domingo, 27 de março de 2016

A mãe vem antes


Nós chegamos em casa hoje sete horas da manhã, depois de dez horas em um avião, e oito dias fora no exterior, em viagem.

As meninas ainda dormiam, e como estávamos cansados, decidimos também deitar por algumas horas, até elas acordarem.

Me perdi no tempo, mas sei que um pouco depois elas já estavam em cima da mãe, felizes, pedindo pelos presentes e pelas novidades.

Não queriam saber de mim. O que foi bom nesse caso, pois consegui ficar dormindo um pouco mais.

Mas o fato é que eu estava ali, do mesmo lado que a mãe, voltando da mesma viagem, tendo ficado o mesmo tempo longe. E elas não queriam saber de mim…

Isso não é uma reclamação - é uma constatação. A vida é gerada pela mulher, e é praticamente impossível um homem conseguir alcançar o mesmo vínculo que a mãe tem com a criança, por mais amoroso, carinhoso que ele seja.

Se a mãe dá amor, se a mãe está presente, ela será sempre a primeira referência da criança.

Por isso me entristece todas as vezes que vejo situações em que os pais impedem os filhos de ficarem com as mães, seja judicialmente, ou até mesmo na loucura de fugir com eles.

Fazer desta forma não é amar, é antes de tudo deixar-se levar por um sentimento menor, de egoísmo e possessividade. O pai que ama plenamente prioriza primeiro o interesse das crianças, e sabe reconhecer que a presença efetiva da mãe é muito mais central que a dele.

Esse isso não é ser feminista, machista, respeitar gêneros, ou qualquer outro rótulo que quiserem dar. Isso é respeitar a natureza humana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário