco na corrida.
5 -  Sua personalidade é forte e ela gosta de mandar. Dá muito trabalho quando não consegue o que quer e impor limites é um desafio importante para nós no processo de formação do caráter dela.
6 - Não gosta de receber broncas. Sabe quando faz algo errado - e às vezes até faz de propósito - e disfarça bastante na hora da bronca: faz carinho ou muda de assunto. É esperta e maliciosa.
7 - Reconhece o que é ficar de castigo. Faz de tudo para evitar isso - e nós recorremos muito pouco a esse expediente para não vulgarizá-lo.
8 - Tem grande sensibilidade musical. Já tem ritmo (à diferença do Papai) e gosta de dançar, além de tocar instrumentos musicais. Tudo fruto do intenso trabalho de musicalização da Mamãe Paixão.
9 - Adora pintar. Tem um balde de lápis de cor e canetinhas, e está sempre pedindo papel para rabiscar. Pega a folha e pede para colar na parede, para que ela possa ver e pintar ainda mais.
10 - Gosta de livros e de ouvir histórias.
11 - Banho é com ela mesmo. Chora na hora de sair, reclama se esquecemos de escovar seus dentes e gosta de ficar fazendo caretas no espelho.
12 - Parece gostar da ideia de ter uma irmã, ou pelo menos já está consciente da vinda da "Tatá". Separa itens para ela, principalmente aquilo que não quer mais vestir ou que não cabe nela.
13 - Pede "ate", muito "ate" (chocolate).
14 - Reconhece os quatro avós. Adora ir na casa deles e ser mimada o máximo possível. Não dá sossego aos avôs, faz deles o que bem quer, mandando levantar, sentar, levantar, sentar, inúmeras vezes ao dia.
15 - E, acima de tudo, tem grande amor pelos seus pais!

domingo, 4 de setembro de 2011

Aniversário


E então Maria Alice completou dois anos de vida. Foi uma quinta-feira e eu não estava em casa, viajei quatro dias antes e só cheguei bem tarde na noite em que ela fez aniversário, por isso não consegui dar os parabéns de forma apropriada.

Tudo bem, estou perdoado. Maria Alice ainda não entende bem o que é comemorar aniversários, mas já gosta de bater palmas, assoprar velas, cantar parabéns e, principalmente, comer brigadeiros.

Está chegando a hora em que vai pedir uma festinha só para ela. E aí quem vai dançar sou eu.

No final das contas Vovó Vergueiro ajuntou a família, comprou bolo, uma vela "metida a besta", fez uns doces e todos cantamos parabéns para a filhota no mesmo domingo em que foi celebrado o Dia dos Pais. Comemoração em dobro!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Meu presente


E aí, já passou o Dia dos Pais? Quando é que é?

Ossos de ofício me impedem de estar mais presente nesse espaço, e por isso muitos comentários relevantes (e alguns apenas rotineiros) estão ficando para trás.

Esse ano o Dia dos Pais foi como um dia qualquer na minha vida, tirando o fato que eu ganhei um presente da Maria Alice, que na verdade ela achava que era para ela e só após muita insistência da sua mãe foi me dar.

Como sabem, não sou ligado em datas comemorativas e presentes. Restrições financeiras na família, quando eu era criança, fizeram com que eu não tivesse o hábito de dar e receber presentes. Convenções sociais mudaram um pouco essa realidade para mim, e as meninas vão com certeza terminar o serviço, e vou dar ainda muitos presentes em família. Meu maior presente, no entanto, vai ser sempre estar com quem eu amo, e nunca esperarei nada diferente disso.

De qualquer forma, nosso Dia dos Pais foi caseiro, e efetivamente o que fizemos de diferente foi cantar parabéns para a filhota, que viria a fazer aniversário alguns dias depois. Mas isso é assunto para o próximo “post atrasado”.