segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Culpa


Desde que Maria Alice nasceu, um sentimento me acompanha: a culpa.

Até hoje, sempre que tenho algum compromisso de noite ou preciso ficar sozinho no sábado concentrado no trabalho, sinto-me culpado por não poder ajudar a Mamãe Paixão a cuidar da filhota, principalmente porque eu sei o trabalho que ela dá.

Não é culpa nem da Maria Alice e nem da Mara, que em nenhum momento me pressionou para ficar exclusivamente em casa. Mas em todas as poucas oportunidades em que me estendi de noite tomando uma cerveja com os amigos, ou nas reuniões que acontecem com certa periodicidade durante o mês (fruto do meu espírito associativista exacerbado), senti essa estranha sensação de estar fazendo algo errado - e que o certo era ficar em casa ajudando.

Com a Tarsila esse sentimento vai aumentar, naturalmente. E é parte da experiência de ser pai.

domingo, 23 de outubro de 2011

É meu!


1. O "espírito do capitalismo" tomou conta da Maria Alice. Agora ela sabe que tem coisas que são dela, só dela, e vocaliza isso de forma clara: - É meu!. A boneca é dela, a roupa é dela, o teclado é dela. Tudo é dela, e quando não quer mais, é da Tatá. Um dia ainda vou ensinar a ela a diferença entre "posse" e "propriedade", que vai perdurar até a filhota começar a gerar sua própria renda.

2. Quando alguma coisa quebra em casa, a culpa - É do Papai!. Acho que foi Mamãe Paixão que ensinou isso para ela...

3. Faz algumas semanas que Maria Alice finalmente começou a falar pelos cotovelos. Agora faz frases, conjuga verbos de forma atrapalhada e diz as coisas que quer e que não quer com firmeza. Também canta bastante com sua mãe.

4. Aprendeu a contar até dez, em português, e a até três, em inglês. Sobe as escadas contando degraus, come contando as colheradas e, principalmente, pede toda noite "doi danininho".

5. E, finalmente, ainda não tem um guarda-roupa e nem um carro novo, já que nada está dando muito certo aqui em casa. Mas chegamos lá!

Só algumas atualizações da filhota, para registro nos seus dois anos e dois meses de vida.

domingo, 16 de outubro de 2011

A Favorita


A revista Isto É publicou um artigo na edição de número 2.186, duas semanas atrás, debatendo sobre o fato dos pais terem filhos preferidos.

Para quem cresceu em uma família com quatro crianças, como eu, esse nunca foi um grande problema: era impossível privilegiar qualquer um dos quatro, pois os outros três reclamariam o tempo todo.

As famílias que contam com um único filho também não têm esse problema: ele é sempre o filho preferido (talvez venham a ter um problema inverso - qual é favorito da criança, pai ou mãe?).

Com dois filhos, porém, como será o caso dos Paixão Vergueiro muito em breve, esse questionamento pode surgir uma hora. Crianças são espertas, e eu não me surpreenderia se qualquer uma das meninas vier no futuro a afirmar que um dos seus pais prefere a irmã, como forma de conseguir mais vantagens da gente.

Não tenho muito essa preocupação, a bem da verdade. Poderão reclamar a vontade, Maria Alice e Tarsila, mas saberão as duas que não haverá preferências em casa e que terão os mesmos direitos e deveres, respeitadas as condições específicas de cada uma.

A Maria Alice, por exemplo, sendo dois anos mais velha, viverá certas experiências antes da sua irmã. Ao mesmo tempo, sentirá mais a pressão de dar o exemplo para a mais nova, do mesmo jeito que eu sempre me senti em casa sendo o primogênito.

Faz parte da relação de ter irmãos, e é consideravelmente saudável, pois juntas aprenderão a ter limites, a respeitar o que é comum e o que é de cada uma, e terão uma amiga em casa para brincar sempre que possível.

Ah, com relação ao artigo citado no início dessa postagem, ele afirma que é natural os pais terem mais afinidade com um dos filhos, como resultado das características e perfil de cada um. E recomenda aquilo que sempre ouvimos dos nossos pais: negar até o final a predileção.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

No Pronto Socorro


Recentemente fomos os três para o pronto-socorro: Mamãe Paixão e Maria Alice e eu. Até aí nenhuma novidade, pois praticamente em todas as vezes que fomos ao hospital era por causa da Maria Alice, e sempre fiz questão de ir junto.

O que foi diferente da última vez é o fato de a Mamãe Paixão também ter ido a uma consulta, já que não estava se sentindo bem e, claro, nós tomamos todos os cuidados com ela nesse período de nova gravidez.

Aí sobrei sozinho com a Maria Alice na pediatra e ela recomendou um exame de sangue: exatamente a última coisa que eu gostaria que acontecesse. Tirar o sangue dela foi um sofrimento para ambos, e um pouco sobre esse breve acontecimento vocês podem ler na figura acima, que reproduz parte da página 32 da edição deste mês da revista Crescer.

A revista já está nas bancas e vale a pena comprá-la - principalmente para os pais, claro! (o merchandising é por minha conta)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Música Materna - Escolha da Logomarca

Muitos talvez ainda não saibam, mas a Mamãe Paixão (Mara) iniciou esse ano um projeto chamado Música Materna (http://www.musicamaterna.com.br/), onde ela desenvolve atividades musicais com bebês e com gestantes de forma a aproveitar o impacto positivo que a música proporciona às pessoas.

Como todo projeto iniciante, esse está levando um tempo para engrenar, e o fato da Mara ter engravidado logo em abril prejudicou um pouco o andamento das coisas, pois não tivemos condições de investir muito tempo e dinheiro naquilo que eu acho principal para o seu sucesso: uma divulgação bem feita e bem dirigida (meu “sangue administador” inclusive já queria elaborar plano de negócios, buscar capital, etc.).

Faz tempo que eu queria mencionar o Música Materna aqui no blog, mas a vergonha que tenho do site amador que desenvolvi para o projeto, e a ausência de uma logomarca, me fizeram segurar um pouco o comentário.

Agora, a própria Mamãe Paixão me fez um pedido - das duas opções de logomarca abaixo, ela quer saber a opinião de vocês sobre qual fica melhor: a que tem o rosto da moça ou a que não tem esse rosto.

Parece apenas um detalhe, já que o principal da imagem está elaborado, mas é um detalhe que não estamos conseguindo definir os dois.

Vocês podem nos ajudar? É só deixar um comentário aqui no blog, indicando se tem preferência por uma das duas logos. Ah, e obrigado!

domingo, 2 de outubro de 2011

O Carro da Família

 
Bem, esse é um texto sobre os pais, e não sobre as meninas. Trata-se da nossa dificuldade em escolher que carro comprar, e sobre a agonia que é passar por esse processo, principalmente quando não se tem muita clareza do que se quer e quando as opções disponíveis são limitadas.

Vamos começar pelo que nos restringe:
- Os recursos para comprar o carro (o que inclui entrada e capacidade de financiamento);
- O tamanho da garagem, que tem no máximo 3,70 metros apertados, com dificuldade para manobrar;
- A necessidade do carro ter espaço para duas crianças e toda a bagagem que é resultante disso.

O que gostaríamos de ter:
- Um bom e completo carro novo, para facilitar a manutenção e poder ficar com ele uns 10 anos pela frente;
- Um carro mais alto, com melhor visibilidade de direção;
- Um pouco de conforto interno, com rádio, travas elétricas, e o meu item preferido de sempre, o "porta-cachaça". Se possível, automático.

O que vamos realmente ter:
- Algum "sedan da vida". A última e menos desejada opção, mas a mais viável dadas as condições;
- Um carro usado, com cerca de três anos de fabricação, e no qual o valor de venda do nosso atual carro contribua com cerca de 50% do custo do carro novo.

Nosso sonho de consumo é um Doblô, que seria esse sim o carro da família que agradaria a gregos e troianos, ao papai e à mamãe. Pelo que tudo indica no momento, vamos acabar ficando com um Renault Logan. Torço por uma reviravolta de última hora, vamos ver. Novidades em breve.