terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Tarsila - 1 ano depois


Tarsila fez aniversário dia 23. 1 ano de vida, 12 meses como a caçula dos Paixão Vergueiro.

Diferente da Maria Alice, que veio inesperadamente (claro, depois de nove meses "de espera", mas sem agendarmos), com a Tarsila tudo foi programadinho: a data, o hospital, as férias, etc.

E ela nasceu de fato tranquila, sem chorar, sem fazer muita bagunça, exatamente o oposto da sua irmã.

Passados doze meses, o que temos agora com a Tarsila?

- Olhos que continuam azuis;
- Uma menina que anda de forma graciosa, e andou antes da sua irmã;
- Adora beijar a Maria Alice, e já consegue brincar com ela;
- Escolhe na prateleira o DVD certo que quer ver (o da Galinha Pintadinha);
- Mas viu muito menos TV e vídeos que a irmã mais nova;
- Faz tudo do seu jeito;
- Acorda 500 vezes de noite - pobre da Mamãe Paixão;
- Já tem dentes, e já está recusando a papinha.
- É apegada aos pais, como sua irmã mais velha, mas não é tão chorosa como foi Maria Alice;
- Mama, e muito!

E olhem para a foto, ela não é a cara da Mãe?

sábado, 22 de dezembro de 2012

O Natal do Ano


E então chegou o Natal!

Se no ano passado estávamos indo para o hospital, e Maria Alice viria dormir longe da Mamãe Paixão pela primeira vez em sua vida, em 2013 vamos passar o Natal em família.

Em família, e como manda a "tradição": pela primeira vez temos um árvore em casa, e as meninas - principalmente a Maria Alice - brincaram bastante com ela.

E primeira vez não só para nossa família, mas também para a Mamãe Paixão e eu, que nunca tínhamos tido árvores de Natal em nossas respectivas casas.

Sim, de fato compramos uma de plástico, bastante acessível, e só para constar mesmo. É pequena, e Maria Alice a colocou "para dormir" várias vezes nessa semana, isso quando a própria Tarsila não a jogava no chão tentando pegar um dos enfeites.

Acho que de tudo o que está acontecendo no Natal, e falando com bastante tranquilidade, a árvore é a maior novidade. Afora isso, as meninas estão crescendo e a Tarsila completando um ano, mas isso é papo para meu próximo texto.

Feliz Natal a todos!

domingo, 18 de novembro de 2012

Corinthiana


Estou com problemas na família: toda vez que eu falo que torço para o São Paulo a Maria Alice responde "Eu sou Corinthians".

- Como é que deixei chegar a esse ponto? Que erros que eu cometi?

Claro que Maria Alice não entende direito o que está falando e, hoje cedo, assistindo ao jogo do Brasil com a Espanha na Copa do Mundo de Futebol de Salão ("futsal" é para novatos, heh), ela voltou a repetir que era Corinthians, mesmo com meus argumentos que estávamos todos torcendo para o Brasil.

Acho que chegou a hora de levá-la ao estádio. Logo eu, que só fui ver um jogo em estádio com 19 anos de vida, totalmente atrasado e incompatível com minha paixão pelo único time tricampeão mundial que o Brasil tem. Com a Maria Alice, acho que 3 anos de jejum está bom demais!

domingo, 4 de novembro de 2012

Engatinhando


Foi mais ou menos quando completou dez meses de vida que a Tarsila começou a engatinhar. Nossa, e que diferença isso fez na vida dela!

Agora podemos largar Tarsila pelo chão da casa que ela sai a brincar, a mexer nos DVDs, entrar na casinha que a Mamãe Paixão fez, etc., exatamente do mesmo jeito que sua irmã mais velha fazia.

Sem dúvida, o estágio de sair dos braços dos pais para começar a se locomover por conta própria é um grande avanço para o bebê. Para a Tarsila, e diferente da Maria Alice, tudo leva a crer que é apenas uma rápida fase de passagem, pois o que ela quer mesmo é levantar e andar .

Aqui em casa estimamos que não leva mais que duas semanas para Tarsila andar. Ela já fica de pé e dá um ou dois passos antes de cair. Ao contrário da Maria Alice, portanto, que foi andar um pouco depois de completar seu primeiro ano de vida, a Tarsila parece ter pressa. Vai Tarsila, vai pintar pelo mundo!

domingo, 7 de outubro de 2012

Valores


Aproveitando que hoje é dia de eleições, e considerando que estou já há algum tempo distante do blog, achei que valia a pena voltar e retomar a conversa sobre alguns dos valores que as meninas vão aprender com o pai dela.

Já tratei disso aqui antes, faz tempo, e fico angustiado ao ver repetidas vezes o argumento de que devemos votar só levando em conta a proposta dos candidatos e nada mais. Como eu não concordo com isso, e não concordarei, nada melhor do que debater e apresentar os meus valores dentro da ideia de que temos que conhecer e saber os valores que são defendidos pelos candidatos e por seus partidos, para que isso nos ajude a decidir na hora do voto.

Bem, tratemos então de alguns dos meus valores:

1 - Os fins não justificam os meios: não há bem que possa ser feito e defendido se, junto com ele, o mal também for produzido. Não à toa, é impossível justificar a redução da pobreza, por exemplo, se para isso a corrupção prosperou. Há tantos outros exemplos e, confesso, é difícil manter a coerência aqui, pois os argumentos "do bem" seduzem as pessoas, que não percebem que os meios estão viciados.

2 - Democracia: liberdade é importante, e a liberdade só se garante com democracia. Toda e qualquer ditadura, por mais "social" que seja, é ainda uma ditadura, e não pode ser defendida. O indivíduo deve ser livre para escolher o caminho que quer seguir para si e seu país, e a ninguém, de forma não-democrática, pode ser dado esse direito em nome do cidadão.

3 - Somos todos iguais: o que nos diferencia é nosso esforço e dedicação, e não qualquer característica que tenhamos adquirido em virtude da genética, renda, etc. A cor da pele de ninguém o faz melhor ou pior que outro, para o bem e para o mal, e a nossa diferenciação se dá pelo esforço, pela dedicação a que nos empenhamos dadas as condições oferecidas. O papel do Estado é oferecer mais condições a todos, sem distinção, e não privilegiar grupos específicos, seja por quaisquer argumento "politicamente correto" que exista.

4 - Vida: sim, a vida é um valor, se não o maior de todos. A vida se protege, se defende, e não há justificativa moral que legitime tirar a vida de alguém de forma calculada, por qualquer método que seja - aborto, pena de morte, eutanásia e mesmo guerras, que devem ser evitadas a todo o custo por não serem nunca a solução.

5 - Respeito a todos: o pior dos discursos é o "se todo mundo faz, por quê eu não posso?". Vou ter que lidar com isso com as meninas, não tenho dúvida alguma. As pessoas furam fila, dão um jeitinho, e até eu, em 31 anos de vida, com certeza já cometi alguma pequena transgressão. Mas carrego o sentimento de culpa e não tenho esse tipo de atitude nem como exceção, pois ela simplesmente não deve ocorrer.

Falar de valores é fácil, porém, e o discurso deve ser legitimado pela prática, caso contrário se reduz à pura hipocrisia.

Por isso mesmo, minhas filhas não verão o pai dela mudando seus princípios para alcançar algo que deseje, bem como não verão o seu pai defendendo ditaduras (e eu já fiz isso, quando seduzido pelas propaganda castrista), mesmo que seja uma "boa ditadura" em contraposição a um governo tirânico ainda pior.

Terão no seu pai um ardoroso defensor da vida como um valor absoluto, do qual não se abre mão, e não verão o seu pai defendendo cotas raciais ou qualquer outro instrumento que crie um privilégio a um indivíduo só por causa da sua cor de pele.

E, finalmente, não verão seu pai falando para se "dar um jeitinho", e é mais provável que o vejam extremamente bravo e sem humor algum se elas falarem isso ou se propuserem furar uma fila caso conheçam alguém no meio dela.

E elas vão compartilhar todos os meus valores? Não, provavelmente não, pois também terão sua mãe na formação dos valores das meninas (e Mamãe Paixão tem certo valores iguais aos meus, mas pensa diferente sobre outros temas), os dos amigos, da sociedade, etc. Formamos nossos valores a partir de várias influências, e eu espero ser uma grande influência para ensiná-las o que defendo e acredito, sabendo explicar as motivações e porquês. Vamos ver se consigo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

3 anos


Maria Alice fez 3 anos sábado passado. Três anos, e só agora estou relatando isso no blog. Meu Deus, como estou relapso!

A vida anda corrida e atrapalhada. Mudei de emprego, retomei a ministrar aulas, estou preparando minha qualificação no mestrado. Agora tudo vai entrar nos eixos, mas agosto foi de fato um mês conturbado aqui em casa.

Bem, a filhota está mais velha. Três anos de vida, e passou tão rápido!

Parabéns meu amor, eu te amo tanto que até lembrei de uma música. É uma canção evangélica, do cantor Lázaro, também gravada pelos católicos, e que expressa exatamente o quão grande é meu amor por você, minha querida e minha filha. Segue um trecho dela:


Filho eu quero tanto
Enxugar teu pranto te fazer só meu.
Filho eu quero ser teu Deus
Eu te amo tanto, tanto, tanto, tanto
Filho vem ser meu, filho eu quero ser teu Deus

Por que eu te amo !!!
Eu te amo Tanto 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tô nem aí, tô nem aí!


Tá chegando o Dia dos Pais, e eu vou ganhar presente da Tarsila e da Maria Alice, com a devida cumplicidade da escolinha de ambas (da Tarsila foi a mão dela de tinta, em uma cartolina azul; da Maria Alice não recebi ainda - mas já paguei, porque ela fugiu pro sítio com os avós paternos).

Eu não ligo, não ligo e não ligo, e se um dia elas não me derem nada, o presente maior sempre vai ser tê-las comigo. Não quero que se afastem nem se casarem - mando fazer um puxadinho para a família toda, hah!

Mas se elas quiserem dar um presente pro Papai todos os anos... bem, eu não vou reclamar, né?

domingo, 29 de julho de 2012

Destrambelhada


Dentre as suas muitas distintas características, Maria Alice tem uma que é das mais marcantes: é desastrada até não poder mais!

Derruba bebida na roupa, tropeça o tempo inteiro, escorrega, bate a cabeça, quebra as coisas, rasga, risca, estraga, etc., e deixa sua mãe completamente agoniada com isso, mesmo sabendo que a filhota não o faz por mal.

Na verdade, Maria Alice apenas reforça uma característica familiar muito típica: sua madrinha e tia, Clarissa, e seu próprio pai, este que vos escreve, sempre foram bastante destrambelhados quando criança, cada um à sua maneira.

Eu, por exemplo, uma vez "montei" no móvel da televisão de casa e derrubei o toca-discos na minha cabeça, quebrando o disco favorito do Silvio Britto que o meu pai tinha. De outra feita, pendurei-me na porta do móvel-espelho do banheiro, que não aguentou o peso e quebrou, estando inutilizado até os dias de hoje. No primeiro caso, a bronca foi grande. No segundo, se não estou equivocado, guardo até hoje o segredo da minha responsabilidade.

E é por essas e outras que eu não ralho ou me incomodo com as trapalhadas da filhota. Dou as devidas broncas quando ela extrapola, naturalmente, mas o faço com o coração tranquilo de um pai que vê na sua cria a projeção dele mesmo, e que a ama ainda mais por causa disso.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um anjo


Tarsila é um anjo, e eu não tenho definição melhor para ela. Calma e sorridente, ela é uma luz em nossa vida, e representa um pouco de alívio em relação ao que foi a sua irmã, que deu trabalho até não poder mais.

Na escolinha, Tarsila se adaptou muito bem. Nas vezes em que a levei, sequer chorou! Já Maria Alice até hoje faz birra e faz questão, sem perceber, de me deixar com ainda mais culpa de levá-la.

A impressão que temos é que a Tarsila é um bebê como todos os outros, que traz as dificuldades normais que é ter uma criança nova em casa, mas nada além do esperado. Já Maria Alice era o extremo: demandante, exigente, e até hoje dá mais trabalho que a sua irmã. Ela era aquilo que chamamos de "o ponto fora da curva". Felizmente, agora estamos dentro da "média". Ufa!

sábado, 14 de julho de 2012

Imagens


Não ando muito inspirado para escrever no blog, então vou postar só uma foto, tirada hoje pela manhã, no primeiro banho coletivo das meninas. São meus amores, e eu sou tão completamente apaixonado por elas que sofro por causa de tanto apego.

Que Deus proteja minha família sempre!

domingo, 1 de julho de 2012

Férias



Maria Alice está de férias da escola.

Férias, tão desejadas pelas crianças, tão indesejadas pelos pais. E agora, o que fazer com a Maria Alice nas férias dela? Papai trabalha, Mamãe precisa ter sossego em casa para poder trabalhar também. Vovó Paixão trabalha e já ajuda muito aqui, Vovó Vergueiro vai para o sítio passar um tempo. São poucas as opções, mas muitos os dias de férias da filhota.

É a primeira vez que Maria Alice tem férias. Até então, a deixávamos no "curso de férias", ou seja, pagávamos a mais para ela ficar na escola se divertindo. Esse ano não fizemos isso, e ela vai ficar uma parte do tempo em casa. Vamos ter que nos virar, dividir a responsabilidade de cuidar dela e inventar coisas para fazer.

Mamãe Paixão contou a ela hoje que não tinha escolinha amanhã, e o significado das férias. Ela adorou! E isso só significa uma coisa: que vai sofrer muito quando as férias acabarem, pobrezinha.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Escolinha


E Tarsila começou no berçário! Desde semana passada, nossa caçula iniciou sua adaptação na mesma escola que Maria Alice vai, perto de casa. Felizmente os últimos dias estão sendo muito bons para a pequena, que parece estar não somente se adaptando bem lá, como também dormindo melhor em casa, interagindo com as pessoas e livre de uma gripe mais forte.

No berçário, segundo Mamãe Paixão (eu não tive como ir ainda ver), ela brinca com os outros bebês, come frutas e fica no colo. Chora muito menos que a Maria Alice quando esta começou lá, e já vai até poupar a Vovó Paixão de vir em casa nesta tarde, quando a Mamãe sair para trabalhar no Música Materna.

Estamos muito felizes em casa nesse momento. Maria Alice está alegre e divertida, Tarsila é menos complicada de lidar do que foi sua irmã, e Papai e Mamãe estão fazendo planos para o futuro da família. Eu e minhas três meninas lindas!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Com Vergonha


Maria Alice está na fase da vergonha, e já superou o desprendimento típico que tinha quando era bebê e que a levou a dançar no meio de uma apresentação de rua em Paris com apenas um ano e três meses de vida. Agora, ao encontrar alguém desconhecido ou a chegar em lugar novo, se fecha, abraça seus pais, se contrai.

É compreensível essa fase dela. E, se realmente puxou o Papai aqui, esse comportamento não vai passar nunca mais. O "esquema" é o seguinte: sempre que eu chego em algum onde não conheço ninguém, como um novo emprego ou uma festa de desconhecidos, fico na minha, vou conhecendo o ambiente e ganhando confiança da situação. Em pouco tempo, já estou livre, leve e solto, exatamente como a Maria Alice faz, saindo desembestada para brincar depois de um primeiro momento de reclusão.

Cada vez mais acho que ela puxou o pai. E cada vez mais fico feliz com isso!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O fim das fraldas - o difícil feito fácil


Maria Alice já não usa fraldas faz alguns meses, nem para dormir. Um problema a menos, na família, e uma facilidade a mais, pois ela agora avisa quando quer ir no banheiro e já começa até a "enrolar no trono", como boa menina serelepe. O pinico também é coisa do passado.

Incrível como certas coisas difíceis são tornadas fáceis pelos nossos filhos, enquanto outras supostamente fáceis são tão difíceis. Para sair das fraldas, não precisamos fazer simplesmente nada com a Maria Alice, ela decidiu que não as usaria mais e assim foi. Nunca fez xixi na cama, e apenas uma ou duas vezes ela fez nas calças.

Ao mesmo tempo, dormir sempre foi um suplício. A filhota levou quase dois anos para dormir sem acordar de noite, e até hoje, várias vezes na semana ela acorda uma ou duas vezes na noite e chama por seu pai ou sua mãe (Papai não ouve, claro!).

Maria Alice nunca gostou de leite, até hoje toma muito pouco, mas também nunca deu trabalho para tomar banho ou escovar os dentes, por exemplo, que ela adora e até cobra. Tudo muito estranho, fugindo do nosso controle sobre o que é fácil ou não com ela.

Com a Tarsila, o mesmo começa a se repetir. Ela tem dificuldade para dormir ou para ficar muito tempo parada sem estar no colo dos seus pais, mas não dá trabalho para tomar banho, e é comportadinha em muitas outras situações.

É curioso como algumas coisas difíceis são tornadas fáceis e vice-versa, dependendo do bebê. E a gente só observando, sem poder fazer muita coisa, e torcendo para dar tudo certo!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Árvore Genealógica


Eis a primeira lição de casa da Maria Alice. Pobrezinha, serão tantas! As próximas é ela quem vai fazer, Papai e Mamãe só vão mesmo ajudar quando for preciso.

sábado, 2 de junho de 2012

Bronquiolite fraca


Parece que e a Tarsila está com uma bronquiolite fraca. Tudo bem, não é nada grave, ela já melhorou hoje e eu sequer sei o que é isso, apenas sei que ontem a Mamãe Paixão foi com ela fazer um raio-x do pulmão, sob orientação da pediatra com quem a filhota tinha tido consulta um pouco mais cedo.

Tarsila não gosta de tomar remédios. Faz careta, reclama, resmunga. Já Maria Alice tinha mais gosto pelo líquido diferente. Brincava muito com a injeçãozinha que usávamos várias vezes, e até hoje adora o "xarope da vovó" quando está com tosse. Ela, inclusive, até brinca de estar gripada quando a Tarsila vai tomar remédio, só para tomar também.

Com os bebês (bonecas) dela, Maria Alice simula estar no hospital, dá injeção, mede a temperatura, dá comida, etc. A gente se diverte e adora essa simulação, pois toda brincadeira criativa deve ser estimulada.

Vão brincar muito as meninas, quando crescerem. Vão dar trabalho e sossego ao Papai, por isso mesmo.

domingo, 27 de maio de 2012

A mais nova cristã


Essa semana foi tão corrida que batizamos a Tarsila hoje e eu praticamente não avisei antecipadamente a ninguém disso: só os meus pais, os padrinhos - minha irmã Tatiana e meu irmão João Carlos - e minha própria madrinha e seus filhos.

A cerimônia foi bonita e singela e, assim como já havia sido no batizado da Maria Alice, eu corri logo depois da celebração para finalizar a edição do mês de junho do jornal da minha Paróquia.

Tarsila se comportou muito bem, praticamente dormiu o tempo todo, e Maria Alice se mostrou curiosa e um pouco ciumenta com a situação.

São minhas duas pequenas cristãs!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

E a Tatá?


Tarsila completa cinco meses de vida na semana que vem, e e recebeu muito pouca atenção neste blog, principalmente em virtude dos meus contratempos recentes de saúde. Vamos tirar o atraso então!

Com seus lindos e mutantes olhos azuis, Tarsila tem uma personalidade diferente da que tinha Maria Alice, ainda que não tão distante desta. Maria Alice chorava demais e nos obrigava a ficar dando atenção a ela o tempo todo, e Tarsila é mais calma e tem mais momentos de descontração. Com ela, por exemplo, conseguimos ambos almoçar ao mesmo tempo muitas vezes, o que nunca fazíamos quando a primogênita era bebê.

Tarsila mantém seus olhos azuis, mas suspeito que vão mudar de cor em breve. Costumo brincar dizendo que o motivo da cor atual é que na família nós temos "um pé na Casa Grande".

Ela sorri muito e já sabe brincar e tocar teclado. Descobre rápido a sonoridade das coisas, como não poderia deixar de ser considerando que é filha de uma musicoterapeuta e arte-educadora.

Adora sua irmã mais velha. Contempla a Maria Alice com olhos de admiração, e o amor é recompensado com os inúmeros beijos que recebe. É como se as duas mal esperassem crescer para brincar juntas.

No mês que vem vamos começar a adaptação dela no berçário. Aos poucos e com calma, mas em uma perspectiva bem melhor que quando foi com a Maria Alice, que sofreu demais.

Dito tudo isso, o fato é que estamos muito satisfeitos com nossa caçula e com o que ela representa em nossa casa: uma família completa, cheia de amor e feliz! E assim seguimos em frente.

domingo, 13 de maio de 2012

Nossa Mamãe


Se tem uma pessoa especial nessa casa é a Mamãe Paixão. Com toda sua dedicação e carinho, ela conseguiu ter duas filhas que são praticamente a extensão dela, de tão grudadas.

Tarsila, Maria Alice e Mamãe Paixão poderiam ser uma só, que seria a mesma coisa. Não importam que tenham personalidades diferentes, todas enxergam na sua mãe a referência maior e a ela recorrem quando precisam. Mamãe Paixão é o cérebro por trás da família, e a cola que nos mantém juntos.

No Dia das Mães, as meninas foram todas ficar com a Vovó Purcina, o que é bastante justo, por ser ela a progenitora-mor. Eu fui visitar Vovó Vergueiro e logo retornei para casa.

Eu sou um grande "zero", é bem verdade. Não comprei presentes para ninguém e não me esforcei para isso, como já é de hábito. Dia das Mães deveria ser todos os dias aqui em casa, mas eu quase sempre furo com isso também.

Bem, paremos de resmungar. Hoje é o dia dela, da Mamãe Paixão, e é ela que merece todo amor da família. Parabéns, Mamãe!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Duas Semanas


Passaram-se duas semanas da minha operação, e finalmente estou começando a colocar as manguinhas de fora. Já levei Maria Alice no supermercado, fui fazer compras e até uma volta já dei, e semana que vem retorno às aulas no mestrado. Só não vai dar mesmo é para aproveitar a Virada Cultural com as meninas, que pena!

Para quem ficou curioso sobre a minha enfermidade, a operação que fiz foi de hemorroidas. Eram três internas, e o sangramento e meu estado de anemia forçaram uma operação de urgência antes que a situação piorasse.

Interessante ter hemorroidas. Nunca tinha conversado com ninguém sobre isso em nenhum momento social da minha vida, e de repente, por falar francamente sobre isso a quem perguntava, descobri que quase todo mundo já teve ou conhece alguém que sofreu desse mal. Está aí o problema, na sociedade, só não é muito comentado por vergonha.

O pós-operatório foi o mais difícil. A operação em si é tranquila, mas é preciso disposição para aguentar o que vem depois, mesmo que já em casa. Felizmente tomei muita água e muita sopa nesse período, o que ajudou bastante. Aliás, beber água é o que não vai sair mais da rotina agora. Um problema como esse, nunca mais!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Operação (do) Papai


Bem, não teve jeito e acabei sendo operado semana passada. Foi na quarta-feira, dia 18 de abril, a primeira operação da minha vida, e graças à anestesia geral que meu amigo de infância Daniel Varoni Schneider me deu (em uma dessas boas coincidências da vida), eu sequer vi coisa alguma.

O problema foi o pós-operatório... e por causa dele estou plantado em casa por pelo menos quinze dias, em repouso e sem poder fazer esforço. Mamãe Paixão é que está tendo que dar conta de tudo, de duas meninas, um "macho machucado" e as demandas do Música Materna. É uma leoa essa Mamãe, e se não fosse ela as coisas estariam muito mais difíceis por aqui.

A Tarsila, no seus quatro meses recém completos, não sabe o que está acontecendo. Já Maria Alice percebeu a ausência do Papai, que totalizou uma semana internado, mas não sentiu muita falta minha não. O motivo foi que contamos com a sempre confiável presença da Vovó Paixão, a leoa-mãe, e sem ela a Mamãe teria tido muitas mais dificuldades na minha ausência.

Maria Alice foi me visitar na sexta e viu o acesso em meu braço. Eu reparei o olhar dela desde o primeiro momento, e vi o quanto ela ficou desconfiada e intrigada. Ela sabia que o Papai estava doente e que estava no hospital para ficar bem. Quando voltei para casa, no dia seguinte, ela instintivamente pegou a minha mão e fez carinho. É muito graciosa a minha filha, ela mesma não percebe o quanto sabe ser meiga e gentil. E eu sou louco por ela!

Bem, estamos todos em casa agora. Ainda que eu não possa fazer muito para ajudar, pelo menos fico mais tempo com as meninas. E é sempre bom estar com a família!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Papai tá dodói

Papai Vergueiro está internado, pobrezinho. Começou na madrugada de sábado, ele foi fazer uma checagem no Hospital Santa Catarina e não saiu mais de lá, eles não deixam! Esse hospital é dureza, e com a Tarsila foi a mesma coisa, e ela ficou lá quatro dias. Papai já indo pro terceiro... O mais difícil pro Papai é ficar longe da família. As meninas até foram visitar no domingo, mas a presença durou pouco e hospital não é lugar para elas, quando saudáveis. Bem, vamos torcer para o Papai sair logo, né? Ele não tem nada grave, e tá fazendo muitos exames para confirmar isso. Volta logo, Papai!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Carminha


Tarsila é calma, calma! Sabem o que significa eu dizer isso? Que a Tarsila é completamente diferente da Maria Alice, e exatamente do jeito que a gente gostaria que a filha mais velha tivesse sido e não foi.

Com a Tarsila a gente consegue fazer uma refeição juntos, sem precisar que um fique com ela no colo enquanto o outro come. Com a Tarsila a gente consegue ficar vendo novela, com ela nos olhando e sorrindo. Com a Tarsila a Mamãe consegue ir para a rua, fazer reuniões e trabalhar com mães e bebês no Música Materna.

Tarsila é tudo do "bão" e do melhor!

Aqui em casa, inclusive, quem continua dando mais trabalho é a Maria Alice, que é manhosa, meiga e maravilhosa na sua capacidade de chamar nossa atenção.

Como goiabada com queijo, tenho duas filhas que se completam nas suas distintas características. Igualzinho como tinha que ser!

domingo, 1 de abril de 2012

Abandonado


Não, o blog não está abandonado, eu é que priorizei outras "tarefas" nas últimas semanas.

Março foi um mês corrido: fiz duas viagens a trabalho, assumi a presidência da ABCR, ajudei Mamãe Paixão a levar adiante o Música Materna (fizemos novo site e começaram novas turmas), e tomei conta das meninas. Ah, as meninas!

Maria Alice está ótima, já está novamente adaptada à antiga escola e suas crises nervosas diminuíram fabulosamente. Ela tem mais problemas quando está sozinha com a sua mãe e a Tarsila, mas fora isso consegue se divertir bem comigo e com os avós.

Tarsila  está recuperada da internação no final de fevereiro. Não ficou mais doente, e é muito mais tranquila que a sua irmã. Nossa, quanta diferença! Fico lembrando de como era com a Maria Alice quando ela tinha três meses, e de quanto tivemos que nos dedicar exclusivamente a ela, e vejo como a Tarsila é um anjo. Por incrível que possa ser, aqui em casa quem dá mais trabalho ainda é a Maria Alice.

Bem, acho que vou voltar a escrever mais. Vamos ver como andam os próximos dias. Só nesse final de semana, sozinho em casa, tive que fazer quatro trabalhos diferentes para dar conta de todo o atraso. Fora as leituras do mestrado. Mas espero que agora dê para dar mais atenção às meninas.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Mickey Blue Eyes


Tarsila tem olhos azuis, o que confunde muita gente. Fazendo troça, quando perguntam quem ela puxou, eu respondo: "O vizinho!".

Mas é brincadeira, claro, e eu também nasci com olhos azuis.

- Azuis? O jP?

Pois é, por alguns meses na minha vida fui um lindo bebê de olhos azuis, encantando plateias da família Andrade Vergueiro, mas rapidamente me transformei neste ogro que vos escreve.

Tivesse eu mantido os olhos azuis a vida toda, talvez não fosse tão tímido, como fui por muitos anos. A Tarsila? Bem, não acho que vão permanecer assim os seus olhos, mas há muita torcida para que continuem azuis.

Vamos fazer um bolão?

sábado, 3 de março de 2012

Idas e Vindas


E voltamos Maria Alice para a escola antiga. Ela não suportou tantas mudanças simultâneas na sua vida, e nós não suportamos a dor dela. E cedemos.

Maria Alice regressou para a escolinha onde começou seu difícil - e ainda não-concluído - processo de separação da sua mãe, e nós passamos a ter uma filha um pouco mais tranquila em casa.

Realmente não deu, erramos. Foram muitas mudanças, e a nova escolinha tinha uma proposta diferente daquela da que estávamos acostumados, e optamos por dar um passo atrás para poder dar muitos outros adiante.

Mamãe Paixão deu sorte, a bem da verdade, e encontrou a dona da escola antiga da Maria Alice na rua, que fez uma proposta financeira interessante para o nosso retorno. O bolso está apertado, e tudo tem que ser bem pensado para garantir a felicidade de todos.

Na antiga - e agora nova mais uma vez - escola da Maria Alice, a gente pode entrar, vê-la na sala, ficar com ela lá. É um ambiente mais aberto e solto, e a filhota se adapta melhor assim.

Bem, aprendemos: quando se tem um segundo filho, faz bem quem não mexe muito com o resto da rotina do primeiro. Aprendemos da maneira difícil!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Minha estada no hospital


Tudo começou no almoço da sexta-feira véspera do Carnaval, quando decidimos, por precaução, levar Tarsila no pronto socorro, pois ela apresentava um problema em um dos olhos e Mamãe Paixão a achava um pouco quente também.

Optamos pelo Hospital Santa Catarina, para conhecer as instalações de lá e usufruir do novo plano de saúde, que eu havia acabado de contratar para garantir o acesso a alguns hospitais de melhor qualidade para as meninas.

O Santa Catarina tem a característica, segundo a Mamãe, de não te deixar sair de lá sem ter certeza que você não tem nada. Com a Tarsila foi assim que aconteceu, e ela acabou sendo internada e tendo alta só quatro dias depois.

A febre foi identificada em 38,9 graus, e primeiro vieram os exames tradicionais: sangue, urina e raio-X. Surgiu a suspeita de meningite e Tarsila foi levada ao isolamento. Fez-se uma punção lombar e, felizmente, não era nada. Nesse ínterim foram duas consultas ao oftalmologista, que não conseguiu identificar se ela tinha conjuntivite ou celulite.

Aí o simpático Dr. Ernesto, que vinha o tempo todo no quarto checar como estava a nossa filhota, sentenciou: o protocolo para recém-nascidos com febre alta é a internação para observação e garantia de que não tenha nada. E nós capitulamos: Tarsila foi devidamente internada quando já era meia-noite da sexta e encaminhada ao seu quarto, acompanhada da Mamãe Paixão, tomando injeções de antibióticos todas as noites.

O grande nó da questão era a Maria Alice, que vinha tendo crises nervosas e para quem tínhamos planejado um carnaval especial, 100% família, no sítio dos Vovós Vergueiro. Não deu, e eu fui sozinho com ela para o sítio até Tarsila receber alta. Mas ela se comportou super bem, ainda que muito grudada em mim.

Foram quatro longos dias em que Mamãe entediou-se até não poder mais. O atendimento no hospital era ótimo, a alimentação também, tinha TV a cabo, internet e até uma sala de brincar para as visitas da Maria Alice, mas nada substituía o fato de não estarmos todos juntos.

Na terça pela manhã Mamãe me ligou e disse que Tarsila tinha recebido alta: a febre não voltara mais e os exames deram todos negativos, ufa! Não perdemos tempo: viemos logo para casa, almoçamos, e fomos tentar "pular" um pouco do Carnaval no SESC Ipiranga.

Agora, torcemos para que ela não tenha outra febre alta ou gripe. A pediatra vaticinou: se acontecer, é internação na certa. Ai...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Internada


Tarsila ficou internada nesse Carnaval, passou quatro dias no hospital. Já está de alta, em casa, e os quatro juntos reunidos mais uma vez.

Com calma, eu conto a novela toda. Agora já são quase duas da manhã e eu preciso subir para dormir. Nesses últimos dias fui babá de Maria Alice e não tive tempo para nada, só para minha filhota linda. As meninas dormem cansadas, e eu vou a ela me unir.

E nesta quarta-feira de Cinzas começa o jejum da Quaresma...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dor


É, não está sendo tão fácil como gostaríamos. Maria Alice está de fato sofrendo bastante com o impacto de todas as mudanças, consideradas aí o nascimento da Tarsila, as férias de um mês que ela teve em casa conosco e o reinício das aulas em uma nova escola.

Sua forma de extravasar é o escândalo, a birra excessiva, de um jeito que poucas vezes a tínhamos visto fazer. Ela chora, esperneia, briga com a gente, se joga ao chão e segue nessa toada por um bom tempo, só parando quando damos uma bronca ou quando conseguimos mudar seu foco. Se perguntada qual o motivo dela estar assim, responde: "Não quero dizer".

Estamos monitorando, e tentando fazê-la se sentir o mais querida possível. Mamãe está dando banho nela todos os dias (eu estava fazendo isso na reta final da gravidez), fazendo-a dormir e acordar, e tentando mostrar que pouco mudou, que ela ainda é muito querida para nós.

Quanto à nova escola, não temos muito o que fazer, é uma questão de adaptação mesmo.

E assim vamos levando nosso dia-a-dia nas última semanas, esperando passar essa fase e chegar o Carnaval, para sair um pouco também da rotina. Vai dar tudo certo, tenho certeza.

*  *  *

Mamãe Paixão ficou com a impressão de que no último texto desse blog eu teria dito ser ela a responsável por Maria Alice não ter a rotina que eu considerava adequada. Não foi o que aconteceu, e eu não culparia Mamãe por qualquer deficiência - se ela existisse, o que não foi o caso, como bem afirmei no texto - que eu eventualmente identificasse na educação das nossas filhas.

Nós somos uma família, e como um família somos co-responsáveis pela educação das crianças. E eu jamais vou abandonar meu papel de pai e partícipe, vocês podem ter certeza disso.

Perdão Mamãe!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Rotina


Com o início das aulas da Maria Alice, estamos tentando ter com ela algo em que nós em casa não somos muito bons: rotina.

Se no ano passado ela entrava n escola às 8, 9, 10, 11 horas da manhã, dependendo do dia e da nossa disponibilidade, agora ela está entrando às 9 e saindo as 15 horas, quase pontualmente.

Rotina é um problema para nós em casa. Eu não gosto dela por natureza, e busco desenvolver uma série de atividades na vida onde justamente a rotina não seja um imperativo, e tenha sempre algo de diferente acontecendo.

Mamãe também não é uma pessoa de rotina, e não à toa esteve sempre metida nas artes e com música, onde não viver na rotina faz parte do estilo de vida.

Não ter rotina é um mal para nós e para as meninas, na minha opinião. Maria Alice nunca teve hora para dormir, para acordar, para comer. Talvez um pouco na primeira escola dela, com horários para refeição e soneca, mas com a gente aqui em casa a vida é uma beleza!

Claro que para a filhota é melhor assim, principalmente nessa fase da vida onde impor muitas regras e inflexibilidade para as crianças é desnecessário. Ela vai aprendendo aos poucos, entendendo aos poucos o funcionamento do "sistema" dos adultos, e lidando naturalmente com as restrições, espero.

Pelo momento, de qualquer forma, já me dou por satisfeito se ela conseguir passar a dormir todos os dias às 10 horas da noite. Grande avanço aqui em casa.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Escolinha


Acabaram as férias da Maria Alice (bem como as do Papai), e ela está voltando para a escolinha. Por opção pedagógica, e também necessidade de algum ajuste financeiro em virtude do nascimento da Tarsila, optamos por colocá-la em uma nova escola, próxima de casa como a outra, mas com um perfil diferente.

E como mudou de escola, tem que fazer adaptação de novo, e assim lá estão Mamãe Paixão e ela conhecendo e se ambientando à escola, para que se acostume aos novos amigos e professores.

Também nessa idade começam as atividades extraclasse. Ballet, judô, inglês e música são as que ela vai fazer, se não estou equivocado. Ballet? Judô? Com dois anos de idade? Bem, nada muito sério e profissional, naturalmente, mas eu já estou me preparando para tomar uns "tombos" da filhota no tatame.

De qualquer forma, continuamos com o objetivo de não deixá-la muito tempo longe de nós, aproveitando ao máximo a família e nosso amor e carinho. Em tese, serão oito horas por dia lá, mas vamos tentar criar uma rotina para que sejam só seis. E com o projeto da Mamãe Paixão engrenando, o Música Materna, a tendência é ela ter horários mais flexíveis para ficar com a filhota. Eba!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Roupas


Maria Alice está cada vez maior, e cada vez maior é também a sua demanda por roupas novas. Até agora, a maior parte de tudo o que a filhota usou para vestir veio como presente da família e dos amigos, mas os presentes estão rareando (só mesmo quando a Tia Tati viaja e traz regalos dela ou da Madrinha Clarissa), e se aproxima a hora de colocarmos a mão no bolso.

Acho que apenas um ou outra vez saímos para comprar roupa para a Maria Alice em seus dois anos e meio de vida, ela. Uma calcinha aqui, uma blusinha ali, um vestido para um evento especial, etc., nada que tenhamos feito por hábito, e sim apenas por necessidade ou oportunidade do momento.

Da minha parte - e como bom representante da ala masculina da família Paixão Vergueiro - não gosto de sair para comprar roupas. Aliás, não gosto de sair para comprar quase nada, e praticamente só me sinto confortável indo ao supermercado - isso sim eu faço com prazer.

Mas não gosto de comprar roupas mesmo: não tenho paciência para ficar entrando de loja em loja, experimentando peças diferentes, ouvindo "conversa mole" de vendedor, etc. Eu sou daquele tipo de pessoa que não gosta de ser abordada na loja, mas que fica incomodada se precisa encontrar algo e ninguém vem falar com ela. Quer dizer, não sei se "esse tipo de pessoa" existe, vai ver é apenas eu que sou assim...

Bem, perdi a linha no texto aqui. O que queria falar mesmo é que vamos ter que começar a comprar roupas para a Maria Alice. A Tarsila ainda vai usar as da irmã mais velha por algum tempo, fora os presentes que ganha, então a hora dela demorará a chegar. Mas para a Maria Alice, a hora é agora.

Então é bom eu preparar as minhas leituras do mestrado e não esquecer de levá-las na hora das compras. Vamos "bater perna", e eu vou tomar muito "chá de cadeira". Ai.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um mês de Tatá


Tarsila completa um mês de vida amanhã, segunda-feira, e confesso que ainda não sei como vai ser daqui para frente. Até o momento ela ainda só dorme, mama e faz cocô, muito diferente da sua irmã mais velha que, com duas semanas de vida, já estava de pé (não literalmente, claro) dando trabalho e chorando sem parar.

Por isso mesmo, e também pelo fato de eu ter estado mais presente em casa dessa vez - tirei férias no trabalho - tudo parece estar sendo mais fácil. Mamãe Paixão, inclusive, se gabou de ter assistido um filme essa semana, algo impensável por meses a fio depois de Maria Alice ter nascido.

A família também tem ajudado. Vovó e Vovô Paixão (na foto), Vovó e Vovô Vergueiro têm ficado com Maria Alice sempre que possível, e tudo conspira para que, apesar das dificuldades, tenhamos realmente uma vida mais tranquila agora. Sem contar, claro, que estamos muito mais experientes e calmos do que na primeira vez.

Bem, vamos torcer. Não vou contar vitória antes do tempo, deixemos a Tarsila acordar de vez primeiro. E vamos que vamos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Presas ao sistema



Tarsila mal tinha nascido e lá fui eu pesquisar novamente os planos de saúde. Sinto uma grande agonia de ter que pagar um alto valor para garantir que minhas filhas tenham acesso à saúde de qualidade, mas infelizmente não consigo nesse momento confiar no serviço prestado pelo estado - e posso me dar a esse luxo, inacessível à maior parte da população brasileira.


Com a Maria Alice foi a mesma coisa, e optei por incluí-la como dependente no meu plano da Unimed Paulistana. Agora eu "bati o pé" que queria um plano que desse acesso ao Hospital Infantil Sabará (e ao Santa Catarina também), e estamos partindo para a Amil Blue. Perdemos na quantidade de médicos disponíveis, ganhamos na rede de hospitais caso alguma internação seja necessária. E como a pediatra principal da Maria Alice já não estava atendendo por nenhum plano mesmo, não há prejuízo com isso.


Espero nunca precisar ter que levá-las ao hospital por nada que seja grave mas, se for o caso, que pelo menos tenham um bom atendimento. E que saiam de lá logo!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eu não uso fralda, papai!


Foi com a frase que dá título ao texto de hoje que Maria Alice comunicou à família no último sábado que não está mais usando fraldas e que, a partir de agora, ela também tem seu "troninho".

Foi de surpresa, e justamente em um momento em que esperávamos reação oposta sua: que tentasse chamar nossa atenção por meio de atitudes de bebê para competir com sua irmã, algo que já ouvi falar que acontece muito com irmãos mais velhos quando nasce outro.

Desde que decidiu sair das fraldas - e nós, alegres, deixamos  - Maria Alice não fez xixi nas calças e vai muitas vezes sozinha usar o pinico. Ufa! No que diz respeito a ela, fraldas agora só para longas saídas ou de noite, com o respectivo alívio no bolso também.

Mas... e como vou fazer para sair com ela sozinho? E se o local não tiver banheiro de família, ou fraldário com banheiro para crianças? No banheiro feminino não vou entrar, e no masculino com ela também não. O jeito é não sair, ou pesquisar bem o lugar antes, para não ficar desassistido na hora agá!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cólicas


Tarsila está acordando da sua hibernação inicial e, pelo que parece, com cólicas. Já tivemos algumas noites "acordados" por causa disso, nada muito grave, mas minha rotina já inclui ir dormir às 4 da manhã e acordar um pouco mais tarde. Esse é um problema dos Paixão Vergueiro, aliás: somos notívagos.

Nessa última noite ela vomitou leite mais do que o esperado. Como tivemos a chatíssima experiência de conviver com o refluxo da Maria Alice por muitos meses quando ela nasceu, já estamos atentos para observar se a caçula não sofre do mesmo mal.

Se forem só cólicas e durarem o clássico período de três meses, eu até (não) vou dormir tranquilo. Caso contrário, aí vai ser um martírio de novo. Tudo bem, faz parte da paternidade.

Ah, e caiu o umbigo da Tarsila. É para jogar em cima do telhado?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Saindo de Casa


O dia em que a Tarsila nasceu foi também o primeiro dia que a Mamãe Paixão dormiu sem a sua Maria Alice por perto. Como a cesária e o hospital são muito pesados para a paciente, e eu fiquei acompanhando a Mamãe praticamente o tempo todo, nós efetivamente não tivemos cabeça para cuidar da primogênita (sem contar que era proibido ela ficar conosco de noite). E a Maria Alice, para aproveitar, dormiu primeiro na Vovó Vergueiro, junto da prima Rafaela, e depois na Vovó Paixão.

Até aí tudo bem. Ela sofreu, mas entendeu. O problema mesmo foi no final de semana seguinte, quando a deixamos na Vovó Paixão para passar o ano novo, já que nós optamos por ficar em casa em silêncio observando a Tatá dormir.

No dia seguinte, outra noite fora de casa, agora na Vovó Vergueiro e com a prima mais uma vez por perto. Mas aí já foi opção da própria Maria Alice, que quis ficar por lá.

Nessas duas noites do segundo final de semana longe de nós, quem sofreu fomos nós. Durante a noite, tudo o que eu sentia era culpa pela ausência da filhota e saudades dela atrapalhando a gente para dormir.

Mamãe diz que Maria Alice nem olhou para ela no dia seguinte. Eu não sei, não reparei. Mas também fiquei chateado.

Foi só a primeira (ou segunda) vez dela fora de casa e longe da gente. Virão outras, muitas outras. É bom eu ir me acostumando.

*   *   *

Em tempo: na foto, a amiga Yasmin, que nos fez uma visita antes do Natal.