sábado, 28 de janeiro de 2012

Roupas


Maria Alice está cada vez maior, e cada vez maior é também a sua demanda por roupas novas. Até agora, a maior parte de tudo o que a filhota usou para vestir veio como presente da família e dos amigos, mas os presentes estão rareando (só mesmo quando a Tia Tati viaja e traz regalos dela ou da Madrinha Clarissa), e se aproxima a hora de colocarmos a mão no bolso.

Acho que apenas um ou outra vez saímos para comprar roupa para a Maria Alice em seus dois anos e meio de vida, ela. Uma calcinha aqui, uma blusinha ali, um vestido para um evento especial, etc., nada que tenhamos feito por hábito, e sim apenas por necessidade ou oportunidade do momento.

Da minha parte - e como bom representante da ala masculina da família Paixão Vergueiro - não gosto de sair para comprar roupas. Aliás, não gosto de sair para comprar quase nada, e praticamente só me sinto confortável indo ao supermercado - isso sim eu faço com prazer.

Mas não gosto de comprar roupas mesmo: não tenho paciência para ficar entrando de loja em loja, experimentando peças diferentes, ouvindo "conversa mole" de vendedor, etc. Eu sou daquele tipo de pessoa que não gosta de ser abordada na loja, mas que fica incomodada se precisa encontrar algo e ninguém vem falar com ela. Quer dizer, não sei se "esse tipo de pessoa" existe, vai ver é apenas eu que sou assim...

Bem, perdi a linha no texto aqui. O que queria falar mesmo é que vamos ter que começar a comprar roupas para a Maria Alice. A Tarsila ainda vai usar as da irmã mais velha por algum tempo, fora os presentes que ganha, então a hora dela demorará a chegar. Mas para a Maria Alice, a hora é agora.

Então é bom eu preparar as minhas leituras do mestrado e não esquecer de levá-las na hora das compras. Vamos "bater perna", e eu vou tomar muito "chá de cadeira". Ai.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um mês de Tatá


Tarsila completa um mês de vida amanhã, segunda-feira, e confesso que ainda não sei como vai ser daqui para frente. Até o momento ela ainda só dorme, mama e faz cocô, muito diferente da sua irmã mais velha que, com duas semanas de vida, já estava de pé (não literalmente, claro) dando trabalho e chorando sem parar.

Por isso mesmo, e também pelo fato de eu ter estado mais presente em casa dessa vez - tirei férias no trabalho - tudo parece estar sendo mais fácil. Mamãe Paixão, inclusive, se gabou de ter assistido um filme essa semana, algo impensável por meses a fio depois de Maria Alice ter nascido.

A família também tem ajudado. Vovó e Vovô Paixão (na foto), Vovó e Vovô Vergueiro têm ficado com Maria Alice sempre que possível, e tudo conspira para que, apesar das dificuldades, tenhamos realmente uma vida mais tranquila agora. Sem contar, claro, que estamos muito mais experientes e calmos do que na primeira vez.

Bem, vamos torcer. Não vou contar vitória antes do tempo, deixemos a Tarsila acordar de vez primeiro. E vamos que vamos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Presas ao sistema



Tarsila mal tinha nascido e lá fui eu pesquisar novamente os planos de saúde. Sinto uma grande agonia de ter que pagar um alto valor para garantir que minhas filhas tenham acesso à saúde de qualidade, mas infelizmente não consigo nesse momento confiar no serviço prestado pelo estado - e posso me dar a esse luxo, inacessível à maior parte da população brasileira.


Com a Maria Alice foi a mesma coisa, e optei por incluí-la como dependente no meu plano da Unimed Paulistana. Agora eu "bati o pé" que queria um plano que desse acesso ao Hospital Infantil Sabará (e ao Santa Catarina também), e estamos partindo para a Amil Blue. Perdemos na quantidade de médicos disponíveis, ganhamos na rede de hospitais caso alguma internação seja necessária. E como a pediatra principal da Maria Alice já não estava atendendo por nenhum plano mesmo, não há prejuízo com isso.


Espero nunca precisar ter que levá-las ao hospital por nada que seja grave mas, se for o caso, que pelo menos tenham um bom atendimento. E que saiam de lá logo!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eu não uso fralda, papai!


Foi com a frase que dá título ao texto de hoje que Maria Alice comunicou à família no último sábado que não está mais usando fraldas e que, a partir de agora, ela também tem seu "troninho".

Foi de surpresa, e justamente em um momento em que esperávamos reação oposta sua: que tentasse chamar nossa atenção por meio de atitudes de bebê para competir com sua irmã, algo que já ouvi falar que acontece muito com irmãos mais velhos quando nasce outro.

Desde que decidiu sair das fraldas - e nós, alegres, deixamos  - Maria Alice não fez xixi nas calças e vai muitas vezes sozinha usar o pinico. Ufa! No que diz respeito a ela, fraldas agora só para longas saídas ou de noite, com o respectivo alívio no bolso também.

Mas... e como vou fazer para sair com ela sozinho? E se o local não tiver banheiro de família, ou fraldário com banheiro para crianças? No banheiro feminino não vou entrar, e no masculino com ela também não. O jeito é não sair, ou pesquisar bem o lugar antes, para não ficar desassistido na hora agá!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cólicas


Tarsila está acordando da sua hibernação inicial e, pelo que parece, com cólicas. Já tivemos algumas noites "acordados" por causa disso, nada muito grave, mas minha rotina já inclui ir dormir às 4 da manhã e acordar um pouco mais tarde. Esse é um problema dos Paixão Vergueiro, aliás: somos notívagos.

Nessa última noite ela vomitou leite mais do que o esperado. Como tivemos a chatíssima experiência de conviver com o refluxo da Maria Alice por muitos meses quando ela nasceu, já estamos atentos para observar se a caçula não sofre do mesmo mal.

Se forem só cólicas e durarem o clássico período de três meses, eu até (não) vou dormir tranquilo. Caso contrário, aí vai ser um martírio de novo. Tudo bem, faz parte da paternidade.

Ah, e caiu o umbigo da Tarsila. É para jogar em cima do telhado?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Saindo de Casa


O dia em que a Tarsila nasceu foi também o primeiro dia que a Mamãe Paixão dormiu sem a sua Maria Alice por perto. Como a cesária e o hospital são muito pesados para a paciente, e eu fiquei acompanhando a Mamãe praticamente o tempo todo, nós efetivamente não tivemos cabeça para cuidar da primogênita (sem contar que era proibido ela ficar conosco de noite). E a Maria Alice, para aproveitar, dormiu primeiro na Vovó Vergueiro, junto da prima Rafaela, e depois na Vovó Paixão.

Até aí tudo bem. Ela sofreu, mas entendeu. O problema mesmo foi no final de semana seguinte, quando a deixamos na Vovó Paixão para passar o ano novo, já que nós optamos por ficar em casa em silêncio observando a Tatá dormir.

No dia seguinte, outra noite fora de casa, agora na Vovó Vergueiro e com a prima mais uma vez por perto. Mas aí já foi opção da própria Maria Alice, que quis ficar por lá.

Nessas duas noites do segundo final de semana longe de nós, quem sofreu fomos nós. Durante a noite, tudo o que eu sentia era culpa pela ausência da filhota e saudades dela atrapalhando a gente para dormir.

Mamãe diz que Maria Alice nem olhou para ela no dia seguinte. Eu não sei, não reparei. Mas também fiquei chateado.

Foi só a primeira (ou segunda) vez dela fora de casa e longe da gente. Virão outras, muitas outras. É bom eu ir me acostumando.

*   *   *

Em tempo: na foto, a amiga Yasmin, que nos fez uma visita antes do Natal.